Comissão de Autoavaliação do PROPAR:
Profa. Dra. Betina Tschiedel Martau (coordenadora)
Profa. Dra. Angelica Paiva Ponzio
Profa. Dra. Daniela Mendes Cidade
Representante do corpo técnico-administrativo
Representação discente
Etapas da Autoavaliação
O processo de autoavaliação permanente do PROPAR se organiza em ciclos anuais que preveem as seguintes etapas sucessivas e complementares:
- Coleta de dados: desenvolver e aplicar instrumentos de consulta para a autoavaliação, que forneceram dados sobre a organização acadêmica do programa, sobre os docentes, discentes, técnicos-administrativos e egressos, suas atividades e produções, bem como sobre a infraestrutura;
- Análise dos dados: conduzir a análise dos dados com vistas à autoavaliação de forma sistemática e abrangente, garantindo a participação efetiva de todos os envolvidos no processo, com rigor e precisão;
- Divulgação dos resultados: tornar públicos os resultados da autoavaliação para toda a comunidade acadêmica, utilizando prioritariamente o site do PROPAR;
- Proposição de melhorias: analisar os resultados da autoavaliação e, a partir deles, elaborar diretrizes propositivas para a gestão do curso, subsidiando o Planejamento Estratégico;
- Divulgação das melhorias: publicar as diretrizes sugeridas e compartilhá-las amplamente com
a comunidade do curso; - Revisão dos processos: estabelecer um ciclo contínuo de revisão da autoavaliação, do
planejamento e das diretrizes gerais do PPG, com frequência bienal.
Objetivos e Metas:
A partir do processo de autoavaliação, os objetivos e metas atuais do PROPAR foram definidos como:
Objetivo 1 – Garantir a manutenção da excelência do programa;
Metas:
- Consolidar os processos de autoavaliação junto à comunidade, mantendo os ciclos
avaliativos anuais; - Selecionar novos docentes com perfil alinhado às diretrizes do programa por meio de editais
públicos; - Promover no desenvolvimento profissional dos docentes por meio de uma política interna de
incentivo à bolsas e auxílios financeiros, otimizando os recursos disponíveis para o maior
número de atendidos possível; - Auxiliar no desenvolvimento das pesquisas dos discentes com bolsas de estudos e auxílios
para eventos, distribuindo os recursos de maneira mais abrangente; - Revisar a regulamentação interna no sentido de aumentar a produção e divulgação dos
resultados de pesquisa dos discentes estabelecendo um número mínimo de publicações
compatível com cada nível de estudos; - Estabelecer parâmetros mínimos de excelência de produção para credenciamento e
recredenciamento de docentes no programa.
Objetivo 2 – Assegurar o reconhecimento nacional e internacional do programa
Metas: - Manter ou superar a nota da avaliação quadrienal, melhorando e qualificando as inserções
de informações nos sistemas da CAPES, demonstrando todas as produções e atuações do
programa de maneira ajustada; - Ampliar o número de convênios de cooperação internacional, mantendo as importantes parcerias já existentes na América Latina, Estados Unidos e Europa, ampliando e aprofundando as conexões com o oriente, já colocadas em marcha;
- Participar de grupos de cooperação com outros programas da própria UFRGS (Planejamento Urbano, Design e Museologia e Patrimônio, entre outros), assim como de outras IES brasileiras, visando à participação conjunta em pesquisas e na busca por fomento;
- Indicar e fomentar a cultura da participação de concursos e prêmios;
- Incentivar, por meio de políticas internas de auxílios financeiros, a publicação de artigos e a participação em eventos pelos docentes e discentes;
- Promover e sediar eventos da área em nossa unidade.
- Objetivo 3 – Aumentar a transparência e a participação da comunidade acadêmica nas ações do programa;
- Metas:
- Realizar todas as ações de seleção (docentes, discentes, bolsas, auxílios financeiros)por meio de editais públicos, coordenados por comissão própria de seleção, com a participação de membros representes de todos os segmentos da comunidade acadêmica;
- Garantir a manutenção e aplicabilidade das políticas de ações afirmativas em todos os âmbitos pertinentes;
- Manter atualizado o site do programa, sendo este o canal oficial de divulgação de todos os processos internos, além da manutenção de um perfil no aplicativo Instagram, que permite comunicação mais rápida e abrangente. Além disso, manter canais de comunicação direta que incluem atendimento presencial, telefônico e por meio de mensagens eletrônicas via WhatsApp;
- Consolidar a comunicação com os egressos do curso, promovendo a presença destes em seminários, bancas e disciplinas, e mantendo contato por meio das páginas oficias do programa e do mailing de divulgação.
- Objetivo 4 – Melhorar a infraestrutura do programa;
- Metas:
- Consolidar o Centro de Documentação de Arquitetura Moderna e Contemporânea como centro de referência para a acervos de projetos arquitetônicos (majoritariamente modernos), assim como sua ampliação;
- Ampliar o espaço físico para o trabalho dos discentes, haja vista a ampliação do público de fora da cidade que tem se observado nos últimos processos seletivos;
- Buscar a ampliação e a atualização da biblioteca setorial de arquitetura, através da indicação de títulos e dotação orçamentária, quando disponível por edital de fomento.
Ações e melhorias decorrentes do processo de autoavaliação:
Como resultado dos últimos ciclos de autoavaliação, destacam-se as seguintes melhorias já implementadas:
1 – Identifica-se como um dos maiores potenciais do programa o seu corpo docente, todos com atuação reconhecida nacional e internacionalmente, refletindo em uma produção acadêmica de altíssima qualidade. Assim, as ações tomadas foram no sentido de dar o suporte e os meios adequados para o desenvolvimento pleno das capacidades desses docentes através de oportunidade de bolsas e viagens de estudos, assim como auxílios financeiros para publicação e participação em eventos.
2 – As teses e dissertações desenvolvidas no PROPAR são outro grande potencial do programa. Reconhecidas por meio de prêmios, os trabalhos de conclusão desenvolvidos aqui têm constituído um arcabouço de grande valor ao longo desses 45 anos. O desafio relativo aos trabalhos têm sido a questão da publicação dos resultados. Para isso, têm-se canalizado recursos para a apresentação de trabalhos e custeio de publicação dos discentes por meio das
verbas PROEX. Verifica-se, nos últimos dois anos, um aumento significativo nos pedidos de verbas, o que reflete o novo cenário entre os estudantes que agora sabem que o programa possui verba própria e política de incentivo, já que antes dependiam de editais gerais da universidade;
3 – Sendo um programa relativamente pequeno, um ponto forte do PROPAR sempre foi sua coesão e facilidade de comunicação, pois os membros estão em constante contato presencial. A partir dos anos de pandemia e, mais recentemente, da enchente, os canais digitais se tornaram igualmente importantes. Somando-se a isso a maior presença de estudantes de fora de Porto Alegre, por conta da própria projeção do programa, faz com que a comunicação e o engajamento da comunidade acadêmica sejam mais desafiadores. Assim, algumas ações já implementadas procuraram dar conta dessa nova realidade: redesenho do site do programa e migração para plataforma WordPress, ainda em desenvolvimento e ensejando melhorias, mas que foi um avanço necessário por conta do uso anterior de uma plataforma fechada e acessível apenas internamente, o que dificultava sua atualização constante; a criação a manutenção da conta no Instagram, que já conta com 1159 seguidores; e a implementação do atendimento por WhatsApp, que facilitou o contato com estudantes, egressos e interessados no programa.
4 – Sendo uma comunidade acadêmica coesa e reduzida, o engajamento de seus membros sempre foi um ponto alto do programa. Todos os proparianos têm uma relação muito próxima e afetiva com a sua alma mater, e manter essa relação é fundamental, ainda mais em tempos de maior afastamento e digitalização das relações. A partir dos processos de autoavaliação, identificou-se que as relação de proximidade e pertencimento nesses novos tempos estão associadas à uma maior inclusão, diversidade e transparência das ações do programa. Nesse sentido, destaca-se a criação de diversas comissões representativas e deliberativas, como a Comissão de Bolsas, a Comissão de Gestão de Recursos do PROEX, a Comissão de Planejamento Estratégico e a própria Comissão de Autoavaliação, as quais se pautam pela atuação coletiva e transparente, sendo suas ações regidas por editais públicos. Além disso, destaca-se a implementação das políticas de Ações Afirmativas, as quais já garantiram o acesso ao programa de diversos estudantes.
