
Os voltâmetros, ou coulombímetros, são instrumentos de medida da carga elétrica que cruzou o aparelho. Antes da existência de amperímetros, foram muito utilizados para realizar medidas elétricas. É importante ter cuidado para não confundir com os atuais voltímetros, que medem a diferença de potencial elétrico entre dois pontos.
Funcionamento dos Voltâmetros
Os voltâmetros são células eletrolíticas com substâncias conhecidas, geralmente prata, cobre ou mercúrio. Inicialmente, os eletrodos (terminais metálicos) são pesados e, após o processo estudado, pesados novamente. A partir da diferença de massa do cátodo, é calculada a quantidade de metal depositado que, segundo a Lei da Eletrólise de Faraday, é proporcional à carga transmitida. Se dividida pelo tempo de duração do processo, temos a medida indireta da corrente elétrica no circuito.

À direita: Imagem retirada das aulas do curso de química moderna, ministrada por August Wilhelm von Hofmann no Royal College of Chemistry, Londres, 1866.
O Voltâmetro de Hofmann possui montagem diferente dos voltâmetros convencionais. Seus dois tubos coletores são apropriados para demonstrações de estequiometria no processo de eletrólise. Os eletrodos deste voltâmetro são de platina e a reação é feita em água utilizando ácido sulfúrico como catalisador, sem deposição de metal no cátodo. Neste voltâmetro, o gás formado em cada eletrodo é aprisionado em um tubo separado, permitindo a comparação volumétrica e posterior análise de propriedades dos gases.
Apesar de não ter sido desenvolvido para medidas elétricas, o Voltâmetro de Hofmann também foi usado para isso. Ao invés de pesar o metal depositado no cátodo, basta analisar a quantidade de gás formada no ânodo. Para isso, é necessário medir o volume de gás, assim como a temperatura e a pressão.
Pesquisa: Gabriel Cury Perrone; Físico UFRGS / Fevereiro 2020