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Falta vontade política, afirma especialista sobre adiamentos do Censo do IBGE; ouça

Levantamento demográfico pode não ser realizado novamente; Governo Bolsonaro tenta adiar e STF determina medidas para execução em 2021.

Amanda Araújo / #EntrevistaHumanista 

Você sabe exatamente o tamanho da população brasileira? Se a resposta é não, não se assuste. O Governo Bolsonaro também não sabe. Isso porque o último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi realizado em 2010, e agora o governo federal tenta adiá-lo mais uma vez, alegando falta de recursos financeiros. “O que está faltando é vontade política de investigar e apresentar os dados reais sobre a economia, a reprodução humana, fecundidade”, avalia o professor Ricardo Dagnino, especialista em demografia e geografia, ouvido pelo #Entrevista Humanista. O levantamento demográfico já havia sido adiado em 2020 em razão da pandemia de Covid-19. 

A repórter Amanda Araújo conversa com Dagnino também sobre outros assuntos, como o desemprego no país. Ouça!



Incertezas

No final de abril, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o governo federal tomasse medidas para realizar o Censo em 2021, mas o IBGE afirma que o as provas do concurso para recenseadores e agentes censitários que trabalhariam no processo seguem suspensas. Ao mesmo tempo, o instituto alerta que sem o Censo, ações governamentais pós-pandemia serão afetadas. Ricardo Dagnino projeta, por exemplo, que mais mortes do que nascimentos devem ser registradas em breve no Rio Grande do Sul – o que só a investigação demográfica poderia aferir com precisão.


FOTO DE CAPA: Acervo IBGE

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