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3ª edição do Cidadania na Tela acontece nos dias 17, 18 e 19 de junho

Projeto de extensão promove reflexão e diálogo a partir da exibição de curtas-metragens

A terceira edição do Cidadania na Tela, projeto de extensão vinculado à disciplina Comunicação e Cidadania, ocorre nos dias 17 e 18 de junho no período da noite – a partir das 18h30 – e no dia 19 de junho à tarde – a partir das 14h – as sessões acontecem no Auditório 1 da Fabico com entrada gratuita. Organizado por estudantes de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, e Relações Públicas, com o objetivo de ampliar o debate sobre aspectos da cidadania, o evento é gratuito e aberto à comunidade.

O cinedebate é uma atividade que busca fomentar a reflexão crítica e o diálogo social a partir da exibição de curtas-metragens nacionais e internacionais, articulando questões como pertencimento, violência de gênero, condições de trabalho e afrofuturismo – assuntos esses trazidos pelas turmas e discutidos em sala de aula. Após a exibição dos curtas, também selecionados pelas turmas, o público é convidado a participar da conversa com debatedores convidados, compartilhando impressões e vivências.  

O projeto integra as atividades de extensão universitária da Fabico e incentiva o protagonismo estudantil e a valorização de outras formas de saberes, por meio de um espaço de escuta, troca de experiências e construção coletiva do pensamento crítico. A coordenação é feita pelos professores Eloísa Beling Loose e Ricardo Lessa Filho.

Confira a programação completa:

17 de junho, quarta-feira, a partir das 18h30

O Sonho Impossível (Animação, 1983, 8 min), de Dagmar Doubková

Sensível e profundamente humano, o curta acompanha a rotina de uma dona de casa sobrecarregada pelas tarefas domésticas e pelas expectativas impostas socialmente às mulheres, refletindo sobre desigualdade de gênero e invisibilização do trabalho cotidiano.

As Justiceiras de Capivari (Documentário, 2002,10 min), de Felipe Nepomuceno

O curta relata a história de mulheres moradoras do bairro de Capivari, localizado na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Diante da negligência do Estado, a narrativa é marcada por violência, resistência e justiça popular, explorando relações de poder e conflitos sociais.

Era Uma Vez Diversiones (Ficção, 2025, 20 min), de Sharlene Esse e Henrique Arruda

A produção homenageia e se inspira no revolucionário grupo teatral Vivencial Diversiones, que marcou a cena artística de Olinda (PE) na década de 1970, abordando questões ligadas à diversidade, pertencimento e performance social a partir de personagens que transitam entre diferentes espaços e experiências coletivas. A narrativa propõe reflexões sobre identidade, performance e experiências dissidentes.

18 de junho, quinta-feira, a partir das18h30

Quando eu for grande? (Ficção, 2025, 15 min), de Mano Cappu

Após visitar familiares na prisão, Gabriel, de seis anos, e sua mãe enfrentam dúvidas sobre o futuro e os ciclos de violência que atravessam sua história. O curta acompanha os impactos do encarceramento e da violência estrutural sobre uma família periférica, refletindo sobre herança social, infância e perspectivas de vida.

Kabuki (Ficção, 2024, 14 min), de Tiago Minamisawa

Kabuki vive em um corpo masculino que ela não reconhece. O curta acompanha a personagem em um percurso atravessado por questões de identidade e pertencimento, explorando corpo, memória e transcendência.

Sebastiana (Documentário, 2024, 16 min), de Pedro de Alencar

Décadas após uma tragédia familiar ocorrida em 1929 no Rio de Janeiro, o documentário acompanha a investigação conduzida pelo neto de Sebastiana, que revisita arquivos históricos para questionar a versão oficial do caso. Entre memória familiar e registros da época, o filme propõe reflexões sobre apagamento, violência e a reconstrução de narrativas silenciadas pela história.

19 de junho, sexta-feira, a partir das 14h

Afronauts (Ficção científica, 2014, 14 min), de Frances Bodomo

Inspirado em fatos reais, o curta se passa na Zâmbia de 1969 e acompanha o treinamento de Matha Mwamba, jovem escolhida para integrar um ambicioso programa espacial africano. A partir de uma releitura afrofuturista da corrida espacial, o filme propõe reflexões sobre identidade, colonialismo, imaginação e futuros possíveis.

As Mesmas 24 Horas (Ficção, 2024, 10 min), de Guilherme Dias Ambientado em uma cidade marcada pela desigualdade social, o curta acompanha a rotina de pessoas que enfrentam obstáculos cotidianos para trabalhar e garantir sua sobrevivência. A narrativa questiona a ideia de que todos dispõem das mesmas oportunidades e propõe reflexões sobre desigualdade, identidade e os impactos das condições materiais na experiência do tempo e da vida urbana.

Mais informações e atualizações sobre debatedores e programação podem ser acompanhadas no perfil oficial do projeto no Instagram (@cidadanianatela.ufrgs).

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