Perfil do Instagram promove o projeto Ano Amarelo

Projeto elaborado e executado por: Isis Carvalho, Jéssica Susana Tag, Mairia Eduarda Paiva, Victória Tomé da Cruz

Por entendermos que a saúde mental é assunto muito importante a ser tratado na realidade de hoje, e acreditarmos que é algo que deve ser cuidado durante o ano todo, não somente no Setembro Amarelo, buscamos criar um projeto que visa divulgar estudos e conteúdos relacionados à saúde mental. Segundo dados da Organização mundial da Saúde, sintomas e diagnósticos de transtornos mentais estão sendo mais recorrentes entre os brasileiros (como a depressão, que atinge 5,8% e a ansiedade, que atinge 9,3% da população). Considerando as incertezas sobre o futuro e os rumos que as universidades públicas estão tendo pelo corte de verbas, o ambiente universitário é ideal para que o assunto (promoção de saúde mental) seja pautado ao longo de todo o ano.

Além disso, nosso objetivo não é restringir ao corpo discente, mas também a professores e funcionários da UFRGS, já que acreditamos que todos, não apenas estudantes, precisam voltar seu olhar para a saúde mental. Precisamos abordar a sociedade com esse assunto tão importante e pertinente a todos. Doenças como a depressão e ansiedade ainda são vistas como um tabu e acreditamos que, nos dias atuais, ainda há muita desinformação ou informação errada sobre saúde mental.

Portanto, levar informações corretas para dentro da Universidade é de suma importância se quisermos quebrar as barreiras e os preconceitos sobre esses assuntos, visto que abrange um público amplo capaz de levar esse conhecimento adiante. Inclusive, a própria Universidade possui locais de atendimento psicológico gratuito que pouco é utilizado pelo público universitário e é necessário que todos saibam que podem se beneficiar desse recurso.

PROJETO ANO AMARELO
A criação do nosso perfil no Instagram começou pelo nome, o qual gostaríamos que remetesse à ideia de calendário, de ano cronológico, junto a uma cor que os seguidores pudessem relacionar à saúde mental. Setembro é um mês bastante difundido pela mídia por estar fixado no Calendário de Saúde como um período de conscientização e problematização do “suicídio”, o “setembro amarelo”. Sendo assim, como já seria de conhecimento de grande parte do nosso público, optamos por colocar o amarelo também no nome da nossa página: @amarelo.ano.

Como ponto de partida para pensar as postagens que estariam no nosso ​feed​, decidimos selecionar algumas datas que consideramos direta ou indiretamente ligadas à saúde mental, mas que, de certa forma, ainda não são pensadas com essa ligação ou que são de pouco conhecimento do nosso público, como o Dia Mundial de Saúde Mental (10/10) e o Dia da Consciência Negra (20/11), por exemplo. A partir disso, pensamos em elaborar vídeos e textos que pudessem ser informativos e interativos a quem se interessasse em visitar o nosso perfil. Os textos, por sua vez, foram pensados visando informar e contribuir, aos interessados, os locais que atendem pessoas que necessitam algum tipo de escuta e de cuidado, por um custo acessível ou gratuitos.

A ideia original do nosso projeto era distribuir cartazes pelos campi da Universidade, com frases chamativas e com o usuário do nosso perfil no Instagram. Na medida em que fomos produzindo o perfil no Instagram, notamos que seria difícil utilizar dos meios mais comuns, como os cartazes, para divulgar o @amarelo.ano, visto que a execução de tal ideia — incluindo o ​layout e impressões — demandaria gastos financeiros fora do nosso orçamento atual. Sendo assim, pensamos que a melhor e mais acessível forma de engajar o público no Instagram, seria com a divulgação dentro dos grupos de WhatsApp, Facebook, na própria plataforma e nas conversas com nossos pares no dia a dia. Todavia, notamos como um limitador do nossos trabalho o fato de não termos conseguido acessar um grande número de alunos dos nossos campi, o que era uma das ideias iniciais, pois os seguidores acabaram sendo, na maioria, pessoas do nossos convívio.

O primeiro conteúdo do projeto foi publicado no perfil do Instagram no dia 25 de outubro e contou com a colaboração da psicóloga Jéssica Tag (CRP 07/28615), participante do trabalho. Nessa publicação, introduzimos o projeto e elucidamos com uma fala sobre o Outubro Rosa, mês dedicado a prevenção do câncer de mama e também do Dia Mundial da Saúde Mental, que é o 10 de Outubro. Como resultado, tivemos 13 curtidas na publicação, 117 pessoas alcançadas e 183 impressões, ou seja, a quantidade de vezes que os vídeos foram vistos (Anexo D). A segunda publicação foi realizada no dia 05 de novembro e teve o intuito de nos apresentar; explicamos o objetivo do projeto, o que nos fez criar o perfil do Instagram e convidamos a todos a compartilhar nossas publicações e refletir sobre a importância de valorizar a saúde mental. Já esta publicação contou com 20 curtidas, 128 pessoas alcançadas e 171 impressões.

Para falarmos sobre o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, convidamos o estudante de Relações Públicas, Jefferson Coelho, para conversar sobre a importância desse dia, que não deve ser de comemoração, mas sim, de luta. Jefferson compartilhou a publicação no seu perfil privado e 42 pessoas curtiram, uma comentou e tivemos um alcance de 179 pessoas, 281 impressões e, além disso, quatro compartilhamentos em ​stories. Além disso, a partir dessa publicação, tivemos 42 visitas no nosso perfil, o que nos deu uma maior visibilidade e, consequentemente, novos seguidores.

A nossa última publicação foi dedicada a divulgar lugares que prestam atendimento psicológico em Porto Alegre a baixo custo e gratuitos, pois entendemos que nem todas as pessoas, sobretudo universitários, têm condições de investir em acompanhamento “tradicional”. Para isso, contamos com uma publicação do Coletivo P53 de 2018. Já esta se destacou das demais e nos surpreendeu com os resultados: 407 curtidas, alcance de mais de 2.405 pessoas, 2.904 impressões, 511 compartilhamentos e mais de quatrocentas pessoas salvaram esta publicação.

Com estes quatro conteúdos publicados procuramos criar ​posts que fossem relevantes aos nossos seguidores, além de atender à proposta de ser um calendário sobre a saúde mental. Com elas, conseguimos 114 seguidores e mais de 250 interações.

Considerações Finais
Em um primeiro momento, pensamos em questões às quais levaram o nosso projeto a algumas limitações. Por exemplo, a não divulgação mais focada dentro dos campi fez com que a página do Instagram não alcançasse mais largamente o público docente e discente da UFRGS. Além disso, o número baixo de publicações inviabilizaram, por assim dizer, uma maior troca entre os seguidores e nós, administradoras. Entretanto, os resultados obtidos através das informações que a própria ferramenta Instagram oferece, nos fez pensar no que realmente chama a atenção do público, ou o que faz com que eles se sintam mais instigados a compartilharem em seus próprios perfis aquilo que oferecemos de conteúdo. A mais recente postagem da página mobilizou usuários que sequer seguiam o perfil, mas que se sentiram à vontade em levar adiante aquilo que havia sido publicado: locais de atendimento psicológico a baixo custo na cidade de Porto Alegre. A demanda é do seguidor? Ele também conhece quem precisa? As pessoas reconhecem a necessidade de cuidar da saúde mental, mas o custo de uma psicoterapia é um limitante? Os questionamentos seguem, porém uma certeza temos: atingimos um número que nos alegrou, que nos fez pensar que o @amarelo.ano teve seu objetivo alcançado enquanto aquele de informar, de fazer com que as pessoas continuassem pensando em sua saúde mental, ou que soubesse que existe, às vezes bem próximo delas, locais que estão disponíveis a receberem quem precisa de um olhar, de uma escuta e de cuidado.

Ademais, o grupo como um todo foi ativo nas decisões e execuções que o projeto demandou sem que houvesse conflitos internos, o que foi essencial para o bom andamento do trabalho e, consequentemente, à saúde mental de todas as integrantes. Por fim, ficamos realizadas com os nossos resultados, pois sabemos que saúde mental é algo que deve ser cuidada assim como a saúde do resto do nosso corpo e perceber que muitas pessoas foram alcançadas com ele e puderam fazer proveito dos nossos conteúdos já fez com que ele valesse a pena. Também, ficamos contentes com a oportunidade de poder participar da matéria Divulgação da Ciência e da sua existência, tendo em vista todas as problemáticas que a comunicação de ciência sofre atualmente. Dessa forma, conseguimos entender — mais ainda — a sua importância, valorizá-la e buscaremos levar o conhecimento adiante.

O que você sabe sobre plástico?

Projeto elaborado e executado por: Débora Marchesan Cunha, Lucas Canova Thomassim, Renato Riedi e Robson Gonçalves

Teste o seu conhecimento aqui


Dentro da disciplina Divulgação da Ciência e Educação Continuada da UFRGS, de 2019/2, foi proposto aos alunos como atividade a elaboração de um projeto de divulgação científica que pudesse ser feito no decorrer do semestre letivo. Para que esse trabalho fosse executado, algumas atividades e aulas foram propostos pelos professores responsáveis. Num primeiro momento, os encontros em sala foram de grande importância para apresentar aos estudantes a base do conteúdo que a disciplina se propõe a estudar e debater. Dentre esses tópicos, podemos citar as próprias formas de
divulgar informações científicas corretamente para a sociedade em geral, bem como as maneiras de tornar acessível essas informações e apresentar uma linguagem condizente com o público-alvo.

Tendo em vista os conteúdos que aprendemos em aula, começamos a dar mais enfoque a execução prática da atividade. Primeiramente fomos divididos em grupos cuja principal característica é a diversidade dos cursos escolhidos pelos alunos, dessa forma
o trabalho poderia ser interdisciplinar. Com os grupos formados, começou então o delineamento do projeto a partir da decisão de um tema, um meio de comunicação e o público-alvo. Deste modo, o nosso grupo que é formado por pessoas da área da biologia, psicologia e publicidade concordou ser bastante pertinente e urgente investir em dispositivos que auxiliem no processo de compreensão da sociedade acerca do uso consciente e responsável de materiais plásticos. O consumo de plástico têm aumentado exponencialmente nos últimos anos e, inclusive, alguns estudos científicos já sugerem que a humanidade está entrando no que se pode chamar de Era dos Plásticos.

Pensando em alguma ferramenta prática que pudesse auxiliar a divulgar informações científicas de forma atrativa e compreensível, até mesmo para a população leiga no assunto, chegou-se até o BuzzFeed. Essa plataforma virtual é popularmente conhecida por hospedar testes e quizzes dos mais diversos e por chamar a atenção principalmente dos jovens. Com a ideia de criar um questionário interativo, conciso e prático, o grupo foi atrás de materiais científicos que tratassem sobre o assunto.

Dessa forma, foi feito contato com a pesquisadora e professora do Instituto de Biociências da UFRGS, ​Paula Beatriz de Araújo, que ministra a disciplina Biologia e Cidadania. Dentre os temas abordados pela professora durante o semestre letivo um deles é justamente os impactos da excessiva produção e consumo de plásticos na sociedade contemporânea. Assim, a partir dos materiais expostos nessa aula e das discussões traçadas pelos alunos presentes, algumas reportagens, pesquisas e vídeos foram utilizados para dar início a idealização do questionário informativo.

Após o delineamento dos assuntos que seriam abordados, o grupo foi atrás de outras matérias e artigos científicos que abordassem o tema em questão e que pudessem despertar a curiosidade do nosso público alvo. A partir dessa revisão da literatura, foram criadas 10 questões que, ao mesmo tempo que despertam o interesse, também trazem informações confiável, em uma linguagem acessível. O questionário intitulado “O que você sabe sobre o plástico” tem início com o seguinte parágrafo: “Muito falado atualmente, o plástico quando não tratado corretamente gera grandes problemas ao ambiente. No entanto, a maior parte da população não sabe como os microplásticos fazem parte do nosso dia-a-dia sendo, inclusive, ingeridos por nós durante atividades corriqueiras como escovar os dentes ou comer um fruto do mar.”

Durante a execução da tarefa, percebeu-se que o BuzzFeed não traz em seus relatórios a média de acertos e erros dos respondentes do teste, o que poderia ser um dado interessante para ter uma ideia geral sobre o conhecimento do público alcançado sobre o tema. No entanto, a plataforma fornece estatísticas sobre o acesso e participação no teste , incluindo a data dos acessos e a plataforma pela qual o indivíduo chegou ao teste.
Por fim, o grupo avalia a experiência desta atividade de divulgação científica bastante pertinente e especialmente importante, sobretudo, no tempo em que vivemos, no qual existe uma forte onda de notícias inverídicas, as chamadas fake news, que, facilmente, são difundidas em larga escala. Além disso, acreditamos que divulgar a ciência e seu papel de forma acessível à sociedade ajuda em sua valorização e transmissão para além do mundo técnico e acadêmico. A escolha do tema sobre plásticos pareceu ter sido acertada quando, ao divulgar o link para o teste, obtivemos feedbacks positivos sobre a conscientização dos respondentes. No entanto, ressalta-se a necessidade de maior tempo de divulgação ou, melhor, da divulgação continuada sobre descobertas de evidências científicas e seus processos.

Referências utilizadas ao longo do projeto:

A ameaça dos microplásticos | Revista Pesquisa Fapesp. Disponível em: <https://revistapesquisa.fapesp.br/2019/07/08/a-ameaca-dos-microplasticos/>. Acesso em: 09 out. 2019.

A million bottles a minute: world’s plastic binge “as dangerous as climate change” Environment. The Guardian. Disponível em:
<https://www.theguardian.com/environment/2017/jun/28/a-million-a-minute-worlds-plastic-bottle-binge-as-dangerous-as-climate-change>. Acesso em: 9 out. 2019.
Astrobiology: The Quest for the Conditions of Life – Google Livros. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?hl=pt-PT&lr=&id=6ZvvCAAAQBAJ&oi=fnd&pg=PA3&dq=blumberg+astrobiology&ots=aqwjPOjAdp&sig=cGshBoxOzvc5NdZvg1phmUkAa68#v=onepage&q=blumberg astrobiology&f=false>. Acesso em: 19 out. 2019.
Brasil é o 4o país do mundo que mais gera lixo plástico | WWF Brasil. Disponível em: <https://www.wwf.org.br/?70222/Brasil-e-o-4-pais-do-mundo-que-mais-gera-lixo-plastico>. Acesso em: 15 out. 2019.
Call for a Plastic-Free Future – Greenpeace International. Disponível em: <https://www.greenpeace.org/international/act/million-acts-of-blue/>. Acesso em: 15out. 2019.

COX, K. D. et al. Human Consumption of Microplastics. Environmental Science & Technology, v. 53, n. 12, p. 7068–7074, 18 jun. 2019.

Há microplásticos na água da torneira de todo o mundo, inclusive no Brasil – 05/09/2017 – Ambiente – Folha de S.Paulo. Disponível  em: <https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2017/09/1916146-ha-microplasticos-na-agua-da-torneira-de-todo-o-mundo-inclusive-no-brasil.shtml>. Acesso em: 09 out. 2019.
GALAFASSI, S.; NIZZETTO, L.; VOLTA, P. Plastic sources: A survey across scientific and grey literature for their inventory and relative contribution to microplastics pollution in natural environments, with an emphasis on surface water Science of the Total Environment Elsevier B.V., , 25 nov. 2019.
GEYER, R.; JAMBECK, J. R.; LAW, K. L. Production, use, and fate of all plastics ever made. [s.l: s.n.]. Disponível em: http://advances.sciencemag.org/>. Acesso em: 11 nov. 2019.
LAVERS, J. L. et al. Significant plastic accumulation on the Cocos (Keeling) Islands, Australia. Scientific Reports, v. 9, n. 1,.
MONTAGNER, C. C. et al. Ten years-snapshot of the occurrence of emerging contaminants in drinking, surface and ground waters and wastewaters from São Paulo State, Brazil. Journal of the Brazilian Chemical Society, v. 30, n. 3, p. 614–632, 2019.
The New Plastics Economy: Catalysing action. Disponível em:<https://www.ellenmacarthurfoundation.org/publications/new-plastics-economy-catalysing-action>. Acesso em: 10 out. 2019.

POR QUE VACINAR SEU FILHO?

 

Projeto elaborado e executado por: Anandha Fonseca, Monique Invernizzi e Octavio Rodrigues.

 

A escolha para este tema surgiu a partir da união de estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ingressantes dos seguintes cursos: Psicologia e Publicidade e Propaganda. Uma vez que, o grupo entende como de extrema importância a discussão e o estudo sobre a vacinação como prevenção de riscos a saúde dos pequenos e dos demais em contato com os mesmos, a nossa intenção inicial, como divulgadores de ciência, fora atentar à importância deste cuidado que é a vacinação, desde os primórdios do desenvolvimento da criança, diminuindo riscos a saúde da população como um todo. O grupo decidiu tornar esse assunto o mais simples possível, direto e de fácil acesso ao público, utilizando cartazes com QR code – uma espécie de código de barras – que encaminha, aquele que acessar, direto para uma página, em que foi postado o estudo sobre o assunto.

Após a escolha do tema e plataforma, o grupo discutiu formas de reunir dados que pudessem embasar a ciência divulgada, torná-la relevante e de fácil acesso ao público. Desta forma, utilizou-se de pesquisas livres nos sites apresentados pelo Google – na tentativa de chegar a artigos consideráveis para o estudo -, e acessos a vídeos na plataforma do YouTube. Tendo em vista que a campanha tem como base o público de mães com filhos em idades correspondentes a períodos de vacinação, estas plataformas são extremamente presentes no desenvolvimento da criança nos dias de hoje – principalmente o YouTube. Além disso, há uma grande importância em procurar conteúdos nestas plataformas, tendo também como propósito, certificarmos de que o assunto vacinação está ou não chegando através de vídeos ao público alvo, na intenção de conferir a tipo de informação que chega a eles sobre tal assunto.

A partir da escolha do tema e da coleta de dados acerca da temática, a comunicação visual do cartaz foi criada por um dos alunos publicidade e propaganda, sendo complementada pelos demais. Para a divulgação desta campanha, cinco cartazes foram colados em frente a creches e escolas de educação infantil, devido a facilidade desses, nos seguintes bairros: Bom Fim, Intercap e Santa Cecília. O cartaz contém os seguintes dizeres: “Por que vacinar seu filho? A vacina é responsável por proteger e garantir a saúde do seu filho. Acesse o link e saiba mais sobre a importância da vacinação”.

Figura 1: Cartaz “Porque vacinar seu filho?”. (creche Francesca Zacaro Faraco, bairro Santa Cecília).

 

O texto foi desenvolvido objetivando chamar atenção dos indivíduos da região (principalmente mães e pais de crianças em idade de vacinação), estimulando o lado emocional destes que estiverem passando por estes locais que contém o cartaz e, ao mesmo tempo, já apresentar um breve conteúdo informativo, tendo a noção de que a quantidade de pessoas que leem o cartaz é mais significativa do que aqueles que param para acessar o link. Para as pessoas que detinham um maior interesse sobre o conteúdo apresentado, o link e o QR Code, vinculados na comunicação, direcionam para um site desenvolvido na plataforma Wix. O link do site foi encurtado via Bit.ly. Essa ferramenta, além de permitir o encurtamento de URLs extensas, também acompanha a quantidade de acessos, facilitando na análise de dados.

No site desenvolvido, e denominado de “Por que vacinar?”, contém um texto que aborda sobre os principais motivos para vacinar as crianças, bem como problemas oriundos da resistência à vacinação. Ao final do conteúdo exposto, foram apresentadas suas referências. A escolha da plataforma Wix fora feita devido ao seu fácil acesso – em relação aos leitores e desenvolvimento para a criação do site -, e por ser uma ferramenta gratuita, diminuindo o custo da divulgação. Além disso, a plataforma apresenta dados que podem auxiliar na análise do sucesso da campanha, como apresentação de dados sobre a quantidade de acessos. A partir da criação dos cartazes e do desenvolvimento do site, a campanha estava pronta para ser divulgada. Com a colagem dos cartazes, a divulgação foi inicializada.

Figura 2: Print do website desenvolvido para a campanha.

 

Como mencionado anteriormente, a colagem ocorreu em locais próximos de creches e escolas de educação infantil, com a intenção de alcançar, preferencialmente, mães com filhos em idades correspondentes a períodos de vacinação. Após a colagem, realizamos uma breve observação, à distância, para verificar se o cartaz estava posicionado de uma forma que atraía a atenção do público. Embora alguns indivíduos dessem uma olhada no conteúdo do cartaz, não pudemos acompanhar nenhuma leitura de QR code ou acesso ao link neste período de observação.

Ao analisar os dados, este acontecimento foi corroborado, uma vez que a quantidade de acessos ao site foi consideravelmente baixa. Verificando os acessos pela plataforma Bit.ly, pode-se atestar 8 acessos ao link. Desta forma, concluímos que, embora o cartaz seja uma mídia favorável para impactar o público em lugares que esse frequenta de forma massiva, o mesmo nem sempre gera um grande impacto no aprofundamento da informação. Como a maioria das pessoas está se direcionando para algum lugar, muitas vezes com pressa, não há a pausa necessária para acessar o Qr code e respectivamente seu conteúdo. Além disso, os nossos cartazes foram impactados pelas mudanças climáticas, uma vez que foram impressos em folhas A4, sem acabamentos especiais ou qualquer tipo de proteção para a proteção destes. Isto é, a durabilidade, estabilidade e permanência do meio escolhido como comunicação visual de divulgação, acabou tendo o seu tempo de utilidade reduzido.

O grupo encontrou dificuldades ao perceber que os acessos ao estudo foram escassos, sendo esses, como falado acima, apenas 8. Por não considerar mudanças climáticas, e ao não incluir na análise atravessamentos importantes como o de raça/etnia e classes sociais, percebemos que estes foram fatores influenciadores no resultado final desta divulgação, visto que dependemos do acesso do maior número de pessoas para melhor controle do sucesso da divulgação.

O orçamento para a realização do nosso projeto precisaria levar em conta, justamente as mudanças climáticas, tendo em vista de que os cartazes teriam que ser todos substituídos – ainda dentro do prazo de divulgação -, ou fabricados e elaborados em material de melhor qualidade, resistente a danos.

Projeto Ciência na Feira – Aprendendo com as intempéries

Projeto elaborado por: Álvaro Zaneti, Bárbara C. Menegotto, Bernardo Marshall, Letícia Müller Haas, Leonardo Freitas.

Com o interesse de conhecer o grau de informação da população brasileira sobre assuntos relacionados à Ciência e Tecnologia, em 2019 foram lançados os resultados da quinta pesquisa “Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil” pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) (CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS – CGEE). Os dados revelam que, apesar de quase 70% dos entrevistados terem um grande interesse por assuntos relacionados à Ciência e Tecnologia (CT), menos de 10% dessas pessoas visitou um museu sobre temas relacionados, participou da semana nacional de ciência e tecnologia ou visitou um museu de arte nos últimos 12 meses. Além da possível dificuldade de acesso a esses locais, a desigualdade social é um importante fator no distanciamento entre a população brasileira e os espaços de difusão da cultura e ciência no Brasil.

Nesse cenário, a divulgação da ciência em espaços públicos, mais democráticos e ocupados por um número maior de pessoas e com variadas características – como idade, escolaridade e interesse político – tende a ser uma grande oportunidade de acesso ao conhecimento científico. O projeto Ciência na Feira pretendeu levar às ruas e praças de Porto Alegre, em eventos abertos à população, pesquisadores e cientistas que trouxessem de forma didática e acessível uma explicação sobre seus trabalhos. Tivemos – e temos – como objetivo democratizar a informação produzida nas universidades e centros de pesquisa e promover um interesse coletivo pela ciência, engajando a população na defesa desta.

A Feira Me Gusta aceitou nosso convite e permitiu nossa participação na edição que aconteceria em novembro na Praça Garibaldi, em Porto Alegre. Teríamos o intervalo entre os shows programados para o evento para realizarmos nossa divulgação, aproveitando a participação do público presente. Entretanto, infelizmente, o clima não nos ajudou e foi necessário adiar o evento por três vezes, até que ele tenha sido transferido para 2020, o que nos fez cancelar a divulgação neste ano.

Aprendemos muito com o trabalho de planejar esta divulgação científica e acreditamos que alguns pontos devam ser compartilhados, para que sejam considerados nos próximos estudos de viabilidade desta disciplina:

  • O tempo pode fechar. Realizar uma divulgação em um espaço público a céu aberto pode permitir que um número maior de pessoas tenha acesso ao conteúdo trabalhado pelos pesquisadores. Entretanto, é importante que se tenha um “plano B” para quando a previsão do tempo não for segura.
  • Acreditamos que uma pesquisa prévia, em uma edição anterior do evento, ou na página do mesmo nas redes sociais seja importante para se conhecer os interesses do público e qual a sua motivação inicial para a participação em uma atividade como esta.
  • É necessário começar com bastante antecedência para que se possa lidar com todas as dificuldades e limitações que o caminho pode apresentar. Assim, certamente o trabalho terá sucesso!

A ideia de levar a ciência para as ruas é encantadora e tem muita gente espalhada por nossas cidades que tem o direito de conhecer um pouco mais sobre assuntos tão diversos e que, muitas vezes, não saem dos centros de pesquisas. Portanto, incentivamos a divulgação da ciência nestes locais, para que o conhecimento seja democrático e disponível a todos.

Referência

CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS – CGEE. Percepção pública da C&T no Brasil – 2019. Resumo executivo. Brasília, DF: 2019. 24p.

 

Genética e Cotas

Projeto elaborado e executado por: Carol Corso e Marina Lopes

Nosso grupo é composto por duas futuras biólogas que têm curiosidade sobre o conhecimento e compromisso por justiça social. A compreensão dos nossos papéis na Universidade, da importância da representação, expansão da pluralidade e acesso de outros públicos no ensino superior público contribuiu para a escolha do tópico. Por compreender cotidianamente que a construção de políticas públicas para segmento da população que são marginalizados também na educação só se edificam através de muita luta, decidimos fazer um trabalho que engrosse o caldo dessa luta por reparação história que há muito é devida para o povo negro.

A motivação por trás deste projeto além de criar uma divulgação científica acessível de um artigo científico de Maria Cátira Bortolini e Sérgio Penna, que trata sobre o papel da genética na definição de quem deve se beneficiar das política de cotas nas universidades públicas, é também situar a ciência social e biológica dentro da crise na política de cotas ocorrida na UFRGS em Abril de 2018, onde a Reitoria aprovou uma Portaria que definia “ascendência fenotípica” como justificativa válida para quem poderia usufruir da política de cotas. O artigo de 2004 beneficia toda a comunidade universitária e seus possíveis ingressantes, pois responde a questões que se colocam na incerteza de definição dos sujeitos das políticas de cotas. A divulgação deste artigo e seus achados podem elucidar dentro da comunidade acadêmica a compressão sobre conceitos como fenótipo e ascendência fenotípica, permitindo que se construa políticas de cotas embasadas em produções científicas coerentes. Além disso, o amplo conhecimento dos saberes produzidos nesse artigo podem fortalecer e assegurar a legitimidade da política de cotas, e também ampliar a compreensão de como a genética pode influenciar ou não na produção de diferenças entre os seres humanos.

Os processos que se deram para a estruturação dessa divulgação, foi de inicialmente entendermos nossa motivação para que nosso público fosse bem definido. Para alcançar esse objetivo, escolhemos a produção de cards informativos a serem postados na​ rede social Facebook, que fossem divulgados pela página Divulgando a Ciência. Divulgando no Facebook nesse formato, pretendemos tornar mais dinâmico e facilitado o acesso às informações propostas. O meio de divulgação nos possibilita o acompanharmos do desempenho através das ferramentas disponíveis na rede social (número de pessoas alcançadas, cliques, curtidas, comentários, compartilhamentos).

Para criação dos cards, após reler o artigo e separar informações que acreditamos ser relevantes para a compreensão do assunto, criamos frases curtas e chamativas (adequadas ao Facebook) para estampar as imagens. Elaboramos pequenas descrições que respondem ou explicam melhor as frases, sem que ficassem cansativas ao público, para adicionar a descrição da postagem de cada card. A plataforma utilizada para edição das imagens foi o “Canva”

(https://www​.canva.com/pt_br/),​ que permite o uso dos​ design e gráficos criados na web ou para impressão.​ Todas as imagens que não foram disponibilizadas pelo próprio site, foram buscadas no google associadas ao termo “creative commons”, com o propósito de não usar imagens indevidamente, sem o direito de uso.

Decidimos realizar cards com uma identidade visual similar entre si, mas que possam ser compartilhados separadamente e ainda assim possuírem sentido – para caso as pessoas queiram salvar um ou outro card e divulgar em outras redes, como o Instagram. Escrevemos também pequenas descrições para os cards, textos curtos com linguagem informal e de fácil compreensão, além de espaçar o texto em pontos, sempre que possível.

Abaixo, os cards com seus respectivos textos.

CARD 1

“Segundo​ o artigo Pode​ a genética definir quem deve se beneficiar das cotas universitárias e demais ações afirmativas? de Maria Cátira Bortolini e Sérgio Pena

(https://bit​.ly/2RsQN2S),​ a genética de populações e a biologia evolutiva têm uma responsabilidade na discussão de raça e ancestralidade. Mais do que levantar novos dados ou quantificar novos parâmetros, a genética deve preocupar-se contrariar argumentos racistas e de eugenia, que são falsamente baseados em informações científicas.

Estruturada por uma revisão de outras pesquisas, a conclusão que os autores chegaram é de que não cabe à genética fazer prescrições sociais; ou seja, não cabe a genética definir quem deve utilizar as cotas raciais da universidade. Isso se justifica pelo fato de que o preconceito racial, o racismo, se articula e fere os rostos e corpos – e não atua dependendo do genoma e da ancestralidade das pessoas.”

CARD 2

“Já​ fazem mais de 20 anos que a genética comprovou que não existem “raças humanas”, pois:

 

  • Só 0,01% do genoma humano varia entre dois indivíduos;

 

  • No máximo 5% do DNA pode variar entre grupos étnicos diferentes.

 

Juntando essas informações, a diferença genética entre duas pessoas de etnias diferentes é de 0,005% no DNA. Esse valor tão baixo não é cientificamente significativo para justificar diferenças fenotípicas entre as pessoas.

Na sociedade em que vivemos, classifica-se pessoas de acordo com seu fenótipo, ou seja, características físicas, como cor da pele ou textura do cabelo. Quando se discute “raça” dentro do nosso contexto social, o termo vem associado muito mais à como as pessoas se parecem do que quem compõe sua árvore genealógica.”

CARD 3

“A​ espécie humana moderna (Homo​ sapiens sapiens)​ surgiu na África há cerca de 130 mil anos atrás. Essa afirmação está baseada em evidências como:

 

  • Descoberta de fósseis hominídeos no continente, com datação mais antiga que outros lugares.

 

  • A população africana apresenta os maiores níveis de diversidade genética, ou seja, teve maior acúmulo de mutações no DNA por ser uma população mais antiga, com mais tempo para os eventos de variabilidade ocorrerem.

 

Conforme a população humana foi migrando para outros continentes, os diferentes ambientes em que a espécie se estabeleceu trouxeram a mudanças para melhor se adaptar àquele local: cor da pele, altura, textura do cabelo e características faciais. E essas características que ficam escritas informação genética foram sendo passadas para as próximas gerações.”

CARD 4

“Estudos​ filogeográficos com brasileiros brancos revelaram que a imensa

maioria das linhagens paternas é européia, enquanto a maioria das linhagens maternas (mais de 60%) é ameríndia ou africana. Isso ilustra como ocorreu a ‘miscigenação’ no Brasil: homens europeus usufruindo de seu poder colonizador para subjugar ainda mais mulheres africanas e indígenas.

Com esses dados genéticos, conseguimos observar que grande parte da população branca carrega esse DNA. Porém essa população branca, apesar de possuir esse genoma e haver na sua família ancestrais negras e indígenas, não sofrem com preconceito raciais, justamente por serem fenotipicamente brancas.”

CARD 5

“Ascendência​ fenotípica se refere a existência de parentes (pais, avós, bisavós) na árvore genealógica que apresentam um fenótipo (características físicas) diferente da pessoa em questão.

Você sabia?

No início de 2018, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) publicou um documento permitindo que a política de cotas incluísse o acesso de alunos que comprovassem ascendência negra até a geração dos avós, por mais que não apresentassem características fenotípicas da raça. Contrariando inclusive a conclusão do artigo publicado em 2004 por Maria Cátira e Sérgio Penna, professores da UFRGS.

Contra tal medida, após tentativas frustradas de diálogo e conciliação com os responsáveis, estudantes ocuparam a reitoria em um movimento conhecido como “akilombamento”. Exigiram que a decisão fosse revertida, para assegurar que as ações afirmativas se destinem a pessoas que tiveram historicamente sofrido preconceitos raciais. Após a audiência, com participação do movimento negro e integrantes da administração da UFRGS, foi retirada o argumento de ascendência fenotípica como válido para usufruir da política de cotas.”

CARD 6

“Ajude​-nos a difundir essas informações, compartilhe!

 

Para saber mais, o artigo de Maria Cátira Bortolini e Sérgio Pena está disponível neste link: https://bit.ly/2RsQN2S

#cotasraciais #ascendencia #ancestralidade #genetica”

Salve a Fundação Zoobotânica! – Instagram

Projeto elaborado e executado por: Bibiano Pereira, Marina da Rosa e Pablo Jardim

Salve a Fundação!

Criamos uma conta no Instagram para comunicar a importância da FZB para
os gaúchos

A divulgação foi feita através de cartazes, mas se consolidou
principalmente pelo engajamento do público nos stories compartilhados. Confere lá
em @salvefzb #salvefzb #divulgacaocientifica

https://www.instagram.com/salvefzb
A instituição Fundação Zoobotânica foi escolhida como alvo deste trabalho por dois motivos:
● essa é uma instituição estadual de pesquisa, pública e que possui diversas áreas de atuação;
● é uma instituição que, atualmente, está ameaçada de extinção pelo governo estadual, e não existem justificativas para tal ato, nem mesmo econômicas.

Sendo assim, é uma instituição que precisa ter suas pesquisas divulgadas e sua importância para a ciência reconhecida pela população gaúcha. Sabendo que a importância da FZB é bem consolidada no âmbito ambiental, entre estudantes das áreas da natureza e ambientalistas no geral, tivemos como objetivo divulgar a causa da FZB entre estudantes de outros cursos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Visto que, no próprio grupo, existiam falhas nessa comunicação.
Como Fernanda Lopes e Adriana da Matta citam em Psicologia enquanto ciência e público: audiência “Fazer uma divulgação científica é realizar uma comunicação entre o mundo da ciência e aqueles que vivem fora deste mundo, de modo que haja uma compreensão clara por parte desses últimos”. O trabalho foi reflexo disso, ligar o público geral à importância do órgão científico, de modo que todos se interessassem.

Para isso, selecionamos alguns importantes aspectos da pesquisa da FZB, exercida pelos seus órgãos constituintes (Jardim Botânico e Museu de Ciências Naturais, principalmente), criando textos e frases que pudessem chamar a atenção do público em geral. A ideia inicial foram os cartazes em tamanho A3 que seriam espalhados pela UFRGS.
Definimos como importantes assuntos de pesquisa da FZB com alto potencial atrativo em relação ao público geral. Os temas utilizados foram [1] gosto diferente da água no verão de Porto Alegre, [2] espécies ameaçadas de extinção e [3] coleções científicas. Identificando como a fundação é importante para todos os gaúchos.
Dessa forma, foram colados cartazes pela UFRGS divulgando a conta no instagram criada com o fim de divulgar esses assuntos @SalveFZB, com perguntas que chamavam a atenção do leitor e o convidando para seguir a página e conhecer as respostas.


Cartaz “Quem protege as espécies gaúchas ameaçadas de extinção?”, exposto no Diretório Acadêmico da Faculdade de Educação


Cartaz “Porque, no verão, a água de POA tem um gosto diferente?”, exposto no Diretório Acadêmico de Economia, Contábeis e Atuariais


Cartaz “Onde existem coleções vivas de plantas e animais gaúchos?”, exposto no Diretório
Acadêmico da Faculdade de Arquitetura

Por conta do curto período de tempo que os estudantes teriam contato com os cartazes, já que haveria um feriado durante a exibição dos cartazes (4 dias a menos para os estudantes) tivemos a ideia de migrar para o digital. Assim, foram feitas as peças adaptadas para os Stories do Instagram, funcionando como uma corrente. Quem lia e se interessava, acabava compartilhando com seus seguidores e o projeto ia tomando proporções cada vez maiores.
Por fim, além de conseguirmos divulgar a ciência, proporcionamos a muitas pessoas que queriam mostrar, para os amigos, por exemplo, a importância da fundação e não tinham recursos para fazê-lo. Além disso, recebemos propostas de auxílio, como fotógrafos disponibilizando banco de imagens para ajudar e pessoas dispostas a se juntar ao projeto.

Foram alcançadas cerca de 10 mil pessoas com nossos cartazes virtuais, os stories do Instagram. Foram mais de 3 mil cliques nas imagens com os textos explicativos, aqueles que respondiam às perguntas dos cartazes. Houveram mais de 2 mil acessos ao perfil e 760 pessoas seguiram a conta para ter acesso aos próximos passos do projeto. Desses  seguidores, cerca de 60 se engajaram com a causa e foram divulgadores, para as suas cerca de 53 mil contas que os seguem.

Universidade sem estresse

Projeto elaborado e executado por: Bibiana da Costa Davila, Cesar Benhur de Campos Marques e Renata Borba Pires

 

O estresse é um quadro de desequilíbrio psicológico e fisiológico devido às pressões internas e externas ao sujeito em contextos como resolução de problemas; execução e manejo de tarefas; e conquista de objetivos. Os seres humanos modernos frequentemente enfrentam situações estressantes, como por exemplo, situações externas ou internas, agudas ou crônicas. As externas incluem condições físicas adversas (como dor, frio ou calor excessivos) e situações psicologicamente estressantes (más condições de trabalho, problemas de relacionamentos, insegurança, etc). Entre as internas estão também as condições físicas (doenças em geral) e psicológicas. Violência urbana, acidentes de trânsito e ou mesmo acidentes domésticos podem ser algumas das causas do estresse agudo. Quando essas situações tornam-se frequentes o estresse pode tornar-se crônico (PSIQWEB, 2018).

Lipp (2005) classificou as fases do estresse em: alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão. Segundo essa teorização, na fase de alerta, a pessoa consegue perceber algumas alterações no organismo como insônia, aumento do ritmo cardíaco, pensamento num ritmo mais acelerado. É uma fase necessária para que a pessoa reaja à situação desafiadora. Após esta fase, se ainda for lhe exigido o estado de alerta, o indivíduo entra em resistência, na qual é possível verificar perdas na memória e cansaço, podendo diminuir ligeiramente a imunidade. Numa fase de transição para a exaustão, a quase-exaustão, pode haver picos de irritabilidade e sentimentos de frustração. Se os estressores persistirem, quadros mais graves de doenças físicas e psicológicas como depressão, síndrome de Burnout e problemas hipertensivos e do coração.

Os efeitos físicos do estresse humano mais comumente observados são:

  • Aumento da pressão arterial;
  • Maior risco de derrame;
  • Maior susceptibilidade a infecções;
  • Distúrbios gastrointestinais, como diarréia e constipação;
  • Desordens alimentares, ganho ou perda excessivos de peso;
  • Resistência à insulina que está associada ao diabetes tipo 2, e exacerbação do diabetes;
  • Dor de cabeça do tipo tensional;
  • Insônia;
  • Diminuição do desejo sexual e impotência temporária nos homens;
  • Exacerbação da tensão pré-menstrual;
  • Diminuição da concentração, inibição do aprendizado e redução da memória;
  • Exacerbação de lesões de pele, como por exemplo, à acne.

Ter uma rotina com tarefas bem divididas e equilibradas entre trabalho, descanso e lazer; bem como diminuir a auto cobrança exagerada podem ser opções de estratégias de enfrentamento, prevenindo ou diminuindo sintomas como: irritabilidade; prejuízos na criatividade; perda de memória; postergação das tarefas como forma evitativa, etc. É importante salientar que as formas de enfrentamento variam conforme a situação de cada sujeito, já que os problemas externos a este variam, assim como os significados atribuídos aos problemas.

Terapias complementares podem ser uma opção. Em estudo com universitários, Carpena e Menezes (2018) demonstraram que houve diminuição do estresse nas fases de resistência e quase-exaustão através de práticas meditativas e de mindfulness. Esses pesquisadores explicam que apesar de não haver um consenso sobre a definição de Mindfulness Disposicional, resumidamente, se refere há certas habilidades afetivas e cognitivas, que proporcionam a modificação do padrão automático e reativo de atenção para um estado consciente e sem julgamento, favorecendo as estratégias de coping ou estratégias de enfrentamento (ANTONIAZZI et al. 2018).

Além da meditação, Doria, Lipp e Silva (2012) identificaram um efeito significativo com o tratamento de acupuntura para estresse em uma amostra de 20 adultos na faixa etária de 27 a 65 anos. Afirmam que este tratamento traz benefícios significativos quanto à presença do estresse, a redução do nível de estresse, a predominância de sintomas e intensidade da queixa.

Em universitários, o estresse vem sendo trabalhado por diferentes cientistas. Estudar este assunto é relevante, pois o público acadêmico passa por diferentes desafios ao longo de sua formação e desenvolvimento. Para exemplificar, em pesquisa com 27 mestrandos Santos e Alves Júnior (2007) identificaram que as mulheres têm uma maior propensão ao estresse. Citam como fatores: a carga de tarefas, que junto ao mestrado, formam 4 jornadas de trabalho (papéis de profissional, mãe, esposa e estudante). E que tanto no sexo feminino como no masculino, os estressores mais apontados foram: a dificuldade na articulação do tempo para realizar o mestrado (38%); finanças pessoais e da pesquisa (26,2%); falta de incentivo e motivação (26,2%); preocupação com o não atingir o desempenho esperado pela banca (13,8%); o aproveitamento das disciplinas ofertadas (12,6%); e calendário e horários de aula (12,6%). Dessa forma,  por entender que muitas vezes os estudantes universitários passam por desafios bastante peculiares a sua trajetória acadêmica, porque além de estarem em formação, associa-se a isso o fato de ter que lidar com prazos e avaliações de professores e colegas. Isso, não sendo bem trabalhado, pode gerar grande sofrimento psíquico trazendo prejuízos à saúde emocional.

Para conhecer melhor o nosso público alvo, buscou-se indicadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) sobre demanda de saúde mental por faculdade, mas estes dados não foram encontrados. Realizou-se uma consultoria com Psicóloga do grupo de pesquisa do Núcleo de Apoio ao Estudante sobre isso, a qual nos informou que não há esses dados no serviço, mas que há vasta produção científica sobre as características por curso universitário no Brasil.

Percebendo a importância deste tema, buscou-se planejar uma forma de divulgação científica sobre o estresse através de cartazes em espaços comuns de circulação dos estudantes na UFRGS. A divulgação científica sobre o estresse foi pensada de modo que proporcionasse um auxílio e um alerta para as possíveis consequências do quadro sintomático deste distúrbio. Além disso, esse tema parece ser de interesse da comunidade acadêmica uma vez que está relacionado a qualidade de vida dos universitários e o próprio desempenho em seus cursos. A outra motivação na escolha do tema foi o fato do grupo do projeto contar com diferentes profissionais com formações em diferentes áreas. Com isso buscou-se um tema que pudesse ser de interesse comum. Nesse sentido, a pesquisa bibliográfica contou com atuação de dois profissionais sendo uma Psicóloga e um Biólogo, que pesquisaram sobre o tema e elaboraram o conteúdo que iriam nos cartazes. A parte prática da divulgação ficou a cargo do outro membro da equipe do projeto, uma graduanda do curso de Jornalismo que teria maior conhecimento técnico das melhores formas de realizar a divulgação. Um profissional do Design foi necessário para fazer o layout e arte do cartaz.

Além dos cartazes como meio de divulgação, colocamos nestes o recurso QRcode, que permite acessar essas informações através do aplicativo TUMBLR. Abaixo está a foto do cartaz produzido e implementado:

 

A UFRGS já possui uma série de campanhas utilizando cartazes, espalhados por todos os campi da universidade. A comunicação visual, quando utilizada para comunicar mensagens simples, é extremamente eficaz no dia a dia, principalmente se veiculada em lugares estratégicos (onde há um grande fluxo de pessoas), pois é consumida por um público grande, a um custo relativamente baixo.

Em nossa campanha, produzimos cartazes tamanho A4 por ser um tamanho facilmente impresso em qualquer gráfica e com uma boa relação de custo benefício. É utilizado papel couché fosco de gramatura entre 90 e 115 gramas, o que garante uma vida útil maior à peça, por ser um papel mais resistente que o comum.

Os custos desta ação envolveu  o trabalho do designer dos cartazes, que cobra em torno de R$30,00 a hora.  O custo total dos profissional que fez o desenho dos cartazes, se este não fosse voluntário, seria de R$ 240,00,correspondentes a 8 horas trabalhadas. Se fôssemos anexar os cartazes em toda universidade, este número certamente seria bem maior.

Além disso, o custo de impressão dos cartazes foi de R$ 2,50, e foram impressos 6 cartazes, que no total foram R$ 15,00. A distribuição dos cartazes foram realizados, também gratuitamente, através de serviço da universidade responsável por fixação de cartazes pelo campus. Cabe ressaltar que todos os profissionais envolvidos incluindo os consultores, foram voluntários, não gerando custo de pessoal.

Outro ponto positivo dos cartazes é que eles podem facilmente ser veiculados em redes sociais, sites e afins, sem nenhum custo adicional à campanha. Assim, é possível aumentar ainda mais o alcance da ação, estendendo o público para além da comunidade acadêmica da UFRGS.

 

O sucesso da divulgação pode ser estimado pela quantidade média de pessoas que circulam diariamente nos espaços onde os cartazes foram colados. Também é possível organizar grupos para entrevistar pessoas que passam no local e questioná-las sobre a relevância da divulgação em suas vidas. Além disso, com o QRcode que direciona para o site do Tumblr através de aplicativo no smart phone também é possível saber quantas pessoas foram atingidas pelos cartazes. Um possível investidor dessa divulgação poderia se interessar em fornecer serviços para combate ao estresse. Nesse caso, contatos via telefone ou e-mail poderiam ser incluídos nos cartazes. Para concorrer a investimentos de agências de fomento, o mais adequado seria aplicar questionários as pessoas que passam nos locais onde estão colados os cartazes.

Para ter uma ideia de como mais informações poderiam ser veiculadas dá uma olhada no Tumblr do projeto

https://universidadesemstress.tumblr.com/

REFERÊNCIAS

ANTONIAZZI, A. S.; DELL’AGLIO, D. D.; BANDEIRA, D. R. O conceito de coping: Uma revisão teórica. Estudos de Psicologia, Natal, v. 3, n. 2, 273-294, 1998. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/epsic/v3n2/a06v03n2.pdf em 4 nov. 2018.

CARPENA, M.X.; MENEZES, C. B. Efeito da meditação focada no estresse e Mindfulness Disposicional em universitários. Revista Psicologia: Teoria e Pesquisa, Brasília, v. 34, 1-12, 2018. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/ptp/v34/1806-3446-ptp-34-e3441.pdf em: 30 out. 2018.

DORIA, M.C. da S.; NOVAES, M.E.; FERRAZ, D. O uso da acupuntura na sintomatologia do stress. Revista Psicologia: Ciência e Profissão, v. 32, n. 1, 34-51, 2012. Disponível:  http://www.scielo.br/pdf/pcp/v32n1/v32n1a04.pdf em: 3 nov. 2018.

LIPP, M. E. N. Mecanismos neuropsicofisiológicos do stress: teoria e aplicações clínicas. 2ª ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2005.

PSIQWEB. Estresse: Fisiologia; Como (e porque) acontece o estresse. Acesso em novembro de 2018. Disponível http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/ListaNoticiaBusca&pagina=1&idCategoriaNoticia=22

SANTOS, A. F.;  ALVES JÚNIOR, A. Estresse e estratégias de enfrentamento em mestrandos de ciências da saúde. Revista Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 20, n. 1, 104-113, 2007. Disponível: http://www.scielo.br/pdf/prc/v20n1/a14v20n1.pdf em 31 out. 2018.

Somos Primatas – Divulgando um perfil do Instagram

Projeto elaborado e executado por: Bruna Vieira, Tatielly Pinto, Mateus Zimmer e Nelson dos Angelos

A escolha do tema relacionado à comunicação dos primatas surgiu com a união dos interesses dos participantes do grupo: linguagem, comunicação e biologia. Entendemos que o processo de comunicação é de extrema importância e é interessante para qualquer público, visto que todos nos comunicamos de alguma forma.O grupo decidiu tornar esse assunto algo inteligível e de fácil acesso ao público em geral através da plataforma Instagram, utilizando-se de cards com frases diretas e claras a respeito do tema, visto que a complexidade da comunicação na área científica é um grande distanciador de grupos leigos.

Após a escolha do tema e plataforma, o próximo passo foi reunir o máximo de artigos relacionados ao tópico e transformar a mensagem contida neles em algo de fácil acesso e captação de leitores leigos, para isso os alunos da biologia, através de seu conhecimento mais detalhado, passaram a mensagem completa para o grupo e as alunas de comunicação simplificaram a informação de mais importância a ser passada e captada com rapidez. A partir de então, a comunicação visual do projeto foi criada por uma participante do grupo com habilidades em design, e a página do Instagram foi criada, com o nome Somos Primatas. Publicações introdutórias começaram a ser feitas e os integrantes do grupo trabalharam na sua divulgação via whatsapp. Utilizamos a estratégia de iniciar cada postagem com “Você Sabia?” Com o intuito de gerar mais curiosidade para o público ler a publicação. Também demos atenção a utilização dos macacos específicos de cada curiosidade nas imagens de fundo, transmitindo a informação de forma mais didática e completa.

O grupo encontrou dificuldade em cumprir o cronograma estabelecido (01 mês), devendo este, portanto,  ser de uma duração mais longa para a elaboração de todas as suas etapas. Sugerimos para divulgadores o período de 03 meses. Para uma divulgação de qualidade, mais tempo é necessário para que a página se torne conhecida, visto que dependemos do engajamento das pessoas com nossas publicações para um melhor controle do sucesso do projeto. A elaboração do projeto foi totalmente voluntária, não necessitando nenhum gasto inicial.

O orçamento para a realização de nosso projeto precisaria levar em conta, principalmente, os custos relativos ao trabalho de design gráfico publicitário das peças a serem publicadas na rede social Instagram. Tratando-se o Instagram de uma rede gratuita, não há gastos em torno da hospedagem de conteúdo na plataforma, entretanto existe a necessidade de veiculação de conteúdos atrativos. Logo, seria necessária a contratação de um pacote de artes gráficas com: 1 Identidade Visual – R$800,00; 11 “cards” de postagens na linha do tempo do Instagram R$50,00/cada. Considerando os valores de cada peça comunicacional, apresentados a partir do orçamento disponibilizado por uma das integrantes do grupo, que é designer gráfica, o orçamento total para a realização de nossa ideia seria R$1350,00. Entretanto, conforme mencionado, como há no grupo integrantes com habilidades para executar esta etapa do trabalho, não haverá custos em torno da realização do projeto.

Confere mais lá no Instagram:
https://www.instagram.com/somosprimatas

Macacos-prego no Campus do Vale

Projeto elaborado e executado por:  Pedro Nakamura, Pedro Schmitz e Priscila Poletti

O projeto é baseado em um problema que surgiu recentemente no Campus do Vale: a alimentação dos macacos-prego e o deslocamento deles do seu habitat natural para os espaços urbanos. O Campus do Vale é localizado próximo ao Morro Santana (uma unidade de conservação) e a uma reserva. Os macacos-prego se deslocam entre essas áreas e atualmente também estão se fazendo presentes em lugares com circulação de pessoas, como nos matos próximos ao Restaurante Universitário e dos departamentos de informática e ecologia.

O problema que merece uma intervenção surge quando os humanos passam a alimentar esses macacos por achar que estão ajudando a sobrevivência deles ou como isca para fotografar esses animais. O aumento de proximidade dos macacos pode ser perigosa tanto para eles quanto para a comunidade universitária e moradores da região.

A divulgação científica pode ajudar a mudar essa concepção de que alimentar os macacos é algo benéfico e conscientizar a todos do grande risco que isto é. O projeto pode ter um impacto positivo nesse problema, sendo muito viável por ter intervenções simples e contar com o apoio do PET BIO UFRGS e do projeto Macacos Urbanos. Visto ser um problema recente, o projeto visa executar ideias novas e com uma abordagem diferente das tentativas anteriores de comunicação com o público alvo.

A audiência se limita aos alunos, técnicos, professores, funcionários e terceirizados da UFRGS, moradores próximos ao Campus do Vale e pessoas que convivem nesse ambiente. Como a alimentação dos macacos é feita por esse público, principalmente os alunos, funcionários e terceirizados, direcionou-se a divulgação para convencê-los e sensibilizados a não continuar com esse hábito.

O grupo contou com três integrantes, das áreas de Biologia, Comunicação e Psicologia. A identificação da demanda de divulgação científica ocorreu pela participação de um dos integrantes no PET BIO UFRGS. O integrante da área de comunicação teve papel fundamental na elaboração de textos e imagens endereçados ao público alvo. A execução da divulgação, portanto, requereu competências das áreas da Biologia e Comunicação, que foram satisfeitas pelos integrantes do grupo. O graduando de Psicologia teve papel complementar na organização e elaboração dos textos.

Após a definição do objetivo da divulgação, o grupo avaliou quais métodos de transmissão das informações poderiam ser utilizados para que houvesse um alcance considerável ao público alvo almejado. Foi decidido a produção de textos e imagens para serem divulgados nas principais mídias sociais, como Facebook, Whatsapp, Instagram, devido ao grande potencial de propagação das informações e também ao baixo custo, em comparação aos materiais impressos, como pôsteres e panfletos.

Cada rede social, com as suas particularidades, demandaram um tipo  específico de texto e imagem. Para o Facebook, o texto foi dividido em tópicos com as informações mais relevantes, deixando o texto espaçado para não dar impressão de ser um “textão” e, assim, atrair a atenção do usuário que está lendo o feed. Já no Whatsapp, que é uma mídia com característica mais informal, o texto deve ser também mais informal e utilizar o call to action, para engajar os usuários a compartilhar a mensagem para os seus contatos. Para o Instagram, foram elaboradas imagens com pequenos textos para que os usuários possam compartilhar nos seus stories.

Não houveram custos para a realização do projeto. Os textos e imagens foram produzidos voluntariamente pelo integrante Pedro Nakamura, graduando da área de comunicação. As consultorias com especialistas/cientistas da área foram feitas pela integrante Priscila Poletti. Pensamos que se, hipoteticamente, contratássemos um profissional para produzir as imagens, o projeto teria um custo de R$ 120 a 200 reais.

Estratégias de mensuração: avaliar a efetividade da divulgação através das ferramentas disponíveis no Facebook e Instagram. No Facebook, o alcance das publicações e o envolvimento nas publicações será usado para analisar se houve um engajamento da comunidade pelo assunto. No Instagram, as ferramentas de análise de atividade, conteúdo e público serão utilizadas além da visualização dos stories. Como o WhatsApp não disponibiliza os mesmos recursos, o modo como foi criado a mensagem facilitará sabermos se foi efetivo ou não.

 Textos e imagens para divulgação

 Facebook

 

Não alimente os macacos-prego que transitam pelo campus do Vale e pelo Morro Santana! A sua boa vontade pode causar grandes males para esses bichos. Lembre-se de que a interferência humana na vida selvagem traz riscos para nós e para os animais.

➡ A nossa comida principalmente bolachas, doces, salgados, e até mesmo as frutas que comemos, provocam problemas de saúde em animais silvestres.

➡ Macacos-prego são portadores de doenças (zoonoses) que trazem risco à vida humana, e nós também transmitimos enfermidades mortais para esse animais silvestres. Além disso, a mordida deles pode conter Raiva.

➡ A proximidade entre humanos e macacos causa conflitos sérios. Eles podem invadir casas e propriedades em busca de alimentos, e a confiança que eles passam a ter em nós facilita a caça e captura desse bichos.

➡ Os macacos-prego são animais inteligentes e simpáticos, mas é importante evitar contatos. Existe oferta de alimentos suficiente em seu habitat natural e a sua convivência com humanos só traz consequências negativas para ambos.

Se você enxergar um macaco, não o atraia! Distancie-se e observe apenas de longe. Para mais informações, acesse @Macacos Urbanos e @PET Biologia UFRGS.

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Não alimente os macacos-prego que transitam pelo Morro Santana e pelo Vale! A sua boa vontade pode causar grandes males para animais silvestres.

➡ A nossa comida principalmente bolachas, doces, salgados, e até mesmo as frutas que comemos, provocam problemas de saúde nos bichos.

➡ Macacos-prego são portadores de doenças (zoonoses) que trazem risco à vida humana, e nós também transmitimos enfermidades que são mortais para esse animais silvestres. Além disso, a mordida deles pode conter Raiva.

➡ A proximidade entre humanos e macacos causa conflitos sérios. Eles podem invadir casas e propriedades em busca de alimentos, e a confiança que eles passam a ter em nós facilita a sua caça e captura.

➡ Os macacos-prego são animais inteligentes e simpáticos, mas é importante evitar contatos. Existe oferta de alimentos suficiente em seu habitat natural e a sua convivência com humanos só traz consequências negativas para ambos.

Se você enxergar um macaco, não o atraia! Distancie-se e observe apenas de longe.

Por favor, repasse essa informação para seus colegas que estudam no campus do Vale!

Para mais informações acesse as páginas dos núcleos Macacos Urbanos e PET Biologia UFRGS, no Facebook.

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Para os stories do Instagram, em ordem: