Pesquisa em Gestão e Planejamento de Recursos Hídricos

O Grupo de Gestão e Planejamento de Recursos Hídricos (GESPLA) congrega diversas atividades do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

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Gestão Estratégica de Cheias: A visão integrada necessária à reconstrução no estado

Uma nova nota técnica elaborada pelo Prof. Dr. Guilherme Marques sobre a gestão estratégica de cheias já está disponível. É crucial que o esforço de reconstrução seja rápido e eficiente, aproveitando ao máximo as informações e soluções já em andamento. No entanto, também é essencial não perder a oportunidade de repensar a estratégia de proteção contra cheias do estado, considerando uma nova percepção do risco climático e um nível mais elevado de integração no planejamento. Neste documento, destacamos elementos importantes no contexto da estrutura de governança e planejamento que precisam ser aprimorados, pois são essenciais para garantir a sustentabilidade das ações propostas e sua eficácia a longo prazo. Reconhecemos a importância de incorporar essa perspectiva mesmo em esforços de reconstrução de curto prazo.

Abaixo, você encontrará o resumo das principais mensagens da nota técnica:

  • O estado precisa de uma estratégia para gestão de cheias, mais do que um conjunto de projetos de engenharia;
  • Uma estratégia de gestão de cheias deve ser concebida sob o planejamento integrado de bacias hidrográficas;
  • Uma estratégia de gestão de cheias deve avaliar e comunicar o risco, considerando mudanças no clima;
  • Uma estratégia de gestão de cheias deve ter um portfólio de ações integradas;
  • O Sistema Estadual de Recursos Hídricos precisa ser urgentemente fortalecido, para que o estado articule a implementação do portfólio.

Baixe o arquivo para conferir o estudo completo:

Análise de vulnerabilidade do sistema viário de Porto Alegre e Região Metropolitana: Cheia de 2024

Estudo da equipe da Cardiff University / Prifysgol Caerdydd com colaboração do GESPLA (IPH-UFRGS) analisa o impacto da cheia de 2024 no comprometimento do sistema viário de Porto Alegre e Região Metropolitana.

O estudo foi preparado em caráter emergencial para avaliar alguns dos principais pontos de vulnerabilidade e dinâmicas de interrupções na malha viária de Porto Alegre, da Grande Porto Alegre e do Vale dos Sinos. A partir da análise do sistema em condições normais e a comparação com o comprometimento das vias de acesso pela inundação, foram elaboradas algumas recomendações de curtíssimo prazo (1-5 dias), curto prazo (10-20 dias) e médio prazo (meses).

Os resultados dos modelos de rede são importantes para subsidiar a tomada de decisão, as estratégias de governança e planejamento urbano para lidar com as inundações em diferentes escalas territoriais, abordando mudanças nos padrões de circulação local-regional, pontos críticos do sistema e tendências de parcelamento de terras urbanas em áreas vulneráveis.

  • Prof. Dr. Diego Altafini, Welsh School of Architecture, Cardiff University
  • Prof. Dr. Guilherme Fernandes Marques, IPH/UFRGS
  • Prof. Dra. Clarice Bleil de Souza, Welsh School of Architecture, Cardiff University
  • Prof. Dra. Camilla Pezzica, Welsh School of Architecture, Cardiff University
  • Eng. Dra. Ana Paula Dalcin, IPH/UFRGS

Baixe o arquivo para conferir o estudo completo:

O que precisamos aprender com o planeta Vênus? Mudanças climáticas: o desafio da nossa sociedade

Em 1940, o físico Rupert Wildt, ao estudar o planeta Vênus, levantou a hipótese de que as intensas emissões de micro-ondas observadas eram decorrentes de radiação térmica causada pela existência de dióxido de carbono em sua atmosfera, o qual prenderia calor num chamado efeito estufa.

Em 1960, em sua tese de doutorado pela Universidade de Chicago, o físico Carl Sagan argumentou a favor da hipótese, mostrando por um modelo matemático de balanço energético que as altas temperaturas vinham da superfície de Vênus, provocadas pela existência de uma densa atmosfera rica em dióxido de carbono. Suas argumentações foram posteriormente apoiadas pelas observações feitas pela Mariner 2 em 1962, primeira missão interplanetária bem-sucedida.

Apesar de outros estudos pioneiros associando dióxido de carbono com efeito estufa, as observações em Vênus acenderam um alerta para o nosso Planeta Terra. Se uma camada atmosférica rica em dióxido de carbono pôde elevar as temperaturas do planeta tornando-o inabitável, a intensificação da emissão pela queima de combustíveis fósseis também poderia desequilibrar as condições para a vida no planeta Terra.

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