2004
Doutorando(a): Alfonso Corona Martinez
Título: O problema dos elementos na arquitetura do século XX
Área de Concentração: Teoria, História e Crítica da Arquitetura
Orientador: Prof. Edson da Cunha Mahfuz
Data da Defesa: 05/04/2004
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Carlos Eduardo Dias Comas, PROPAR-UFRGS
Prof. Dr. Fernando Pérez Oyarzun, Universidade de Chile
Prof. Dr. Paulo Bruna, Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo
Prof. Dr. Rogério de Castro Oliveira, PROPAR-UFRGS
Conceito Atribuído: A
Resumo da tese:
A partir da Renascença as mudanças na arquitetura construída foram antecedidas por inovações em sua representação. O ensino, formalizado no século XVIII, foi feito por meio de representações e não pela experiência direta do construir. O aprendizado foi demonstrado pela capacidade de desenhar uma classe particular de desenhos, sujeitos a certas técnicas precisas de geometria projetiva.
Por volta do ano 1800, com os escritos de j.n.l. Durand, a planta organizada para satisfazer a utilidade do futuro edifício foi separada explicitamente das elevações e seções. Isto permitiu que a arquitetura se desenvolvesse livre de muitas limitações que antes tinha, evitando que cada novo edifício devesse ter propriedades classicistas tais como a proporção, ao mesmo tempo que eliminou o uso obrigatório dos Elementos clássicos da Arquitetura.
Esta segunda ruptura no processo de projeto lhe permitiu superar a primeira, a da Renacença, quando pôde, pela primeira vez, projetar edifícios independentemente do processo construtivo e dos precedentes medievais.
O processo de projeto assim formalizado criou com êxito edifícios aptos a servir os novos programas, ao mesmo tempo que permitiu que as escolas de arquitetura ensinassem um mecanismo para fazer projetos funcionalmente eficazes durante os séculos XIX e XX. Essa nova liberdade de projeto foi responsável pela instabilidade formal da arquitetura moderna que acabou por repetir, segundo seu estilo, a sucessão de Estilos do século XIX.
O presente trabalho mostra como essa instabilidade formal deriva do mecanismo de projeto e, por conseguinte, por que a aspiração de um projeto moderno unitário ou integrado é impraticável. Enquanto o processo de projeto formalizado por volta de 1800 for considerado como cálido e operativo, opor-se-à ao logro dessa unidade estilística idealizada.
Doutorando(a): Luis Henrique Haas Luccas
Título: Arquitetura moderna brasileira em Porto Alegre sob o mito do “gênio artístico nacional”
Área de Concentração: Teoria, História e Crítica da Arquitetura
Orientador: Prof. Rogério de Castro Oliveira
Data da Defesa: 19/07/2004
Banca Examinadora:
Prof. Dr. Andrey Rosenthal Schlee, Universidade de Brasília – UNB
Prof. Dr. Elvan Silva, PROPAR-UFRGS
Prof. Dr. Gilberto Flores Cabral, Departamento de Urbanismo, Fac. de Arquitetura – UFRGS
Conceito Atribuído: A
Resumo da tese:
A Tese recupera três décadas da arquitetura moderna realizada em Porto Alegre, desde sua introdução no final dos anos 40. Examina a experiência local contextualizada na produção brasileira, enfrentando o dilema entre adotar acriticamente o modelo hegemônico, amparado no mito forjado de uma expressão nativa como requisito essencial, ou assumir as diferenças regionais existentes, perseguindo uma expressão própria distinta daquela identificada com o “gênio artístico nacional” acusado por Lucio Costa. Este modelo provinha, em grande parte, do nacionalismo subjacente à arquitetura moderna brasileira em seus dois momentos mais significativos: escola carioca e brutalismo paulista.
No sentido transversal da narrativa, a abordagem procura reavaliar com isenção os méritos e percalços das experiências local e brasileira, expondo mazelas provenientes da visão hegemônica imposta, que atribuiu ao “gênio nativo” um falacioso dom artístico brasileiro inato e uma capacidade de improviso passíveis de superar deficiências formativas históricas. Estas qualidades supostamente resultariam na predisposição da arquitetura moderna brasileira para as “free-forms” e a habitual insubordinação à regras e prescrições, características das quais a arquitetura produzida em Porto Alegre ressentiu-se. Em última análise, a Tese defende a premissa de que o êxito da arquitetura moderna brasileira foi responsável pelo triunfo do conceito de “exceção como regra”; um fato que penalizou a necessária disciplina projetual e conseqüente produção de uma arquitetura brasileira “média” mais extensa, como também o próprio prosseguimento daquela experiência moderna exemplar, que acabou por tombar à valorização excessiva do “gênio artístico” com suas obras “de exceção” correspondentes.
Palavras Chave:
Arquitetura moderna
Porto Alegre
