Por Conrado Bueno
Hoje comparecemos novamente à EMEF Rincão, localizada no região sul de Porto Alegre no bairro Belém Velho. Visitamos as aulas do professor Renato pelo Geringonça juntamente com Dani Noal e Dany Alves, rapper, estudante do curso de Licenciatura do Campo da UFRGS. Dany traz a questão do rap e da cultura hip hop e uma certa invisibilidade de referências/ artistas mulheres ao longo do período desde o início do estilo musical até os dias atuais. Passa por um contexto sócio-histórico-cultural norte-americano, de resistência e enfrentamento numa espécie de apartheid na invenção de um combalido secular american way of life, a passar por 2pac, Wu Tang Clan, Lauren Hill, Queen Latifah, entre outr@s. Fala da morte de 2pac e dessa reverberação no mundo do rap. Assim, no cenário nacional brasileiro, cita artistas, rappers brasileiros e nos apresenta rappers mulheres brasileiras que foram e são referência para o cenário musical como um todo atualmente (Dina D, Negra Li com o grupo RZO, Kmila CDD, Nega Gizza, entre outras) cita artistas que possuem uma transversalidade com a cultura hip hop e o rap, como a banda rap/acústico 30/30, o rapper nordestino Rapadura e o funk de Ludmilla. Professor Renato traz uma referência sua que lhe diz que é importante, o Rage Against the Machine, onde explica que o vocalista da banda é filho de zapatistas da região norte do México que entram em enfretamento com personagens a respeito da autonomia e independência dessa região através de resistências e embates e que as letras da banda falam sobre as questões mundiais com uma dura crítica ao governo norte-americano sobre diversos assuntos. Dany Alves explica para nós também os elementos que estão presentes na cultura, como por exemplo o grafite e o pixo como demarcações e reivindicações para com o sistema que está dado, em processo, as discotecagens, break, beatmaker, entra outras manifestações e personagens dessas importações pelas culturas polifônicas urbanas atuais. Dany também apresenta um dos seus trabalhos importantíssimos, o coletivo independente musical regional intitulado Selo Verde, apresenta um de seus clipes para uma das 03 turmas que se fez em presença, onde relata questões de politização/ gênero/ experiências que atravessam a sua vida cotidianamente. A cada fim de aula, Dany deixada uma pergunta pairando: Existe alguma forma única para se compor um rap? E na expectativa de que @s alun@s produzam um rap para com o decorrer dos possíveis encontros.
![Projeto Geringonça [Pedagogias da Diferença. Ecologias da Vida]](https://www.ufrgs.br/projetogeringonca/wp-content/uploads/2023/03/25.png)