Arquivo mensais:dezembro 2019

Perfil do Instagram promove o projeto Ano Amarelo

Projeto elaborado e executado por: Isis Carvalho, Jéssica Susana Tag, Mairia Eduarda Paiva, Victória Tomé da Cruz

Por entendermos que a saúde mental é assunto muito importante a ser tratado na realidade de hoje, e acreditarmos que é algo que deve ser cuidado durante o ano todo, não somente no Setembro Amarelo, buscamos criar um projeto que visa divulgar estudos e conteúdos relacionados à saúde mental. Segundo dados da Organização mundial da Saúde, sintomas e diagnósticos de transtornos mentais estão sendo mais recorrentes entre os brasileiros (como a depressão, que atinge 5,8% e a ansiedade, que atinge 9,3% da população). Considerando as incertezas sobre o futuro e os rumos que as universidades públicas estão tendo pelo corte de verbas, o ambiente universitário é ideal para que o assunto (promoção de saúde mental) seja pautado ao longo de todo o ano.

Além disso, nosso objetivo não é restringir ao corpo discente, mas também a professores e funcionários da UFRGS, já que acreditamos que todos, não apenas estudantes, precisam voltar seu olhar para a saúde mental. Precisamos abordar a sociedade com esse assunto tão importante e pertinente a todos. Doenças como a depressão e ansiedade ainda são vistas como um tabu e acreditamos que, nos dias atuais, ainda há muita desinformação ou informação errada sobre saúde mental.

Portanto, levar informações corretas para dentro da Universidade é de suma importância se quisermos quebrar as barreiras e os preconceitos sobre esses assuntos, visto que abrange um público amplo capaz de levar esse conhecimento adiante. Inclusive, a própria Universidade possui locais de atendimento psicológico gratuito que pouco é utilizado pelo público universitário e é necessário que todos saibam que podem se beneficiar desse recurso.

PROJETO ANO AMARELO
A criação do nosso perfil no Instagram começou pelo nome, o qual gostaríamos que remetesse à ideia de calendário, de ano cronológico, junto a uma cor que os seguidores pudessem relacionar à saúde mental. Setembro é um mês bastante difundido pela mídia por estar fixado no Calendário de Saúde como um período de conscientização e problematização do “suicídio”, o “setembro amarelo”. Sendo assim, como já seria de conhecimento de grande parte do nosso público, optamos por colocar o amarelo também no nome da nossa página: @amarelo.ano.

Como ponto de partida para pensar as postagens que estariam no nosso ​feed​, decidimos selecionar algumas datas que consideramos direta ou indiretamente ligadas à saúde mental, mas que, de certa forma, ainda não são pensadas com essa ligação ou que são de pouco conhecimento do nosso público, como o Dia Mundial de Saúde Mental (10/10) e o Dia da Consciência Negra (20/11), por exemplo. A partir disso, pensamos em elaborar vídeos e textos que pudessem ser informativos e interativos a quem se interessasse em visitar o nosso perfil. Os textos, por sua vez, foram pensados visando informar e contribuir, aos interessados, os locais que atendem pessoas que necessitam algum tipo de escuta e de cuidado, por um custo acessível ou gratuitos.

A ideia original do nosso projeto era distribuir cartazes pelos campi da Universidade, com frases chamativas e com o usuário do nosso perfil no Instagram. Na medida em que fomos produzindo o perfil no Instagram, notamos que seria difícil utilizar dos meios mais comuns, como os cartazes, para divulgar o @amarelo.ano, visto que a execução de tal ideia — incluindo o ​layout e impressões — demandaria gastos financeiros fora do nosso orçamento atual. Sendo assim, pensamos que a melhor e mais acessível forma de engajar o público no Instagram, seria com a divulgação dentro dos grupos de WhatsApp, Facebook, na própria plataforma e nas conversas com nossos pares no dia a dia. Todavia, notamos como um limitador do nossos trabalho o fato de não termos conseguido acessar um grande número de alunos dos nossos campi, o que era uma das ideias iniciais, pois os seguidores acabaram sendo, na maioria, pessoas do nossos convívio.

O primeiro conteúdo do projeto foi publicado no perfil do Instagram no dia 25 de outubro e contou com a colaboração da psicóloga Jéssica Tag (CRP 07/28615), participante do trabalho. Nessa publicação, introduzimos o projeto e elucidamos com uma fala sobre o Outubro Rosa, mês dedicado a prevenção do câncer de mama e também do Dia Mundial da Saúde Mental, que é o 10 de Outubro. Como resultado, tivemos 13 curtidas na publicação, 117 pessoas alcançadas e 183 impressões, ou seja, a quantidade de vezes que os vídeos foram vistos (Anexo D). A segunda publicação foi realizada no dia 05 de novembro e teve o intuito de nos apresentar; explicamos o objetivo do projeto, o que nos fez criar o perfil do Instagram e convidamos a todos a compartilhar nossas publicações e refletir sobre a importância de valorizar a saúde mental. Já esta publicação contou com 20 curtidas, 128 pessoas alcançadas e 171 impressões.

Para falarmos sobre o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, convidamos o estudante de Relações Públicas, Jefferson Coelho, para conversar sobre a importância desse dia, que não deve ser de comemoração, mas sim, de luta. Jefferson compartilhou a publicação no seu perfil privado e 42 pessoas curtiram, uma comentou e tivemos um alcance de 179 pessoas, 281 impressões e, além disso, quatro compartilhamentos em ​stories. Além disso, a partir dessa publicação, tivemos 42 visitas no nosso perfil, o que nos deu uma maior visibilidade e, consequentemente, novos seguidores.

A nossa última publicação foi dedicada a divulgar lugares que prestam atendimento psicológico em Porto Alegre a baixo custo e gratuitos, pois entendemos que nem todas as pessoas, sobretudo universitários, têm condições de investir em acompanhamento “tradicional”. Para isso, contamos com uma publicação do Coletivo P53 de 2018. Já esta se destacou das demais e nos surpreendeu com os resultados: 407 curtidas, alcance de mais de 2.405 pessoas, 2.904 impressões, 511 compartilhamentos e mais de quatrocentas pessoas salvaram esta publicação.

Com estes quatro conteúdos publicados procuramos criar ​posts que fossem relevantes aos nossos seguidores, além de atender à proposta de ser um calendário sobre a saúde mental. Com elas, conseguimos 114 seguidores e mais de 250 interações.

Considerações Finais
Em um primeiro momento, pensamos em questões às quais levaram o nosso projeto a algumas limitações. Por exemplo, a não divulgação mais focada dentro dos campi fez com que a página do Instagram não alcançasse mais largamente o público docente e discente da UFRGS. Além disso, o número baixo de publicações inviabilizaram, por assim dizer, uma maior troca entre os seguidores e nós, administradoras. Entretanto, os resultados obtidos através das informações que a própria ferramenta Instagram oferece, nos fez pensar no que realmente chama a atenção do público, ou o que faz com que eles se sintam mais instigados a compartilharem em seus próprios perfis aquilo que oferecemos de conteúdo. A mais recente postagem da página mobilizou usuários que sequer seguiam o perfil, mas que se sentiram à vontade em levar adiante aquilo que havia sido publicado: locais de atendimento psicológico a baixo custo na cidade de Porto Alegre. A demanda é do seguidor? Ele também conhece quem precisa? As pessoas reconhecem a necessidade de cuidar da saúde mental, mas o custo de uma psicoterapia é um limitante? Os questionamentos seguem, porém uma certeza temos: atingimos um número que nos alegrou, que nos fez pensar que o @amarelo.ano teve seu objetivo alcançado enquanto aquele de informar, de fazer com que as pessoas continuassem pensando em sua saúde mental, ou que soubesse que existe, às vezes bem próximo delas, locais que estão disponíveis a receberem quem precisa de um olhar, de uma escuta e de cuidado.

Ademais, o grupo como um todo foi ativo nas decisões e execuções que o projeto demandou sem que houvesse conflitos internos, o que foi essencial para o bom andamento do trabalho e, consequentemente, à saúde mental de todas as integrantes. Por fim, ficamos realizadas com os nossos resultados, pois sabemos que saúde mental é algo que deve ser cuidada assim como a saúde do resto do nosso corpo e perceber que muitas pessoas foram alcançadas com ele e puderam fazer proveito dos nossos conteúdos já fez com que ele valesse a pena. Também, ficamos contentes com a oportunidade de poder participar da matéria Divulgação da Ciência e da sua existência, tendo em vista todas as problemáticas que a comunicação de ciência sofre atualmente. Dessa forma, conseguimos entender — mais ainda — a sua importância, valorizá-la e buscaremos levar o conhecimento adiante.

O que você sabe sobre plástico?

Projeto elaborado e executado por: Débora Marchesan Cunha, Lucas Canova Thomassim, Renato Riedi e Robson Gonçalves

Teste o seu conhecimento aqui


Dentro da disciplina Divulgação da Ciência e Educação Continuada da UFRGS, de 2019/2, foi proposto aos alunos como atividade a elaboração de um projeto de divulgação científica que pudesse ser feito no decorrer do semestre letivo. Para que esse trabalho fosse executado, algumas atividades e aulas foram propostos pelos professores responsáveis. Num primeiro momento, os encontros em sala foram de grande importância para apresentar aos estudantes a base do conteúdo que a disciplina se propõe a estudar e debater. Dentre esses tópicos, podemos citar as próprias formas de
divulgar informações científicas corretamente para a sociedade em geral, bem como as maneiras de tornar acessível essas informações e apresentar uma linguagem condizente com o público-alvo.

Tendo em vista os conteúdos que aprendemos em aula, começamos a dar mais enfoque a execução prática da atividade. Primeiramente fomos divididos em grupos cuja principal característica é a diversidade dos cursos escolhidos pelos alunos, dessa forma
o trabalho poderia ser interdisciplinar. Com os grupos formados, começou então o delineamento do projeto a partir da decisão de um tema, um meio de comunicação e o público-alvo. Deste modo, o nosso grupo que é formado por pessoas da área da biologia, psicologia e publicidade concordou ser bastante pertinente e urgente investir em dispositivos que auxiliem no processo de compreensão da sociedade acerca do uso consciente e responsável de materiais plásticos. O consumo de plástico têm aumentado exponencialmente nos últimos anos e, inclusive, alguns estudos científicos já sugerem que a humanidade está entrando no que se pode chamar de Era dos Plásticos.

Pensando em alguma ferramenta prática que pudesse auxiliar a divulgar informações científicas de forma atrativa e compreensível, até mesmo para a população leiga no assunto, chegou-se até o BuzzFeed. Essa plataforma virtual é popularmente conhecida por hospedar testes e quizzes dos mais diversos e por chamar a atenção principalmente dos jovens. Com a ideia de criar um questionário interativo, conciso e prático, o grupo foi atrás de materiais científicos que tratassem sobre o assunto.

Dessa forma, foi feito contato com a pesquisadora e professora do Instituto de Biociências da UFRGS, ​Paula Beatriz de Araújo, que ministra a disciplina Biologia e Cidadania. Dentre os temas abordados pela professora durante o semestre letivo um deles é justamente os impactos da excessiva produção e consumo de plásticos na sociedade contemporânea. Assim, a partir dos materiais expostos nessa aula e das discussões traçadas pelos alunos presentes, algumas reportagens, pesquisas e vídeos foram utilizados para dar início a idealização do questionário informativo.

Após o delineamento dos assuntos que seriam abordados, o grupo foi atrás de outras matérias e artigos científicos que abordassem o tema em questão e que pudessem despertar a curiosidade do nosso público alvo. A partir dessa revisão da literatura, foram criadas 10 questões que, ao mesmo tempo que despertam o interesse, também trazem informações confiável, em uma linguagem acessível. O questionário intitulado “O que você sabe sobre o plástico” tem início com o seguinte parágrafo: “Muito falado atualmente, o plástico quando não tratado corretamente gera grandes problemas ao ambiente. No entanto, a maior parte da população não sabe como os microplásticos fazem parte do nosso dia-a-dia sendo, inclusive, ingeridos por nós durante atividades corriqueiras como escovar os dentes ou comer um fruto do mar.”

Durante a execução da tarefa, percebeu-se que o BuzzFeed não traz em seus relatórios a média de acertos e erros dos respondentes do teste, o que poderia ser um dado interessante para ter uma ideia geral sobre o conhecimento do público alcançado sobre o tema. No entanto, a plataforma fornece estatísticas sobre o acesso e participação no teste , incluindo a data dos acessos e a plataforma pela qual o indivíduo chegou ao teste.
Por fim, o grupo avalia a experiência desta atividade de divulgação científica bastante pertinente e especialmente importante, sobretudo, no tempo em que vivemos, no qual existe uma forte onda de notícias inverídicas, as chamadas fake news, que, facilmente, são difundidas em larga escala. Além disso, acreditamos que divulgar a ciência e seu papel de forma acessível à sociedade ajuda em sua valorização e transmissão para além do mundo técnico e acadêmico. A escolha do tema sobre plásticos pareceu ter sido acertada quando, ao divulgar o link para o teste, obtivemos feedbacks positivos sobre a conscientização dos respondentes. No entanto, ressalta-se a necessidade de maior tempo de divulgação ou, melhor, da divulgação continuada sobre descobertas de evidências científicas e seus processos.

Referências utilizadas ao longo do projeto:

A ameaça dos microplásticos | Revista Pesquisa Fapesp. Disponível em: <https://revistapesquisa.fapesp.br/2019/07/08/a-ameaca-dos-microplasticos/>. Acesso em: 09 out. 2019.

A million bottles a minute: world’s plastic binge “as dangerous as climate change” Environment. The Guardian. Disponível em:
<https://www.theguardian.com/environment/2017/jun/28/a-million-a-minute-worlds-plastic-bottle-binge-as-dangerous-as-climate-change>. Acesso em: 9 out. 2019.
Astrobiology: The Quest for the Conditions of Life – Google Livros. Disponível em: <https://books.google.com.br/books?hl=pt-PT&lr=&id=6ZvvCAAAQBAJ&oi=fnd&pg=PA3&dq=blumberg+astrobiology&ots=aqwjPOjAdp&sig=cGshBoxOzvc5NdZvg1phmUkAa68#v=onepage&q=blumberg astrobiology&f=false>. Acesso em: 19 out. 2019.
Brasil é o 4o país do mundo que mais gera lixo plástico | WWF Brasil. Disponível em: <https://www.wwf.org.br/?70222/Brasil-e-o-4-pais-do-mundo-que-mais-gera-lixo-plastico>. Acesso em: 15 out. 2019.
Call for a Plastic-Free Future – Greenpeace International. Disponível em: <https://www.greenpeace.org/international/act/million-acts-of-blue/>. Acesso em: 15out. 2019.

COX, K. D. et al. Human Consumption of Microplastics. Environmental Science & Technology, v. 53, n. 12, p. 7068–7074, 18 jun. 2019.

Há microplásticos na água da torneira de todo o mundo, inclusive no Brasil – 05/09/2017 – Ambiente – Folha de S.Paulo. Disponível  em: <https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2017/09/1916146-ha-microplasticos-na-agua-da-torneira-de-todo-o-mundo-inclusive-no-brasil.shtml>. Acesso em: 09 out. 2019.
GALAFASSI, S.; NIZZETTO, L.; VOLTA, P. Plastic sources: A survey across scientific and grey literature for their inventory and relative contribution to microplastics pollution in natural environments, with an emphasis on surface water Science of the Total Environment Elsevier B.V., , 25 nov. 2019.
GEYER, R.; JAMBECK, J. R.; LAW, K. L. Production, use, and fate of all plastics ever made. [s.l: s.n.]. Disponível em: http://advances.sciencemag.org/>. Acesso em: 11 nov. 2019.
LAVERS, J. L. et al. Significant plastic accumulation on the Cocos (Keeling) Islands, Australia. Scientific Reports, v. 9, n. 1,.
MONTAGNER, C. C. et al. Ten years-snapshot of the occurrence of emerging contaminants in drinking, surface and ground waters and wastewaters from São Paulo State, Brazil. Journal of the Brazilian Chemical Society, v. 30, n. 3, p. 614–632, 2019.
The New Plastics Economy: Catalysing action. Disponível em:<https://www.ellenmacarthurfoundation.org/publications/new-plastics-economy-catalysing-action>. Acesso em: 10 out. 2019.

POR QUE VACINAR SEU FILHO?

 

Projeto elaborado e executado por: Anandha Fonseca, Monique Invernizzi e Octavio Rodrigues.

 

A escolha para este tema surgiu a partir da união de estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ingressantes dos seguintes cursos: Psicologia e Publicidade e Propaganda. Uma vez que, o grupo entende como de extrema importância a discussão e o estudo sobre a vacinação como prevenção de riscos a saúde dos pequenos e dos demais em contato com os mesmos, a nossa intenção inicial, como divulgadores de ciência, fora atentar à importância deste cuidado que é a vacinação, desde os primórdios do desenvolvimento da criança, diminuindo riscos a saúde da população como um todo. O grupo decidiu tornar esse assunto o mais simples possível, direto e de fácil acesso ao público, utilizando cartazes com QR code – uma espécie de código de barras – que encaminha, aquele que acessar, direto para uma página, em que foi postado o estudo sobre o assunto.

Após a escolha do tema e plataforma, o grupo discutiu formas de reunir dados que pudessem embasar a ciência divulgada, torná-la relevante e de fácil acesso ao público. Desta forma, utilizou-se de pesquisas livres nos sites apresentados pelo Google – na tentativa de chegar a artigos consideráveis para o estudo -, e acessos a vídeos na plataforma do YouTube. Tendo em vista que a campanha tem como base o público de mães com filhos em idades correspondentes a períodos de vacinação, estas plataformas são extremamente presentes no desenvolvimento da criança nos dias de hoje – principalmente o YouTube. Além disso, há uma grande importância em procurar conteúdos nestas plataformas, tendo também como propósito, certificarmos de que o assunto vacinação está ou não chegando através de vídeos ao público alvo, na intenção de conferir a tipo de informação que chega a eles sobre tal assunto.

A partir da escolha do tema e da coleta de dados acerca da temática, a comunicação visual do cartaz foi criada por um dos alunos publicidade e propaganda, sendo complementada pelos demais. Para a divulgação desta campanha, cinco cartazes foram colados em frente a creches e escolas de educação infantil, devido a facilidade desses, nos seguintes bairros: Bom Fim, Intercap e Santa Cecília. O cartaz contém os seguintes dizeres: “Por que vacinar seu filho? A vacina é responsável por proteger e garantir a saúde do seu filho. Acesse o link e saiba mais sobre a importância da vacinação”.

Figura 1: Cartaz “Porque vacinar seu filho?”. (creche Francesca Zacaro Faraco, bairro Santa Cecília).

 

O texto foi desenvolvido objetivando chamar atenção dos indivíduos da região (principalmente mães e pais de crianças em idade de vacinação), estimulando o lado emocional destes que estiverem passando por estes locais que contém o cartaz e, ao mesmo tempo, já apresentar um breve conteúdo informativo, tendo a noção de que a quantidade de pessoas que leem o cartaz é mais significativa do que aqueles que param para acessar o link. Para as pessoas que detinham um maior interesse sobre o conteúdo apresentado, o link e o QR Code, vinculados na comunicação, direcionam para um site desenvolvido na plataforma Wix. O link do site foi encurtado via Bit.ly. Essa ferramenta, além de permitir o encurtamento de URLs extensas, também acompanha a quantidade de acessos, facilitando na análise de dados.

No site desenvolvido, e denominado de “Por que vacinar?”, contém um texto que aborda sobre os principais motivos para vacinar as crianças, bem como problemas oriundos da resistência à vacinação. Ao final do conteúdo exposto, foram apresentadas suas referências. A escolha da plataforma Wix fora feita devido ao seu fácil acesso – em relação aos leitores e desenvolvimento para a criação do site -, e por ser uma ferramenta gratuita, diminuindo o custo da divulgação. Além disso, a plataforma apresenta dados que podem auxiliar na análise do sucesso da campanha, como apresentação de dados sobre a quantidade de acessos. A partir da criação dos cartazes e do desenvolvimento do site, a campanha estava pronta para ser divulgada. Com a colagem dos cartazes, a divulgação foi inicializada.

Figura 2: Print do website desenvolvido para a campanha.

 

Como mencionado anteriormente, a colagem ocorreu em locais próximos de creches e escolas de educação infantil, com a intenção de alcançar, preferencialmente, mães com filhos em idades correspondentes a períodos de vacinação. Após a colagem, realizamos uma breve observação, à distância, para verificar se o cartaz estava posicionado de uma forma que atraía a atenção do público. Embora alguns indivíduos dessem uma olhada no conteúdo do cartaz, não pudemos acompanhar nenhuma leitura de QR code ou acesso ao link neste período de observação.

Ao analisar os dados, este acontecimento foi corroborado, uma vez que a quantidade de acessos ao site foi consideravelmente baixa. Verificando os acessos pela plataforma Bit.ly, pode-se atestar 8 acessos ao link. Desta forma, concluímos que, embora o cartaz seja uma mídia favorável para impactar o público em lugares que esse frequenta de forma massiva, o mesmo nem sempre gera um grande impacto no aprofundamento da informação. Como a maioria das pessoas está se direcionando para algum lugar, muitas vezes com pressa, não há a pausa necessária para acessar o Qr code e respectivamente seu conteúdo. Além disso, os nossos cartazes foram impactados pelas mudanças climáticas, uma vez que foram impressos em folhas A4, sem acabamentos especiais ou qualquer tipo de proteção para a proteção destes. Isto é, a durabilidade, estabilidade e permanência do meio escolhido como comunicação visual de divulgação, acabou tendo o seu tempo de utilidade reduzido.

O grupo encontrou dificuldades ao perceber que os acessos ao estudo foram escassos, sendo esses, como falado acima, apenas 8. Por não considerar mudanças climáticas, e ao não incluir na análise atravessamentos importantes como o de raça/etnia e classes sociais, percebemos que estes foram fatores influenciadores no resultado final desta divulgação, visto que dependemos do acesso do maior número de pessoas para melhor controle do sucesso da divulgação.

O orçamento para a realização do nosso projeto precisaria levar em conta, justamente as mudanças climáticas, tendo em vista de que os cartazes teriam que ser todos substituídos – ainda dentro do prazo de divulgação -, ou fabricados e elaborados em material de melhor qualidade, resistente a danos.

Projeto Ciência na Feira – Aprendendo com as intempéries

Projeto elaborado por: Álvaro Zaneti, Bárbara C. Menegotto, Bernardo Marshall, Letícia Müller Haas, Leonardo Freitas.

Com o interesse de conhecer o grau de informação da população brasileira sobre assuntos relacionados à Ciência e Tecnologia, em 2019 foram lançados os resultados da quinta pesquisa “Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil” pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) (CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS – CGEE). Os dados revelam que, apesar de quase 70% dos entrevistados terem um grande interesse por assuntos relacionados à Ciência e Tecnologia (CT), menos de 10% dessas pessoas visitou um museu sobre temas relacionados, participou da semana nacional de ciência e tecnologia ou visitou um museu de arte nos últimos 12 meses. Além da possível dificuldade de acesso a esses locais, a desigualdade social é um importante fator no distanciamento entre a população brasileira e os espaços de difusão da cultura e ciência no Brasil.

Nesse cenário, a divulgação da ciência em espaços públicos, mais democráticos e ocupados por um número maior de pessoas e com variadas características – como idade, escolaridade e interesse político – tende a ser uma grande oportunidade de acesso ao conhecimento científico. O projeto Ciência na Feira pretendeu levar às ruas e praças de Porto Alegre, em eventos abertos à população, pesquisadores e cientistas que trouxessem de forma didática e acessível uma explicação sobre seus trabalhos. Tivemos – e temos – como objetivo democratizar a informação produzida nas universidades e centros de pesquisa e promover um interesse coletivo pela ciência, engajando a população na defesa desta.

A Feira Me Gusta aceitou nosso convite e permitiu nossa participação na edição que aconteceria em novembro na Praça Garibaldi, em Porto Alegre. Teríamos o intervalo entre os shows programados para o evento para realizarmos nossa divulgação, aproveitando a participação do público presente. Entretanto, infelizmente, o clima não nos ajudou e foi necessário adiar o evento por três vezes, até que ele tenha sido transferido para 2020, o que nos fez cancelar a divulgação neste ano.

Aprendemos muito com o trabalho de planejar esta divulgação científica e acreditamos que alguns pontos devam ser compartilhados, para que sejam considerados nos próximos estudos de viabilidade desta disciplina:

  • O tempo pode fechar. Realizar uma divulgação em um espaço público a céu aberto pode permitir que um número maior de pessoas tenha acesso ao conteúdo trabalhado pelos pesquisadores. Entretanto, é importante que se tenha um “plano B” para quando a previsão do tempo não for segura.
  • Acreditamos que uma pesquisa prévia, em uma edição anterior do evento, ou na página do mesmo nas redes sociais seja importante para se conhecer os interesses do público e qual a sua motivação inicial para a participação em uma atividade como esta.
  • É necessário começar com bastante antecedência para que se possa lidar com todas as dificuldades e limitações que o caminho pode apresentar. Assim, certamente o trabalho terá sucesso!

A ideia de levar a ciência para as ruas é encantadora e tem muita gente espalhada por nossas cidades que tem o direito de conhecer um pouco mais sobre assuntos tão diversos e que, muitas vezes, não saem dos centros de pesquisas. Portanto, incentivamos a divulgação da ciência nestes locais, para que o conhecimento seja democrático e disponível a todos.

Referência

CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS – CGEE. Percepção pública da C&T no Brasil – 2019. Resumo executivo. Brasília, DF: 2019. 24p.