Macacos-prego no Campus do Vale

Projeto elaborado e executado por:  Pedro Nakamura, Pedro Schmitz e Priscila Poletti

O projeto é baseado em um problema que surgiu recentemente no Campus do Vale: a alimentação dos macacos-prego e o deslocamento deles do seu habitat natural para os espaços urbanos. O Campus do Vale é localizado próximo ao Morro Santana (uma unidade de conservação) e a uma reserva. Os macacos-prego se deslocam entre essas áreas e atualmente também estão se fazendo presentes em lugares com circulação de pessoas, como nos matos próximos ao Restaurante Universitário e dos departamentos de informática e ecologia.

O problema que merece uma intervenção surge quando os humanos passam a alimentar esses macacos por achar que estão ajudando a sobrevivência deles ou como isca para fotografar esses animais. O aumento de proximidade dos macacos pode ser perigosa tanto para eles quanto para a comunidade universitária e moradores da região.

A divulgação científica pode ajudar a mudar essa concepção de que alimentar os macacos é algo benéfico e conscientizar a todos do grande risco que isto é. O projeto pode ter um impacto positivo nesse problema, sendo muito viável por ter intervenções simples e contar com o apoio do PET BIO UFRGS e do projeto Macacos Urbanos. Visto ser um problema recente, o projeto visa executar ideias novas e com uma abordagem diferente das tentativas anteriores de comunicação com o público alvo.

A audiência se limita aos alunos, técnicos, professores, funcionários e terceirizados da UFRGS, moradores próximos ao Campus do Vale e pessoas que convivem nesse ambiente. Como a alimentação dos macacos é feita por esse público, principalmente os alunos, funcionários e terceirizados, direcionou-se a divulgação para convencê-los e sensibilizados a não continuar com esse hábito.

O grupo contou com três integrantes, das áreas de Biologia, Comunicação e Psicologia. A identificação da demanda de divulgação científica ocorreu pela participação de um dos integrantes no PET BIO UFRGS. O integrante da área de comunicação teve papel fundamental na elaboração de textos e imagens endereçados ao público alvo. A execução da divulgação, portanto, requereu competências das áreas da Biologia e Comunicação, que foram satisfeitas pelos integrantes do grupo. O graduando de Psicologia teve papel complementar na organização e elaboração dos textos.

Após a definição do objetivo da divulgação, o grupo avaliou quais métodos de transmissão das informações poderiam ser utilizados para que houvesse um alcance considerável ao público alvo almejado. Foi decidido a produção de textos e imagens para serem divulgados nas principais mídias sociais, como Facebook, Whatsapp, Instagram, devido ao grande potencial de propagação das informações e também ao baixo custo, em comparação aos materiais impressos, como pôsteres e panfletos.

Cada rede social, com as suas particularidades, demandaram um tipo  específico de texto e imagem. Para o Facebook, o texto foi dividido em tópicos com as informações mais relevantes, deixando o texto espaçado para não dar impressão de ser um “textão” e, assim, atrair a atenção do usuário que está lendo o feed. Já no Whatsapp, que é uma mídia com característica mais informal, o texto deve ser também mais informal e utilizar o call to action, para engajar os usuários a compartilhar a mensagem para os seus contatos. Para o Instagram, foram elaboradas imagens com pequenos textos para que os usuários possam compartilhar nos seus stories.

Não houveram custos para a realização do projeto. Os textos e imagens foram produzidos voluntariamente pelo integrante Pedro Nakamura, graduando da área de comunicação. As consultorias com especialistas/cientistas da área foram feitas pela integrante Priscila Poletti. Pensamos que se, hipoteticamente, contratássemos um profissional para produzir as imagens, o projeto teria um custo de R$ 120 a 200 reais.

Estratégias de mensuração: avaliar a efetividade da divulgação através das ferramentas disponíveis no Facebook e Instagram. No Facebook, o alcance das publicações e o envolvimento nas publicações será usado para analisar se houve um engajamento da comunidade pelo assunto. No Instagram, as ferramentas de análise de atividade, conteúdo e público serão utilizadas além da visualização dos stories. Como o WhatsApp não disponibiliza os mesmos recursos, o modo como foi criado a mensagem facilitará sabermos se foi efetivo ou não.

 Textos e imagens para divulgação

 Facebook

 

Não alimente os macacos-prego que transitam pelo campus do Vale e pelo Morro Santana! A sua boa vontade pode causar grandes males para esses bichos. Lembre-se de que a interferência humana na vida selvagem traz riscos para nós e para os animais.

➡ A nossa comida principalmente bolachas, doces, salgados, e até mesmo as frutas que comemos, provocam problemas de saúde em animais silvestres.

➡ Macacos-prego são portadores de doenças (zoonoses) que trazem risco à vida humana, e nós também transmitimos enfermidades mortais para esse animais silvestres. Além disso, a mordida deles pode conter Raiva.

➡ A proximidade entre humanos e macacos causa conflitos sérios. Eles podem invadir casas e propriedades em busca de alimentos, e a confiança que eles passam a ter em nós facilita a caça e captura desse bichos.

➡ Os macacos-prego são animais inteligentes e simpáticos, mas é importante evitar contatos. Existe oferta de alimentos suficiente em seu habitat natural e a sua convivência com humanos só traz consequências negativas para ambos.

Se você enxergar um macaco, não o atraia! Distancie-se e observe apenas de longe. Para mais informações, acesse @Macacos Urbanos e @PET Biologia UFRGS.

WhatsApp

 

Não alimente os macacos-prego que transitam pelo Morro Santana e pelo Vale! A sua boa vontade pode causar grandes males para animais silvestres.

➡ A nossa comida principalmente bolachas, doces, salgados, e até mesmo as frutas que comemos, provocam problemas de saúde nos bichos.

➡ Macacos-prego são portadores de doenças (zoonoses) que trazem risco à vida humana, e nós também transmitimos enfermidades que são mortais para esse animais silvestres. Além disso, a mordida deles pode conter Raiva.

➡ A proximidade entre humanos e macacos causa conflitos sérios. Eles podem invadir casas e propriedades em busca de alimentos, e a confiança que eles passam a ter em nós facilita a sua caça e captura.

➡ Os macacos-prego são animais inteligentes e simpáticos, mas é importante evitar contatos. Existe oferta de alimentos suficiente em seu habitat natural e a sua convivência com humanos só traz consequências negativas para ambos.

Se você enxergar um macaco, não o atraia! Distancie-se e observe apenas de longe.

Por favor, repasse essa informação para seus colegas que estudam no campus do Vale!

Para mais informações acesse as páginas dos núcleos Macacos Urbanos e PET Biologia UFRGS, no Facebook.

Instagram

Para os stories do Instagram, em ordem: