A performance art ou performance artística é uma modalidade de manifestação artística interdisciplinar que surgiu na Europa e nos EUA na década de 1960. O termo descreve uma arte que é viva, mas que opera fora das convenções tradicionais de teatro ou música. Os primeiros exemplos representaram um desafio para as formas de arte ortodoxas e para as normas culturais, criando uma experiência de arte efêmera, que não pode ser capturada ou comprada. Suas origens estão ligadas aos movimentos de vanguarda (Dadaísmo, Futurismo, Bauhaus, etc.) do início do século XX. Difere do happening por ser mais cuidadosamente elaborada e não envolver necessariamente a participação dos espectadores. Em geral, segue um "roteiro" previamente definido, podendo ser reproduzida em outros momentos ou locais. É realizada para uma platéia quase sempre restrita ou mesmo ausente e, assim, depende de registros - através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos - para se tornar conhecida do público. Arte performática é o termo geral utilizado para descrever uma variedade de atividades, incluindo happenings, arte do corpo, ações, eventos, e não-matriz do teatro. Dentre as primeiras performances podemos mencionar a de Yves Klein, realizada em 1960 e intitulada Le saut dans le vide e as apresentações do grupo Fluxus, no mesmo período. Numa de suas performances, Joseph Beuys passou horas sozinho na Galeria Schmela, em Düsseldorf, com o rosto coberto de mel e folhas de ouro, carregando nos braços uma lebre morta, a quem comentava detalhes sobre as obras expostas. Em alguns momentos, as performances de outros artistas tiveram ligação direta com as obras das artes do corpo (body art), especialmente através dos Ativistas de Viena, no final da década de 1960.
Fontes:
http://www.answers.com/topic/performance-art
http://pt.wikipedia.org/wiki/Performance
Para saber mais:
Archer, Michael. Arte Contemporânea: Uma História Concisa. Tradução: Alexandre Krug e Valter Lellis Siqueira. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
Chilvers, Ian. Dicionário Oxford de Arte. Tradução: Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 1996.
Dempsey, Amy. Estilos, escolas e movimentos. Tradução: Carlos Eugênio Marcondes de Moura. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. 304 p.
http://www.answers.com/topic/performance-art#ixzz1cP5lBwU8