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O logo­tipo do AMLEF tem a inten­ção de apre­sen­tar o inte­rior do edi­fí­cio. A imagem, formada pelos col­che­tes, remete ao espaço expo­si­tivo, apre­senta e propõe uma relação de cons­ti­tui­ção mútua entre o corpo humano e o espaço. Ao des­lo­car o uso do col­chete como sinal de pon­tu­a­ção para seu uso como figura, suge­ri­mos a con­fi­gu­ra­ção da galeria Paredes da Memória.

Os col­che­tes, cujos pares se formam em tama­nhos dife­ren­tes, pri­vi­le­giam o movi­mento de des­lo­ca­mento, de apro­fun­da­mento, de pas­sa­gem. Na mate­má­tica, os col­che­tes repre­sen­tam um inter­valo fechado, que incluem os pontos limites. Ao mesmo tempo, col­che­tes fora de col­che­tes sugerem um movi­mento de res­so­nân­cia, análogo ao prin­cí­pio do museu que está apoiado no esta­be­le­ci­mento de res­so­nân­cias. Tais res­so­nân­cias, pro­mo­vi­das por este acervo, ocorrem não só na Física e no ensino de Física e áreas afins, mas em outros campos da ciência, da cultura e no cotidiano.

A vari­a­ção do tamanho dos quatro col­che­tes, criando planos menores dentro de planos maiores con­cen­tri­ca­mente, com a vari­a­ção do centro sobre uma linha de base, pro­vo­cam a ideia de ritmo, de des­lo­ca­mento em direção ao ponto que está ao fundo. O ritmo marcado pelo som de um metrô­nomo, de um pêndulo de relógio. O tempo con­fi­gu­rado pelo des­lo­ca­mento do corpo-mente no espaço: apro­fun­da­mento, inte­ri­o­ri­za­ção, abs­tra­ção para chegar ao uni­verso da Física. Da mesma forma, propõe dis­tan­ci­a­mento, estra­nha­mento e curi­o­si­dade para apre­en­der os objetos na sua função de memória.

A fonte Caveat Brush é uma fonte que repre­senta a escrita à mão, refe­rindo-se ao tra­ba­lho do pro­fes­sor como artí­fice do apren­der e ensinar, e inovar, pro­vo­cando outras formas de expe­ri­en­ciar e pensar. As cores se referem a mate­ri­a­li­dade do acervo – amarelo, preto, branco – e a recor­rên­cia do azul como pre­fe­rên­cia para indicar o campo da Física.

O acervo está guar­dado e exposto no cor­re­dor que dá acesso às salas de aula espe­ci­ais, onde o público formado por docen­tes, dis­cen­tes, téc­ni­cos, fun­ci­o­ná­rios e visi­tan­tes têm acesso ime­di­ato, fazendo que a guarda e a expo­si­ção do acervo ocorram “em para­lelo com saberes e expe­ri­ên­cias”, cujos “objetos dão um tes­te­mu­nho de refe­rên­cias com­par­ti­lha­das” e remetem “a um corpus erudito que induz a uma ini­ci­a­ção, a conhe­ci­men­tos sus­ce­tí­veis de serem ampli­a­dos” (Museu e Muse­o­lo­gia — POULOT, 2013) e de serem aprofundados. 

Ana Cristina da Natividade / Equipe AMLEF 2021

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