• A evolução tecnológica continua…

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Ao longo da his­tó­ria, muitos equi­pa­men­tos foram criados a partir dos prin­cí­pios e  tec­no­lo­gias dos gal­vanô­me­tros. Sua rele­vân­cia ao ensino de física e à pes­quisa são incal­cu­lá­veis, mas há ainda inú­me­ras apli­ca­ções fora do campo da física “dura”. Um exemplo de extrema impor­tân­cia é o Gal­vanô­me­tro de Corda, criado por Willem Eintho­ven. Este foi o pri­meiro ele­tro­car­di­o­grama não inva­sivo (que não era colo­cado dire­ta­mente no coração) capaz de regis­trar, sobre uma fita ter­mos­sen­sí­vel, ati­vi­dade elé­trica do coração (bati­men­tos car­día­cos) de um paci­ente, ren­dendo a Eintho­ven o Prêmio Nobel de Medi­cina de 1924. Há muitas outras apli­ca­ções, e não há espaço para citar todas.

A ins­tru­men­ta­ção da medida de cor­rente elé­trica evoluiu muito desde o final do século XVIII. Das pernas de uma rã aos ampe­rí­me­tros digi­tais, hoje é fácil encon­trar mul­ti­tes­tes com diver­sas funções e escalas por preços muito baixos. Alguns destes ampe­rí­me­tros fazem parte do acervo AMLEF, mas essa his­tó­ria fica para outra exposição.

Com a evo­lu­ção da tec­no­lo­gia de medição, o termo ampe­rí­me­tro passou a ser mais uti­li­zado no con­texto da medida de cor­rente. Vale lembrar que os gal­vanô­me­tros não desa­pa­re­ce­ram, a eles são reser­va­das funções não menos impor­tan­tes de geração de movi­mento a partir de cor­rente elé­trica. Braços robó­ti­cos e con­tro­les ele­trô­ni­cos de movi­mento, dire­ci­o­na­mento de LASERs, lei­to­res de discos rígidos (HDs), entre outros inú­me­ros equi­pa­men­tos uti­li­zam o mesmo princípio.

Assim chega ao fim esta expo­si­ção. Pas­sa­mos bre­ve­mente por uma vari­e­dade de gal­vanô­me­tros e sen­ti­mos que apenas tocamos a super­fí­cie do assunto. Con­vi­da­mos a todos que mer­gu­lhem nas his­tó­rias de cada equi­pa­mento e do seu desen­vol­vi­mento, pois há sempre mais a se aprofundar.

Equipe AMLEF 2020
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