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Relato Plenária DECON

No dia 29/04 foi realizada a Plenária que nomeou o novo chefe do Departamento de Economia (DECON), conforme indicou a consulta feita dia 22/04 aos alunos de Economia e Relações Internacionais e a todos os professores e funcionários da FCE, na qual o professor Ário Zimmermann, em chapa única, se candidatou.

O Professor Valmor Marchetti esclareceu alguns aspectos referentes à consulta. Depois a professora Karen procedeu uma consulta aos membros da Plenária sobre a aceitação do novo chefe, que foi aceito de forma unânime. O Professor Ário sugeriu os seguintes nomes para a composição do colegiado: os professores Carlos Horn, André Cunha, Sabino Pôrto e Fabrício Tourrucôo, representantes do pós-graduação, o professor Carlos Mielitz e Eduardo Filippi, representantes do pós graduação em Economia Rural, os professores Ronaldo Herrlein e Paulo Vicentini, representantes da Comgrad da Economia e Relações Internacionais, respectivamente, e a professora Maria Aparecida de Souza. Os suplentes sugeridos foram Karen Stallbaum , Maria Heloisa Lenz e Eugênio Lagmann. A composição do colegiado foi aceita por unanimidade.

O Professor Ário se desculpou pela não convocação do DAECA, que ocorreu sem o seu conhecimento, e agradeceu a presença dos estudantes, que foi entendida como um voto de confiança dos estudantes na sua gestão.

Depois disso, o Professor Ário começou a falar dos concursos, e que algumas vagas vinham já comprometidas a alguns projetos do governo. Deu o exemplo do REUNI, e agora virão mais vagas por causa do curso de graduação em Desenvolvimento Rural, de ensino à distancia, que passará a ser regular. Já foram concedidas 2 vagas para isso e deverão ser concedidas mais 6 no próximo ano, e o curso deve se tornar regular em 2012. Com isso o Professor Ário encerrou sua fala, e o professor Lovois deu informações do curso. Dessas vagas que virão, 4 serão utilizadas junto aos Professores de Economia Rural e 2 se destinarão à area de Planejamento Urbano.

O Professor Bandeira comunicou se aposentará no final do semestre e que gostaria que a sua vaga fosse destinada a um professor que também pesquisasse na sua área de Economia Regional. Depois disso o Professor Fernando Ferrari falou que os professores que dão aula e pesquisam (segundo ele, existem pessoas que dão aula; que dão aula e pesquisam ou fazem extensão) e que gostaria que houvesse uma consulta antes da alocação dos novos professores. Depois disso a reunião terminou.

Estavam presentes na reunião os estudantes: Alysson Portela, Tanise Brandão e Tiago Silveira.

tiagorublescki

Democracia: trinta anos depois…

democracia

Em 1980 a chapa Alternativa ganhava as eleições do DAECA. Embalado pela onda de democratização que empolgava o país depois da Anistia, nosso diretório exigia também uma democratização da UFRGS, como pode ser percebido na charge publicada em um panfleto da chapa e que reproduzimos 30 anos depois. Pouca coisa mudou de lá para cá.

As “instâncias ‘legislativas’ da Universidade”, como diz a charge, continuam com pouco poder. São apenas uma fachada democrática para encobrir acordos tomados anteriormente por alguns professores. Os estudantes, com apenas 15% dos votos, pouco podem fazer No último dia 14, quarta-feira, durante uma reunião do DECON,fomos informados que haveria concurso para quatro professores de Economia. No entanto, os professores já haviam acordado anteriormente que três dessas vagas estariam em um concurso comandado pelos professores do “Desenvolvimento” e a outra vaga seria da “Aplicada”.

A reunião foi lamentável. Houve uma grande discussão em que uns acusavam os outros de estarem mentindo e quebrando o combinado. Foi quando descobrimos que a divisão das vagas no concurso era apenas mais um item de um grande acordo, onde se redefiniriam as regras para os professores ministrarem cursos pagos na FCE. Os ânimos estavam exaltados porque sabiam que aquela reunião teria impacto nos bolsos de alguns professores.

Não se sabe por que, os professores da “Aplicada” não levaram à reunião sua proposta de edital para o concurso e acabaram perdendo a vaga a que tinham “direito”. O edital aprovado (com quatro vagas para o “Desenvolvimento”) foi então encaminhado ao Conselho da Unidade, que se reuniria no dia seguinte para aprová-lo. Qual não foi nossa surpresa quando ficamos sabendo que, após a reunião do DECON, os professores costuraram outro acordo, para alterar a ata da reunião e dar de novo uma vaga à “Aplicada”. Mas esse acordo dependia da unanimidade dos membros do colegiado, inclusive dos representantes discente. Estes não apoiaram a medida, o que levou a uma suspensão da reunião do Conselho da Unidade e a convocação de outra reunião do Colegiado do Departamento.

Achamos que a universidade pública deve atender aos interesses da sociedade e não de alguns professores. O DAECA não vai abrir mão de seus princípios, como nos foi sugerido pelos professores (nessas palavras). Nos recusamos a assinar acordos desse tipo e pedimos que, nos próximos concursos, os estudantes sejam consultados desde o início da discussão e não se use vagas de concurso para chantagens envolvendo outras questões.

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