Personagem da história do povo yoruba, era irmã de Egunoja ou Eguneju, o alafim (governante) de Oyó, na área cultural yoruba da atual Nigéria. Ela o teria sucedido no governo a partir da cidade de Igboho, durante o período de invasão do povo Nupê. Assim é mencionada na obra de Samuel Johnson, The history of the Yorubas (A história dos yorubas) (1897).
Nos anos de 1960 o pesquisador Robert Smith encontrou diversas versões sobre o seu período de governo entre os detentores das tradições orais. Como regente, Orompotó teria liderado a guerra de resistência aos invasores nupês em 1555.
Nos últimos anos, pesquisadoras nigerianas ampliaram o conhecimento acerca dessa governanta, vendo nela mais do que uma substituta temporária, e sim uma governanta que deteve o poder durante cerca de vinte anos. Para Oyèronké Oyewumi, é equivocado considerá-la apenas uma regente, porque na sociedade yoruba os postos de governo podiam ser indistintamente ocupados por pessoas do sexo masculino ou do sexo feminino, sem distinção de gênero, e por sucessão colateral – entre irmãos ou irmãs. Orompotó teria governado “porque era a pessoa mais adequada naquele momento para ocupar o trono, uma vez que na cultura yoruba os direitos de sucessão das pessoas não supõem automaticamente a superioridade de irmãos em relação a irmãs”.
BIBLIOGRAFIA
OLAJUBU, Oyeronke. Women in the yoruba religious sphere. Albany: State University of New York Press, 2003.
OYEWÙMÍ, Oyèronké. La invencion de las mujeres: una perspectiva africana sobre los discursos occidentales de género. Bogotá: En la Frontera, 2017.
SMITH, Robert. Kingdoms of the yoruba. London: The University of Wisconsin Press, 1988.
Última atualização em: 22/01/2021
































