Com expectativa de vida de apenas 35 anos, somente 0,02% da população trans frequentou ou frequenta o ensino superior; Gabrielle Weber fala sobre o papel da educação para melhorar esses números.
Isabela Ribeiro / #EntrevistaHumanista
A última semana de novembro foi marcada no Humanista pela cobertura especial do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres (25 de novembro), com uma campanha nas redes sociais do portal. Na semana anterior, o dia 20 de novembro foi dedicado ao Dia Internacional da Memória Trans.
Para falar no fechamento da semana especial sobre gênero, o #EntrevistaHumanista conversou com a transativista Gabrielle Weber, professora da USP (Universidade de São Paulo), doutora em Física e integrante do grupo de divulgação científica Mamutes na Ciência. Segundo a Rede Lésbica Cattrachas, de Honduras, o Brasil é o país mais perigoso do mundo para a população LGBTQIA+.
Gabrielle Weber fala sobre o quadro de violência contra as travestis e mulheres trans brasileiras e o papel da educação na mudança desse paradigma. E avisa: “Vamos mostrar que a ciência liberta”. Ouça!

Dia 20 de Novembro foi o Dia Internacional da Memória Trans, data dedicada à memória de todas as pessoas trans que foram assassinadas. O que esse dia representa para ti?
Tu és professora. Na tua percepção, qual é o papel da educação no combate à violência contra mulheres trans e travestis?
Várias iniciativas foram criadas no Brasil para incentivar o ingresso de pessoas trans nas universidades e no mercado de trabalho. É o caso do Trans Enem, por exemplo. A academia e o mercado de trabalho estão dispostos e preparados para receber essa população?
Com relação a tua vivência enquanto professora da USP, há algum tipo de incentivo de acesso ou de permanência na universidade voltado para a população trans?
Na tua percepção, como as ciências podem ajudar a combater a violência contra a população trans?
Memória Trans
O Dia Internacional da Memória Trans (20 de novembro) foi criado por iniciativa da ativista norte americana Gwendolyn Ann Smith. Desde 1998, a data dá visibilidade para a violência sofrida pela população transgênero. Apenas no Brasil, de acordo com a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), 151 pessoas trans foram assassinadas nos 10 primeiros meses de 2020, 22% mais mortes do que no ano de 2019 inteiro.
FOTO DE CAPA: Divulgação




