Trevo persa e plantio direto: quais os impactos na produção do arroz irrigado?

“O incremento mínimo em rendimento de grãos que um sistema com cultivo de trevo persa no inverno reverteu foi de 700 kg/ha, com possível rendimento de até R$ 490/ha a mais que o sistema de pousio”.

Alternativas que visam tornar o cultivo do arroz irrigado mais sustentável, como a rotação de culturas e a integração com a pecuária, vêm sendo estudadas nos últimos anos. Entretanto, não são todos os casos em que essas medidas podem ser adotadas. Nesse cenário, o Centro Tecnológico Integrar/Agrinova e o IRGEB iniciaram um estudo que busca compreender os benefícios da presença de uma planta leguminosa como cobertura de solo no período de inverno, aliado ao manejo conservacionista (plantio direto) do solo, para os sistemas com monocultivo de arroz. O trevo persa (Trifolium resupinatum) foi a planta escolhida, por sua boa adaptação a ambientes com excesso hídrico, como as terras baixas da Metade Sul do RS.

 

Os resultados da pesquisa até o momento indicam que “o cultivo de trevo persa não só está reduzindo os custos e aumentando os ganhos de receita, mas também está melhorando a qualidade química do solo arrozeiro, de forma a construir sua fertilidade, reduzindo custos futuros e minimizando impactos ambientais”.

 

Você pode conferir mais informações e resultados do experimento no Informativo Integrar intitulado “Cobertura hibernal de trevo persa: economia na adubação e ganhos em produtividade e fertilidade dos solos para áreas arrozeiras”, escrito por Adriano Vilmar Garcia (doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo da UFRGS) e Amanda Posselt Martins (professora do Departamento de Solos da UFRGS), ambos pesquisadores do IRGEB, e também nos folders que foram apresentados no Dia de Campo do experimento, que se encontram a seguir.

 

Para conhecer os benefícios da adoção do plantio direto de arroz irrigado, confira os resultados de um experimento de longo prazo clicando aqui.