Também referenciada em textos euro-cristãos como Rainha de Sabá, e em registros árabes como Bilqis. No Novo Testamento, é mencionada como Rainha do Sul (Math 12:42; Luc 11:31). Mesmo as origens do nome não muito certas, alguns pesquisadores acreditam que o nome Makedda derive do termo “Macedônia” enquanto outros conectam com o termo Candácia (rainha-mãe).
Ultimamente, todas as histórias sobre Makedda, mesmo com diferentes nomes, podem ser traçadas através da Bíblia dos Hebreus, com passagens quase idênticas em Reis 10:1-13 e Crônicas 9:1-12, onde a visita da Rainha de Sabá ao reino de Salomão em Israel é descrita. A rainha, tendo ouvido falar da grandeza de Salomão, é aconselhada a visitá-lo e presenteá-lo com temperos, ouro e pedras preciosas.
Na tradição etíope, Makedda é apresentada como uma rainha poderosa que, atraída pela sabedoria de Salomão, lhe rende visita. Antes de retornar o rei, por um ardil, vive com ela uma noite de amor, e quando ela retorna ao seu reino concebe um filho, Menelik, que é o fundador da dinastia real etíope. Os pormenores deste episódio lendário aparecem detalhadamente descritos em um texto do final do século XIV, redigido em geez, a escrita antiga abissínia que leva o nome Kebra Nagast (O livro da Glória dos Reis).
Já em outras tradições o encontro entre Salomão e a Rainha de Sabá é descrito de modo menos detalhado, e ela aparece como sedutora e insistente, a qual Salomão vence as investidas com sua superioridade. Na versão árabe, ela é descrita inclusive como demoníaca, com pernas de animal. Em todo caso, todas as histórias se preocupam com o status anômalo de uma mulher muito poderosa.
Entretanto, nem todas descrições são negativas. Algumas tradições a apontam como uma ancestral de um dos magos que visitam Jesus Cristo na manjedoura. A identidade nacional e racial de Makedda também é alvo de muitos debates e especulações, pois além da associação prévia com a Etiópia, ela também foi conectada ao Iêmen, Senegal, Núbia, Oriente Médio e Europa.
Lembrada em poemas, romances, musicais, e sobretudo no cinema, em 1959 ela foi retratada em um filme por Gina Lollobrigida, uma atriz branca, mas em dois filmes mais recentes (1995 e 1997) a personagem foi interpretada por Vivica Fox e Halle Berry, atrizes negras.
BIBLIOGRAFIA
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Última atualização em: 28/01/2021
































