NÚCLEO DE ESCRITA

Anubis Blackwood é acima de tudo uma drama queen convicta. É artista visual, performer, hostess, maquiadora, diretora criativa, e procura a cada dia ampliar mais seus horizontes. Anubis é goiana com orgulho, mas atualmente mora no interior de São Paulo, onde exerce seu papel de Miss Parada LGBTI+ de Jundiaí, atuando ativamente na política da região. Para ela a arte drag é sinônimo de amor, empoderamento e empatia, assim ela procura nas noites acolher todes que cruzam seu caminho.

Ash Rose/Samantha Rose é drag queen, drag king, ator e burlesco nascido em Santa Rosa (RS) e desbrava a cena drag curitibana há 4 anos. Membro do coletivo Kings of the Night e do Coletivo Rolê Drag, produz eventos na cena além de competir em concursos. Seu estilo mescla ícones teen com humor e sensualidade e rompe barreiras de gênero.

Ayla Cinema (Igor Urban) é Bacharel em Cinema e Vídeo pela Unespar, tendo feito um intercâmbio na Esap na cidade do Porto em Portugal. Em 2016, criou seu alterego Drag Queen Ayla Cinema, uma Drag de Cinema que atua em seus próprios filmes, com 5 filmes no currículo: “ O Mundo Estratifica, O Corpo Se Desloca” , “ Te Convidei Pra Jantar”, “ Mirror Mirror On The Wall”, “ Snow Ayla” e o inédito “ Revelações”. Se especializou também em figurino, com diversos nomes renomados do mercado, atua há 10 anos na área. Assinou o figurino de filmes como Casa Izabel e Alice Junior 2, foi envelhecista de figurino em Estômago 2. E já atuou na equipe de figurino de diversos videoclipes com nomes como Duda Brack, Ney Matogrosso, Diogo Defante e Uyara Torrente. Atualmente é figurinista e acervista no maior acervo privado de moda do país Casa Juisi.

Bruno Arthur Voss Bernardy é historiador, mestrando e licenciando em História pela UFRGS. Se entende enquanto homem cisgênero, gay e é branco, sendo oriundo de classe operária e da educação pública. Participa do projeto Close – Centro de Referência da História LGBTQIA+ do RS desde sua idealização. Pesquisa no momento sobre a arte drag e transformista e sociabilidades da comunidade LGBTQIA+, com foco em Porto Alegre. É articulado com educação popular e entusiasta na promoção de saúde mental nos projetos que participa e já participou.

Artista visual de Florianópolis/SC, Eco Zazu tem a arte drag como sua linguagem central: campo fértil para uma autofabulação que transborda em performances, pinturas, fotografias, vídeos e objetos marcados por temas íntimos e confessionais, num gesto contínuo de reinvenção e revelação de si. É atualmente doutoranda em Artes Visuais na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), onde também concluiu seu mestrado e graduação. Atua na criação de pontes entre os circuitos das artes visuais, da cena drag e da pesquisa acadêmica, investiga as possibilidades, fricções e prazeres que emergem quando uma linguagem nascida à margem desloca-se para o centro.

Mia The Witch é a drag monstra do multiartista, publicitário, relações-públicas e pesquisador acadêmico Patrick Nascimento. Começou a se montar em 2017, encontrando na arte drag um local de refúgio e contestação às normatividades sociais sobre gênero e sexualidade. De forma política, explora a monstruosidade tensionando as noções de normalidade e naturalidade convencionadas socialmente. The Witch se identifica como uma pessoa não-binária, tornando a sua monstruosidade queer em centralidade no trabalho artístico e acadêmico que desempenha. Atualmente, é mestrando no Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGCOM/UFRGS) e membro do Grupo de Pesquisa Semiótica e Comunicação (GPESC/UFRGS) através do núcleo Corporalidades. Tem dupla formação na área da Comunicação, tendo obtido grau de Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda em 2019 e Bacharel em Relações Públicas em 2024, ambas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Monalisa de Bandana é uma das vozes da cabeça de Henrique — mas ela foi materializada. Aspirante à performer, à escritor e à ator; é estudante de Filosofia pela USP e aspira aspirar. Pensa sobre drag, vive drag, beija drag, escreve drag, e defende toda a potência filosófica por trás dessa arte. Já ganhou alguns concursos, já palestrou em algumas universidades, e conforme os dias passam só sente mais vontade de continuar aprendendo, consumindo e fazendo a fabulosa cultura drag.

Paulão Rego / Deusa Mystika / Little Mystie
Mystika Ai é artivista trans não-binárie, neurodivergente (TEA, AH, TDAH), multiartista, beauty artist, drag queen (Deusa Mystika), drag king (Paulão Rego), performer, produtore cultural e diretore de arte. Iniciou sua carreira drag em 2009 como Lady Gaga Impersonator. Após um hiato de 10 anos, retornou aos palcos e tornou-se reconhecide pelas suas personas Deusa Mystika e Paulão Rego. Como Deusa Mystika, conquistou o Top 3 da 2ª edição do Opium Drag Battle e esteve no palco da Parada LGBTI+ de Criciúma em 2024. Como Paulão Rego, conquistou o 1º Lugar na 2ª Edição do Concurso Purpurina, foi o primeiro drag king a pisar no palco da Parada LGBTI+ de Florianópolis em 2024 e no Pop Gay de Florianópolis 2026. Esteve em grandes festivais como Transforma 2024, Combo Drag Week 2024 e Cabaret Tutti Frutti 2025. É co-fundadore do coletivo Drag Kingos, atuando como performer, mestre de cerimônias, produtor cultural e diretor de arte. Beauty artist desde 2010, ministrou oficinas de maquiagem drag king com incentivo público (PNAB 2024, FIK 2025). Formade em Design de Moda, assinou a direção de arte dos espetáculos Rocky Horror Opium Show e Vedetes. Na escrita, encontra a poesia como tecnologia de re-existência – um território onde gênero, sexualidade, magia e neurodiversidade ganham voz. Seus poemas são extensão de sua arte: de quem acredita que a palavra também é palco.

Persephone (Jeanne Martins Speckart) é multiartista não-binárie nascida em Blumenau/SC e residente de Florianópolis. Compõe a Efêmera Haus, coletivo artístico multidisciplinar de criação e convivência Drag, radicado no bairro Itacorubi/Florianópolis. Sua formação é especializada em Teatro/Artes Cênicas, sendo Bacharela (UNICAMP, 2019), Mestra (UDESC, 2023) e atualmente cursando licenciatura (UDESC, desde 2021) em Artes Cênicas. Pesquisa, leciona, atua, dirige, performa como Drag Queen, maquia, estiliza perucas, confecciona máscaras, produz projetos culturais, apresenta eventos e faz mediação de conversas. Tem experiência variada em visualidades: tendo familiaridade com vídeo, desenho e pintura digital e tradicional, escultura em argila e sendo maquiadora freelancer.

Pietro Lamarca habita a cena drag king curitibana há 5 anos. Membro do primeiro coletivo drag king do Brasil, o Kings of the Night. Primeiro drag king a performar no Drag Brunch Brasil, de Ikaro Kadoshi, e na franquia brasileira do Hard Rock Café. Luta incessantemente por visibilidade e valorização da expressão king. Romântico por natureza, traz sedução e magia na ponta do leque de seda.
EDITORA

Luná Maldita (Douglas Ostruca) é doutore e mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), licenciado em Letras – Português e Inglês pela UniCV e graduado em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Integra o núcleo Corporalidades do Grupo de Pesquisa em Semiótica e Culturas da Comunicação (GPESC/UFRGS). Em 2021, publicou o livro “Drags brasileiras dando close no YouTube: Tutoriais em (des)montação” e criou o site Grafia Drag. Publicou artigos em periódicos como Periódicus, Questões Transversais, Eikon, V!rus, Linha Mestra e Temática. Em 2025, junto com Sancler Ebert e Agustina Trupia, organizou o dossiê “Rainhas, reis, monstros: práticas transformistas e drag no cinema e audiovisual” publicado no periódico A Barca. Trabalha na área de Comunicação em temas como: Estudos Queer, Micropolíticas das montações, Corpo, Semiótica, Cartografia, Políticas da narratividade, Performance, cenas drag e transformistas.
