Em 1940, o físico Rupert Wildt, ao estudar o planeta Vênus, levantou a hipótese de que as intensas emissões de micro-ondas observadas eram decorrentes de radiação térmica causada pela existência de dióxido de carbono em sua atmosfera, o qual prenderia calor num chamado efeito estufa.
Em 1960, em sua tese de doutorado pela Universidade de Chicago, o físico Carl Sagan argumentou a favor da hipótese, mostrando por um modelo matemático de balanço energético que as altas temperaturas vinham da superfície de Vênus, provocadas pela existência de uma densa atmosfera rica em dióxido de carbono. Suas argumentações foram posteriormente apoiadas pelas observações feitas pela Mariner 2 em 1962, primeira missão interplanetária bem-sucedida.
Apesar de outros estudos pioneiros associando dióxido de carbono com efeito estufa, as observações em Vênus acenderam um alerta para o nosso Planeta Terra. Se uma camada atmosférica rica em dióxido de carbono pôde elevar as temperaturas do planeta tornando-o inabitável, a intensificação da emissão pela queima de combustíveis fósseis também poderia desequilibrar as condições para a vida no planeta Terra.
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