Pesquisadores da UFRGS realizam análise sobre o fenômeno da Fome no RS
A pedido do jornal Brasil de Fato, três pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) demonstraram que a triste invisibilidade dos povos e comunidades tradicionais contrasta fortemente com as altas produções de grãos do estado. Ou seja, enquanto o RS é um dos maiores exportadores, famílias gaúchas que vivem em zonas rurais não têm terra para plantar e, muito menos, o alimento básico para garantir a sua segurança alimentar e nutricional.
Os pesquisadores do OBSSAN, Alvori Cristo e Mirian Strate, doutoranda do PGDR, e a coordenadora do AsSsAN Círculo, Gabriela Coelho, têm se debruçado sobre séries históricas do Censo Agropecuário e potenciais tendências futuras, do agrário e agrícola, para discutir este fenômeno. O resultado pode ser conferido na matéria disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2021/08/24/monocultivos-de-soja-e-milho-avancam-no-rs-junto-com-a-fome-se-sobrar-a-gente-come
A matéria, cujo título já chama a atenção “Monocultivos de soja e milho avançam no RS junto com a fome: ‘Se sobrar, a gente come’ “, foi ilustrada com a história de Mário Roni e sua família, que vivem em um distrito do município de Pelotas, na Metade Sul do estado. Os relatos fortes do trabalhador desempregado, sobre a situação de falta de alimentos básicos, é chocante e demonstra a realidade de uma parcela de moradores do interior do estado que fica invisível, enquanto autoridades comemoram o avanço nas lavouras de soja e milho.
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