UFRGS e a Covid-19

Lúmina disponibiliza curso ‘Arte & Direitos Humanos: caminhos uma cultura de paz’

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A atividade é a distância, aberta e gratuita para participação dos interessados em conhecer e vivenciar experiências na área de Arte em cinco módulos: Caixa Materiais de Apoio, Caixa Música, Caixa Fotografia, Caixa Literatura e Caixa Museus e Ilustrações

O Lúmina, Portal de cursos e podcasts da UFRGS, lança nesta sexta-feira, 18 de setembro, o curso de curta duração “Arte & Direitos Humanos: caminhos uma cultura de paz”. A atividade é a distância, aberta e gratuita para participação dos interessados em conhecer e vivenciar experiências na área de Arte em cinco módulos: Caixa Materiais de Apoio, Caixa Música, Caixa Fotografia, Caixa Literatura e Caixa Museus e Ilustrações. O curso oferece certificação e acontece 100% em modo online. Confira o curso em https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=115.

Daniel Canavese de Oliveira e Tatiana Engel Gerhardt, professores do Departamento de Saúde Coletiva (DESCOL/UFRGS), são os coordenadores gerais do projeto que idealizaram organizar o curso em caixas. “A pandemia aumentou o nosso hábito de receber em casa, cada dia mais, caixas de encomendas. Dentro de cada caixa, o participante encontrará uma seleção de materiais de arte vinculado à Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

Músicos, autoras (es), fotógrafas (os) e obras de museus abordam a questão dos direitos humanos nessas quatro perspectivas, por meio de uma cuidadosa curadoria de uma rede de colaboração construída por servidoras (es), pesquisadoras (es), profissionais e estudantes dos departamentos de Saúde Coletiva, Jornalismo e Instituto de Letras da UFRGS, além da participação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Os participantes do curso poderão acessar as plataformas, abrir a caixa que tiver interesse e se conectar com as artes. “É uma oportunidade de nos religar com a questão dos direitos humanos e procurar um pouco mais de paz”, salienta Daniel.

O que encontrar em cada uma das caixas

  • Na Caixa Música o público vai encontrar um caminho para a escuta de mulheres negras que desenvolvem seus trabalhos na música no Rio Grande do Sul, incluindo podcast com depoimentos de Delma Gonçalves, Loma, Glau Barros, Negra Jaque, Pâmela Amaro e Dessa Ferreira.  A curadoria é da jornalista, produtora cultural e professora Silvia Abreu e pela musicista Gabriela Vilanova, com apoio da jornalista Ana Laura Freitas, da Rádio da Universidade. Na seleção, buscou-se uma amostra representativa do trabalho de mulheres negras com protagonismo na cena musical do Rio Grande do Sul, que dispõem de material acessível nas plataformas online. “Em um momento tão difícil para a humanidade, a arte renova seu sentido, por nos trazer alento, contato com outras formas de ver o mundo e estímulo da sensibilidade em meio à aridez do distanciamento social necessário ao combate de uma pandemia. Mais do que nunca, a sociedade é convidada a se repensar e se reconstruir a partir de novos paradigmas. Esse curso propõe que essa reflexão possa também ser feita pelo caminho das artes. E esse percurso, sem dúvida, na busca por equidade de direitos e cidadania, deve passar pela escuta das vozes das mulheres negras, historicamente invisibilizadas no antigo normal”, reforçam as curadoras.
  • Na Caixa Fotografia estão disponíveis galerias de fotografias de diferentes artistas na perspectiva da interlocução entre a arte e os direitos humanos. Também há um bate-papo sobre a fotografia como instrumento de produção de vida e dois podcasts que apresentam a relação entre a fotografia e os direitos humanos.
  • Na Caixa Literatura estarão postos, em forma de podcast, trechos de obras literárias contemporâneas, cuja autoria é representativa de estilos e perfis que compõem a diversidade de nossa cultura: um podcast sobre a proposta da Leitura em Voz Alta, as leituras em áudio realizadas pelas escritoras e escritores, um vídeo sobre a literatura surda, os materiais lidos disponibilizados por escrito e, por fim, as referências das autoras e autores e suas indicações de novas possibilidades de leitura. Luiza Milano, professora dos cursos de Fonoaudiologia e de Letras da UFRGS, relata que escritores e escritoras foram convidados para compartilharem, a partir de suas próprias vozes, um trecho de suas obras literárias. “Entre os leitores frequentes de livros de literatura, há uma tendência a conceber o momento de leitura como um ato introspectivo, silencioso, reflexivo. No entanto, nós acreditamos que esse não é o único modo de se ler. Acreditamos que literatura é, antes de tudo, um espaço de compartilhamento de narrativas”. Por conta da reclusão, a sociedade se vê impedida de construir redes presenciais, e parar para ouvir literatura pode ser um respiro. “O compartilhamento do texto, da voz e da escuta de forma solidária resgata uma necessidade de se estar junto para prosseguir nessa travessia que é a vida. Além disso, escutar o outro lendo também pode representar uma forma de conexão com os diversos sentidos propostos pelo texto. E, quem sabe, essa também possa ser uma metáfora de um jeito menos individualista e mais inclusivo de se estar no mundo”, enfatiza ela.
  • Na Caixa Museus e Ilustrações são apresentamos dois podcasts, em um deles sobre a relação entre Museus e Direitos Humanos e, no outro, uma entrevista com um artista que utiliza as ilustrações e os quadrinhos para dar visibilidade à história de pessoas que nem sempre são visíveis no dia a dia. Também há uma relação de exposições virtuais e museu e uma galeria com fotografias de obras que representam a memória das ditaduras na América Latina.
  • Na Caixa Materiais de Apoio o participante encontrará documentos que versam sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Cultura e Direitos Humanos: o que tem a ver?, A música que todos deveriam saber a letra – 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Acesse o curso em https://lumina.ufrgs.br/course/view.php?id=115.

Contexto de pandemia

O contato com as artes em um ambiente remoto permite que o participante se mantenha seguro, sem perder a ‘liberdade’ de acessar arte nos quatro eixos propostos pelo curso. “Precisamos cumprir algumas situações de distanciamento social, quarentena, mas é fundamental que possamos encontrar um pouco mais de nós mesmos. Ainda, é preciso valorizar a Declaração dos Direitos Humanos, que vem sofrendo uma série de violações, e elas não podem ser normalizadas. É necessário almejar uma sociedade mais fraterna, com menos privilégios, fortalecendo o que se vínhamos conquistando enquanto sociedade”, frisa Daniel.

O curso ‘Arte e Direitos Humanos: caminhos para uma cultura de paz’ é fruto de uma parceria entre a equipe criadora do curso e o Núcleo de Produção Multimídia para a Educação (NAPEAD/SEAD/UFRGS). Marlise Bock Santos, que atuou na supervisão e apoio técnico da atividade, diz que o papel do Napead é de acolher com entusiasmo uma temática de relevância extrema para todo o tecido social brasileiro. “A configuração do curso na plataforma e a troca constante entre a equipe criadora e o Napead têm o objetivo de proporcionar aos estudantes uma experiência pedagógica que traz conhecimento ao mesmo tempo que aprimora a sensibilidade”.

O Lúmina é vinculado à Secretaria de Educação a Distância da UFRGS e oferece cursos online, gratuitos e abertos à comunidade interna e externa. Contabiliza mais de 245 mil usuários cadastrados em 62 cursos oferecidos por servidores e estudantes da Universidade. “Os cursos no formato MOOC (Massive Open Online Courses) colocam a UFRGS dentro de uma realidade internacional, na qual universidades renomadas oferecem cursos de excelência à sociedade”, explica Marlise.

O gerenciamento do portal, bem como a produção de vários dos cursos oferecidos, está sob a responsabilidade do NAPEAD – Produção Multimídia para a Educação, que é um setor da SEAD.

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