Próximo ENECO será em João Pessoa

Na plenária final do ENECO foi aprovada que a próxima sede do evento será a Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa (ou cidade da Parahyba, como preferem os organizadores). A proposta, defendida pelos representantes do Centro Acadêmico da UFPB, é composta pelo projeto acadêmico Celso Furtado e pelo projeto cultural Jackson do Pandeiro. O tema ainda será discutido pela Federação Nacional de Estudantes de Economia, mas deve estar relacionado com a Economia Brasileira.

Em breve divulgaremos mais informações.

Carta de Florianópolis

Carta aprovada na plenária final do XXXV Encontro Nacional de Estudantes de Economia:

Passamos atualmente por uma das maiores crises da história do capitalismo, e para nós da Federação Nacional de Estudantes de Economia, é extremamente preocupante que em um momento em que o mundo está desabando e diversos pressupostos sendo derrubados, não haja um debate sério e difundido por todas as faculdades de economia do país.

O fato de a maioria dos professores não promoverem um real debate sobre a crise revela muito mais do que a incapacidade de muitos deles em fazê-lo. Revela a apatia e o comodismo que toma conta das faculdades.

Este comodismo é resultado de uma estrutura universitária que não aceita a crítica. Uma universidade que não produz nem forma profissionais para o povo, capazes de entenderem as contradições da realidade que os cercam. Uma universidade meritocrática: apenas os “melhores” são escolhidos, seja no vestibular, nas provas de graduação ou em concursos para professores. Os melhores em que? Em reproduzir esta lógica de alienação intelectual.

Nós, estudantes, temos um papel fundamental: o de promover a mudança. Só através do protagonismo estudantil é que conseguiremos mudar a universidade. Tal mudança não vira do corpo docente, que funciona como reprodutor dessa lógica alienante. Para isso temos que nos reorganizar. Devemos articular as regionais, devemos auxiliar cada CA na luta pela crítica e por um curso melhor localmente, trazendo as diversas experiências para um debate nacional.

Através dessa reorganização é que conseguiremos nos articular enquanto um movimento estudantil de economia e lutar nacionalmente em prol da melhoria na formação do economista, por melhores critérios de avaliação e por uma melhor estrutura para o aprendizado.

É preciso também lutar para que os prejuízos acumulados pelo sistema financeiro não sejam socializados, defender uma distribuição de renda igualitária. O governo brasileiro deve se preocupar menos com os interesses dos banqueiros internacionais e mais com os interesses do povo brasileiro de forma que assuntos como a dívida externa, o desenvolvimento econômico e a integração entre as nações latino-americanas sejam amplamente debatidos.

Desse modo, chamamos a todos os estudantes de economia a se juntarem nesse novo projeto de federação. É através da troca de experiência que se fortalecerá a consciência.

Florianópolis, 24 de julho de 2009

Economia Pós-Autista

Nesses tempos de reforma curricular é bom lembrar uma discussão que teve início na França em 2000, quando um grupo de estudantes de Economia lançou o Manifesto Pós-Autista, dando início a um movimento com repercussão internacional que teve resposta de economistas como Robert Solow e James K. Galbraith.

Esses estudantes denunciavam a excessiva matematização da Ciência Econômica e seu afastamento da realidade. A Economia estaria se tornando uma ciência autista. Eles defendiam um ensino mais próximo da realidade, com menos modelos abstratos, além do pluralismo metodológico.

O manifesto, em tradução do prof. Ivo Theis:

“Nós, estudantes de economia, declaramo-nos insatisfeitos com o ensino que recebemos em virtude de diversas razões.

1) desejamos escapar de mundos imaginários: muitos de nós escolhemos o estudo da economia para adquirir uma compreensão aprofundada dos fenômenos econômicos com os quais os cidadãos de hoje são confrontados; no entanto, o que nos é ensinado – e isso é basicamente teoria neoclássica – não atende a nossas expectativas; como se sabe, essa teoria não se reporta a fatos concretos (fatos históricos, funcionamento de instituições, comportamento e estratégias reais dos agentes econômicos), que sejam empiricamente verificáveis. O desprezo da teoria neoclássica convencional pelas realidades concretas nos coloca o problema da inutilidade de nosso aprendizado.

2) opusemo-nos ao uso descontrolado da matemática: a matemática pode ter sido um instrumento importante para auxiliar os economistas a explicarem fenômenos econômicos. Todavia, a matemática parece ter se tornado um fim em si, afastando o conhecimento econômico do mundo econômico real; a formalização matemática presente em muitas análises econômicas tem permitido corroborar hipóteses formais de trabalhos rebuscados e publicar bons papers; mas tem, sobretudo, distanciado o saber em economia dos problemas econômicos verdadeiramente relevantes atualmente.

3) somos favoráveis ao pluralismo de abordagens na economia: tem havido pouco espaço para a reflexão, em grande parte devido ao fato de que as questões econômicas têm sido abordadas de apenas um ponto de vista – o do mainstream neoclássico. Somos contra esse dogmatismo. Queremos um pluralismo de abordagens, ajustado à complexidade de objetos e à incerteza das questões que se referem ao campo da economia (desemprego, desigualdades, vantagens e desvantagens do comércio livre, globalização, desenvolvimento econômico, etc.).

4) chamado aos professores – acordem antes que seja muito tarde: apelamos a todos quanto entendem nossas reclamações para que apóiem reformas no ensino de economia rapidamente; o risco de que os atuais estudantes de economia, do mundo inteiro, abandonem seus cursos é grande – e isso não porque perderam seu interesse na área, mas porque não desejam mais ficar prisioneiros de um conhecimento distanciado do mundo econômico real. Esperamos que prevaleça o bom senso”

Veja aqui o currículo defendido pelos estudantes franceses.

Mais informações sobre o Movimento Pós-Autista podem ser encontradas em www.paecon.net ou no primeiro caderno do PET de Economia da UFF: Para além do Empírico: uma crítica ao Movimento Pós-autista.

Reforma curricular na Economia

Depois de quatro meses de trabalho, a Comissão de Graduação em Economia finalizou sua proposta de reforma curricular. A atual gestão da Comgrad, composta pelos professores Ronaldo Herrlein Jr., Sérgio Monteiro, Giacomo Balbinotto Neto, Ricardo Dathein e João Marcos Leão da Rocha e pelos estudantes André Coutinho Augustin e Bernardo Frederes Kramer Alcalde (Pato) começou a discussão sobre o novo currículo no início deste semestre em trabalhou em cima de uma proposta elaborada pela Comgrad anterior, que previa uma flexibilização do currículo. A idéia foi mantida e a proposta final da Comgrad prevê 33 disciplinas obrigatórias, enquanto o antigo tinha 41. Em compensação, as eletivas aumentaram de 7 para 11 e os créditos complementares de 6 para 12.

Por que mudar o currículo?

Após a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1996, as diversas áreas de formação começaram a rediscutir suas diretrizes curriculares. No caso da Economia, o debate se deu principalmente nas instâncias da Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Economia (ANGE), além do COFECON, da FENECON, da ANPEC e da SEP. As diversas entidades encaminharam suas sugestões à Câmara de Ensino Superior (CES) do Conselho Nacional de Educação (CNE) que estabeleceu as novas diretrizes curriculares de Economia, em substituição à antiga legislação sobre o assunto, de 1984 (Parecer 375/84 e Resolução 11/84). Foi então emitido o Parecer CNE/CES nº 380/2005 que deu origem à Resolução nº 7, de 29 de março de 2006. Além disso, todos os cursos de bacharelado do Brasil devem obedecer ao Parecer CNE/CES nº 184/2006, referente à carga horária mínima (no nosso caso, 3.000 horas). Toda essa legislação, além de uma explicação sobre ela pode ser encontrada no caderno da ANGE sobre as novas diretrizes.

Em 2007, a CES fez algumas alterações nas diretrizes, com o Parecer 95/2007 e a Resolução 04/2007. A principal mudança foi a obrigatoriedade de uma Monografia, enquanto a resolução anterior falava em um “trabalho de curso”, com “desejável formato final de um artigo”. O prazo dado para que as universidades se adaptem à nova legislação foi de dois anos (ou seja, julho de 2009).

Outro motivo para mudar o currículo é a divisão do curso em diurno e noturno a partir de 2010, prevista no projeto da UFRGS para o REUNI.

As novas diretrizes curriculares

Os cursos de Economia devem ter no mínimo 3.000 horas de aula. Dessas 50% são estipuladas pela Resolução 04/2007, com a seguinte distribuição:

  • Os conteúdos de Formação Geral (Introdução à Economia, Ciências Sociais e Ciências, Políticas, Filosofia, Ética, Administração, Direito, Contabilidade, Matemática e Estatística) devem corresponder a, pelo menos, 10% da carga horária curso.
  • Os conteúdos de Formação Teórico-quantitativa (Contabilidade Social, Microeconomia, Macroeconomia, Economia Política, Economia Internacional, Economia do Setor Público, Economia Monetária, Desenvolvimento Sócio-Econômico, Estatística Econômica e Econometria), 20% da carga horária.
  • Os Conteúdos de Formação Histórica (História Econômica Geral, Formação Econômica do Brasil, Economia Brasileira Contemporânea e História do Pensamento Econômico), 10% da carga horária.
  • E os conteúdos de Metodologia, Técnicas da Pesquisa em Economia e Trabalho de Curso, 10% da carga horária.

Os outros 50% da carga horária podem ser definidos por cada instituição de ensino. Além disso, as diretrizes permitem a inclusão de atividades complementares e estágio curricular supervisionado no currículo.

Cada curso deverá elaborar um Projeto Pedagógico, contendo:

I – concepção e objetivos gerais do curso, contextualizados em relação às suas inserções institucional, política, geográfica e social;

II – condições objetivas de oferta e a vocação do curso;

III – cargas horárias das atividades didáticas e da integralização do curso;

IV – formas de realização da interdisciplinaridade;

V – modos de integração entre teoria e prática;

VI – formas de avaliação do ensino e da aprendizagem;

VII – modos da integração entre graduação e pós-graduação, quando houver;

VIII – incentivo à pesquisa, como necessário prolongamento da atividade de ensino e como instrumento para a iniciação científica;

IX – regulamentação das atividades relacionadas com trabalho de curso, como componente obrigatório a ser realizado sob a supervisão docente;

X – concepção e composição das atividades de estágio curricular supervisionado opcional, contendo suas diferentes formas e condições de realização, observado o respectivo regulamento; e

XI – concepção e composição das atividades complementares.

A elaboração do Projeto Pedagógico deverá seguir as seguintes exigências:

I – comprometimento com o estudo da realidade brasileira, sem prejuízo de uma sólida formação teórica, histórica e instrumental;

II – pluralismo metodológico, em coerência com o caráter plural das ciências econômicas formadas por correntes de pensamento e paradigmas diversos;

III – ênfase nas inter-relações dos fenômenos econômicos com o todo social em que se insere; e

IV – ênfase na formação de atitudes, do senso ético para o exercício profissional e para a responsabilidade social, indispensável ao exercício futuro da profissão.

As diretrizes prevêem ainda que o curso deverá proporcionar aos estudantes:

I – uma base cultural ampla, que possibilite o entendimento das questões econômicas no seu contexto histórico-social;

II – capacidade de tomada de decisões e de resolução de problemas numa realidade diversificada e em constante transformação;

III – capacidade analítica, visão crítica e competência para adquirir novos conhecimentos; e

IV – domínio das habilidades relativas à efetiva comunicação e expressão oral e escrita.

A reforma na UFRGS

No início de 2007 a Comissão de Graduação em Economia da UFRGS instituiu uma comissão para elaborar o novo currículo, sob a coordenação do professor Carlos Henrique Horn. Por motivos pessoais, ele teve que se afastar e foi substituído pelo prof. Sérgio Monteiro.

Naquele ano, o DAECA realizou diversas atividades relacionadas à reforma curricular, dentre as quais se destacou uma semana de discussão que contou com uma palestra do então presidente da ANGE, Rubens Sawaya, um debate sobre o currículo da UFRGS com os professores Gentil Corazza e Sabino Porto Jr. e uma assembléia de estudantes para definir as posições do DAECA sobre o currículo.

Desta primeira comissão, participaram os professores Sérgio Monteiro, Sabino Porto Jr., Luiz Paulo Nogueról e  Julio César de Oliveira e os estudantes Juliana Camargo e André Coutinho Augustin. No fim do ano a comissão estava funcionando razoavelmente bem, mas vieram as férias de verão e tudo parou. Em 2008 e as coisas não andavam, até que em setembro foram feitas reuniões com os professores de cada área (história econômica e economia política, macro, micro, métodos quantitativos) para discutir o currículo. Sobre essas reuniões não podemos dizer muita coisa, pois não foi permitida a presença de nenhum estudante!

Depois disso, marcamos uma reunião com o prof. Sérgio Monteiro para apresentar as sugestões do DAECA para o novo currículo. Com as sugestões dos professores e dos estudantes, foi montada uma nova proposta, discutida em reuniões da Comgrad em que mais uma vez não foram convocados os representantes discentes.

REUNI

Um dos fatos que influenciou a mudança no currículo foi a entrada da UFRGS no Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o famoso REUNI. Para quem não conhece, é um polêmico programa do Ministério da Educação lançado em 2007 que prevê a expansão de vagas nas Instituições Federais de Ensino Superior. Cada universidade tem autonomia para criar seu plano de expansão, desde que cumpra algumas metas estipuladas pelo MEC, como a relação mínima de 18 alunos por professor (a relação na UFRGS antes do REUNI era de 19 alunos por professor).

Até 2012, a UFRGS criará 1532 vagas presenciais em cursos de graduação. Para isso está prevista a contratação de 410 professores e 450 servidores técnico-administrativos, além de investimentos em infra-estrutura. A universidade também se comprometeu a aumentar a taxa de conclusão para 80%, um número que nos parece difícil de se alcançar (a taxa anterior era de 65%).

Na FCE, o REUNI criará 10 vagas de Ciências Atuariais (com a contratação de 2 professores), 20 vagas de Relações internacionais (4 professores) e 10 vagas de Economia (9 professores). Já foram abertos os editais para dois professores de RI e os dois de Atuariais (embora o DCCA tenha destinado uma das vagas para contratar um contador, em vez de um atuário).

A principal mudança será na Economia. O curso vai ser dividido em noturno (50 vagas no 1º semestre e 50 no 2º) e diurno (50 vagas, apenas no 1º). Isso ocorrerá já no próximo vestibular, mas ainda não foi contratado nenhum dos 9 professores prometidos. Outra promessa que estamos esperando é a construção de um novo prédio (ver postagem anterior). Os recursos para construí-lo foram passados pelo MEC no final de 2007, mas por motivos burocráticos as obras ainda não começaram. Segundo o vice-diretor da FCE, prof. Carlos Horn, a licitação deve ser feita em breve e não há motivos para essa obra demorar mais de dois anos. Esperamos que ele esteja certo.

Em relação à criação do curso noturno, apoiamos a iniciativa. Esta é uma antiga reivindicação dos estudantes de Economia, que na sua maioria trabalham e não tem condições de realizar o curso em dois turnos.

A proposta da Comgrad

A partir de março, já sob coordenação do prof. Ronaldo Herrlein Júnior, a Comissão de Graduação entrou em um ritmo de trabalho intensivo, com a meta de finalizar o novo currículo até o final de junho. Foram em média duas reuniões por mês (no fim já estavam sendo feitas reuniões quase que semanais), sempre com a presença dos representantes discentes.

A proposta recebida pela Comgrad anterior tinha grandes equívocos. A primeira reivindicação do DAECA foi a volta de Introdução às Ciências, pois essa é uma área de grande importância para o economista e havia se tornado eletiva (junto com Introdução à Ciência Política). A idéia foi bem aceita pelos professores, e a disciplina tornou-se novamente obrigatória. A única crítica que ouvimos foi que os professores de Ciências Sociais costumam ser ruins. O engraçado é que ninguém propôs que Estatística saísse do currículo e nós sabemos que os professores que o Departamento de Estatística nos manda são bem piores que os de Sociologia.

Outro problema era a retirada de Estrutura e Interpretação de Balanços como obrigatória. Concordamos com a diminuição do conteúdo de Contabilidade de dois para um semestre. No entanto tiraram justamente a parte que o economista mais usa, e deixaram só os razonetes e princípios contábeis de Introdução à Contabilidade. Sugerimos então a criação de uma nova disciplina chamada Contabilidade e Análise de Balanços, a exemplo do que ocorre na USP, UNICAMP, UFRJ, UFSC, PUC-SP e PUC-Rio. Os professores de Economia gostaram, mas a idéia não foi bem recebida pelo chefe do Departamento de Contabilidade, prof. João Marcos, pois o DCCA não possuiria professores suficientes para criar uma nova disciplina, uma vez que as atuais são dadas junto com outros cursos e a nova demandaria turmas apenas para Economia.

Analisando as turmas dos semestres anteriores, vemos que não é bem assim que ocorre. Muito mais do que a falta de professores, é a falta de organização do DCCA que impede a criação de novas turmas, como foi mostrado no documento que encaminhamos à Comgrad. No fim, foi aceita nossa sugestão.

Em outros dois pontos apresentados pelo DAECA, não houve apoio dos professores: a manutenção de Economia Agrícola e Metodologia da Ciência como obrigatórias. Hoje Metodologia é uma disciplina pouco aproveitada pelos estudantes por dois motivos:

  • é ofertada pelo Departamento de Sociologia, que normalmente destina professores substitutos sem a experiência necessária para lecioná-la;
  • é uma disciplina do segundo semestre, etapa na qual o estudante médio ainda não possui a maturidade teórica necessária e muito menos interesse em estudar esse assunto. No entanto, com o passar do tempo, a maioria dos estudantes – e não apenas aqueles que desejam seguir carreira acadêmica – sentem falta desta formação metodológica, fundamental, por exemplo, para a elaboração do trabalho de conclusão.

Em uma das propostas iniciais da COMGRAD seria criada uma nova disciplina de Metodologia, oferecida pelo próprio Departamento de Economia, o que consideramos uma excelente idéia. No entanto, essa idéia foi abandonada, frustrando as expectativas dos estudantes e fugindo do que diz a Resolução nº 7, de 29 de março de 2006, do Conselho Nacional de Educação, que prevê o ensino de metodologia nos currículos de Economia.

Sobre Economia Agrícola, é ima disciplina que prepara o estudante à melhor compreensão da realidade econômica brasileira e, sobretudo, gaúcha. Um setor com tanta importância para nossa economia não pode ficar de fora do currículo. Além disso, consideramos essencial para a universidade a integração entre ensino de graduação, de pós-graduação, pesquisa e extensão. Portanto, uma faculdade que, há mais de quarenta anos, criou uma pós-graduação em Economia Rural e hoje conta com um grande número de professores realizando pesquisas na área, deve compartilhar esse conhecimento gerado com os estudantes de graduação.

Uma mudança que contou com nosso apoio foi a criação de três “eixos de formação“: Empresas e finanças, Políticas públicas e Teoria Econômica. O estudante que cursar oito disciplinas eletivas pertencentes ao mesmo eixo, terá isso constando no seu histórico escolar (pode-se optar por não realizar nenhum eixo). Também foi ampliado o rol de eletivas. Outras mudanças para melhor foram a nova resolução de créditos complementares e a flexibilização dos pré-requisitos.

Veja aqui a proposta final da Comgrad.

Quais disciplinas virariam eletivas pela proposta da Comgrad?

Introdução à Administração

Introdução à Ciência Política

Metodologia da Ciência

Instituições de Direito

Economia Agrícola

Economia Monetária II

Política e Planejamento Econômico

E agora?

O próximo passo para a aprovação do novo currículo é a discussão no Plenário do Departamento de Economia, que reúne todos os professores e nove representantes discentes. Semana passada foi feita a primeira reunião, para apresentar a proposta. Na ocasião o DAECA entregou uma carta aos professores com nossa opinião sobre o currículo. As próximas reuniões, para decidir as mudanças, estão marcadas para os dias 11 e 19 de agosto.

Quem tiver interesse em participar pode entrar em contato com o DAEA pelo e-mail daeca.ufrgs@gmail.com.

Novo prédio

Reportagem publicada na Zero hora sobre o novo prédio:

22 de junho de 2009

ENSINO SUPERIOR

UFRGS ganhará novos prédios

Universidade iniciará nova fase com edifício no Campus Central

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A construção de um prédio de cinco andares no Campus Central deve marcar uma nova fase para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O edifício será o primeiro de cinco obras que contam com verbas do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do governo federal.

Quando estiverem prontos, os prédios aumentarão em 30% a área física total da universidade. A ampliação permitirá a abertura de novas 1,5 mil vagas para alunos, 410 para servidores e 450 para professores.

A primeira unidade será erguida no quarteirão um do Campus Central, na Capital, ocupado atualmente pelas faculdades de Ciências Econômicas, Direito e Engenharia e pelo Observatório Astronômico. Ficará nos fundos do antigo Instituto Parobé, situado na Rua Sarmento Leite.

A estrutura será compartilhada pelas faculdades de Ciências Econômicas, Direito, Administração de Empresas e, talvez, Engenharia. Ainda não há data para início dos trabalhos.

Os cerca de 4,8 mil metros quadrados do novo prédio serão divididos em cinco andares. As 24 salas de aula, com capacidade para 40 ou 60 alunos cada uma, terão capacidade para, no mínimo, mil alunos simultaneamente.

No dia 4 de maio, o reitor Carlos Alexandre Netto recebeu da Secretaria Municipal de Planejamento o Estudo de Viabilidade Urbanística. O superintendente de Infraestrutura da UFRGS, Alberto Tamagna, afirma que não haverá necessidade de compensações ambientais.

ANGELA VENCATO | Especial
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Imagem do novo prédio:

http://zerohora.clicrbs.com.br/pdf/6559774.pdf

Reunião DCCA

Nesta terça-feira (14 de julho) aconteceu a terceira do ano reunião do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais, com a participação como Representante Discente de Felipe Araldi, estudante do 5º semestre de Ciências Atuariais e Secretário-Geral do DAECA. Após análise da ata da reunião anterior, em que foi cobrada a inclusão o debate sobre o Concurso Público para professores do DCCA, partiu-se para os demais pontos da pauta.
Inicialmente, foi apresentado pelo Prof. Dr. Paulo Schmidt os relatórios dos cursos de especialização em Gestão Pública e em Controladoria iniciados em 2007. O Curso de Especialização em Gestão Pública, durou de 10 de julho de 2007 a 29 de maio de 2009, com receitas de aproximadamente 183 mil reais e gastos de mais de 182 mil reais. O Curso de Especialização em Controladoria, que iniciou com 36 alunos e finalizou com 22, teve receitas de quase de 226 mil reais e despesas de mais de 218 mil reais. O relatório foi aprovado e o saldo dos dois cursos, pouco superior a oito mil e reais, será transferido para a conta da da FCE.
Dentre os Assuntos Gerais, tratou-se dos dois Concursos Públicos realizados no primeiro semestre, para professor de Contabilidade Geral e Ciências Atuariais, Avaliação de Atividades Complementar e Estágios. Para o concurso de contabilidade, 13 candidatos se inscreveram, sendo que 5 dos 8 candidatos que se apresentaram para as etapas de seleção foram aprovados. No concurso de atuária, a procura foi menor, com apenas dois canditatos e somente um presente nas provas, candidato este aprovado pela banca examinadora.
Os membros da Comissão criada para a avaliação das atividade complementares para o curso de Ciências Contábeis presentes a reunião informaram sobre o andamento dos trabalhos no primeiro semestre de 2009, relatando que foram avaliados todos as atividades que se enquadram na resolução das atividades. Alguns certificados não foram aceitos e outros ainda estão sendo avaliados.
O chefe do departamento, prof. João Marcos, relatou que o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho estão pressionando as instituições de ensino para o cumprimento da nova lei dos estágio. Há grande sobrecarga de atividade para os professores com a atividade de orientar os alunos estagiários. Por isso, o professor João Marcos se propôs a assumir a orientação e fiscalização dos estágios, desde que não lhe fosse atribuída carga horária em sala de aula. Com o compromisso de que não haverá falta de professores nas disciplinas de contabilidade a proposta foi aceita pelo colegiado. Foi informado também que o relatório da Semana Acadêmica de Contabilidade está sendo encaminhado a Pró-reitoria de Extensão e os certificados dos participantes estarão disponíveis no segundo semestre.