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AS EXPLOSÕES DAS PROPAGANDAS SOBRE A AIDS

Na semana mundial de prevenção à AIDS, diversas mensagens são transmitidas à população. Muitas delas em outdoors, propagandas de rádio e TV, além de boletins em jornais e na internet. Nessa semana, as redes sociais mostraram um grande número de postagens referentes à campanha do Ministério da Saúde do Brasil, incentivando as pessoas a terem mais conhecimento da prevenção e análise. A principal ideia é conscientizar as pessoas a usarem métodos de prevenção, como preservativos, mas também ter a responsabilidade em fazer o teste de HIV para não ter dúvidas. O teste é gratuito e leva menos de 20 min para obter o resultado.

Símbolo da solidariedade e a luta contra a AIDS

A AIDS é o estágio mais avançado da doença, ainda sem cura. Existem apenas tratamentos específicos para uma melhor condição de viver. Há mais tempo, receber um diagnóstico informando que era soro positivo, era praticamente uma sentença de morte. Mas hoje em dia, com o avanço da pesquisa é possível ser soro positivo e viver com qualidade de vida.

O foco desse post é mostrar a forma de como campanhas publicitárias, espalhadas no mundo, buscam o objetivo de sensibilizar as pessoas da importância de se “preservar”, mas ao mesmo tempo se constroem de maneira muito impactante, com certo grau de preconceito para com um portador do vírus. Pode-se dizer que, por um lado, encontram-se rupturas de sentidos e, por outro, a legitimação de certos modos de ser a partir de juízos preconcebidos, numa atitude discriminatória.

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A AIDES – Associação de Luta contra a Aids –  é uma entidade francesa que luta desde de 1984 contra o preconceito aos soropositivos, e aderiu ao uso de ícones dos quadrinhos mundiais para mostrar à população a importância de se prevenir: o caixão e a cova dão significação chocante à morte. Já na campanha a seguir, nem os super heróis escapam do vírus e da doença.

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A mesma entidade fez uma campanha recentemente abordando o portador do vírus como um animal peçonhento/venenoso (abaixo), causando revolta em diversos soropositivos, os quais afirmam que essa forma de abordar a campanha é extremamente ofensiva.

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Nos EUA, alguns famosos se uniram em uma campanha inusitada, em que grandes nomes aparecem maquiados e “mortos” em caixões. A principal meta era juntar 1 milhão de dólares para ajuda em pesquisas em prol da cura da doença.

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Outra campanha (abaixo) transmite a mensagem de que não usar preservativo é como estar sem colete à prova de balas em meio de um confronto armado ou combater um incêndio sem a roupa adequada.

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Na Alemanha, uma propaganda ganhou uma repercussão nas mídias.  A imagem mostra um casal heterossexual transando em um ambiente e o personagem masculino da relação é um dos seguintes ditadores: Saddam Hussein; Josef Stalin ou Adolf Hitler. Na mensagem aparece o slogan: “AIDS IST EIN MASSENMORDER” – que traduzindo para o português quer dizer “A AIDS é uma assassina em massa. Proteja-se”- a campanha foi idealizada pela agência, também, alemã Das Comitte. Essa campanha iria ser veiculada com os três vilões políticos mais lembrados de todos os tempos. O que ocorreu foi que os ativistas de outra ONG- chamada Deutsche Aids Hilfe (DAH) – acham que esse comercial vai acabar estigmatizando os soros-positivos como os vilões da história.

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TEXTO

Matheus Felipe Ferreira

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