Múltiplos & Corpos

Assim como as flores expandem na primavera, tivemos o prazer de sermos flores múltiplas e expandirmos juntxs!

Aconteceu nossa tão sonhada coletiva e inclusiva, I Bienal do Jogo e Educação: Múltiplos & Corpos!

Que dias lindos, coloridos e diversos vivenciamos pelo centro de Porto Alegre entre os dias 19 a 22 de setembro de 2018!

 Foi apoiando-se em vivências coletivas e individuais, referenciais teóricos e históricos de experiências voltadas ao corpo, jogo, educação e a ética do brincar, que o nosso coletivo Geringonça surgiu em 2016 (legado do extinto Parafernália). E, com forte vontade de potência e muito empenho, contando com a cooperação de inúmeros outros coletivos parceiros, organizamos a “I Bienal do Jogo e Educação” no Brasil, com o tema “Múltiplos e Corpos”.

I Bienal Jogo e Educação-0201 I Bienal Jogo e Educação-0099Esta proposta teve e tem como objetivo aproximar, oportunizar, acolher, criar e fortalecer diálogos entre os diferentes tipos-maneiras de jogo e educação. Jogos coletivos, individuais, com regras que se criam… Mobilização construída para que os bienalistas se colocassem em ação e experimentação a todo momento, jogando com seus próprios corpos para reinventar e produzir novas perspectivas relacionadas às diferentes intensidades e potencias existentes.

Esse foi o convite para jogar(se). De que maneira e de quem nos compomos?

A I Bienal do Jogo e Educação: Múltiplos & Corpos possibilitou a troca de modos de enxergar o mundo e de existir nele. Fortalecendo um movimento político, ético e estético, comprometido em criar espaços onde toda deficiência é abraçada e vista como uma oportunidade para a cooperação e criação daquilo que te faz sonhar.

Estiveram conosco, nestes dias de primavera, coletivos, educadores, escolas, estudantes, entidades sociais, associações, movimentos sociais, artistas independentes, artesãs e artesãos, redes de economia solidária, outras universidades parceiras, linhas de pesquisas, entidades públicas, pessoas com deficiências, pessoas em vulnerabilidade social, culturas baseadas em identidade sexual, étnica e de gênero, comunidades periféricas, comunidades tradicionais, populações camponesas, atuantes da luta antimanicomial. Toda essa diversidade, encontrando-se por meio do jogar-brincar, compôs uma Bienal Humana que comportou não apenas uma visão de humano, mas múltiplas.

Dentre a intensa programação da Bienal, o  Geringonça propôs o Atelier de Corpo “Jogando com as sensações abraçando inquietações: Lygia Clarck, Bispo do Rosário, Cora Coralina e Você”, em que os bienalistas puderam experimentar afetos, sabores e sensações. Antes mesmo de entrarem na sala – preparada com uma ambiência inspirada nos artistas e encontros propostos pelo Geringonça em 2018 -, os bienalistas foram convidados a estarem presentes de “corpo e alma”, a se entregarem e envolverem nos momentos que misturaram músicas, abraços, danças e expressões. Como criação final da oficina, inspirados em Bispo do Rosário, os bienalistas construíram um manto coletivo que foi utilizado no cortejo final da Bienal.

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Oficina Geringonça

Nós enquanto coletivo vivo pulsante, temos muita alegria e honra em termos co-construído a Primeira Bienal do Jogo e Educação e agradecemos a cada uma e cada um que compôs com nós estes dias floridos

Desejamos que sigamos sendo flores, únicas, onde estivermos.

Equipe Geringonça 

Para quem quiser acompanhar os registros e futuras ações, acesse:

https://www.facebook.com/bienaljogoeducacao/

http://bienaljogoeducacao.org

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