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Qual a cor da desigualdade?

Para falar em desigualdade, é preciso também falar em estatísticas. O portal Humanista selecionou alguns dados para exemplificar em números a diferença que a cor da pele faz na vida de uma pessoa em um país como o Brasil. 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),

Ou seja, mais da metade. Ao todo, somos 209, 3 milhões.

O IBGE também aponta que…

Além disso, na idade que deveriam estar na faculdade, 53,2% dos negros estão cursando nível fundamental ou médio, ante 29,1% dos brancos. 

Somente 12,8% dos negros (pretos e pardos), entre os 18 e 24 anos, são estudantes em instituições de ensino superior brasileiras, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2015. Considerando a totalidade da população brasileira, são apenas 34% de negros nas universidades.

Em relação a trabalho,

Segundo dados do IBGE divulgados em 2017, os brancos brasileiros têm um salário médio de R$ 2.697,00 enquanto os negros brasileiros têm um salário médio de R$ 1.534,50. A diferença entre os dois grupos é de R$ 1.162,50, acima de um salário mínimo.

Em dados de desemprego, a desigualdade continua:  para negros (7,5%) e pardos (6,8%), e para brancos (5,1%).

Violência e segurança pública foi um dos assuntos em maior destaque no debate presidenciável, e é uma das bases do governo de Jair Bolsonaro. O que não se escuta muito falar é sobre os dados da violência sofrida por negros. Em 2016, uma CPI instaurada no Congresso Nacional sobre assassinatos de jovens no Brasil apontou que…

Mais pobre e menos escolarizada, essa enorme fatia de brasileiros ainda vive, em grande parte, marginalizada, com poucas oportunidades de ascensão social e exposta ao cotidiano de violência das periferias.

Especialistas também destacam traços racistas da sociedade brasileira. Ao analisar a mídia hegemônica e suas notícias, é fácil perceber: a morte de um negro não tem o mesmo peso que a de um branco, que não tem o mesmo peso que a de um branco rico.

Ao falar de violência, precisamos também falar da violência de gênero. Segundo dados do Atlas da Violência de 2018,

Além disso, são as mulheres negras as que mais morrem no parto: em 53,9% dos casos. Mulheres negras também representam 58,8% das vítimas em casos de violência domésticas, de acordo com o Ministério da Saúde.

Por fim, vamos falar sobre representatividade?

Arte: Liz Ribeiro Diaz

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