Yaa Asantewaa (c. 1830–1921)

Busto de Yaa Asantewaa
Fonte da imagem: Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Yaa_Asantewaa. Acesso em: 01 de jul. de 2020.

Pertencente ao poderoso clã de Eijisu, no antigo Império Axânti, liderou um exército contra  o estabelecimento dos britânicos na Costa do Ouro no período de ocupação colonial (1900-1901). Nasceu em Besease, e,  junto com o irmão Kwesi eram os únicos filhos de Nana Atta Poo (mãe) e Nana Kweku Ampoma (pai). Pelo lado materno, fazia parte do clã real de Ejisu. Acredita-se que tenha nascido durante o período de governo do asantehene  Osei Taw Akoto. Casou-se com Owusu Kwabena, um dos irmãos do asantehene  Osei Bons, sendo mãe de uma filha, Ama Seiwaa Boankra.

Yaa Asantewa era proprietária de uma grande e bem sucedida fazenda em Boankra especializada em produzir cebola e amendoim. Sua filha teve onze filhos, os quais eram membros do clã real pela descendência materna.

Quando, após a conquista britânica, seu neto, Kofi Tene, que reinava com o nome de Kwesi Afrane II, foi derrubado e levado para uma prisão em Serra Leoa,  ela, na qualidade de  guardiã  e protetora do “trono de ouro”, o mais importante símbolo da monarquia axânti, reuniu-se com a assembleia dos chefes e organizou uma resistência armada.    A guerra ocorreu de abril de 1900 e durou sete meses, mas o episódio só se encerrou em março de 1901, quando ela  foi efetivamente presa, pois os oficiais britânicos sabiam que enquanto ela continuasse solta, uma resistência futura poderia voltar a ocorrer.

Estudos recentes sugerem que Yaa Asantewa se entregou para os britânicos para que a vida da sua filha e neta, que estavam sendo mantidas como reféns no forte em Kumasi, fossem poupadas. Ela e mais quinze outros líderes da rebelião, assim como seus dependentes, foram exilados para as ilhas Seychelles em 22 de março de 1901, onde morreu vinte anos depois.

Sua imagem póstuma e as representações que dela variaram desde o período colonial, quando foi lembrada como perigosa subversiva, e no período posterior à independência de Gana, momento a partir do qual tendeu a ser lembrada como liderança anticolonial, heroína nacional e mesmo como antecipação de uma feminista africana. Em 1960, a Escola de Ensino Médio para Meninas Yaa Asantewa  foi criada em sua homenagem na cidade de Kumasi, antiga capital do Império Axânti. Em 2000,  um museu dedicado a ela foi inaugurado em Kwaso, perto de Ejisu, como parte da celebração centenária da Guerra Axânti-Britânica.

BIBLIOGRAFIA

BOAHEN, A. Adu. Yaa Asantewaa and the Asante-British War of 1900-1901. Acrra: Sub-Saharan Publishers, 2003.

DAY, Linda. “Yaa Asantewa”. In: AKYEAMPONG, Emmanuel K.; GATES JR., Henry Louis (dir). Dictionary of African Biography. Oxford University Press, 2012, v. 1,  p 274-276.

DAY, Linda. “Long live the queen. The Yaa Asantewaa centenary na the politics of history”. Ghana Studies, Wisconsin, v. 3, p. 153-166, 2000.

McCASKIE, Thomas. The Golden Stool at the end of the nineenth century: setting the record straight. Ghana Studies, Wisconsin, v. 3, p.  61-96, 2000.

Última atualização em: 03/06/2023

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