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No dia 19/05, às 11 horas, realizou-se o 4ª reunião do Consuni da FCE em 2010. A reunião iniciou-se com a análise da ata da reunião anterior. A representação discente solicitou que fosse incluída na ata uma fala dos representantes discentes que não estava na ata o seguinte texto, referente ao item 4 da última ata.

Essa solicitação foi defendida pelos estudantes, rechaçada pelos professores. Em seguida, foi feito primeiro uma votação da ata sem a inclusão da proposta dos estudantes, aprovada por unanimidade. Depois, votou-se a proposta de inclusão, que teve só 2 votos a favor, dos representantes discentes do DAECA. (a história dessa solicitação virá depois do relato).

Então um representante da CPPD (Comissão Permanente de Pessoal Docente) visitou a reunião. Ele falou de alguns problemas da CPPD, como perda de arquivos e processos muito extensos, e solicitou aos estudantes presentes na reunião que incentivassem de alguma forma a avaliação dos professores. O motivo pelo qual ele solicitou isso é que a avaliação que os alunos fazem é utilizada na progressão funcional dos professores. No entanto, ela normalmente não é levada em conta na na prática, pois poucos alunos votam, e normalmente existe um viés (alunos que reprovaram e querem que o professor seja mal avaliado, por exemplo). Ele também informou que os processos de progressão serão digitalizados e comentou a forma como foi instituída a classe Professor Associado, que foi criado pelo governo para progressão de Adjuntos, a qual não contém regras claras na maior parte das universidades.

Foi deferida a progressão funcional do Prof. Carlos Schimidt, e os afastamentos dos seguintes professores: Paulo Waquil, Ronaldo Herrlein, Pedro Fonseca e Paulo Schimid, todos no mês de junho.

Foram aprovadas as vagas de professores do PLAGEDER, um curso de graduação em desenvolvimento rural, na modalidade Educação a Distancia, que terá oferta regular.

Foi deferida a análise de um termo de cooperação do PGDR com o Ministério de Desenvolvimento Agrário, com a realização de cursos em Cabo Verde, com intercâmbios de alunos.

Foi aprovado o relatório do curso de especialização em controladoria e gestão.

Foram homologadas as eleições da COMGRAD-REL, e também foi aprovada a resolução para créditos complementares referentes a este curso.

Foi aprovada a proposta de um programa de pós-graduação em estudos estratégicos internacionais da FCE que, conforme relato, dividirá o espaço com o CEGOV.

Foi aprovada a solicitação de vínculo de pós-doutorado de uma aluna do PGDR e foi aprovado um protocolo de cooperação entre a UFRGS (PGDR) e a Université Du Quebec à Rimouski, canadense.

Então o professor Hélio abriu para os Assuntos Gerais. Ele colocou que o planejamento estratégico da universidade iria iniciar uma rodada de apresentação do projeto, que incluiria reuniões com alguns grupos, inclusive os alunos. Então encerrou-se a reunião.

Sobre a alocação de vagas do REUNI, o curso de economia tem direito a quatro vagas neste ano. Sobre a alocação das vagas do concurso que será realizada, houve uma disputa sobre qual área seriam os professores contratados. O assunto foi encaminhado ao DECON, que é o responsável pela decisão. Na reunião do DECON, decidiu-se alocar as 4 vagas para professores da área de pesquisa economia do desenvolvimento.

Na verdade, as vagas foram alocadas desta maneira, pois, por trás dos panos havia uma imposição de acordo por parte dos professores da economia do desenvolvimento aos professores da economia aplicada, na instância do pós graduação. Tal acordo regulamentava a participação de professores em cursos pagos oferecidos pela pós. Os professores da economia aplicada não aceitaram em um primeiro momento esse acordo, perdendo a possibilidade de receber uma vaga neste concurso.

No entanto, um dos professores da economia aplicada, conseguiu fazer seus colegas concordarem com o acordo, posteriormente a reunião do DECON. Ele falou com todos que estavam presentes na reunião para saber se haveria a possibilidade de modificação da ata. Os estudantes não concordaram com este acordo, pois achavam que uma decisão já havia sido tomada.

Na seqüência, houve uma reunião do Consuni, onde a alocação das vagas precisava ser aprovada. Um professor sugeriu a mudança da decisão do DECON, recusada pelos estudantes. Então vários professores questionaram sobre a possibilidade do Consuni, instância máxima da unidade, passar por cima da decisão do DECON, sem a alteração da ata. Alguns professores alertaram que isso não seria razoável, pois poderia comprometer a lisura do processo.

Então, a reunião foi temporariamente suspensa, para que fosse realizada outra reunião do DECON, onde então seria aprovada a divisão de 3 vagas para a economia do desenvolvimento e 1 vaga para a economia aplicada. Nesta reunião, os professores se recusaram a responder qualquer esclarecimento em relação ao acordo da pós-graduação em relação a cursos pagos, se restringindo a votação. Nesta reunião, nós votamos a favor, pois acreditamos que é necessária a criação de concursos e somos a favor de mais professores, independente se da aplicada ou do desenvolvimento.

No retorno ao Consuni, houve novamente a votação da alocação de vagas e os estudantes se abstiveram. Ma antes da votação os estudantes criticaram a forma como as decisões se dão na faculdade, na qual alguns se utilizam de forma arbitrária das instâncias administrativas, e de forma autoritária, onde as decisões de uma minoria é aceita, misturando decisões do pós-gradução com graduação, instância onde os alunos da graduação não tem participação, mas as decisões de uma instância interferem nas demais, e ainda, a realização de “novas reuniões” para legitimar acordos que contrariam as decisões anteriores das reuniões, feitos nos corredores.

Mas na verdade, ao propor a inclusão desta fala na ata da reunião, ouvimos que isto era uma “papagaiada”. Ouvimos em outro momento que éramos imaturos e que dávamos muita importância aos nossos princípios.

Fomos acusados, por alguns professores de querer boicotar o concurso. Que fique bem claro que os estudantes não têm nada contra esse concurso, independentes se vierem professores para aplicada ou para o desenvolvimento. E é totalmente a favor de mais professores para compor o quadro docente. Mas não queremos, de forma alguma, que haja uma mistura entre as demandas do pós e da graduação, cada um com problemas e objetivos muito distintos.

RD’s presentes no Consuni: Rafael Tams e Tanise Bussmann

tiagorublescki

Democracia: trinta anos depois…

democracia

Em 1980 a chapa Alternativa ganhava as eleições do DAECA. Embalado pela onda de democratização que empolgava o país depois da Anistia, nosso diretório exigia também uma democratização da UFRGS, como pode ser percebido na charge publicada em um panfleto da chapa e que reproduzimos 30 anos depois. Pouca coisa mudou de lá para cá.

As “instâncias ‘legislativas’ da Universidade”, como diz a charge, continuam com pouco poder. São apenas uma fachada democrática para encobrir acordos tomados anteriormente por alguns professores. Os estudantes, com apenas 15% dos votos, pouco podem fazer No último dia 14, quarta-feira, durante uma reunião do DECON,fomos informados que haveria concurso para quatro professores de Economia. No entanto, os professores já haviam acordado anteriormente que três dessas vagas estariam em um concurso comandado pelos professores do “Desenvolvimento” e a outra vaga seria da “Aplicada”.

A reunião foi lamentável. Houve uma grande discussão em que uns acusavam os outros de estarem mentindo e quebrando o combinado. Foi quando descobrimos que a divisão das vagas no concurso era apenas mais um item de um grande acordo, onde se redefiniriam as regras para os professores ministrarem cursos pagos na FCE. Os ânimos estavam exaltados porque sabiam que aquela reunião teria impacto nos bolsos de alguns professores.

Não se sabe por que, os professores da “Aplicada” não levaram à reunião sua proposta de edital para o concurso e acabaram perdendo a vaga a que tinham “direito”. O edital aprovado (com quatro vagas para o “Desenvolvimento”) foi então encaminhado ao Conselho da Unidade, que se reuniria no dia seguinte para aprová-lo. Qual não foi nossa surpresa quando ficamos sabendo que, após a reunião do DECON, os professores costuraram outro acordo, para alterar a ata da reunião e dar de novo uma vaga à “Aplicada”. Mas esse acordo dependia da unanimidade dos membros do colegiado, inclusive dos representantes discente. Estes não apoiaram a medida, o que levou a uma suspensão da reunião do Conselho da Unidade e a convocação de outra reunião do Colegiado do Departamento.

Achamos que a universidade pública deve atender aos interesses da sociedade e não de alguns professores. O DAECA não vai abrir mão de seus princípios, como nos foi sugerido pelos professores (nessas palavras). Nos recusamos a assinar acordos desse tipo e pedimos que, nos próximos concursos, os estudantes sejam consultados desde o início da discussão e não se use vagas de concurso para chantagens envolvendo outras questões.

castelo