DISSERTAÇÕES
ANO BASE 2012
Título: ÁNALISE ECONÔMICO-ESPACIAL DA DISTRIBUIÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS ESTADUAIS COMO POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL NOS COREDES.
Autor: LUCINEIDE DE FÁTIMA MARIAN
Linha de Pesquisa: Planejamento e Espaço Urbano e Regional
Orientador: Prof. Dr. Oberon da Silva Mello
Data da Defesa: 17/10/2012
Banca:
– Prof. Dr. Carlos Eduardo Facin Lavarda (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis – FURB),
– Profª. Drª. Livia Teresinha Salomão Piccinini (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
– Profª. Drª. Maria Alice Lahorgue (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
A descentralização da gestão pública é uma estratégia para o desenvolvimento regional em busca de melhorias à sociedade. No entanto é na Constituição de 1988 que no Brasil são previstas várias práticas de políticas públicas na relação das esferas governamentais juntamente com os seus cidadãos. Cabe, destacar neste contexto principalmente os conselhos gestores dos municípios. Nesta dissertação é possível verificar um apanhado socioeconômico sobre os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDES) desde seu histórico até a influência dos mesmos na aplicação regionalizada de políticas públicas de desenvolvimento no Estado do Rio Grande do Sul. Apresenta um levantamento dos últimos anos dos índices socioeconômicos de desenvolvimento como o PIB, PIB per capita e IDESE segregados por regiões dos COREDES, possibilitando fazer uma análise do crescimento do Estado. Também, trata a distribuição de recursos públicos regionalizada permitindo verificar quais regiões são mais ou menos favorecidas, haja vista que a função do estado é promover o desenvolvimento regional minimizando as diferenças regionais. Além disso, apresenta uma abordagem sobre a importância dos agentes de desenvolvimento como atores preponderantes para o sucesso ou insucesso de planos e ações governamentais às regiões sustentadas através da opinião das direções dos COREDES.
Palavras-chave: Desenvolvimento regional; Índices socioeconômicos; Políticas públicas; COREDES; Agentes de desenvolvimento;
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Título: DOCE SOM URBANO: O TRIÂNGULO E AS TERRITORIALIZAÇÕES DOS VENDEDORES DE CHEGADINHO EM FORTALEZA
Autor: THAÍS AMORIM ARAGÃO
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Prof. Dr. Eber Pires Marzulo
Data da Defesa: 30/08/2012
Banca:
– Prof. Dr. João Farias Rovati (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
– Prof. Dr. Francisco Gilmar Cavalcante de Carvalho (Examinador Externo Aposentado da Universidade do Ceará – UFC)
– Profª. Drª. Viviane Vedana (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – UFRGS)
Resumo:
Este estudo propõe que nos debrucemos sobre o ambiente sonoro da cidade, a fim de investigar o que dele pode emergir, que seja chave para a compreensão da sociabilidade contemporânea em aglomerados urbanos. Investigamos o som como elemento central de um processo de territorialização, constituindo uma tática de apropriação do espaço público. O recorte apreendido foi o vendedor de um biscoito chamado chegadinho, os percursos que ele empreende para cobrir extensas áreas da cidade de Fortaleza em sua atividade, e o hábito de tocar um instrumento musical – o triângulo – para comunicar sua passagem e estabelecer contato com a população. Foram mobilizados informantes para localização desses eventos sonoros, formando um mapa de pontos de escuta. Paralelamente, ambulantes foram entrevistados e itinerários, traçados. Foi também realizada uma pesquisa histórica e memorial que forneceu um panorama da constituição daquele território e dos sons da capital a partir da primeira metade do século XX, assim como dos antecedentes, rebatimentos e reverberações da própria prática ambulante observada. Identificou-se que os vendedores abordados, quando em atividade, tendem a realizar um movimento do Centro em direção ao bairro Aldeota, reproduzindo ou acompanhando o vetor de deslocamento de residências e varejo característicos de camadas mais altas que se estabeleceu na dinâmica urbana de Fortaleza a partir da segunda metade do século XX. Foi possível perceber também a tendência de que os fluxos que emergiram dessas enunciações pedestres partem da zona oeste para a zona leste de Fortaleza, de áreas residenciais das camadas populares para áreas residenciais de camadas de média e alta renda. A partir da investigação, chegou-se à conclusão de que a passagem dos vendedores de chegadinho em Fortaleza se conforma como um padrão de fenômeno social associado à hierarquização do espaço físico como espaço social. O estudo se dedicou ao cotidiano, especialmente ao espaço banal de Milton Santos e à historicidade cotidiana de Michel de Certeau, para analisar como práticas humanas não apenas envolvem o uso do espaço mas também o criam. Assim como sugere Certeau, para quem a cultura popular é um conjunto móvel de táticas, os relatos de espaço coletados junto aos vendedores de chegadinho serviram de base de análise para entender o uso que esse grupo de sujeitos faz do repertório oferecido pelo sistema urbanístico – uso que é assumido como produção do espaço e que, para o autor, é uma atividade cultural de sujeitos não produtores de cultura convencionais.
Palavras-chave: som; cidade; cotidiano; vendedores ambulantes; cultura popular.
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Título: AVALIAÇÃO DE IMPACTOS RECÍPROCOS FUNCIONAIS E ESTÉTICOS ENTRE A OCUPAÇÃO URBANA E MANANCIAIS HÍDRICOS DE ABASTECIMENTO: UMA ABORDAGEM PERCEPTIVA
Autor: CINTIA PEROZZO DOS SANTOS
Linha de Pesquisa: Infra-estrutura e Planejamento Urbano e Ambiental
Orientador: Prof. Dr. Antônio Tarcísio da Luz Reis
Data da Defesa: 30/08/2012
Banca:
– Profª. Drª. Cristina De Araújo Lima (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento, e Programa de Pós-Graduação em Engenharia Construção Civil – UFPR),
– Profª. Drª. Heleniza Àvila Campos (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
– Profª. Drª. Maria Cristina Dias Lay (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
Esta pesquisa trata da inclusão de aspectos associados às percepções, atitudes e comportamentos ambientais nos processos de planejamento e gestão de áreas de proteção de mananciais hídricos, tendo em vista a importância da água, a atual crise em sua disponibilidade e, principalmente, a ineficácia de abordagens parciais utilizadas no tratamento desta questão. Assim, são investigadas as percepções, atitudes e comportamentos de diferentes grupos de usuários de uma área de proteção relacionados aos impactos funcionais recíprocos entre a ocupação urbana e mananciais hídricos de abastecimento, bem como as variáveis que interferem nesse sentido. Além disso, considerando o valor da água como elemento natural da paisagem, são avaliados os impactos estéticos recíprocos entre a ocupação urbana e mananciais hídricos de abastecimento, através das percepções dos usuários, e explorados os fatores que afetam tais impactos. Ainda, são investigadas as demais respostas emocionais produzidas por mananciais sobre a população, associadas ao potencial restaurador da água, e os efeitos de sua atratividade sobre a ocupação urbana em seu entorno. A área selecionada para o estudo é a APA do Iraí, localizada na Região Metropolitana de Curitiba, escolhida em função da importância do manancial, de seu potencial estético e da pressão exercida pela ocupação urbana. Os métodos de coleta e análise de dados estão fundamentados na área de pesquisa ambiente-comportamento. Para a coleta de dados, foram realizados levantamentos de arquivo, físicos e fotográficos, e aplicados questionários, entrevistas e mapas mentais. Os resultados mostram, por exemplo, que as percepções quanto ao estado de conservação do manancial são influenciadas pela proximidade dos indivíduos em relação ao mesmo e pelo conhecimento destes acerca da problemática dos mananciais da região. Esta variável, assim como o contato físico dos indivíduos com o manancial, também se revela importante na predição de atitudes e comportamentos mais favoráveis à sua conservação. Ademais, os impactos estéticos e outras reações emocionais significativamente positivos produzidos pelo manancial sobre a população, explicados sobretudo pela presença marcante da água na paisagem, evidenciam seu poder de atração, comprovado pelos usos dados aos espaços mais próximos a suas margens. Espera-se que os resultados encontrados sejam úteis ao planejamento e à gestão de áreas de proteção de mananciais, fornecendo subsídios à construção de abordagens mais amplas e eficazes, que considerem as relações entre a população, o espaço urbano e as águas destinadas ao abastecimento público.
Palavras-chave: mananciais; ocupação urbana; impactos funcionais e estéticos; percepções; atitudes; comportamentos.
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Título: AS NOVAS TECNOLOGIAS E O ESPAÇO PÚBLICO DA CIDADE CONTEMPORÂNEA
Autor: RAQUEL FERREIRA DARODA
Linha de Pesquisa: Planejamento e Espaço Urbano e Regional
Orientador: Prof. Dr. Enaldo Nunes Marques
Data da Defesa: 23/08/2012
Banca:
– Profª. Drª. Rosalia Holzschuh Fresteiro (Examinador Externo do Curso de Aquitetura e Urbanismo – ULBRA),
– Profª. Drª. Celia Ferraz De Souza (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
– Profª. Drª. Clarice Maraschin(Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
A existência de espaços públicos abertos nas cidades permite a interação entre as pessoas, a integração entre o ambiente natural e o ambiente construído, além de serem lugares de encontro e de sociabilidade que refletem a diversidade sócio-espacial da cidade. Este trabalho aborda o espaço público aberto, enquanto ambiente construído e capaz de equilibrar as necessidades das relações sociais em cidades densamente povoadas, assim como aspectos relevantes do espaço público para a sociedade, considerando a importância destas áreas, bem como de projetos que sejam capazes de dialogar com as necessidades do homem contemporâneo, oferecendo maior possibilidade de interação com o espaço urbano. Dessa forma, torna-se necessário compreender as mudanças impostas pelas atuais tecnologias, presentes no cenário contemporâneo. A experiência espacial da vida social agora surge através de um processo complexo que combina estruturas arquitetônicas e áreas urbanas, práticas sociais e os meios de comunicação atuais. As novas tecnologias de informação e comunicação não são apenas um meio de representação, tais tecnologias recriam as experiências na cidade e tornam-se uma ferramenta para o planejamento urbano, ajudando a unir pessoas e proporcionando a troca de experiências entre os usuários em um espaço urbano híbrido. A informática, hoje, deixa o desktop e passa a estar embarcada nas calçadas, ruas, praças, etc. contribuindo para a organização da vida cotidiana em áreas urbanas e espaços públicos, bem como para a descoberta de novas práticas e interações. A computação ubíqua anuncia uma nova realidade, na qual a infra-estrutura urbana é capaz de detectar e responder a eventos e atividades, criando novas formas de identidade. A cidade contemporânea, rodeada de tecnologias de informação e comunicação, está experimentando um momento de fundamental reconfiguração dos seus espaços físicos e das relações que com eles são mantidas. As tecnologias são agora capazes de promover a apropriação do espaço público, bem como, a ação sobre questões coletivas, contribuindo para a requalificação urbana e favorecendo o uso do espaço público na cidade contemporânea.
Palavras-chave: espaço público; cidade contemporânea; tecnologias da informação e comunicação;
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Título: A AUTOGESTÃO DA PRODUÇÃO HABITACIONAL COMO ALTERNATIVA DE ACESSO À MORADIA. A EXPERIÊNCIA DA COOPERATIVA DOS CORREIOS NA REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE
Autor: JULIA WARTCHOW
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Prof. Dr. João Farias Rovati
Data da Defesa: 11/06/2012
Banca:
– Profª. Drª. Luciana Correa Do Lago (Examinador Externo do Instituto de Pesquisa de Planejamento Urbano e Regional – UFRJ),
– Profª. Drª. Heleniza Ávila Campos (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
– Profª. Drª. Maria Cristina Dias Lay (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
A dissertação trata da produção de habitação de interesse social por autogestão. Essa modalidade de produção se fortaleceu a partir dos Programas Crédito Solidário e Minha Casa, Minha Vida – Entidades, ambos do Governo Lula, tornando-se uma alternativa de acesso à moradia para a população de baixa renda. Com esses programas, grupos sociais organizados passam a integrar a arena de atores que produzem moradia (ao lado do sistema empresarial, da autoconstrução e da produção estatal) e que, nesse processo, precisam enfrentar o problema do acesso à terra.
Entre os objetivos principais da pesquisa, estão: (i) compreender como os empreendimentos autogestionários se inserem no sistema formal de produção da moradia e (ii) como as cooperativas habitacionais enfrentam o problema do acesso à terra. Para alcançá-los realizou-se o estudo de caso da cooperativa dos Correios, atuante na Região Metropolitana de Porto Alegre, analisando-se seis empreendimentos. A principal técnica de pesquisa utilizada foi a entrevista semiestruturada. Foram empregadas também técnicas de pesquisa documental e observação. Em cada empreendimento foram analisados aspectos como: o processo de compra do terreno; a inserção espacial do terreno e a posição que ocupa no mercado de terras do município; a relação da cooperativa com o poder público municipal; e a relação da liderança da cooperativa com os beneficiários.
Palavras-chave: habitação social; política habitacional; autogestão; mercado imobiliário; Crédito Solidário; Minha Casa Minha Vida;
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Título: INSTRUMENTOS TRIBUTÁRIOS IMOBILIÁRIOS MUNICIPAIS APLICADOS À DRENAGEM URBANA: ESTUDO DE CASO DE TAXA, CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA E BENEFÍCIO FISCAL EM PORTO ALEGRE, RS
Autor: CRISTINA LENGLER
Linha de Pesquisa: Infra-estrutura e Planejamento Urbano e Ambiental
Orientador: Prof. Dr. Carlos André Bulhões Mendes
Data da Defesa: 21/05/2012
Banca:
– Prof. Dr. Nilo De Oliveira Nascimento (Examinador Externo do Departamento de Engenharia Hidráulica e Recursos Hidráulicos da Escola de Engenharia – UFMG)
– Prof. Dr. Eugenio Lagemann (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Economia – UFRGS)
– Prof. Dr. Oberon Da Silva Mello (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
A incumbência de evitar as inundações nas cidades exige a um fluxo de receitas para financiar novos investimentos, operação e manutenção do sistema de drenagem pluvial, bem como a mudança no comportamento que as pessoas estabelecem no uso do solo permeável da bacia hidrográfica. Este estudo de caso testa a hipótese de que os recursos públicos necessários para o financiamento da drenagem pluvial urbana são passíveis de recuperação parcial, pelo governo local, através da tributação imobiliária. A metodologia de investigação tem como base conceitual o modelo Pressão-Situação-Resposta. O planejamento da pesquisa abrange desde os problemas gerados pela impermeabilização do solo até a necessidade de contenção das águas de escoamento superficial. A partir dos diversos instrumentos tributários imobiliários disponíveis para o governo local, são definidas as técnicas de coleta de dados, os métodos de estimativa dos custos e as áreas para o desenvolvimento dos estudos de caso, que se localizam na cidade de Porto Alegre, RS. A análise quanto ao uso da taxa e da contribuição de melhoria foi realizada em zonas urbanas, uma nova e outra consolidada – Bacias Santo Agostinho e Almirante Tamandaré, respectivamente, e para toda a zona urbana quanto ao uso do incentivo fiscal sob a forma de isenção de tributos para o investimento privado na construção de reservatório de amortecimento. Os resultados demonstram que a taxa para o financiamento da operação e manutenção do sistema de drenagem urbana pode ser usada para efeitos de proteção ambiental e, ao mesmo tempo, para satisfazer os requisitos de disponibilidade, especificidade e divisibilidade exigidos pelo disposto nos artigos 77 e 79 do Código Tributário brasileiro. O critério a ser usado para obter o percentual de impermeabilização da zona de estudo combina a classificação de tipos de solo (permeável ou impermeável) e seus usos (público ou privado). Assim, para as zonas maiores utilizou-se a classificação de imagens espectrais, enquanto que para quantificar o percentual de área a ser mantida em estado natural nos lotes menores utilizou-se o estabelecido pelo PDDUA como limite mínimo de área livre. No estudo de caso desenvolvido para calcular a possibilidade de financiar o investimento público no Conduto Álvaro Chaves, verificou-se que a contribuição de melhoria poderia ter sido usada para absorver a totalidade de seu custo, pois a mais-valia imobiliária o excedeu. Demonstraram-se todas as etapas de seu cálculo, desde a escolha das áreas de abrangência e de controle amostral até o cálculo da participação de cada lote no pagamento da obra, de acordo com as exigências e os limitadores legais. As conclusões deste estudo suportam o argumento de que a utilização de incentivos fiscais, como a isenção de tributos imobiliários, pode estimular o proprietário a construir um reservatório de detenção de águas pluviais no lote, induzindo o cidadão a compensar pelo uso do recurso natural solo impermeável. Uma vez superadas as dificuldades técnicas para a obtenção parcial de recursos destinados ao financiamento do sistema de drenagem, o último desafio é o relativo à opção política pelo desenvolvimento urbano com o uso de alternativas sustentáveis.
Palavras-chave: Extrafiscalidade; Tributação municipal; Tributos imobiliários; Drenagem pluvial urbana;
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Título: A IMPLANTAÇÃO DE CONTORNOS RODOVIÁRIOS E AS TRANSFORMAÇÕES DA FORMA URBANA DE PEQUENAS CIDADES : ESTUDO DE CASO DA RODOVIA RS-377 EM SÃO FRANCISCO DE ASSIS E SANTIAGO, RS
Autor: ANTÔNIO FRANCISCO CORRÊA PINTO
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa: 17/05/2012
Banca:
– Profª. Drª. Eliane Constantinou (Examinador Externo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS)
– Profª. Drª. Niara Clara Palma (Examinador Externo da Universidade de Santra Cruz – UNISC)
– Prof. Dr. João Farias Rovati (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
Este estudo trata dos desdobramentos na forma urbana de pequenas cidades causados por novos contornos viários, tendo como estudo de caso as cidades de São Francisco de Assis e Santiago, no oeste do Rio Grande do Sul. A metodologia está baseada nas medidas de diferenciação espacial – da Acessibilidade e da Centralidade, além da Polaridade – através das quais é possível visualizar o dinamismo do traçado de uma cidade, e as possíveis alterações de sua forma. Através da elaboração de um modelo urbano, com o uso do software Medidas Urbanas, foram feitas as seguintes Análises Espaciais: 1) Efeitos intra-urbanos do contorno viário construído; 2) Efeitos do contorno viário, com a simulação de novas conectividades; 3) Efeitos do contorno viário, com a simulação de uma distância menor; 4) Efeitos do contorno viário construído em relação aos fluxos de passagem microrregional. Os resultados, através de gráficos comparativos e mapas dos pontos alterados, mostraram uma grande variabilidade, o que vem a reforçar a idéia de complexidade das cidades atuais. Contudo, o estudo apontou alguns padrões, tais como, o limite da influência intra-urbana do contorno (alterações geralmente periféricas), a importância da conectividade das vias de acesso (“Portais da Cidade”), a força da distância Cidade – Contorno e, por último, a importância dos fluxos extra-urbanos para a vitalidade ou estagnação da Cidade. Por fim, esta pesquisa evidenciou a eficácia das medidas de Acessibilidade, de Centralidade e de Polaridade no apoio do estudo dos impactos de novos contornos.
Palavras-chave: Pequenas Cidades; Contorno Viário; Análise Espacial;
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Título: OS ZONEAMENTOS DE USO DO SOLO COMO FATORES DE IMPACTO REGIONAL – O CASO DO LITORAL NORTE DO RIO GRANDE DO SUL
Autor: MARIA DA GRAÇA DUTRA ILGENFRITZ
Linha de Pesquisa: Planejamento e Espaço Urbano e Regional
Orientador: Profª. Drª. Maria Alice Lahorgue
Data da Defesa: 15/05/2012
Banca:
– Profª. Drª. Rosalia Holzschuh Fresteiro (Examinador Externo da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA);
– Prof. Dr. Enaldo Nunes Marques (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Oberon Da Silva Mello (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
Esta dissertação tem como objetivo investigar os zoneamentos do uso do solo propostos pelos planos diretores municipais a partir da Lei Federal 10.257/01 conhecida como o Estatuto da Cidade e os seus reflexos no espaço territorial regional.
A expansão urbana e os possíveis comprometimentos no espaço regional podem gerar impactos urbanos e ambientais negativos na ausência de um planejamento integrado previsto nos planos diretores municipais. Soma-se a isso a pré-existência urbana consolidada onde os zoneamentos mapeados não consideram as probabilidades de reversão e controle de cenários atuais, bem como a dificuldade em prospectar cenários futuros melhores para determinada região, no caso o Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
Não tendo encontrado metodologia correlata a ser aplicada na pesquisa, o estudo baseou-se na análise comparativa entre os zoneamentos de uso do solo aplicados aos limites físico territoriais entre três municípios da região do litoral: Osório, Tramandaí e Imbé.
A pesquisa revelou que o planejamento regional integrado de planos, programas e ações dos planos diretores possui baixa aplicabilidade, sendo praticamente inexistente nos textos analisados. Os zoneamentos de uso do solo entre as fronteiras municipais, secas ou molhadas, desconsideraram compatibilizações mínimas entre seus territórios. Complementarmente, a pesquisa indicou a ausência de instrumentos efetivos para a gestão urbana e regional, bem como a vulnerabilidade territorial da região relacionada a aplicabilidade da legislação municipal vigente.
Palavras-chave: planejamento urbano; impacto regional; zoneamento do uso do solo; planos diretores;
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Título: POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA COMO CONDICIONANTE NO PROCESSO DE OCUPAÇÃO DO ESPAÇO URBANO: ANÁLISE NA CIDADE DE PORTO ALEGRE, RS
Autor: JOSIANE PAULA MARTINELLO MARIO
Linha de Pesquisa: Infra-estrutura e Planejamento Urbano e Ambiental
Orientador: Prof. Dr. Carlos André Bulhões Mendes
Data da Defesa: 02/05/2012
Banca:
– Prof. Dr. Francisco Carlos Bragança De Souza (Examinador Externo do Departamento de Obras Hidráulicas do IPH/UFRGS);
– Prof. Dr. André Luiz Lopes Da Silveira (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. João Farias Rovati (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
Este trabalho versa sobre a possibilidade da utilização da dispersão de poluentes como fator limitante à ocupação territorial, sendo esta, uma ferramenta de avaliação ao Plano Diretor. O estudo de caso faz referência ao município de Porto Alegre, localizado no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. A partir da revisão da literatura que aborda a emissão de partículas de gases tóxicos para a atmosfera em centros urbanos, adotaram-se critérios para a escolha de determinadas variáveis meteorológicas, de monitoramento da qualidade do ar, de uma possível fonte emissora e zonas de uso em Porto Alegre. Primeiramente fez-se a escolha das unidades amostrais para qualidade do ar do município, sendo esta etapa seguida da obtenção dos dados dos critérios anteriormente citados junto aos órgãos competentes, acompanhado por análises estatísticas das diferentes variáveis. Na segunda parte do trabalho, fez-se a comparação entre os doze meses do ano por meio de representação gráfica. Constatou-se que os níveis de emissão de poluentes nos três diferentes pontos amostrais atingiram seu pico máximo no inverno, quando o vento predominante no município de Porto Alegre é sudeste e que sua velocidade varia entre a máxima de 2,44m/s e mínima de 1,20m/s, ainda que o mapa que divide o município em estudo em zonas de uso não levava em conta a dispersão dos poluentes (sua direção e os efeitos sobre a saúde da população). Conclui-se que, mesmo sem a utilização de um software avançado, o trabalho conseguiu mostrar a importância em utilizar a poluição atmosférica como um condicionante no processo de ocupação urbana no município, isto em decorrência das distâncias em relação ao tempo em que os poluentes atingem e suas concentrações. Por fim se constata que a cidade não está preparada o suficiente para lidar com os poluentes que diariamente são emitidos pelas diferentes fontes emissoras, mesmo tendo uma legislação vigente que trate do assunto, porque muitas vezes estes são influenciadas pelo mercado imobiliário de Porto Alegre/RS.
Palavras-chave: Disperção de poluentes; Porto Alegre; Plano Diretor;
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Título: O QUE É PLANEJAMENTO URBANO PARA OS TÉCNICOS DAS CIDADES DE PEQUENO PORTE? A EXPERIÊNCIA DE QUATRO MUNICÍPIOS DO COREDE VALE DO JAGUARI
Autor: HUGUES VELLEDA SOARES
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Prof. Dr. João Farias Rovati
Data da Defesa: 09/04/2012
Banca:
– Prof. Dr. Leandro Marino Vieira Andrade (Examinador Externo do Departamento de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura – UFRGS);
– Profª. Drª. Livia Teresinha Salomão Piccinini (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Oberon Da Silva Mello (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
O Brasil já acumula certa experiência em termos de planejamento urbano. Um expressivo número de cidades, de todos os portes, elabora planos e implementa ações que, de maneira explícita ou não, visam planejar a realidade urbana local. Entretanto, de uma parte, tais planos e ações apresentam enorme diversidade e, de outra, em cada um deles o planejamento urbano tem sido objeto de interpretações conceituais divergentes. Do ponto de vista da pesquisa, os problemas conceituais que envolvem a noção de planejamento urbano em nosso país, bem como a identificação e crítica das práticas a ele associadas, têm sido abordados quase sempre a partir do estudo de experiências realizadas em cidades grandes e médias. O foco deste trabalho é compreender como esta problemática se apresenta em nossas pequenas cidades, através da análise da experiência de quadro municipalidades do sul do Brasil, localizadas na região do Vale do Jaguari.
Palavras-chave: gestão; planejamento urbano; Vale do Jaguari;
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Título: TRANSPORTE COLETIVO PÚBLICO URBANO NA CIDADE DE SANTIAGO – RS: ESTUDO DA PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS QUANTO À ACESSIBILIDADE E NÍVEL DO SERVIÇO PRESTADO
Autor: JORGE PADILHA DOS SANTOS
Linha de Pesquisa: Planejamento e Espaço Urbano e Regional
Orientador:Prof. Dr. Enaldo Nunes Marques
Data da Defesa:04/04/2012
Banca:
– Profª. Drª. Rosalia Holzschuh Fresteiro (Examinador Externo da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA);
– Profª. Drª. Clarice Maraschin (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Oberon Da Silva Mello (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
O transporte público coletivo urbano merece atenção pelo fato de ser fundamental para o desenvolvimento das cidades e para a qualidade de vida da população, sendo considerada uma condição primordial para o crescimento da economia de um município. A dissertação teve como objetivo, verificar a percepção dos usuários do transporte coletivo público urbano da cidade de Santiago-RS, em relação à microacessiblidade e ao nível do serviço prestado. A metodologia utilizada foi um estudo de caso através da aplicação de questionários a uma amostra composta por 468 usuários do transporte coletivo de diversos bairros do município de Santiago/RS. No que tange à acessibilidade, à mobilidade, às características dos locais de parada, ao sistema de informação, à freqüência de atendimento, ao tempo de viagem, à confiabilidade, ao comportamento dos operadores, verificou-se que são considerados satisfatórios. Porém, quanto às condições do pavimento das ruas por onde trafegam os ônibus, quanto ao transporte de idosos e de pessoas portadoras de necessidades especiais, bem como ao custo da viagem; o estudo demonstrou que os munícipes estão insatisfeitos com os serviços prestados pelo transporte urbano. Apesar da percepção dos usuários em maior parte ter sido revelada satisfatória em relação à microacessibilidade e ao nível de serviço prestado, foi possível concluir que são necessárias: melhoras nas condições gerais de acessibilidade priorizando a otimização do pavimento, otimização das condições gerais do serviço com ênfase ao acesso de portadores de necessidades especiais – PNEs e de idosos, bem como em relação ao valor da tarifa.
Palavras-Chave: Transporte Coletivo Urbano; acessibilidade; nível de serviço;
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Título: CONFORTO E ORIENTAÇÃO NA PERCEPÇÃO DA ACESSIBILIDADE URBANA: ÁREA CENTRAL DE PELOTAS-RS
Autor: CELINA DE PINHO BARROSO
Linha de Pesquisa: Percepção e Análise do Espaço Urbano
Orientador: Profª. Drª. Maria Cristina Dias Lay
Data da Defesa:28/03/2012
Banca:
– Prof. Dr. Marcelo Pinto Guimarães (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo – UFMG);
– Prof. Dr. Antônio Tarcísio Da Luz Reis (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Profª. Drª. Livia Teresinha Salomão Piccinini (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
Esta pesquisa investigou os fatores que afetam o conforto e a orientação espacial na acessibilidade do espaço urbano, a partir da percepção de distintos grupos de pedestres. O objetivo principal foi contribuir para a compreensão de como e quais os fatores podem contribuir para a acessibilidade universal do espaço urbano. Utilizou-se métodos quantitativos e qualitativos executados em duas etapas. A primeira etapa delimitou a área de estudo no centro da cidade, objeto deste estudo, por meio da aplicação de entrevistas e mapas mentais a usuários com diferentes condições de mobilidade. A segunda etapa teve como objetivo testar as hipóteses através da aplicação de questionários e observação de comportamento. Para a aplicação dos questionários utilizou-se gravador digital, através do qual foi possível registrar comentários dos respondentes, bem como um mapa do centro da cidade, onde foi possível traçar os trechos percebidos pelo usuário como mais confortáveis e desconfortáveis. As informações obtidas pelos questionários foram analisadas quantitativamente por meio de frequências e testes não paramétricos; os depoimentos degravados e os mapas com os trechos mais confortáveis e desconfortáveis reunidos em um mapa-síntese; As observações de comportamento, inteiramente acompanhada com uma filmadora, foram registradas em mapas comportamentais e algumas filmagens transformadas em fotos sequenciais, que mostra, por exemplo, o movimento dos usuários durante as travessias de ruas. Os resultados revelam que alguns elementos e características físicas proporcionam graus semelhantes de conforto aos diferentes tipos de usuários, para a acessibilidade do espaço urbano, mesmo não sendo fortemente considerados em normas e outros estudos. Por outro lado, ao contrário do que constam em normas e outros estudos, algumas características do espaço urbano causam conforto para uns usuários e desconforto para outros, como as rampas e pisos táteis. Quanto à orientação espacial, o resultado da pesquisa revelou que alguns referenciais são utilizados por todos os grupos de usuário envolvidos na pesquisa, mesmo não constando em normas como fatores que poderiam contribuir para a acessibilidade universal, a saber: as funções dos prédios (se é supermercado, farmácia, restaurante, etc.), bem como, suas características (tamanho, detalhes das fachadas, grades, etc.). Por outro lado, placas de sinalização e marcação no piso, recomendados pelas normas e abordados como fatores que contribuem para a acessibilidade universal, são utilizados por uns grupos e não utilizados por outros. O piso tátil, por exemplo, utilizado para orientação pelo grupo com deficiência visual, causa desconforto para usuários que se deslocam com rodas e usuários sem deficiência. Os resultados aqui obtidos indicam que não basta que as normas sejam aplicadas para que a acessibilidade universal seja alcançada, vários outros fatores devem ser considerados.
Palavras-chave: Conforto; Orientação Espacial; acessibilidade; desenho universal; Centros urbanos;
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Título: ÁNALISE REGIONAL DA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DE OFERTA DE SERVIÇOS DE SAÚDE. ESTUDO DE CASO: OS SERVIÇOS DE ALTA COMPLEXIDADE DO SUS NO RS
Autor: JÚLIO CÉSAR VIERO RUIVO
Linha de Pesquisa: Planejamento e Espaço Urbano e Regional
Orientador: Prof. Dr. Oberon da Silva Mello
Data da Defesa: 21/03/2012
Banca:
– Prof. Dr. Paulo Roberto Rodrigues Soares (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Geografia – UFRGS)
– Profª. Drª. Maria Ceci Araujo Misoczky (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Administração – UFRGS)
– Profª. Drª. Livia Teresinha Salomão Piccinini (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
A prestação dos serviços no Sistema Único de Saúde (SUS) no país deve ser desenvolvida em um conjunto de estabelecimentos assistenciais de saúde, organizados em uma rede hierarquizada e regionalizada de atenção à saúde, em níveis de complexidade crescente. A rede de saúde no Estado do Rio Grande do Sul está dividida em sete macrorregiões e dezenove microrregiões, em um sistema hierarquizado que vai da atenção básica ao serviço de alta complexidade. A presente pesquisa tem como objetivo analisar a distribuição regional dos serviços de saúde de alta complexidade, considerando suas relações com as características do quadro de desigualdades socioespaciais no Estado. A metodologia utilizada foi levantamento documental referente à bibliografia especializada, abordando-se casos no Brasil. A seguir, em fase dedicada ao estudo de caso, examinaram-se os documentos do SUS, pertinentes ao tema, nas dezenove microrregiões que compreendem as coordenadorias de saúde no Rio Grande do Sul. Os dados coletados foram descritos conforme os serviços disponíveis por especialidade de alta complexidade e da população de cada região, criando-se indicadores de oferta, e das características das desigualdades socioespaciais. Para analisar os dados, aplicou-se procedimento que consistiu em confrontar, em cruzamento, os indicadores de oferta e de características socioeconômicas, visando-se examinar a adequação da oferta segundo critério que leva em conta a desigualdade social. O instrumento de análise revelou-se importante ao qualificar situações que a análise quantitativa, tipo correlação, não explicita adequadamente. Por fim, concluiu-se que a distribuição espacial dos serviços de saúde do SUS, no RS, estão inadequados, o que comprova a hipótese da pesquisa.
Palavras-chave: SUS; Regionalização; Desequilíbrio Regional
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Título: SERIA SANTIAGO UMA LOCALIDADE REMOTA? UM ESTUDO SOBRE AGLOMERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO
Autor: CATIANE UBERTI BERTAZZO
Linha de Pesquisa: Planejamento e Espaço Urbano e Regional
Orientador: Profª. Drª. Maria Alice Lahorgue
Data da Defesa:16/03/2012
Banca:
– Prof. Dr. Rogério Luis Reolon Anese (Examinador Externo do Instituto Federal Farroupilha – IF)
– Prof. Dr. Aldomar Arnaldo Rückert (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
– Prof. Dr. Oberon Da Silva Mello (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
As cidades são um fator estratégico na evolução das sociedades e onde se dá o processo de difusão das inovações e desenvolvimento do setor produtivo. Cabe ao seu funcionamento promover economias de aglomeração e explorar o universo da diversidade produtiva, comercial e cultural a fim de suscitar alternativas de organização às empresas para obterem maiores ganhos e competitividade. Tem-se que estudar detalhadamente o papel das inovações e avaliar as estratégias do sistema produtivo e as variáveis dos métodos de aglomeração no desenvolvimento urbano. Dentro dessa perspectiva a presente dissertação analisa as condições favoráveis e desfavoráveis de crescimento do setor industrial de Santiago, cidade de 49.082 habitantes, localizada no Rio Grande do Sul/Brasil, levantando necessidades e possíveis oportunidades, considerando sua localização geográfica alheia aos fluxos de trocas promovidos pelos núcleos urbanos mais desenvolvidos. Foram calculados vários índices comparativos de crescimento e caracterização das principais atividades produtivas, níveis de emprego, geração de renda de Santiago e do Corede Vale do Jaguari e constatou-se que Santiago só cresceu dentro da média do Estado, não se destacando em nenhuma atividade industrial e não conseguindo articular algum setor com base na cooperação e construção de aglomerações produtivas.
Palavras-chave: aglomeração; desenvolvimento; cidades remotas; industrialização difusa; endógeno;
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Título: EFEITOS DO NÚMERO DE UNIDADES NO DESEMPENHO DA HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL: O CASO DE MORADIAS ISOLADAS E CONCENTRADAS NO MUNICÍPIO DE SANTIAGO – RS
Autor: PATRÍCIA PRADO OLIVEIRA
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª. Drª. Maria Cristina Dias Lay
Data da Defesa:15/03/2012
Banca:
– Profª. Drª. Rosa Maria Locatelli Kalil (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Engenharia – UPF)
– Prof. Dr. Antônio Tarcísio Da Luz Reis (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
– Profª. Drª. Maria Soares De Almeida (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
O estudo trata do tema do processo de exclusão social resutante das políticas de produção de moradias voltadas à população de baixa renda, implementados no Brasil, que evidenciam o problema da uniformização e da falta de relação da habitação de interesse social com o entorno imediato e com a cidade. Considerando que não existem estudos conclusivos sobre o impacto de diferentes tamanhos de conjuntos na avaliação de desempenho dos moradores da habitação de interesse social, o estudo tem como objetivo principal investigar as relações entre a dimensão do conjunto (número de unidades) e os níveis de satisfação dos moradores da habitação de interesse social. Baseado na área Ambiente – Comportamento, é avaliado o desempenho em relação à satisfação dos moradores e à integração social entre os grupos (moradores de HIS e moradores do entorno) em duas áreas, nas quais houve a inserção de moradias isoladas e concentradas em conjuntos habitacionais diferenciados quanto ao número de unidades e qualidade da infraestrutura existente na área pelo programa Minha Casa, no município de Santiago, RS. O levantamento de dados foi realizado através de diferentes métodos, tais como levantamentos de arquivos, levantamentos físicos, aplicação de entrevistas, mapas mentais e questionários. Para a análise de dados, utilizou-se a estatística não paramétrica, que possibilitou uma maior precisão e validade da investigação. Diante das diferentes intervenções no espaço urbano, os dados evidenciaram que a qualidade da infraestrutura pode afetar na apropriação do local de moradia, no entanto a avaliação de desempenho pode ser influenciada, mais fortemente, por outros fatores, por exemplo, pelo tamanho do conjunto, assim como, por problemas sociais e econômicos dos moradores. Nesse contexto, os resultados sustentam que a integração dos moradores da habitação social com o entorno e com o bairro pode ser mais favorecida pela implantação dispersa, de moradias inseridas de forma isolada em um contexto pré – existente e pela inserção de conjuntos de menor porte na malha urbana. Isto é, quanto menor for o número de unidades do conjunto, maior é a percepção de homogeneidade em relação ao entorno, menor é o “estigma” de morador de habitação social e maior é a possibilidade de integração com o entorno imediato e com a cidade. Portanto, espera-se fornecer subsídios para novas pesquisas sobre o tema e contribuir para a inserção da habitação de interesse social de forma mais adequada, na qual a moradia exerça o papel de elemento agregador do indivíduo na estrutura social.
Palavras-chave: Habitação de interesse social; número de unidades; níveis de saturação; integração social;
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Título: AVALIAÇÃO ESTÉTICA DO MOBILIÁRIO URBANO E DO USO DE ABRIGOS DE ÔNIBUS POR CADEIRANTES
Autor: NAIANA MAURA JOHN
Linha de Pesquisa: Percepção e Análise do Espaço Urbano
Orientador: Prof. Dr. Antônio Tarcísio da Luz Reis
Data da Defesa:07/03/2012
Banca:
– Prof. Dr. Paulo Edison Belo Reyes (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Design PPG/UNISINOS );
– Prof. Dr. Júlio Carlos de Souza Van Der Linden (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Design/UFRGS);
– Profª. Drª. Maria Cristina Dias Lay (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
Esta pesquisa aborda, embasada na opinião dos usuários, o mobiliário urbano e a sua relação com a estética da paisagem e com o uso dos espaços abertos públicos. Com relação à estética, foram investigados diferentes modelos de abrigos de transporte, cabines telefônicas e bancas de serviços, considerando os elementos individualmente e inseridos em cenas urbanas. As avaliações foram realizadas com arquitetos, não-arquitetos com curso superior e pessoas sem formação universitária, com o objetivo de verificar as possíveis diferenças nas interpretações desses grupos. Com relação ao uso, foi desenvolvida uma análise relativa ao posicionamento de abrigos de ônibus em diferentes dimensões de calçadas, considerando a opinião de usuários em cadeiras de rodas, pois tais respondentes apresentam maior necessidade de espaço para a sua locomoção.
A coleta dos dados foi realizada por meio de levantamentos de arquivo e levantamentos de campo, através da aplicação de questionários pela Internet. A análise dos dados utilizou testes estatísticos não-paramétricos e avaliações qualitativas.
Os resultados relativos à estética, de maneira geral, evidenciaram que as características formais do mobiliário urbano mais satisfatórias à maioria das pessoas relacionam-se à neutralidade, a pouca variação entre elementos compositivos e à configuração geométrica simples. Tais constatações foram encontradas na análise dos elementos quando considerados isoladamente e quando inseridos na paisagem. Em relação aos grupos de respondentes, embora tenham sido verificadas diferenças nas avaliações, a pesquisa demonstrou que a formação acadêmica não interfere a ponto de apresentar divergências relevantes quanto às preferências estéticas. A investigação também constatou que as cenas em que o mobiliário se constitui em barreira visual tendem a ser julgadas negativamente.
Os resultados relativos ao uso, por sua vez, indicaram que o posicionamento dos abrigos de ônibus que tende a ser mais satisfatório às pessoas em cadeiras de rodas é junto às fachadas das edificações, mantendo uma faixa livre de circulação entre o abrigo e o meio-fio.
Palavras-chave: mobiliário urbano; estética; uso;
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Título: POR ONDE ANDAM AS CRIANÇAS? DA ESTRUTURA SÓCIO-ESPACIAL ÀS PRÁTICAS COTIDIANAS EM PORTO ALEGRE
Autor: BIANCA BREYER CARDOSO
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Prof. Dr. Eber Pires Marzulo
Data da Defesa:23/02/2012
Banca:
– Profª. Drª. Ana Marta Goelzer Meira (Examinador Externo do Centro Universitário La Salle/UNILASALLE)
– Prof. Dr. Leandro Marino Vieira Andrade (Examinador Externo do Departamento de Urbanismo da Faculdade de Arquitetura/UFRGS)
– Prof. Dr. João Farias Rovati (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
O tema deste estudo é a relação da criança com a cidade na sociedade contemporânea. O problema de pesquisa se constitui a partir dos indicativos de que a fruição do espaço urbano, fundada na apropriação da rua como espaço de lazer, sofreria importantes transformações diante das inovações produtivas, tecnológicas e comunicacionais da sociedade. A hipótese é que a alteração das práticas está associada às diferenças na estrutura sócio-espacial, não sendo homogênea. Assim, seu objetivo é caracterizar a experiência urbana das crianças, identificando as práticas cotidianas e os espaços vividos; além de evidenciar a relação entre as práticas e as características sócio-espaciais; bem como avaliar a extensão do fenômeno de esvaziamento da rua como espaço de lazer. A investigação toma Porto Alegre como lócus de pesquisa, por se tratar de metrópole inserida no contexto da globalização. A empiria adota como recorte etário a faixa de 7 a 14 anos, e se estrutura em duas etapas: a primeira consiste na análise da estrutura sócio-espacial do município, através de dados censitários que articulam o espaço social das famílias ao espaço físico dos bairros, da qual resulta a classificação dos bairros segundo Perfis do Espaço Social. A segunda etapa é a análise da inter-relação entre a estrutura sócio-espacial de Porto Alegre, em seus aspectos demográficos, locacionais e morfológicos, e as práticas cotidianas. Como fontes de pesquisa, além dos dados censitários espacializados, estão os próprios habitantes, incorporados através de estudo piloto com mapeamento dos espaços vividos e aplicação de questionários, realizado com estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental. A análise da estrutura sócio-espacial aponta que grande parte das crianças porto-alegrenses vive em bairros de baixa renda situados, predominantemente, na periferia da cidade. A investigação das práticas cotidianas indica que a rua continua sendo apropriada para o lazer, embora prevaleça como espaço de circulação. A rua se mantém como espaço de lazer para um grupo homogêneo de estudantes que são, em sua maioria, moradores das áreas periféricas. Já o grupo que tem a rua como espaço de circulação se compõe de forma heterogênea. O recolhimento ao espaço privado é verificado em todos os estratos e está vinculado, em alguns casos, à presença de condomínios fechados. Entre os estudantes, o envolvimento com o espaço público se dá em diferentes níveis, da utilização mais intensa, passando pelo equilíbrio na vivência público-privado, até chegar à experiência centrada no privado, que culmina na não-vivência do espaço público. A experiência urbana se constitui, portanto, através de múltiplas vias, marcadas pelas diferenças sócio-espaciais que envolvem o cotidiano de cada habitante. Disto emerge a validade de tomar o recorte etário como critério de análise e definição de políticas urbanas, uma vez que permite a incorporação da dimensão humana e da escala cotidiana à prática do planejamento urbano.
Palavras-chave: Experiência urbana; cotidiano; criança; estrutura sócio-espacial; bairro;
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