Ataques a profissionais de imprensa, censura e as chamadas fake news gerando desinformação. É o cenário que marca a passagem do Dia do Jornalista (7 de abril) em 2022, quando o Brasil amarga a 111º colocação no Ranking Mundial de Liberdade de imprensa da ONG RSF (Repórteres sem Fronteiras). O Humanista aproveitou a data que era para ser celebrativa para conversar com Natalia Mazotte, presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), sobre os desafios da categoria.
Entre janeiro e junho de 2021, o presidente Jair Bolsonaro (PL) atacou a imprensa 87 vezes, número 74% maior do que no ano anterior, como revela levantamento da RSF. No mesmo período, seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos/RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP), insultaram a imprensa, respectivamente, 83 e 85 vezes. A ONG também constatou que 80% desses ataques são realizados pela rede social digital Twitter.
Em abril de 2021, a Abraji registrou que o presidente Bolsonaro é a autoridade que mais bloqueia usuários no Twitter, e os jornalistas são o principal alvo. A presidente da entidade comenta esse cenário e aborda ainda o papel do jornalismo em meio ao debate eleitoral que se avizinha no país. “Durante a eleição, vai ser fundamental conseguir informar o público e reduzir o ruído informacional”, avalia Natalia Mazotte. Ouça!




