Conjunto com 2 objetos, tecidos manualmente com a técnica de bilros.
Foram tecidas com um fio branco, retorcido em 2 cabos, com torção no sentido “S” (verificado conforme norma ABNT NBR 7031:2014).
As rendas medem 5,5cm (comprimento) x 8,5 cm (largura) e é construída basicamente com 3 pontos: trança, torção e ponto folha (ou perna cheia), sendo que este último faz todo o preenchimento da renda e os demais fazem o contorno.
No livro Renda de Bilros (*) esta renda consta como finalidade de aplicação e é produzida em várias regiões do Brasil. A Coleção de Arthur Ramos possui 2 exemplares praticamente iguais, produzidos em Alagoas e Minas Gerais, e outros 2 exemplares muito similares, produzidos em Santa Catarina e Ceará, apontando que trata-se de uma renda produzida várias localidades do país no início e meados do século XX.
*Não foram aplicados métodos destrutivos para identificação de data, titulagem dos fios e composição da matéria prima. As informações apresentadas foram obtidas a partir de pesquisas e observação do objeto. Para identificação da fibra constituinte deve-se utilizar o método de ensaio ABNT NBR 13538:1995-análise em microscópio.
Referências Bibliográficas:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13538:1995: material têxtil – análise qualitativa. Rio de Janeiro, 1995.
______. NBR 7031:2014: indicação do sentido da torção dos fios têxteis e produtos similares - procedimento. Rio de Janeiro, 1995
Instituto de Artes: INSTARTE. Cartilha Me ensina a fazer renda: princípios básicos da renda de bilros. Florianópolis: HB Editora Valorizando o Tempo, 2015.
EARNSHAW, Pat. Lace in Fashion-from the sixteenth to the twentieth centuries. Guildford: Gorse Publications, 1991.
______. Bobbin & Needle lace – Identifications and Care. London: Batsford Craft Ltda, 1983.
_____. The Identification of Lace. 3th. ed. London: Shire Publications Ltd, 2000.
FARREL, Jeremy. Identifying Handmade and Machine Lace. Victoria and Albert Museum and Museum of Costume and Textiles. 2007. Disponível em: <http://www.dressandtextilespecialists.org.uk/Lace%20Booklet.pdf>. Acesso em: 6 set. 2012.
(*) GIRÃO, Valdelice Carneiro. Renda de bilros. Fortaleza: Instituto do Ceará