Renda, borda em bicos, industrial

Categorias:
Renda
Medidas:
Comprimento: 29cm x largura: 6cm
Materiais:
Algodão
Processos:
Industrial
Técnicas:
Industrial: bordado químico
Autor:
desconhecido
Origem:
desconhecido
Período:
desconhecido
Nº de identificação no MMT:
MMT.I.0121.0

Renda tecida em processo industrial, técnica de renda química. Neste processo a renda é bordada sobre um suporte que posteriormente será dissolvido. Foi identificado 1 fio em sua tessitura, sendo ele retorcido no sentido “S” (verificado conforme norma ABNT NBR 7031:2014). Provavelmente a renda foi tecida em algodão, muito comum neste tipo de processo de fabricação de coloração bege claro. (Para identificação da fibra constituinte deve-se utilizar o método de ensaio ABNT NBR 13538:1995-análise em microscópio). A renda possui manchas de diferentes tonalidades de marrom em toda sua extensão. 

A renda tem um rapport que mede 2,9cm no comprimento x 6cm largura. É composto por motivos florais e formas orgânicas.  A flor é tecida em pontos fechados, havendo apenas uma parte central vazada. Na parte superior deste motivo há 30 formas circulares (vazadas). Não há base de ligação entre os motivos, os quais estão unidos por pontos construídos por 4 fios que estão entrelaçados, lembrando uma trança. 

Os motivos do rapport não apresentam contorno, o que contribui para que o lado avesso seja similar. 

A borda superior é reta e a inferior levemente ondulada, acompanhando o rapport, tecidos com formas em “U” adornadas com picot. 

Esta renda apresenta um rapport equilibrado no que diz respeito aos espaços vazios e cheios. 

As primeiras máquinas que teciam este tipo de renda surgiram no século XIX, tendo como destaque o equipamento Schiffli, inventado em 1865. De acordo com Earnshaw (2000, p. 134), neste processo é possível imitar quase todo tipo de renda existente de qualquer outra técnica e período. 

**Não foram aplicados métodos destrutivos para identificação de data, titulagem dos fios e composição da matéria prima. As informações apresentadas foram obtidas a partir de pesquisas e observação do objeto. 

Referências Bibliográficas: 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13538:1995:  material têxtil – análise qualitativa. Rio de Janeiro, 1995.   

______.  NBR 7031:2014: indicação do sentido da torção dos fios têxteis e produtos similares - procedimento. Rio de Janeiro, 1995

ETCHEVERRY, D. Encajes: historia e identificación. Buenos Aires: Fundación Museo del Traje, 2013.  

EARNSHAW, Pat. Lace in Fashion-from the sixteenth to the twentieth centuries. Guildford: Gorse Publications, 1991.  

______. Bobbin & Needle lace – Identifications and Care. London: Batsford Craft Ltda, 1983.

_____. The Identification of Lace. 3th. ed. London: Shire Publications Ltd, 2000.

FARREL, Jeremy. Identifying Handmade and Machine Lace. Victoria and Albert Museum and Museum of Costume and Textiles. 2007. Disponível em: <http://www.dressandtextilespecialists.org.uk/Lace%20Booklet.pdf>. Acesso em: 6 set. 2012.

PALLISER, Bury. A history of lace. 2th. ed. London: Sampson, Low, Son and Marston, 1869.