Foi dada a largada no semestre letivo 2025/2. A redação do Humanista recebe novos futuros jornalistas — às vésperas de obterem seus diplomas — sem perder de vista seu propósito central: dar voz às lutas silenciadas na esfera pública e fortalecer a defesa dos direitos humanos: um compromisso com a informação de qualidade.
Enquanto o país discute mudanças no Código Eleitoral e nas redes surgem coalizões em defesa de “medidas razoáveis” para o acesso a plataformas digitais, Porto Alegre reflete dilemas nacionais em escala local. Nos últimos meses, a capital gaúcha vem acompanhando as operações da Vigilância Sanitária que expuseram tanto a necessidade de fiscalização quanto a responsabilidade do poder público em assegurar direitos básicos, como a saúde e a segurança alimentar da população. O pedido da Prefeitura de Porto Alegre de reintegração do imóvel da Casa Mirabal, espaço de acolhimento a mulheres em situação de violência, reabre feridas e questiona até que ponto estamos preparados, enquanto sociedade, para priorizar a proteção de quem mais precisa.
No campo da saúde, o Artigo 196 da Constituição Federal é claro: a saúde é direito de todos e dever do Estado, que deve garantir acesso universal, igualitário e de qualidade aos cidadãos. Ainda assim, doenças antes controladas voltam a circular por conta da baixa adesão à vacinação – realidade que exige investigação, diálogo e ação. Soma-se a isso o atendimento às mulheres no climatério no Sistema Único de Saúde (SUS) e o impacto do absenteísmo em consultas nas Unidades Básicas de Saúde de Canoas, na Região Metropolitana, que acaba comprometendo o atendimento e aprofundando desigualdades.
Todos os temas sobre os quais tentaremos contribuir, até dezembro, com o conhecimento que nossos novos repórteres e editores produzirão, publicados diariamente neste jornal-laboratório.
O momento, sem dúvida, nos convoca a olhar com atenção para pautas urgentes, denunciar retrocessos e valorizar conquistas. Mais do que relatar fatos, nossa missão é amplificar a diversidade e lançar luz sobre temas que teimam em reverberar, nos lembrando que os direitos humanos não são concessões, mas sim fundamentos de uma sociedade justa e democrática. O Humanista conta com a sua audiência no momento em que renova o seu compromisso com esses propósitos.




