Metadados
Miniatura
Denominação
Jacques-Arsène d'Arsonval
Categoria
Data de nascimento / morte
1851 (La Porcherie/França) - 1940 (La Porcherie/França)
Resumo / Função
Nascido no Castelo de la Borie, la Porcherie, na região da Aquitânia, em 8 de junho de 1851, Jacques -Arsène d’Arsonval inicialmente estudou medicina, primeiramente no Liceu Impèrial de Limoges (atual Liceu Gay-Lussac) e depois no Collège Saint Barbe, Paris, formando-se em 1877. Na capital francesa passou a ter contato com importantes pesquisadores da época, tais quais Claude Bernard (famoso fisiólogo, alcunhado por Bernard Cohen de “um dos maiores homens da Ciência”) e Charles-Édouard Brown-Séquard (renomado neurologista).
Influenciado pelo trabalho de Bernard, d’Arsonval decidiu largar uma promissora carreira na medicina para devotar sua vida à pesquisa científica. Dirigiu, de 1882 a 1910, o laboratório de Biofísica do Collège de France e, posteriormente, o novo laboratório em Nogent-sur-Marne, até 1931.
Destacou-se pelas grandes contribuições no campo da Eletrofisiologia, realizando inúmeras descobertas relativas ao uso de eletricidade para fins medicinais. Nessa linha de pesquisa, desenvolveu, em parceria com Marcel Deprèz, o Galvanômetro de d’Arsonval, para detecção de correntes tênues. Esse instrumento tornou obsoleto seu predecessor Galvanômetro de Tangentes, bem como serviu de base para a construção de instrumentos posteriores.
Seus estudos contemplaram uma vasta gama de efeitos fisiológicos providos de correntes alternada, campos elétricos e magnéticos variáveis no tempo, correntes induzidas através de acoplamento indutivo ou capacitivo bem como altas frequências. Por falar em corrente alternada, Tesla ficou muito feliz ao saber que d’Arsonval utilizava seus osciladores para investigar os efeitos fisiológicos de corrente de alta frequência; o episódio ocorreu numa visita do cientista austríaco, mas na época já naturalizado americano, a Paris, em 1892. No mesmo ano, d’Arsonval introduziu o uso de correntes de alta frequência para tratar doenças de pele e membranas mucosas, conhecidas atualmente como Correntes de d’Arsonval; também demostrou como o corpo humano pode suportar uma corrente alternada forte o suficiente para acender uma lâmpada.
Tendo sido prolífico em inúmeras áreas do conhecimento, era um membro ativo de sociedades de eletroterapia, física eletrônica, engenharia, eletrocerâmica e soldagem, bem como membro da Sociedade dos Biólogos, Academia de Medicina e Academia de Ciências. Por suas vastas contribuições para o aprimoramento do conhecimento humano, recebeu inúmeras condecorações, entre elas a Legião de Honra (Légion d’Honneur) em 1884.
Foi talvez um dos maiores homens de ciência de seu tempo, sendo que seu legado ressoa até os dias de hoje.
Referências
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