E se houvesse uma invasão de zumbis?
Por Taís Seibt
Os limites entre ciência, ficção e realidade estão cada vez mais estreitos e o estudo dos corpos mutantes representados no audiovisual nos conduziu a Resident Evil e seus zumbis mutantes. Tudo começou quando encontramos um vídeo em um blog de cosplayers (fãs que se vestem como seus personagens de ficção favoritos para participar de eventos do gênero), o qual até já foi pauta para outro post aqui.
Inicialmente, nosso interesse no vídeo era a presença do audiovisual fora do audiovisual, aliás, um misto de audiovisuais sendo reproduzido fora dele e, no final, formando um novo produto audiovisual. Vejamos a seguinte sequência de atualizações: Resident Evil é originalmente um jogo digital, mas também foi adaptado para o cinema; cosplayers se vestem como os personagens do jogo e do filme, atualizando-os fora das telas; Thriller é um videoclipe de Michael Jackson; cosplayers de Resident Evil fazem um vídeo dançando ao som de Thriller; o vídeo da dança é postado na internet.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=NND1BWEKyAc&feature=player_embedded]
Seguindo por esse fio condutor, passamos a analisar os desdobramentos desse fascínio pelos zumbis em redes sociais online, que se atualizam offline justamente em encontros como aquele do vídeo de Thriller, ou ainda em passeatas de zumbis, organizadas pelo movimento Zombie Walk. Torna-se relevante o fato de que, no universo online, as pessoas buscam conexão e se relacionam por afinidades, desterritorializadas geograficamente. Mais interessante ainda é que as redes sociais do ciberespaço não substituem a relação face a face, ao contrário, em algum momento elas se reterritorializam na vida cotidiana – como ocorre com os referidos movimentos.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=7akXZCH1JlA]
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