Nupergs Working Papers tem novas apresentações no dia 5 de agosto

Nesta quarta-feira, 5 de agosto, acontece mais uma edição do Nupergs Working Papers. O objetivo do evento é mostrar e discutir trabalhos realizados pelos pesquisadores do Núcleo de Pesquisa e Documentação da Política Rio-Grandense (Nupergs) e, assim, contribuir para o debate acadêmico e para a interação entre pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação.
A transmissão pode ser acompanhada pelo link https://youtu.be/s5bdg6sXxeY.
Programação:
– Efeitos da ação do Estado na saúde: uma análise regionalizada do Brasil – Marina do Amaral Schenkel, analista e mestra em Políticas Públicas pela UFRGS, especialista em Saúde na Secretaria Estadual da Saúde (SES/RS)
O estudo visa investigar os efeitos da ação do Estado na área da saúde no Brasil considerando os seus determinantes sociais. A metodologia é de abordagem quantitativa com delineamento quase experimental, analisando as 438 regiões de saúde brasileiras. Como indicador de resultado da saúde utilizou-se a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) e para mensurar a ação do Estado indicadores do gasto público e da oferta e cobertura de ações e serviços de saúde. Destaca-se dos resultados que todas as dimensões da ação do Estado apresentaram efeitos estatisticamente significativos para diminuição das chances da região estar no grupo de TMI alta, a depender das variáveis de controle. O único indicador da ação do Estado que apresentou efeito significativo considerando todos os fatores de controle é a cobertura de pré-natal. Outro importante resultado obtido é que a situação socioeconômica da região possui efeito substancial e significativo em todos os modelos testados. Assim, para uma possível diminuição das desigualdades em saúde, além de atentar-se para os fatores determinantes ou associados à saúde, devem ser levados em conta os próprios determinantes das desigualdades sociais. No entanto, ressalta-se que a ação do Estado na área da saúde por si só apresenta potencialidade para agir na determinação da condição de saúde da população circunscrita em cada região de saúde, mesmo considerando a distribuição desigual dos fatores socioeconômicos nestes territórios.
– Distanciamento Controlado: uma estratégia de convivência com a pandemia – Ana Julia Possamai, coordenadora de Metodologias de Planejamento e Acompanhamento da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag/RS)
O Distanciamento Controlado, modelo implementado pelo governo do Rio Grande do Sul no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, materializa uma estratégia de gestão pública baseada fundamentalmente em dados e evidências disponíveis. O modelo foi pioneiro ao definir diferentes tetos e modos de operação às atividades econômicas conforme a sua segurança e importância na economia estadual. Foi inovador, ainda, ao regionalizar a aplicação desses protocolos conforme o grau de risco manifesto nas diferentes regiões de saúde, mensurado a partir do resultado agregado de um conjunto de 11 indicadores de propagação da doença e de capacidade de atendimento hospitalar. À diferença das demais estratégias até então vigentes, não se propôs como um modelo de retorno progressivo à “normalidade”, mas uma estratégia de convivência possível com a pandemia, equilibrando proteção à vida e manutenção da atividade econômica e dos empregos. Diante do exposto, a conferência objetiva não só apresentar o modelo, mas discutir sua implementação na prática – o que incluiu desafios constantes de articulação intersetorial e interfederativa.
