Um dos grandes diferenciais da Escola de Administração é o campo e interesse dos alunos em entregar atividades extracurriculares, com um forte intuito de impacto positivo, desenvolvimento pessoal e profissional dos nossos graduandos, bem como melhorar nosso ambiente estudantil.
A UFRGS, em seu calendário institucional, disponibiliza uma semana das datas de aula para uma entrega voltada a este intuito chamada Semana Acadêmica, onde, geralmente, a responsabilidade é assumida pelos Centros Acadêmicos dos respectivos cursos. Na Escola de Administração, o CAEA (Centro Acadêmico da Escola de Administração) vem desenvolvendo entregas de qualidade e impacto há 6 anos, alcançando uma maturidade imensa frente a associações da mesma natureza.
Na última semana, nos dias 21 a 25 de Outubro, aconteceu a Semana Acadêmica 2019. A edição deste ano carregou o tema ‘Desenvolvendo Pessoas e Descobrindo Carreiras’, contando com diversos profissionais de diversos canais e empresas extremamente capacitados a contarem suas experiências, proporcionar momentos de troca com os alunos presentes e contribuir para uma decisão assertiva em termos de escolha de carreira dos futuros administradores.
Esta edição contou com um total de 17 nomes de alto impacto: Dirceu Corrêa Jr (CEO da Postmetria), Edison Paulo Mattjie Júnior (Auditor no Banco Central), José A. Bianchin (Business development na Loft), Pedro Mallmann (Vice-presidente da EA Alumni; Diretor na Renobrax), Ana Gismonti (Sócia proprietária da New Me School), Rodrigo Grundig (Warren), Matheus Girardi (Gerente de Canais, CRM e UX no Agibank), Estevão Stumpf (Professor, palestrante, empreendedor de startups (Flua, Plantões Médicos) e diretor da Orgânica Digital), Bruna Grellt (Customer Success na Adentro Cloud Solutions), William Pinheiro dos Santos (Consultor interno de RH na Dell e líder do Pride), Matheus Felipe (Membro do Pride Connection Brasil; Diversidade e Inclusão do Sicredi), Julia Soll (Coordena a área de Atração&Diversidade do Grupo RBS), Juliana Oliveira (Recrutadora na ThoughtWorks Brasil), Arthur Estima (Warren e Head do Papo de Grana), Diego da Rocha Machado (Warren e Papo de Grana), Daniel Ferreti (CMO e VP de Growth na Franq Openbank e Michel Costa (CEO da TECHPAR Investments).
O evento cumpriu com sucesso o objetivo de proporcionar um ambiente de desenvolvimento pessoal e profissional, tendo uma adesão excelente por parte dos alunos, chegando a cerca de 750 envolvidos nos 5 dias de evento, momentos de troca e abordagem de conteúdo de qualidade.
Para mais informações e detalhes sobre o que foi abordado por cada profissional em cada painel, bem como ficar sabendo sobre os próximos eventos da Escola de Administração, acompanhe o CAEA UFRGS nas redes sociais!
Eduardo Puchalski Presidente CAEA UFRGS 2019 Estagiário de Negócios na Octo Business
Marcelo é formado em administração pela Escola de Administração da UFRGS e possui pós-graduação em finanças pela Fundação Getulio Vargas e MBA pela University of Texas McCombs School of Business. Atua hoje como Senior Associate na área de Deals da PwC em Dallas no Texas, Estados Unidos.
Comecei minha jornada
profissional como aluno da EA UFRGS no primeiro semestre de 2006 e já no
segundo semestre iniciei o meu primeiro estágio em uma empresa pequena. De lá, estagiei
na Gerdau e depois tranquei a faculdade para passar um ano fora estudando
outros idiomas. Voltei ao Brasil no início de 2009, logo após o auge da crise internacional.
Logo iniciei a busca por estágios e empregos, mas a coisa não estava muito boa
– quem viveu, deve se recordar. Estando na EA UFRGS, no entanto, sempre estive
rodeado de colegas competentes e bem colocados no mercado de trabalho e foi aí
que tive a primeira experiência real da importância do network. Alguns
meses após o meu retorno, me inscrevi no processo de trainee da PwC, ou PriceWaterhouseCoopers,
por meio da indicação de uma colega que estava trabalhando lá. No fim acabei
sendo contratado e entendo como foi importante ter tido a minha experiência internacional
e poder comprovar o domínio da língua inglesa.
Na PwC continuei
cercado por pessoas extremamente competentes e que sempre pensaram em trabalhar
no exterior ou já tinham feito e podiam compartilhar as suas experiências. Após
alguns anos em Porto Alegre, me mudei para São Paulo onde conheci ainda mais
pessoas com essas experiências. Cada pessoa que conheci nesse tempo na EA
UFRGS, PwC Porto Alegre, PwC São Paulo e na cidade de São Paulo, não só se
tornou parte da minha rede de contatos, mas também me influenciou e ajudou a
construir a confiança necessária para encarar um curso de Mestrado em
Administração, ou MBA, no exterior.
Com a decisão tomada,
enfim iniciei os preparativos para buscar uma vaga em um curso de MBA, e não
foram poucos.
Para começar, é
necessário saber bem qual o objetivo para buscar um MBA fora. Há quem queira
ter somente uma experiência internacional, há quem queira sair do país em
definitivo, há quem queira mais conhecimento e rede contatos em uma certa
indústria, etc. Enfim, há uma séria de motivos que podem levar a buscar a esse
caminho e é muito importante saber qual o objetivo antes de começar a dedicar
tempo e recursos para alcançá-lo.
Com os objetivos
definidos, começa a fase de planejamento, que envolve pesquisar quais
instituições atendem tais objetivos. A partir daí é possível saber quais as
pontuações nos testes GMAT – ou GRE – e TOEFL necessárias para tentar uma vaga,
os demais requisitos, que normalmente envolvem redações explicando o porquê da
decisão de buscar um MBA, além dos cronogramas de inscrição. Além disso,
sabendo a universidade, também é possível iniciar o planejamento financeiro, já
que diferentes universidades cobram valores significativamente distintos, sem
contar o custo de vida, que varia expressivamente dependendo do estado. Há
muitas outras questões a serem levadas em consideração que merecem um ou mais artigos
focados.
Feito o planejamento, é
baixar a cabeça e estudar, estudar muito! As duas provas quase que obrigatórias
para qualquer curso MBA no exterior são o GMAT ou GRE e o TOEFL. O GMAT e GRE
são provas de matemática do ensino médio, lógica e interpretação de texto. O
conteúdo não é muito extenso, ainda mais se comparado ao ENEM ou vestibular e
concursos públicos. A dificuldade reside no curto tempo para resolver as
questões, o que pode ser um desafio e tanto para muitos e posso dizer que para
mim foi. A parte de matemática e lógica não necessita de inglês avançado, no
entanto, a parte de inglês requer excelente conhecimento de gramática e
vocabulário. Quanto ao TOEFL, é necessário conhecimento avançado para alcançar
uma boa pontuação, pois há trechos que envolvem escutar e responder falando. Há cursos online muito bons com preços razoáveis
e há cursos presenciais que normalmente são caríssimos. Vai de cada um o que
funcionar melhor. Eu particularmente estudei quase que inteiramente por cursos
online e fiz apenas algumas aulas presenciais de matemática.
Com as provas feitas
e, quiçá, boas pontuações atingidas, se inicia a etapa de inscrições. Cada universidade
exige a confecção de duas ou mais redações, além do envio das notas. Algumas universidades
possuem processos mais criativos, aceitando vídeos e outras formas de expressão.
Também faz parte do processo uma ou mais entrevistas presencias ou por Skype,
então não há como fugir de estar com o inglês afiado. Há coaches aqui no Brasil
que auxiliam nessa etapa e eu recomendo muito fazer uso desse recurso, que
embora caro, com certeza fará a diferença entre ser aceito ou não nas
universidades escolhidas.
Ao longo de
aproximadamente nove meses, passei por todas estas etapas e acabei sendo aceito
em algumas universidades nos EUA e na Europa. Optei pela University of Texas,
por encaixar mais aos meus objetivos e por sua localização em Austin, capital
do Texas e uma cidade excelente para morar. Outros fatores importantes foram o
tamanho da escola, não muito grande nem muito pequena, a excelente recepção prestada
pelo corpo docente e pelas demais áreas de apoio, e a cultura de colaboração
que incentiva a formação de um network que veio a me auxiliar na busca
por emprego durante o curso.
Passei dois anos
cursando diversas cadeiras de finanças, operações, marketing, ética, entre
outros, e tive uma experiência de ensino muito boa que me trouxe uma outra
perspectiva de mundo e ajudou a abrir a minha cabeça a outras maneiras de solucionar
problemas. Não só isso, como também tive a oportunidade de me expor ao mercado
de trabalho norte-americano e, por pura coincidência, conseguir uma vaga na PwC
de Dallas. Essa última etapa, que envolve procurar um emprego, ou iniciar um
negócio se você tem espírito empreendedor, é crucial e merece toda a dedicação,
pois é a culminação de todo o esforço dedicado. Até hoje me lembro muito bem das
dezenas de horas de preparação para estudos de caso e entrevistas e dos
diversos e-mails de “agradecimento” por ter participado em processos de
seleção. Além disso, a obtenção de vistos de trabalho se tornou muito mais difícil
em 2018 devido a mudanças na política de imigração dos Estados Unidos, fazendo
com que muitas empresas parassem de contratar estrangeiros. Com certeza essa
foi a etapa mais difícil de toda a jornada e por isso vale ressaltar a sua
importância.
Tentei fazer um resumo
da minha jornada de BIXO EA UFRGS 2006 a profissional no mercado global, mas
acabei escrevendo muito mais do que tinha planejado. A verdade é que as
experiências foram muitas e todas de altíssimo valor. Os desafios também foram
incontáveis, mas com a base e a rede de contatos que desenvolvi na EA, sempre tive
a quem buscar quando me deparei com obstáculos. Em suma, se você tem esse
sonho, vá atrás dele. Se encontrar dificuldades, use o seu network. E quando
chegar lá passe o aprendizado adiante!
Como identificar a inovação nas empresas? Perguntar diretamente aos empresários se “sua empresa inova?” não é o caminho. Cada um tem um entendimento do que é inovação e a maioria das respostas seria “sim, inovamos”. Mas quantas empresas são, de fato, inovadoras? Você sabe qual o percentual de empresas gaúchas que lançam novos produtos que são desenvolvidos internamente? Três por cento! Inovação é a palavra do momento. Nenhuma empresa quer ser rotulada como defasada, com produtos obsoletos ou desatualizada com relação aos desejos do mercado. Mas quando investigamos mais a fundo, identificamos diferentes percepções sobre o que é inovação.
Durante o projeto de pesquisa que buscou traçar os Caminhos da Inovação na Indústria Gaúcha, coordenado pelo NITEC – Núcleo de estudos em Inovação da UFRGS, identificamos que o desenvolvimento de novos produtos ou tecnologias é restrito, ocorrendo, principalmente, a partir da solicitação de clientes (38%) e melhorias em produtos existentes (35%). São aqueles ajustes em peças existentes, uma adaptação de um produto existente, uma execução de algum projeto desenvolvido pelo cliente, etc. Poucas são aquelas empresas que realmente lançam produtos novos que foram inventados internamente (3%).
Assim, é preciso ter em mente que (1) inovação é uma palavra que tem significado diferente para diferentes pessoas e empresas. Além disso, (2) produtos completamente originais são a minoria dos desenvolvimentos realizados pelas nossas empresas.
Isso não quer dizer que eles não possam ser inovadoras, pois inovação não se restringe ao desenvolvimento de novos produtos, ela é mais ampla do que isso. Inovação pode ser percebida, também, a partir de novos processos, novas formas de organização e desenvolvimento de novos mercados. Empresas que desejam traçar um caminho inovador não podem estar focadas apenas em uma dessas esferas. É claro que elas precisam desenvolver suas capacidades de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias! No entanto, elas também precisam ter esforços nas áreas de produção, de gestão e comercial.
Ou seja, (3) inovação é o resultado de um conjunto de capacidades de desenvolvimento de produtos e tecnologias, de produção, de gestão e comercial.
É o conjunto de habilidades nessas diferentes áreas que levará uma empresa a atingir desempenho inovador. Apenas desenvolver um novo produto sem conseguir produzi-lo em alta escala, desenvolver o mercado para esse novo produto, fazer a sua distribuição e gerenciar todas essas atividades de forma planejada e integrada não é suficiente. É a combinação das capacidades nessas diferentes áreas que podem levar uma empresa a ser inovadora.
Cada empresa, no entanto, (4) precisa encontrar a combinação mais adequada aos seus processos internos e, principalmente, encontrar a combinação que a leve a atender as demandas do seu público-alvo.
Uma empresa de alimentos que está atenta às novas demandas dos consumidores por produtos mais saudáveis, por exemplo, deve ter, logicamente, a capacidade de desenvolver produtos para esse público. E mais, ela deve ter condições de desenvolver embalagens que comuniquem o seu diferencial e conquistem aquele consumidor. São as capacidades de desenvolvimento e comercial andando juntas para alcançar o consumidor e, portanto, gerar retorno econômico para a empresa. Já uma empresa fornecedora de matéria-prima, com atuação business to business (B2B), não precisa colocar o mesmo esforço na marca ou em campanhas comerciais voltadas ao grande público, pois seu foco deve estar em desenvolver sua capacidade de gestão, integrando a cadeia de valor e desenvolvendo relacionamentos duradouros com seus clientes.
Assim, inovação não é apenas produzida por “Apples, Googles ou Amazons da vida”, porém, apenas introduzir uma camiseta verde em um portfólio de camisetas azuis não reflete a verdadeira inovação. Para uma inovação se concretizar, é necessário um esforço por parte da empresa nas diferentes áreas, e o resultado desse conjunto de esforços deve gerar retorno para a empresa.
Portanto, (5) inovação é resultado.
É fácil? Não, ninguém disse que seria. É factível? Sim, é possível identificar as áreas que devem ser mais trabalhadas e desenvolver essas capacidades. Essas indagações nos movem como pesquisadores, pois queremos entender como as empresas funcionam, identificar padrões e propor caminhos para que possam ser inovadoras.
Profª Drª Fernanda Reichert Programa de Pós-Graduação em Administração Escola de Administração/UFRGS Pesquisadora do NITEC
A cada semana que passa estamos
avançando na construção de uma rede de ex-alunos mais estruturada e com
projetos que beneficiem a Escola de Administração, alunos e ex-alunos. Veja
abaixo o andamento dos principais projetos do EA Alumni.
Encontros Coletivos 2019:
III Encontro Coletivo:
No dia 25 de novembro faremos o nosso III Encontro Coletivo de 2019, onde ocorrerá o encerramento da edição desse ano do Programa de Mentoria Conquistar e faremos ainda a entrega do Prêmio Rolando Beulke de Melhor Docente. O tema do evento será carreira política e acadêmica e contará com a presença de Mateus Bandeira e Felipe Camozzato.
Endowment e Premio Rolando Beulke de
Melhor Docente
A equipe do EA Alumni UFRGS lançou em outubro de
2019 o Prêmio Rolando Beulke de Melhor Docente.
O prêmio é o primeiro projeto de captação do fundo
de Endowment construído pelo EA Alumni UFRGS. A premissa é de que os
professores têm um papel fundamental para que os alunos da Escola de
Administração tenham uma experiência única durante a sua formação.
Tendo como Missão “Potencializar a experiência dos
alunos, aproximando-os dos melhores que passaram pela EA, estimulando o
surgimento de novas lideranças.” o EA Alumni UFRGS tomou a decisão de criar o
Prêmio Rolando Beulke de Melhor Docente da Escola de Administração para o curso
de graduação de Administração.
Para valorizar os melhores profissionais de ensino
e conhecimento que você teve durante a sua jornada na Escola de Administração
estamos apresentando o Prêmio Rolando Beulke de Melhor Docente. O prêmio busca
valorizar e reconhecer os profissionais que impactaram drasticamente na sua
carreira e na de muitos alunos que já passaram pela escola ao longo do tempo.
A equipe do projeto está formada tanto por
integrantes do EA Alumni como também pelo time do PPGA do Nitec, o que tem
contribuído para um pensamento multidisciplinar da equipe;
A equipe vem estruturando o direcionamento
estratégico para o futuro da Escola de Administração da UFRGS, além de
acompanhar os resultados do projeto de endownment desenvolvido pelos alunos da
Engenharia da UFRGS, além de conversar e trocar ideias.
Comunicação e Marketing EA Alumni:
A equipe de comunicação e marketing do EA Alumni
tem trabalhado nas últimas semanas na comunicação do Premio Rolando Beulke e na
construção da divulgação do III Encontro Coletivo.
Plano Estratégico de Marketing
Com a conclusão das divulgações em andamento, o time de comunicação
alocará seu foco no planejamento estratégico da comunicação do EA Alumni para
os próximos anos. Com o plano organizaremos e estruturaremos ainda mais a
comunicação para atingir todos os públicos envolvidos na nossa missão: alunos, ex-alunos
e Escola de Administração. Os resultados deverão surgir ao longo dos próximos
meses.
Além disso, para 2020 a equipe trabalhará de forma
focada para reativar o programa de associados do EA Alumni UFRGS e desenvolver
o relacionamento com diversos públicos de Alumni, independente do ano de
formatura.
Próximos eventos: Para você ficar conectado e
engajado nos próximos eventos do EA Alumni UFRGS, sugerimos nos seguir nas
redes sociais e cadastrar o seu email e informações. Abaixo listamos alguns
eventos que faremos nos próximos meses e quem podem lhe interessar:
III Encontro Coletivo: ocorrerá em novembro e abordará o tema carreira
política e acadêmica;
Financeiro
O time
financeiro do EA Alumni vem trabalhando desde o início de 2019 para estruturar
os mecanismos de governança e controle do fluxo de caixa EA Alumni.
A equipe definiu
nas últimas semanas sobre o uso da plataforma Donorbox para coleta de doações
do Prêmio Rolando Beulke e pagamento de associados do EA Alumni UFRGS.
Assuntos
Gerais
Estamos buscando por novos parceiros voluntários para auxiliar nos times de comunicação, financeiro, endowment e conquistar. Se você estiver interessado em nos auxiliar e tiver, no mínimo 1 hora por semana disponível para colaborar, fique à vontade para entrar em contato pelo email contatoeaalumni@gmail.com e avançarmos na parceria.
Estamos trabalhando no cadastramento de alunos e ex-alunos. Já são mais de 100 pessoas cadastradas. O projeto servirá para estruturar nosso relacionamento com os ex-alunos e trabalharmos de forma ainda mais próxima com os interessados. Cadastre-se (https://forms.gle/N1eWwph4vgrmDszG8) você também para acompanhar tudo que acontece no EA Alumni UFRGS.
Mesmo com uma estrutura enxuta e limitada, a equipe do EA Alumni UFRGS tem observado um crescimento de engajamento a cada novo evento organizado pela rede. Seu apoio é fundamental para o sucesso da rede de alunos, ex-alunos e Escola de Administração da UFRGS. Contamos com você!
Ficamos à disposição de todos para maiores esclarecimentos, dúvidas e sugestões.
É com prazer e orgulho que faço essa primeira contribuição para o novo Newsletter da EA Alumni. O tópico desse primeiro artigo, é inovação! E inovação “à moda Chinesa”.
Recentemente
estive em Beijing para participar de uma conferência internacional sobre
Inovação e apresentar um artigo sobre ecossistemas de
empreendedorismo-intensivo em conhecimento. A conferência foi realizada na Escola
de Economia e Negócios da Universidade de Tsinghua, considerara a MIT Chinesa e
posicionada em 22º lugar no Ranking das melhores Universidades do mundo.
Portanto,
o principal interesse desse grupo de acadêmicos é compreender como economia
e tecnologia interagem para produzir mudança na dinâmica das empresas,
setores e quais as implicações desse processo para a geração de riqueza nos
diferentes países visando, eventualmente, contribuir para estratégias e
políticas que fomentem a inovação.
O mundo
é repleto de evidências de que o diagnóstico e previsão de Schumpeter estavam
corretos, o que tem justificado o esforço de diferentes países em promover
políticas que visam a inovação. Se, de um lado, a inovação explica a posição de
liderança de países desenvolvidos (EUA, Alemanha, Inglaterra, Finlândia, etc),
por outro também explica a ascensão de outros como, por exemplo, Japão, Coréia
do Sul, Singapura e Israel. O caso mais recente e emblemático das últimas duas
décadas é o Chinês.
Inovação à moda Chinesa –
Breve Histórico
Embora
a China tenha um histórico milenar de inovações que remontam a invenção do
papel, da seda, pólvora, fogos de artifício, entre o outros, a evolução recente
do século do final do século XX e início do século XXI tem sido assistida pelo
mundo. Em resumo, a partir de 1979, o país iniciou um processo de abertura para
investimento externo, liberalização (ou “descoletivização”) da economia interna
dando lugar ao empreendedorismo e abertura de novos negócios e modernização da
economia com foco em quatros setores: agricultura, indústria, defesa e ciência
e tecnologia. Em 2001, a China ingressa como membro na Organização Mundial do Comércio
(OMC) o que intensifica a abertura e internacionalização do país. Desde então, o
país tem obtido um crescimento quase exponencial em diferentes setores da
sociedade. Os incentivos econômicos de uma competição por baixo custo orientado
a exportações, levaram a um processo investimento estrangeiro direto em
diferentes setores industriais, em infraestrutura, e migração do campo para a
cidade, ou seja, uma verdadeira “sino-revolução industrial” 240 anos após a
primeira (ocorrida na Inglaterra), fizeram com que a China se tornasse a
“fábrica do mundo”.
A
“mágica” econômica promovida por uma política agressiva de desvalorização
cambial, se consolidou no espantoso crescimento do PIB e “catching up”
ou convergência econômica que podemos observar no gráfico dinâmico que viralizou recentemente.
No entanto, a convergência econômica é, antes de tudo, resultado de uma convergência tecnológica uma vez que os fluxos industriais trouxeram consigo fluxos de conhecimentos e capacidades tecnológicas que não existiam no pais anteriormente. É justamente essa diversidade de conhecimentos que permitem uma série de “novas combinações” de hardware,software, “bioware” e serviços com aplicações de valor para o mercado que tem alçado o país para figurar entre as nações mais inovadoras do mundo.
Essa
evolução pode ser observada também nos relatórios do Global Innovation Index
desde 2012 (Figura 1) em que a China claramente salta do grupo de países de
renda média caracterizado por pouco inovação e pouco desenvolvimento econômico
e começa a integrar o grupo de países desenvolvidos.
Figura. 1. Global
Innovation Index vs GDP Per Capita in PPP$ (bubbles sized by population)
FONTE: construído a partir de Dutta et al (2012, 2018)
Quadro 1. Exemplos de empresas Chinesas e suas inovações
Empresa
Exemplos de Inovação
Huawei
Single RAN (rede de acesso por rádio) da Huawei, que permite que uma única estação base gerencie a telefonia 1G, 2G e 3G
TCL
Televisor da TCL que pode mostrar simultaneamente dois programas diferentes em tela cheia
Suzhou Nano-Micro Bio-Tech’s
Purificação de biofármacos, diagnóstico médico através de nano partículas
WeChat
Altamente popular na China e agora expandindo para outros países
Xiaomi
Faz uso inteligente de uma plataforma Android e adaptações rápidas com base no feedback dos clientes
Alibaba
Se tornou o maior portal de Internet business-to-business do mundo
DJI
Líder na produção de drones
Fonte: Yip
(2010) “China’s Next Strategic Advantage”
Qual o limite para a
inovação?
Quando
países se aproximam do ponto de convergência tecnológica e econômica de países
desenvolvidos, o único passo possível para a evolução está no avanço da
fronteira científica. E essa foi a tônica das apresentações dos pesquisadores Chineses
presentes na Conferência em Beijing. Poderá a China se tornar a principal
potência em Inovação?
O recente
desenvolvimento chinês seguiu uma conhecida e documentada estratégia “da
Imitação para a Inovação” semelhante ao processo Japonês e Sul Coreano em
décadas anteriores. À medida que esse modelo se esgota, os países precisam
buscar a consolidação não apenas de suas empresas por meio de produtos de maior
qualidade e marca, mas também a liderança na resolução de problemas complexos que
estão na fronteira do conhecimento. Isso se dá através de Pesquisa e
Desenvolvimento (P&D), em especial, pesquisa básica.
Ao
analisarmos os gastos nominais em Pesquisa e Desenvolvimento, a China vem se
aproximando a passos largos dos Estados Unidos (Figura 2). No entanto, o volume
de recursos não nos informa sobre a qualidade ou prioridades dessa alocação. A
figura 3 apresenta essa orientação. A maior parte dos gastos em P&D na
China se dão no nível de pesquisa experimental e aplicado (aquele voltado a
resolução de problemas de produção ou engenharia) que não lidam especificamente
com os desafios da fronteira do conhecimento.
A influência científica do país pode ser medida pela produção e publicação de pesquisas bem como patentes e o número de citações dessas produções no âmbito global. Embora o número de publicações tenha aumentado significativamente, a qualidade das publicações assim como das patentes publicadas é muitas vezes questionada. Argumenta-se que, embora a China esteja posicionada como segundo lugar no número de publicações, a média de citações por documento ainda é baixo o denota uma relativa pouca influência na comunidade científica internacional se comparada com os principais líderes como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França. No entanto, não será surpresa ver essa condição melhorar nos próximos anos.
Cabe
ressaltar, no entanto, que o tipo de P&D Chinês é plenamente coerente com
uma estratégia bem-sucedida de aquisição de conhecimento externo e catching up
realizados até aqui. Nesse sentido, apesar do otimismo e confiança pelo
desempenho recente, os Chineses tem plena consciência de que a liderança
científica que vem através do investimento em “pesquisa básica” (na fronteira
do conhecimento) é uma necessidade tanto para sustentar o crescimento quanto
para colocar o país em uma posição de liderança competitiva. Essa consciência é
o primeiro passo para que o país alcance esse objetivo.
China hoje, futuro e
lições para o Brasil
A China
tem como objetivo se tornar uma sociedade orientada para a inovação até 2020 e
uma superpotência em ciência e tecnologia até 2050. Para tanto, o país se vale de uma série de
planos para realizar a transição de uma econômica orientada a exportação de
produtos manufatureiros para aumentar os investimentos em educação nas áreas de
Ciência, Tecnologia, Engenharias e Matemáticas (da sigla STEM em inglês) bem como nas estruturas
de suporte e habitats como Parques Tecnológicos e centros de inovação de alta
tecnologia como a TusPark (Tsinghua University Science Park).
Algumas
coisas saltam aos olhos e que dão um pouco da sensação da evolução do país com
um todo.
Meio
ambiente.
O país tem buscando soluções para o combate a poluição do ar oriundos da forte
industrialização através do desenvolvimento de tecnologia. Porém chama a
atenção a quantidade de espaços verdes e parques no meio da cidade. Além de
tornar as cidade mais agradáveis, a campanha também tem contribuído
deixar o planeta mais verde.
Robótica.
Quando menos se
espera, é possível ser surpreendido pela tecnologia. No hotel Park Plaza
Science Park, se você fizer um pedido a recepção, provavelmente será atendido
por um robô que fará a entrega pra você.
Tecnologia
e comunicação. Talvez
o primeiro impacto a ser sentido ao chegar na China é o não acesso às
ferramentas de comunicação e redes sociais que utilizamos diariamente (Google,
gmail, facebook/instagram, twitter, uber, whatsapp, etc). Isso denota um país que é aberto para receber
conhecimento e tecnologia externo, porém que promove forte reserva de mercado.
Ao andar
por Beijing é possível observar um misto de tradição com modernidade.
Surpreende a velocidade com que a transformação do país ocorreu, o que nos faz
refletir sobre lições que podem e devem ser tiradas para o desenvolvimento do
Brasil. Apesar do nosso ambiente de inovação ter melhorado nos últimos anos a
partir de uma maior consciência sobre a importância da inovação, do crescente
interesse em empreendedorismo e de um nascente mercado venture capital, alguns
elementos do ecossistema brasileiro ainda precisam ser aperfeiçoados. Um
exemplo são os “links” entre ciência, tecnologia e indústria e um melhor
balanço entre pesquisa básica e aplicada. Se na China, a maior parte do
investimento em P&D se concentra em pesquisa experimental e aplicada nas
empresas (necessárias para a construção de capacidades tecnológicas da
indústria), no Brasil, P&D ainda é quase que exclusividade de poucas
grandes empresas ou da Universidade cujo foco é, primordialmente, pesquisa
básica (não necessariamente atrelados à resolução de problemas imediatos das
empresas). Não é o caso de escolher entre uma coisa ou outra, mas de encontrar um
balanceamento dessas atividades e seu financiamento ao longo do ciclo completo de
inovação.
Referências
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forging ahead, and falling behind. The Journal of Economic History, 46(2),
385-406.
Appelbaum, R. P., Cao, C., Han, X.,
Parker, R., & Simon, D. (2018). Innovation in China: challenging the global
science and technology system. John Wiley & Sons.
Dutta, S. (2012). The global innovation
index 2012. Stronger innovation linkages for global.
Dutta, S., Reynoso, R.
E., Garanasvili, A., Saxena, K., Lanvin, B., Wunsch-Vincent, S., … & Guadagno, F. (2018). The global
innovation index 2018: Energizing the World with Innovation. Global
Innovation Index 2018, 1.
Kim, L. (1997). Imitation to innovation:
The dynamics of Korea’s technological learning. Harvard Business Press.
Lee, K., & Lim, C. (2001).
Technological regimes, catching-up and leapfrogging: findings from the Korean
industries. Research policy, 30(3), 459-483.
Normile, D. (2018).
China narrows US lead in R&D spending. Science. 362(6412),
276.
Pisano, G. P., &
Shih, W. C. (2012). Producing prosperity: Why America needs a manufacturing
renaissance. Harvard Business Press.
Schumpeter, J. A. (1912). 1934. The
theory of economic development.
Yuqing, X. I. N. G.
(2006). Why is China so attractive for FDI? The role of exchange rates. China
Economic Review, 17(2), 198-209.
Yip, G. S., & McKern,
B. (2016). China’s next strategic advantage: From imitation to innovation. MIT
Press.
A cada semana que passa estamos
avançando na construção de uma rede de ex-alunos mais estruturada e com
projetos que beneficiem a Escola de Administração, alunos e ex-alunos. Veja
abaixo o andamento dos principais projetos do EA Alumni.
Encontros Coletivos 2019:
I Encontro Coletivo:
Realizamos o I Encontro Coletivo de 2019 em maio de 2019 na Escola de
Administração da UFRGS. O convidado especial foi o Alumni Celso Garcia, sócio
fundador da CI – Central de Intercâmbios;
O evento teve boa aceitação de alunos, com 19 pessoas presentes;
Além disso, dos alunos presentes, 2 demonstraram interesse em se engajar
mais e participar do EA Alumni;
Pensando nos próximos eventos surgiu a ideia de fazer aos sábados na
escola e de oferecer certificado aos presentes.
II Encontro Coletivo:
Realizamos o segundo encontro do ano na Escola de Engenharia da UFRGS,
no final do mês de agosto, com a presença ilustre dos Alumni Jonathan
Gottfridsson e Rodrigo Ferlini, que falaram sobre o tema “Carreira Executiva”.
III Encontro Coletivo:
O III Encontro Coletivo ocorrerá em novembro, com data e local a serem
definidos. O tema do evento será carreira política e acadêmica
Programa de Mentoria Conquistar:
Após a seleção de 14
mentorados e o “match” com os mentores parceiros, estamos agora na
fase acompanhamento com os mentores e mentorados;
Grande parte dos escolhidos se formam entre 2019 e 2020. As áreas mais escolhidas são:
Empreendedora (5)
Marketing (4)
Consultoria (4)
Gestão de Pessoas (1)
A avaliação da primeira conversa pelos mentorados (1 a 5) foi de 4,53
Em Novembro, planejamos realizar um evento maior, atraindo ex-alunos, além dos alunos do Conquistar, com grandes nomes para falar sobre as expectativas de 2020.
Comunicação e Marketing EA Alumni:
Novo Site:
O novo site do EA Alumni UFRGS foi lançado no ar no dia 04/09/19 e está com diversas novidades. A nova plataforma permitirá nos conectarmos e divulgarmos informações relevantes para alunos e ex-alunos de forma mais ágil e direta. Vale a pena conferir!
Newsletter
O projeto da newsletter mensal do EA Alumni UFRGS será lançado nas
próximas semanas. Será um novo canal de comunicação para aqueles que tem uma
rotina apertada e que possuem poucos minutos para acessar as informações do
Alumni e da EA. Através da newsletter manteremos informados e conectados todos
os interessados em se manter ativos e engajados com a Escola de Administração
da UFRGS, independente da sua localização e fuso horário.
Plano Estratégico de Marketing
Com a conclusão dos projetos do site e newsletter, o time de comunicação
alocará seu foco no planejamento estratégico da comunicação do EA Alumni para
os próximos anos. Com o plano organizaremos e estruturaremos ainda mais a
comunicação para atingir todos os públicos envolvidos na nossa missão: alunos,
ex-alunos e Escola de Administração. Os resultados deverão surgir ao longo dos
próximos meses.
Próximos eventos: Para você ficar conectado e
engajado nos próximos eventos do EA Alumni UFRGS, sugerimos nos seguir nas
redes sociais e cadastrar o seu email e informações. Abaixo listamos alguns
eventos que faremos nos próximos meses e quem podem lhe interessar:
III Encontro Coletivo: ocorrerá em novembro e abordará o tema carreira
política e acadêmica;
Prêmio Rolando Beulke: será lançado até o final de 2019 e premiará os
melhores docentes da EA conforme critérios do programa;
Resultados Conquistar e Evento fechamento: em dezembro de 2019
divulgaremos os resultados de mais uma edição do Programa de Mentoria
Conquistar. A previsão é que façamos um evento de fechamento, com
confraternização entre os envolvidos no programa.
Financeiro
O time
financeiro do EA Alumni vem trabalhando desde o início de 2019 para estruturar
os mecanismos de governança e controle do fluxo de caixa EA Alumni. A equipe
tem trabalhado ainda na definição do método de pagamentos que será utilizado
futuramente, na reativação do programa de associados com o EA Alumni.
Endowment
A equipe do projeto está
formada tanto por integrantes do EA Alumni como também pelo time do PPGA do
Nitec, o que tem contribuído para um pensamento multidisciplinar da equipe;
A equipe vem
estruturando o direcionamento estratégico para o futuro da Escola de
Administração da UFRGS, além de acompanhar os resultados do projeto de
endownment desenvolvido pelos alunos da Engenharia da UFRGS, além de conversar
e trocar ideias.
Como primeiro
resultado do time de endowment, em dezembro será lançado o Prêmio Rolando
Beulke, com premiação para os três melhores docentes da EA.
Assuntos
Gerais
Iniciaremos nas próximas semanas o processo seletivo de um estagiário remunerado para trabalhar conosco, full time. A expectativa é que tenhamos um ótimo engajamento de inscritos para selecionarmos o estudante até o final de outubro, iniciando os trabalhos em novembro desse ano. O estagiário auxiliará em todas as demandas citadas acima (marketing, comunicação, financeiro e Conquistar), colaborando para acelerarmos ainda mais os avanços do EA Alumni UFRGS. A remuneração do estagiário é resultado do apoio financeiro do Celso Garcia, Alumni EA UFRGS e fundador da CI Intercâmbios. Se você estiver interessado em estagiar com a gente, ou souber alguém e puder indicar, por favor, encaminhe uma mensagem para nós no email contatoeaalumni@gmail.com.
Além disso, estamos buscando por novos parceiros voluntários para auxiliar nos times de comunicação, financeiro, endowment e conquistar. Se você estiver interessado em nos auxiliar e tiver, no mínimo 1 hora por semana disponível para colaborar, fique à vontade para entrar em contato pelo email contatoeaalumni@gmail.com e avançarmos na parceria.
Estamos trabalhando no cadastramento de alunos e ex-alunos. Já são mais de 100 pessoas cadastradas. O projeto servirá para estruturar nosso relacionamento com os ex-alunos e trabalharmos de forma ainda mais próxima com os interessados. Cadastre-se (https://forms.gle/N1eWwph4vgrmDszG8) você também para acompanhar tudo que acontece no EA Alumni UFRGS.
Mesmo com uma estrutura enxuta e limitada, a equipe do EA Alumni UFRGS tem observado um crescimento de engajamento a cada novo evento organizado pela rede. Nas próximas semanas será possível receber nossa newsletter mensal, conhecer melhor sobre o Prêmio Rolando Beulke de Melhor Docente, além de estarmos com uma comunicação mais ativa e frequente em nossos canais de comunicação.
Seu apoio será fundamental para o sucesso da rede de alunos, ex-alunos e Escola de Administração da UFRGS. Contamos com você!
Ficamos à disposição de todos para maiores esclarecimentos, dúvidas e sugestões.
Relato de experiência da Victoria Santos, que participa do time de RH do CAEA e nos conta sobre como foi a sua experiência no início da faculdade e diversos benefícios de fazer parte da organização instalada na EA.
“Fui membro do CAEA durante 3 anos e meio. A rotina era bem flexível, não tinham horários fixos e os times podiam se encontrar nos horários que ficasse melhor para eles e uma vez por mês havia uma reunião geral em um sábado ou domingo, para tópicos de discussões com todo o grupo. As minhas principais lembranças são os momentos de tensão e frio na barriga antes de eventos grandes acontecerem, como a semana acadêmica, ADM liberada e as imersões (onde o time de RH fazia parte). Eram momentos de puro nervosismo, últimos ajustes, mas na hora de começar, as coisas andavam e o frio na barriga passava.
Como eu entrei muito nova (16 anos), acredito que o CAEA me ajudou a amadurecer tanto profissional como pessoalmente, me deu uma boa base para conhecer o desenvolvimento de projetos, aprender a lidar com pessoas, prazos e responsabilidades e me apresentou a área que hoje eu sei que gosto de trabalhar. Acredito que a comunidade da EA só tem a ganhar com esse tipo de projeto, pois é feito de aluno para aluno, projetos de alta qualidade e por trás dos bastidores têm pessoas que se empenham dia e noite para as coisas acontecerem e funcionarem da melhor maneira possível! Os projetos do CAEA enriquecem a comunidade acadêmica como um todo: quem recebe, sabe que participará de um projeto de qualidade, com profissionais exemplares, e quem executa ganha muita experiência, vivências inesquecíveis, amigos para a vida toda e histórias para contar.
Hoje, vejo que o CAEA me abriu as portas para o mundo profissional: a partir dele fiz networking, tirei projetos do papel, contribuiu para a conquista da minha mobilidade acadêmica e diferencia em processos seletivos para estágios, por exemplo. Entrar no CAEA foi uma das melhores coisas que eu fiz dentro da faculdade e tenho muito orgulho de quem coloca a mão na massa, não deixando esse projeto morrer! Com certeza é uma experiência que eu desejo que todos os alunos da EA tenham!”
Victoria Santos, Diretora de RH e Vice-Presidente do CAEA
Em 28 de Agosto, realizamos o II Encontro Coletivo para debatermos sobre Carreira Executiva com Jonathan Gottfridsson e Rodrigo Ferlini.
O “Conquistar” é um programa de mentoria exclusivo para os alunos da Escola de Administração da UFRGS, visando a potencialização da capacidade dos alunos, no intuito de incentivar a formação das próximas lideranças formadas na Escola.
Fazemos isso por meio de um programa que ajuda aos alunos selecionados por meio do auxílio direto de mentores, ex-alunos da EA e referências em suas atividades. São cerca de 30 administradores formados na EA e com profunda experiência em diferentes áreas (empreendedorismo, marketing, consultoria, finanças, acadêmica, gestão de pessoas).
27 inscritos
14 mentorados selecionados (mentees)
Grande parte dos escolhidos se formam entre 2019 e 2020. As áreas mais escolhidas são:
(5) Empreendedora
(4) Marketing
(4) Consultoria
(1) Gestão de Pessoas
Avaliação da primeira conversa pelos mentorados (1 a 5): 4,53
Em 8 de maio, realizamos o I Encontro Coletivo realizado para falar de Carreira Empreendedora com Celso Garcia (CEO e fundador da CI)
Em 28 de Agosto, realizamos o II Encontro Coletivo para debatermos sobre Carreira Executiva com Jonathan Gottfridsson e Rodrigo Ferlini.
Em Novembro, planejamos realizar um evento maior, atraindo ex-alunos, além dos alunos do Conquistar, com grandes nomes para falar sobre as expectativas de 2020.
O Programa possui 3 interações através dos Encontros Coletivos, teremos mais um evento em 2019, para tratar sobre carreira acadêmica e política. Todas as mentorias possuem no mínimo três interações até novembro. Nosso papel, além da conexão, é garantir é máxima experiência entre mentor/mentorado.
Na primeira coluna de insights sugeridos pelo EA Alumni, Eduardo Afonso indica a leitura o livro Startup Communities, de Brad Fel, abordando bastante sobre inovação e sobre o tema “cultura empreendedora”.
Nesse livro, o empreendedor e investidorBrad Feld traz lições que pôde aprender ao residir ao longo de 16 anos em Boulder (vale a pena ler o artigo “Como foi passar um ano em Boulder”, do ex-aluno Bruno Peroni). A crença básica do autor é de que é possível se constituir uma comunidade empreendedora vibrante e sustentável no longo prazo em qualquer lugar do mundo. Trata-se de algo difícil, ele deixa claro, e depende da filosofia, da abordagem, da liderança e da dedicação correta e com foco no longo prazo.
O livro inicia com uma visão geral sobre Boulder para, logo na sequência, mergulhar nos princípios de uma comunidade empreendedora e nas ferramentas chaves para originá-la. Na primeira parte do livro, em que o autor traz uma visão geral da cidade, ressalta-se: a visão de que a cidade possui um dos maiores níveis de densidade empreendedora no mundo (densidade empreendedora = número de empreendedores + número de pessoas trabalhando para startups e/ou para empresas em alto crescimento/população adulta) e o fator competitivo, ao mesmo tempo inclusivo, daquela região. O autor ressalta a importância do empreendedor que atinge o sucesso, mas que decide continuar multiplicando o seu efeito regionalmente – inspirando, mentorando, investindo… O autor comenta: the magic comes from a few dozen entrepreneurs deciding that the success of the greater startup community is worth their investment of time and energy.Antes de entrar a fundo na chamada Boulder Thesis, o autor manifesta algumas outras linhas de pensamento sobre o que originaria as comunidades empreendedoras (economia de escala, efeito de rede, redes horizontais…). Logo depois, voltando-se para a tese do livro, o autor apresenta a Tese de Boulder e os quatro fatores centrais para a constituição de uma comunidade empreendedora:
Led By Entrepreneurs: deve ser liderada por empreendedores (leaders) e não pelo demais atores do ecossistema (feeders). Por outro lado, os empreendedores não farão nada sozinhos e precisam buscar recursos e experiências externas também. Aqui, entra a fundamental importância dos atores.
Long-term commitment: o compromisso e o comprometimento por um período longo de tempo (mais de 20 anos, na visã do autor), independentemente do ciclo econômico do país ou região. Leva-se tempo para a construção de redes, o amadurecimento de todos os atores e a descoberta de suas vocações. É crucial aqui haver paciência e muita resiliência.
Foster a philosophy of inclusiveness: todos os que quiserem devem poder participar e colaborar com a comunidade, independente da maneira e da intensidade. Isso apenas irá fortalecer a comunidade. Deve-se fugir de privilégios e panelinhas de empreendedores e dos demais agentes. A competição faz parte do mercado e isso é ótimo. O autor comenta: building a startup community is not a zero-sum game in which there are winners and losers.
Engage the entire entrepreneurial stack: eventos, aceleradoras, universidades, coworkings etc. Trata-se da atmosfera vibrante para engajar e aquecer a comunidade. É isso que vai permitir a comunidade ser duradoura. Basicamente, encontros que possibilitem dividir ideias e atuações como sendo fundamentais.
Leitura imprescindível e que aborda uma série de outros aspectos a serem aprofundados em uma leitura do livro. Fica bastante claro que são os líderes empresariais que irão guiar o caminho e transformar a nossa sociedade e o autor exemplifica isso muito bem.
Eduardo Afonso, Regional Manager na Endeavor Brasil
Professora da EA, Aurora Zen traz uma série de motivos para desenvolvermos essa soft skills se quisermos estar minimamente preparados para o futuro.
“O inovador é testado pela pressão por resultados, pelas mudanças no comportamento dos potenciais clientes e pelas reações da concorrência.“ (Aurora Zen)
Mesmo diante de tantos avanços e da revolução tecnológica em curso, nunca as competências e as habilidades pessoais foram tão importantes para o administrador. O conhecimento técnico já não basta, é preciso um conjunto de soft skills para entrar e se manter no mercado, ou seja, habilidades sociais e características pessoais que possibilitem uma maior adaptabilidade a este mercado cada vez mais dinâmico.
Entre essas características, eu gostaria de destacar a importância da resiliência, especialmente para um administrador que busca propor novas soluções para o mercado e para a sociedade. A inovação é introduzir “com sucesso” algo novo no mercado, que pode ser um produto, um serviço, um processo, um novo modelo de gestão ou de negócio. Entretanto, para atingir o sucesso, é necessário estar preparado para o risco do fracasso e para as negativas de colegas ou clientes. Nesse processo, a solução ou o segmento alvo podem mudar. Por vezes, diante do fracasso iminente, corremos o risco de “jogar a toalha” e desistir completamente dos projetos inovadores. Então, é preciso resiliência.
Segundo o Dicionário Michaelis, resiliência é (1) elasticidade que faz com que certos corpos deformados voltem à sua forma original, ou ainda (2) capacidade de rápida adaptação ou recuperação. Essa é uma característica que vamos desenvolvendo ao longo da vida, principalmente a cada movimento de inovação no mercado. O inovador é testado pela pressão por resultados, pelas mudanças no comportamento dos potenciais clientes e pelas reações da concorrência. No final, o sucesso dependerá, não apenas das ferramentas e dos conhecimentos técnicos, mas da resiliência individual de cada inovador. Como diria Mike Tyson, “todo mundo tem um plano, até levar um soco na cara”. Ganha a luta quem tiver capacidade de levantar, mudar a estratégia e permanecer no ringue.
Aurora Carneiro Zen, Administradora EA/UFRGS – Turma: 1999/1 Mestre e Doutora em AdministraçãoProfessora da EA/UFRGS e Diretora de Projetos e Serviços do Parque Zenit-UFRGS