Grupo do IFCH trabalha pesquisa e extensão em audiovisual e cinema brasileiro

O Núcleo de Análise de Variáveis de Bens Simbólicos na Economia Política das Comunicações, Grupo de Estudos em Comunicação Política (navE.GEComPol) surgiu, em 2002, primeiramente na Universidade de Passo Fundo (UPF). Com o passar do tempo e com a especialização do coordenador, o professor Luciano Miranda, o trabalho migrou para a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que ainda mantém dois colegas no grupo, até chegar na UFRGS e no IFCH, onde hoje atua na pesquisa e extensão.
Segundo Luciano, no início, as atividades do grupo eram alinhadas ao audiovisual e em particular, ao cinema. “No entanto, eu já pesquisava temas relacionados à comunicação digital, o que resultou no meu primeiro livro “Jornalismo On-line” (UPF Editora, 2004). Paulatinamente surgia uma tessitura ou interfaces de estudos do político, do comunicacional e do jurídico em face desses objetos empíricos. Em 2008, concluí meu doutorado em ciência política (UFRGS) e fui aprovado em concurso da UFSM para atuar na área das ciências da comunicação”, comentou.
Na UFSM, o grupo foi certificado junto ao DGP (Diretório de Grupos de Pesquisa) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). E passou a estudar questões relativas à economia política da internet, em especial tendo em conta processos de inclusão digital, e a economia política do cinema, ambas com enfoque na comunicação política.
Atualmente, o grupo conta com oito participantes entre professores (da UFRGS e da UFSM) e alunos da graduação e pós-graduação. O navE.GEComPol divulga seus trabalhos, cursos de extensão e reuniões no Instagram, em @nave.gecompol.
Hoje, as áreas da comunicação política, política da produção cultural, estudos sobre elites, teoria social e teoria social aplicada são os principais objetos de estudo no núcleo. A partir da pesquisa sobre as conexões entre ciências sociais e sociais aplicadas, com ênfase em objetos empíricos na economia política da produção cultural e da comunicação e informação, o professor destaca um curso de extensão, que nasceu de projeto cadastrado junto à UFRGS.
“Atualmente, temos um projeto de pesquisa institucionalizado na UFRGS, chamado ‘Condições de Valorização de Capitais Sociais Específicos na Contemplação de Produtores Audiovisuais em Editais da Agência Nacional do Cinema - ANCINE’, que gera desdobramentos na extensão por meio do curso ‘Redescobrindo o cinema mediante suas instituições políticas’, cuja nova edição está em andamento”, explicou.
O projeto de pesquisa visa a montagem de um banco de dados sobre os produtores audiovisuais brasileiros focado na ANCINE, bem como organização de banco de imagens e sons referente às produções audiovisuais que são objetos da pesquisa. Ainda há outros projetos em fase de elaboração e registro, que não tem data definida para lançamento.
O professor explica que as algumas produções do grupo se transformaram em livros ou cursos de extensão, com objetivo de fazer circular o conhecimento contido na universidade. “As maiores repercussões do nosso trabalho aconteceram a partir de cursos de extensão e de livros publicados a convite de editoras, quatro deles esgotados e um deles ainda disponível (“Das Redes ao Estado - Capital Político no Cinema Novo”. Porto Alegre: Diadorim, 2021), este resultante de dados especialmente obtidos no doutorado e no pós-doutorado e que foi premiado em edital da Lei Aldir Blanc”, contou.
O grupo também mantém parceiros na troca de ideias e na realização de eventos, como o Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados (ILEA), que participa de debates do curso de extensão ‘Redescobrindo o cinema mediante suas instituições políticas’.

