PÓS-COVID-19 e as favelas brasileiras

O LAPPACS é responsável, na cidade de Porto Alegre, pelo desenvolvimento da pesquisa “PÓS-COVID-19 e as favelas brasileiras: a abordagem multidimensional e interseccional dos DSS no enfrentamento deste epifenômeno e das crises contemporâneas – Um estudo multicêntrico em Redes colaborativas”.

Acesse o site geral da pesquisa nacional no link https://covidnafavela.com.br

Equipe da pesquisa em Porto Alegre:

Frederico Viana Machado – Coordenação Geral – Núcleo Porto Alegre

Anna Cláudia Oliveira Santos

Fabiano Negreiros

Jéssica Hilário de Lima

Julia Latorres de Souxa Mittelmann

Luciana Silveira Egres

Tatiane da Silva Cassais

Victória Figueiredo Ribeiro

Contatos: email:
favelasposcovid19.rs@gmail.com
WhatsApp: (51) 983018505


Descrição da pesquisa: As sequelas sociais no período Pós-Covid representam um novo desafio para a Saúde Pública. Suas consequências são ainda pouco conhecidas e, nesse sentido, pesquisas científicas se tornam essenciais e urgentes para que, principalmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) possa construir um ciclo de políticas públicas que vão ao encontro das demandas sociais atuais e próximas. Ou seja, esta proposta visa fornecer subsídios científicos concretos, específicos e diretos, por meio de relatórios, pareceres e diagnósticos, orientados às políticas públicas pertinentes ao Pós-Covid. Especificamente, esta proposta de pesquisa científica abordará populações que vivem em favelas. Sabe-se que historicamente este é um dos segmentos que concentra os níveis mais baixos de fatores que compõem os Determinantes Sociais de Saúde. Além disso, é um dos grupos sociais mais numerosos e que mais distante está, no Brasil, de alcançar o cumprimento das metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável / Agenda 2030. O Censo 2022/2023 do IBGE calcula, ainda preliminarmente, que há cerca de 16 milhões de pessoas vivendo em 11.403 aglomerados subnormais no Brasil. Um aumento de 40 em relação ao ano de 2010, considerando que a taxa de acréscimo populacional, nesse mesmo período no país, foi de 6,5, estamos passando por um intenso processo de favelização. Desenvolver estudos científicos, diretamente conectados com a proposição de políticas públicas na área da saúde coletiva, para populações que vivem em favelas, significa contribuir para a melhoria da qualidade de vida de milhões de brasileiros(as) que acumulam os piores índices sociais e de saúde. E que, portanto, devem ter prioridade de atenção. Em síntese, esta proposta contribuirá diretamente para a construção de políticas públicas destinadas ao SUS junto a populações que vivem em favelas das cinco regiões do Brasil, aplicando os conhecimentos obtidos na criação de novas estratégias, conteúdos e metodologias.