Pertencente ao poderoso clã de Eijisu, no antigo Império Axânti, liderou um exército contra o estabelecimento dos britânicos na Costa do Ouro no período de ocupação colonial (1900-1901). Nasceu em Besease, e, junto com o irmão Kwesi eram os únicos filhos de Nana Atta Poo (mãe) e Nana Kweku Ampoma (pai). Pelo lado materno, fazia parte do clã real de Ejisu. Acredita-se que tenha nascido durante o período de governo do asantehene Osei Taw Akoto. Casou-se com Owusu Kwabena, um dos irmãos do asantehene Osei Bons, sendo mãe de uma filha, Ama Seiwaa Boankra.
Yaa Asantewa era proprietária de uma grande e bem sucedida fazenda em Boankra especializada em produzir cebola e amendoim. Sua filha teve onze filhos, os quais eram membros do clã real pela descendência materna.
Quando, após a conquista britânica, seu neto, Kofi Tene, que reinava com o nome de Kwesi Afrane II, foi derrubado e levado para uma prisão em Serra Leoa, ela, na qualidade de guardiã e protetora do “trono de ouro”, o mais importante símbolo da monarquia axânti, reuniu-se com a assembleia dos chefes e organizou uma resistência armada. A guerra ocorreu de abril de 1900 e durou sete meses, mas o episódio só se encerrou em março de 1901, quando ela foi efetivamente presa, pois os oficiais britânicos sabiam que enquanto ela continuasse solta, uma resistência futura poderia voltar a ocorrer.
Estudos recentes sugerem que Yaa Asantewa se entregou para os britânicos para que a vida da sua filha e neta, que estavam sendo mantidas como reféns no forte em Kumasi, fossem poupadas. Ela e mais quinze outros líderes da rebelião, assim como seus dependentes, foram exilados para as ilhas Seychelles em 22 de março de 1901, onde morreu vinte anos depois.
Sua imagem póstuma e as representações que dela variaram desde o período colonial, quando foi lembrada como perigosa subversiva, e no período posterior à independência de Gana, momento a partir do qual tendeu a ser lembrada como liderança anticolonial, heroína nacional e mesmo como antecipação de uma feminista africana. Em 1960, a Escola de Ensino Médio para Meninas Yaa Asantewa foi criada em sua homenagem na cidade de Kumasi, antiga capital do Império Axânti. Em 2000, um museu dedicado a ela foi inaugurado em Kwaso, perto de Ejisu, como parte da celebração centenária da Guerra Axânti-Britânica.
BIBLIOGRAFIA
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Última atualização em: 03/06/2023
































