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Exposição Arpilleras: memória e resistência na crise climática

Exposição Arpilleras: memória e resistência na crise climática

Arpillera construída na oficina da exposição Águas para a Vida, na Biblioteca Pública do Estado do RS, 2025

Em parceria com o MAB, Museu da UFRGS apresenta exposição de bordados produzidos por mulheres atingidas

A mostra marca os dois anos da grande enchente de maio de 2024, no Rio Grande do Sul.

O Museu da UFRGS, em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), apresenta a exposição Arpilleras: memória e resistência na crise climática, no Saguão da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A mostra tem entrada gratuita e recebe visitação de 27 de abril a 26 de junho de 2026.

A exposição integra as ações que marcam os dois anos da grande enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em maio de 2024, reunindo bordados produzidos por mulheres atingidas por barragens e pelos eventos climáticos extremos, no RS em outras regiões do Brasil, como: Bahia, Brasília, São Paulo, Piauí e Pará.

As arpilleras são produzidas a partir de uma técnica de bordado feita em juta – um material rústico também conhecido como estopa – e retalhos coloridos de tecido, utilizadas para narrar histórias e experiências. Surgidas como forma de resistência durante a ditadura militar chilena (1973–1990), essas peças seguem sendo um importante instrumento de expressão e denúncia política em diversos contextos ao redor do mundo.

Na mostra, os trabalhos apresentam narrativas sobre os impactos da crise climática na vida de mulheres das periferias urbanas, do campo e de comunidades ribeirinhas. Por meio das costuras, são retratadas denúncias, perdas, estratégias de sobrevivência e processos de organização coletiva. A exposição também reúne fotografias que documentam tanto os efeitos das enchentes, das secas e deslizamentos quanto as ações de solidariedade desenvolvidas pelo MAB junto às populações atingidas.

Além da visitação, a programação contará com debates e oficinas abertos ao público, promovendo espaços de escuta, troca de experiências e reflexão sobre justiça climática e os direitos das populações atingidas. Sobre as oficinas, elas serão aplicadas nos dias 14/05 e 21/05, das 16h30 às 19h30. Para participar dos encontros basta se manter atento ao calendário de inscrição que será divulgado pelas redes sociais do museu e do movimento, em @museu.ufrgs e @mabregiãosul .

Sobre o MAB

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) é um movimento social de caráter nacional, atuante desde a década de 1990. Por meio de seu Coletivo de Mulheres, desenvolve, desde 2013, oficinas de arpilleras em diferentes regiões do país. A proposta é transformar o bordado em ferramenta de denúncia e visibilidade das violações enfrentadas por comunidades atingidas por barragens e, mais recentemente, por eventos climáticos extremos.

No contexto das enchentes no Rio Grande do Sul, o MAB atuou em diversas regiões com ações de solidariedade, como a organização de cozinhas comunitárias e o apoio direto às famílias atingidas. As oficinas de arpilleras também fizeram parte desse processo, reunindo mulheres na construção de memórias coletivas e na afirmação de seus direitos.

Serviço
Exposição Arpilleras: memória e resistência na crise climática
Visitação: de 27 de abril a 26 de junho de 2026.

Horário: segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

Local: Saguão da Reitoria da UFRGS – Avenida Paulo Gama, 110, Porto Alegre (RS)
Entrada gratuita.

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