Publicações

Espaço de convergência social, Inventariar e Inventar, Projeto 2, Publicações

Publicação do Vídeo-Livro “Dilú: O Riachinho”

🌊✊🏽 “Dilu, O Riachinho” é um convite para olhar a cidade com outros olhos.

💧 Uma narrativa poética que abre espaço para refletir e questionar sobre território, pertencimento, justiça social e meio ambiente.

Assista “Dilu, O Riachinho” no Lume e venha fazer parte dessa corrente de memória e consciência.

https://lume.ufrgs.br/handle/10183/301403

Ações, Laboratório de Narrativas Urbanas, Publicações

O QUE SE FAZ QUANDO SE NARRA? – Dossiê NARRAR da Revista PragMATIZES

Foi lançado o Dossiê “Narrar: gesto metodológico e indagação epistemológica”, da Revista PragMATIZES. Esse dossiê teve como editoras Daniele Caron (coordenadora do MargemLab – UFRGS) e as professoras Ana Cabral Rodrigues (UFF) e Flavia de Sousa Araújo (UFAL).

Acesso em: https://periodicos.uff.br/pragmatizes/issue/view/3280/1140

No dossiê, você encontra ainda dois artigos da equipe do Margem-Lab:

A narrativa na construção da memória do corpo negro, de Nathália Pedrozo Gomes e Daniele Caron https://periodicos.uff.br/pragmatizes/article/view/67221

As caixas de Salete: tecituras de narrativas da e na Cozinha Solidária da Vila Barracão, de Ana Elísia da Costa – https://periodicos.uff.br/pragmatizes/article/view/66403

Direito à cidade em terra de brincar: narrar começos, articular pedaços de chão, de Ana Cabral Rodrigues et. al –
https://periodicos.uff.br/pragmatizes/article/view/69680

Narrativas a Margem, Publicações

Publicação do artigo MARGEAR na revista Cidades

Artigo publicado na @revistacidades com a minha irmã de pesquisa @anacroinsta, ao final de uma longa jornada de práticas investigativas e extensionistas com ocupações urbanas.
Resumo: A percepção de uma maior presença de saberes e atores até então elididos ou invisibilizados dos espaços centrais de produção do conhecimento exige uma análise capaz de reconhecer a diferença de conjuntura que se afigura no presente e, igualmente, aquilo que se evidencia como desafio para a práxis científica que se vê interrogada desde sua matriz colonial. Adentrando a problemática das políticas urbanas articuladas aos processos de subjetivação, e adotando uma perspectiva transdisciplinar e situada, este artigo busca focalizar os saberes sobre ou com as margens urbanas no contexto do que, recentemente, tem se chamado de giro periférico no planejamento urbano e em áreas correlatas. Objetivou-se problematizar aspectos epistemológicos da pesquisa urbana ante a persistente dicotomia centro-periferia, implicando na realização de dois gestos dentro de uma metodologia orientada pela montagem benjaminiana: uma reflexão teórica a partir de uma abordagem decolonial e contracolonial, para recolher exigências éticopolíticas concernentes a uma mudança de posicionalidade da margem e do centro na realidade latinoamericana; e o uso de imagens-lampejo construídas por processos de coemergência junto às ocupações urbanas com as quais desenvolvemos trabalhos de pesquisa e extensão. O que se conclui é a urgência de um deslocamento do sujeito pesquisador como testemunha das produções de cidade que se inscrevem à margem, bem como de uma disponibilidade e posicionalidade no pesquisar-fazer-pensar com os territórios, a qual nomeamos margear.

Ações, Espaço de convergência social, Publicações

II Encontro Cozinhas-Território

II ENCONTRO COZINHAS-TERRITORIO

Práticas, projetos e saberes das cozinhas solidárias em Porto Alegre.

Em maio deste ano o MargemLab em aliança com movimentos sociais, Nonada Jornalismo, EncruzilhadaLab iniciou o Projeto de Extensão Espaços de Convergência Social e Comunitária, com sede na Faculdade de Arquitetura.

Em julho realizamos o I Encontro de Cozinhas – Território, no Centro Cultural da UFRGS, com a presença incrível das cozinheiras de vários territórios, e onde pudemos apresentar os resultados da primeira etapa do projeto de extensão – o mapeamento cartográfico e narrativo.

Desde lá o projeto se desdobrou em ações de extensão, ensino e pesquisa junto com o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM/RS), o Movimento de Trabalhadores sem Teto (MTST/RS) e Levante da Juventude/RS. As ações desta segunda etapa estão focadas na assessoria técnica de arquitetura e urbanismo para cozinhas solidárias, e na construção de diretrizes para sua implementação em contextos de precariedade e urgência.

No dia 16/12 a partir das 17h teremos nosso II Encontro de Cozinhas – Território de Porto Alegre com uma programação bacaníssima! Vai ter exposição, lache coletivo, lançamento de livro e roda de conversa! Dá uma espiada nos cards acima com a programação e vem trocar essa ideia com a gente!

Local: Faculdade de Arquitetura/UFRG- Sarmento Leite, 320, a partir das 17h!

Esta é uma atividade do Projeto de Extensão – Espaços de convergência social e comunitária, coordenado pelas Profas. Daniele Caron e Ana Elisia Costa e pelo Grupo de pesquisa, ensino e extensão – Margem_Laboratório de narrativas urbanas (PROPUR/UFRGS).

No encontro o MargemLab convida todes para o lançamento do livro HABITAÇÃO E CIDADE: trocas latino-americanas, da Profa. Camila D’ Ottaviano (org) – FAUUSP, com artigos das professoras Ana Elisia Costa e Daniele Caron, da doutoranda Karla Moroso e do Prof. Bruno Mello.

O livro traz diversos textos relacionados às experiências debatidas no Seminário Internacional “Habitação e Direito à Cidade: Um Olhar Latino-Americano” realizado em novembro de 2023 em São Paulo, com a participação de pesquisadores do Brasil, Argentina, Chile, México e Uruguai.

O diálogo com pesquisadores da América Latina visando identificar convergências e divergências nas políticas habitacionais recentes em contextos neoliberais traz aportes em 5 partes: Política Habitacional no Brasil e na América Latina; Autogestão, Cooperativas, Movimento de Moradia, Autoconstrução e Assistência Técnica; Dinâmicas Imobiliárias; Precariedade Habitacional; e Universidade no Território.

O lançamento forma parte do II Encontro de Cozinhas-território, no dia 16 de dezembro, 17h, na Faculdade de Arquitetura da UFRGS.
Todes convidades!

Ações, Espaço de convergência social, Publicações

PUBLICAÇÃO – Cozinhas-Território: espaços de convergência social e comunitária – Análise Viária

Dando continuidade ao mapeamento da incidência política e territorial das cozinhas solidárias e comunitárias como espaços de convergência social, buscamos nesta cartografia refletir sobre aspectos de mobilidade e acessibilidade urbana. Porto Alegre, enquanto polo regional, desestrutura sua rede de conexão quando grandes infraestruturas de transporte são subalternas à força da água, e dificultam o acesso aos equipamentos urbanos da região.
A cartografia relaciona as redes viárias estruturantes, ferroviária e hidroviária à presença das cozinhas solidárias, populares e comunitárias cadastradas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (2023), incluindo as cozinhas emergenciais das enchentes de 2024 ainda não completamente mapeadas.
A distribuição radial do sistema viário da cidade naturalmente privilegia os territórios mais centrais, onde também se concentra a maior parte das estações e terminais. Apesar disso, grande parte das cozinhas está próxima das principais vias, evidenciando a importância do acesso físico para a configuração de centralidades e convergências sociais. Entretanto, como se dá esse acesso quando o sistema de transporte público falha/paralisa? E quando retoma, volta ao normal, sendo que nada está normal (tarifa, itinerários, horários)? Como a distribuição de alimentos, de capital humano, de informação, essencial para a existência das cozinhas, consegue driblar a desestruturação do sistema de mobilidade dependente de um centro histórico inundado?
Ao mesmo tempo, chama atenção a dependência de um conjunto expressivo de cozinhas de algumas poucas redes viárias estruturantes em áreas periféricas, sobretudo a leste e sul, evidenciando que seu reconhecimento como equipamento urbano deve orientar ações de planejamento também voltadas para mobilidade e acessibilidade.
Este texto resulta do Projeto de Extensão “Espaços de convergência social e comunitária” que integra o Programa “Reconstrução e adaptação dos municípios do RS no contexto da crise climática: ações da Faculdade de Arquitetura” da UFRGS.
É também uma parceria entre o Margem_lab, @encruzilhadalab , @nonadajornalismo e movimentos sociais urbanos.

Ações, Espaço de convergência social, Publicações

PUBLICAÇÃO – Cozinhas-Território: espaços de convergência social e comunitária – análise racial

O Rio Grande do Sul enfrenta sua maior crise humanitária há mais de um mês. As ações comunitárias tem sido essenciais para enfrentar as enchentes em comunidades marginalizadas, onde muitas contam com as cozinhas solidárias como espaços de convegência social.
Nesta cartografia, foram mapeados dados de raça (IBGE, 2010), cozinhas solidárias, populares e comunitárias cadastradas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome entre maio e novembro de 2023, e cozinhas emergenciais operando desde o início das enchentes de 2024 no RS. O mapeamento ainda está em andamento.
Observa-se quatro grandes áreas com maior concentração de pessoas negras, coincidindo com as três áreas de maior concentração de cozinhas. A leste, vemos parte dos bairros Mario Quintana e Morro Santana, e, à esquerda, o bairro Bom Jesus. Além de serem majoritariamente ocupados pela negritude, esse bairros são caracterizados pela falta de infraestrutura urbana e policiamento intensivo.
Mais abaixo, há uma concentração de cozinhas nos bairros em regiões mais altas, caracterizadas pelos morros onde, em muitos pontos, não há saneamento básico eficiente, como na Vila São José e Coronel Aparício Borges.
Ao sul, está o bairro Restinga, resultado de um grande movimento de espraiamento do Centro para as margens da cidade durante os anos 1970. Hoje, os espaços centrais, habitados majoritariamente por pessoas brancas, incluem alguns quilombos urbanos que remetem aos territórios negros do século XIX.
Esse cenário revela um forte retrato das desigualdades sociais impulsionadas pelo racismo estrutural presente nas políticas urbanas. Nessas áreas, onde a infraestrutura urbana é precária, as cozinhas solidárias oferecem o apoio que a gestão pública não garante.

Este texto resulta do Projeto de Extensão “Espaços de convergência social e comunitária” que integra o Programa “Reconstrução e adaptação dos municípios do RS no contexto da crise climática: ações da Faculdade de Arquitetura” da UFRGS. Além disso, é uma parceria entre o Margem_laboratório de narrativas urbanas (PROPUR/UFRGS), Encruzilhada_lab (PROPUR/UFRGS) e Nonada Jornalismo Cultural.

Ações, Espaço de convergência social, Publicações

PUBLICAÇÃO: Cozinhas-Território: espaços de convergência social e comunitária

Testemunhamos atualmente a maior crise humanitária decorrente de chuvas e alagamentos já registrada no Rio Grande do Sul, o que se soma à insuficiência das ações do poder público que faz perdurar a tragédia em territórios historicamente desatendidos por políticas urbanas. Neste contexto, iniciativas comunitárias ganharam destaque na cidade: é o caso das cozinhas solidárias que vêm dando suporte aos territórios afetados e agenciando redes de vizinhança importantes para a reestruturação territorial e política de diversas comunidades.
Diante do reconhecimento destes espaços como insumos matriciais para o planejamento urbano do porvir, estruturamos uma parceria entre o Margem_laboratório de narrativas urbanas (PROPUR/UFRGS), Encruzilhada_lab (PROPUR/UFRGS) e Nonada Jornalismo Cultural para um mapeamento cartográfico e narrativo sobre as cozinhas solidárias, populares, comunitárias e emergenciais como espaços de convergência social. O objetivo deste mapeamento é refletir criticamente sobre a crise socioambiental e política da cidade, e dar visibilidade a essa tecnologia social a fim de fomentar políticas públicas de organização social e territorial pautadas na comunidade.
Nesta primeira cartografia foram espacializados os dados relacionados à renda per capita (IBGE 2010), as cozinhas solidárias, populares e comunitárias cadastradas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome entre maio e novembro de 2023, e as cozinhas emergenciais que iniciaram seus trabalhos desde os primeiros dias das enchentes de 2024 no RS, cujo mapeamento segue em curso. Observa-se que a leste, centro e sul do município, a incidência das cozinhas se concentra majoritariamente em bairros de baixa renda, os quais frequentemente ocupam áreas de borda ou topo de morro com pouco acesso à infraestruturas urbanas, serviços, equipamentos e moradia digna. Observa-se também a incidência das cozinhas solidárias em bairros mais centrais e consolidados em termos de infraestrutura urbana, e que concentram boa parte da população de rua desatendida em todos os aspectos da vida social e urbana, além de ocupações urbanas em imóveis que não cumprem sua função social.

Narrativas a Margem, Publicações

Artigo – ORLAS URBANAS: que paisagem fazemos durar?

“Orlas Urbanas: que paisagens fazemos durar?” é um artigo de autoria dxs pesquisadorxs margeanxs Daniele Caron e Gianluca Perseu para o Jornal da Universidade da UFRGS. Em um texto breve, buscamos explorar como a produção da paisagem contemporânea está longe de expressar toda a multiplicidade das formas de vida e de experiência que coexistem em nossas cidades.

Olhando para as orlas de Porto Alegre e, em especial, para a proposta de privatização e implementação do Parque da Orla no espaço do Parque Harmonia, procuramos explorar como certas versões de cidade (brancas, eurocêntricas, masculinas, cisgêneras, heteronormativas etc.) operam a instauração de regimes de (in)visibilidade e de (des)autorização discursiva.

Para ler, acesse: ufrgs.br/jornal/orlas-urbanas-que-paisagens-fazemos-durar/

Narrativas a Margem, Publicações

Publicação da cartilha NARRATIVAS COMUNITÁRIAS: Cartilha de experiências das oficinas de narrativas pem populares em Porto Alegre/RS

A cartilha, elaborada como um dos desdobramentos da experiência das Oficinas de narrativas, registra os processos de formação de vínculo entre o grupo e os narradores, e o processo metodológico utilizado, buscando valorizar a partilha de saberes e dar eco às vozes periféricas, disputando e desnaturalizando as narrativas hegemônicas que dominam a produção da cidade.