
O ILEA, em parceria com a Câmara Municipal de Porto Alegre e com o Núcleo de Porto Alegre do Observatório das Metrópoles, realizou no dia 8 de setembro de 2022 a segunda atividade do Ciclo de Conferências “250 anos de Porto Alegre”, em homenagem ao aniversário da nossa capital. Neste segundo evento, os palestrantes convidados abordaram as múltiplas facetas que compõem nossa cidade e como o Plano Diretor, atualmente em debate em nossa sociedade, contribui para o desenvolvimento deste espaço urbano.
A conferência contou com a presença de Jorge Barcellos (História – UFRGS e Câmara Municipal), Vanessa Marx (coordenadora e pesquisadora do Núcleo Porto Alegre do Observatório das Metrópoles e Sociologia – UFRGS) e Mário Lahorgue (pesquisador do Núcleo Porto Alegre do Observatório das Metrópoles e Geografia – UFRGS), teve entrada franca e foi transmitido simultaneamente pelo canal do ILEA no YouTube (clique na imagem acima para assistir a conferência). Além disso, a exposição “Os Planos Diretores e a Câmara Municipal de Porto Alegre” permanece nos corredores do instituto para quem quiser saber um pouco mais sobre o assunto!



Fotos: Adriano Zerbielli
Como qualquer metrópole, Porto Alegre é múltipla. Cabem dentro dela diferentes pessoas, atividades, territórios, lugares, ambientes, comunidades, classes sociais. Por isso as cidades na metrópole. Esta multiplicidade contraditória e desafiadora aparece no Plano Diretor da cidade. Todo Planejamento é um espaço concebido, uma representação deste espaço. Mas não uma representação puramente imaginária. É uma concepção que influencia na prática os usos e atividades no território urbano. Por isso, necessitamos discutir a revisão do Plano Diretor a partir de uma visão ampla e participativa na cidade, para que não seja apenas um instrumento técnico e político. O Plano deveria mostrar o que nós, como moradores, entendemos ser uma cidade boa para viver e morar. E uma cidade boa para morar não é só esteticamente bonita: deve ser inclusiva, socialmente justa, ambientalmente saudável. Discutir o Plano é perguntar: qual cidade que queremos?
