Titulo: “O USO DE TÉCNICAS DE LUZ SÍNCROTRON PARA A EXPLORAÇÃO DA NANOPALEONTOLOGIA”
Resumo: Rochas de idades arqueanas e proterozóicas podem fornecer importantes informações a respeito da origem e evolução da vida na Terra, bem como sobre as interações da biosfera nas esferas abióticas do planeta e vice-versa. Os registros de vida mais antigos da Terra muitas vezes têm sua biogenicidade questionada pela comunidade científica. Rochas como estas geralmente são exploradas com técnicas convencionais com limitações de resolução espacial e espectral, o que resulta na ambiguidade das bioassinaturas apresentadas e na permanência de questões não solucionadas a respeito da origem, evolução e interação da vida no planeta. A possibilidade do uso de técnicas de resolução nanométrica, com multi contrastes e de alta sensibilidade, ofertadas nos síncrotron de terceira e quarta gerações, podem trazer luz aos problemas relativos à biogenicidade e abrir caminho para um novo campo de pesquisa, a Nanopaleontologia. Para isto, é importante uma abordagem multi-técnica e multi-escala em estações experimentais de micro e nano foco baseadas em luz síncrotron, especialmente nas linhas microXAS e c-SAXS, na fonte de luz síncrotron suíça, e na linha Carnaúba, na nova fonte de luz síncrotron brasileira, o Sirius.
Graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (2011), mestre em Geociências pelo Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (2014) e doutora em Ciências (na área de Geologia e Recursos Naturais) pela Universidade Estadual de Campinas com período sanduíche na Old Dominion University (ODU), Estados Unidos (2018). Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Paleontologia, Geobiologia, ambientes deposicionais e estudos paleoambientais. Possui interesse na área de Astrobiologia, especialmente em bioassinaturas geoquímicas e biominerais. Atualmente é pós-doutoranda no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron.
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