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Sino furtado, alunos ilustres e luta democrática: fatos que marcam os 125 anos da Faculdade de Direito da UFRGS

Criada em 1900, a Faculdade Livre de Direito de Porto Alegre – mais tarde incorporada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – se prepara para celebrar 125 anos.
Por aqueles corredores, passaram dois ex-presidentes da República, cinco ex-governadores e dezenas de juristas que comandariam tribunais, órgãos públicos e entidades país afora. Lá, foram travadas lutas renhidas pelo voto igualitário, contra os desmandos da ditadura, pelas Diretas Já, pela manutenção da democracia no Brasil.
Talvez por isso, até hoje, ex-alunos tirem dinheiro do próprio bolso para ajudar o curso. Em 2022, graças a doações, as salas de aula receberam câmeras e telas digitais interativas, inspiradas nas Salas do Amanhã, de Harvard.

Mulher pode?


Claudia Lima Marques, diretora da Faculdade de Direito da Ufrgs

Em 1986, a advogada Claudia Lima Marques foi fazer mestrado na Universidade de Tübingen, na Alemanha. Na entrevista de seleção, disse que estava lá em busca de formação, porque queria, no futuro, se tornar professora de Direito.

— E mulher pode? — perguntou o catedrático alemão, surpreso.

Mas sabia ele que a primeira professora concursada da faculdade de Porto Alegre foi Sulamita Cabral, mais de 10 anos antes, em 1974. Claudia seguiu seus passos e ainda foi além. Desde 2020, é a primeira mulher a comandar o curso.

O velho sino

Se tudo der certo, quando a faculdade fizer 125 anos, uma história inusitada terá fim. Em 1968, de brincadeira, um grupo de alunos peraltas furtou o antigo sino que era tocado no início das aulas. Deu o que falar, o objeto nunca apareceu e o caso virou lenda.

Texto adaptado de Gaúcha ZH.
Para ler a reportagem completa, por Juliana Bublitz, acesse o Portal GZH.

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