DISSERTAÇÕES

ANO BASE 2000

Título: DELIMITAÇÃO DE SETORES EM ÁREAS INTRA-URBANAS A PARTIR DA SUA FORMA FÍSICA: A PERSPECTIVA DE UMA ABORDAGEM
Autor: ANA LAURA VIANNA VILLELA
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Décio Rigatti
Data da Defesa:13/11/2000
Banca:
– Prof. Dr. Frederico de Holanda (Examinador Externo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/Unb);
– Prof. Dr. Álvaro Heidrich (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Geografia/ UFRGS)
– Prof. Dr. Emílio Merino Dominguez (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
O presente trabalho aborda o tema da delimitação do espaço intra-urbano a partir da visão arquitetônica. Para tanto se utilizou de metodologias que, quando analisadas em conjunto, proporcionam uma visão mais completa dessa problemática espacial. A análise sintática tem como ponto chave de sua investigação metodológica a compreensão da estrutura urbana da cidade e trabalha basicamente a partir do entendimento e das articulações resultantes das descrições da estrutura da cidade tanto a nível local quanto a nível global a partir da análise das relações espaciais. A análise morfo-tipológica investiga as características físicas e de composição das cidades a fim de definir a morfologia urbana existente e trabalha com a compreensão da cidade no seu nível mais formal e local. No contexto da análise perceptiva o estudo da imagem urbana coletiva, conhecida através da busca das imagens urbanas individuais, é uma metodologia importante para o entendimento do que é a cidade para seus habitantes, ou seja, trabalha a compreensão da cidade a partir de seus usuários. A partir desse arcabouço teórico e metodológico definiu-se setores intra-urbanos na área de estudo do caso, chegando-se a conclusão de que dependendo do espaço intra-urbano analisado cada metodologia terá uma maior ou menor capacidade de responder clara e objetivamente a essa questão.

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Título: A SUSTENTABILIDADE BASEADA NA DIVERSIDADE E HOMOGENEIDADE URBANA: UMA ANÁLISE A PARTIR DO PONTO DE VISTA DO TRANSPORTE
Autor: VÍCTOR RAMON HUERTA ARROYO
Linha de Pesquisa: Infra-Estrutura e Planejamento Urbano e Ambiental
Orientador: Prof. Dr. Emílio Merino Dominguez
Data da Defesa:17/10/2000
Banca:
– Prof. Dr. Luis Afonso dos Santos Senna (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção/UFRGS);
– Prof. Dr. Décio Rigatti (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
– Prof. Dr. Luis Antônio Lindau(Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
O trabalho busca através de correlações estatísticas e ao abrigo dos pressupostos estabelecidos pela sustentabilidade, vincular a relação existente entre os fluxos de mobilidade das pessoas e a “diversidade” dos componentes humanos residentes numa determinada zona. A “diversidade” é atribuída como o patamar inicial para a construção de uma cidade mais sustentável a raiz, principalmente, da nova configuração do espaço que esta propicia a partir da consolidação de novos vínculos de “proximidade”. O estudo de caso apresentou resultados satisfatórios em relação à análise das cidades de Porto Alegre – RS e de Lima – Peru. Nelas o índice de “diversidade” foi associado ao índice de “grau de equilíbrio”, resultante da menor variação entre o quociente das variáveis “viagens atraídas/viagens produzidas” e “emprego/população”, obtendo como resultado a estreita vinculação entre a “diversidade” e o “grau de equilíbrio”.

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Título: REPRESENTAÇÃO DE PADRÕES DE CIRCULAÇÃO URBANA ASSOCIADOS À CONFIGURAÇÃO ESPACIAL
Autor: EDSON LUIZ BORTOLUZZI DA SILVA
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:19/09/2000
Banca:
– Prof. Dr. Luis Afonso dos Santos Senna (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção/UFRGS);
– Prof. Dr. Décio Rigatti (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
– Prof. Dr. Enaldo Nunes Marques(Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Propõe-se um modelo configuracional para representar a circulação viária a partir da estrutura configuracional do sistema urbano. Essa representação é obtida através da constituição de medidas de diferenciação espacial da estrutura urbana, as quais, ao propiciarem inferir o comportamento da circulação viária no sistema, permitem que se avalie o desempenho espacial. Isso é possível porque a configuração urbana condiciona a circulação viária em um processo de escravização. Essa modelagem adota como ponto de partida o modelo de centralidade, introduz qualificadores da rede viária, reavalia o conceito de gravitação e adiciona o de fricção espacial, permitindo, então, a representação da circulação veicular, que constitui grande parte dos deslocamentos de passageiros e cargas ocorridos na cidade.

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Título: ESPAÇOS ABERTOS: INDICADORES DA APROPRIAÇÃO INTERNA E A ADAPTAÇÃO DOS USOS DO ENTORNO
Autor: KAREN ELISA HAAS
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:19/09/2000
Banca:
– Prof. Dr. Miguel Aloysio Sattler (Examinador Externo da Faculdade de Engenharia/UFSCAR);
– Prof. Dr. Décio Rigatti (Examinador Interno do- PROPUR/UFRGS)
– Prof. Dr. Douglas Vieira Aguiar (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Este estudo consiste na formação de indicadores de apropriação ou qualidade dos espaços livres abertos, as praças, relacionando características de âmbito local e global na composição dos mesmos. A busca destes indicadores tem como objetivo, agregar facilidades no trabalho de decisores além de auxiliar o entendimento das praças no processo urbano. São investigadas questões relativas à densidade, centralidade, integração, homogeneidade social e política, características físicas, ambientais e equipagem. Para este estudo foram utilizados metodologias e trabalhos disponíveis, como o estudo da centralidade para a cidade de Porto Alegre, além da análise da configuração sócio-espacial com auxílio da análise sintática, entre outras fontes. O resultado do estudo aparece em forma de uma expressão, a “Sinergia Complexa”, que é o somatório dos indicadores isolados, e aplicados a três estudos de casos exploratórios, todas as praças da cidade de Porto Alegre.

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Título: PATRIMÔNIO X QUALIDADE VISUAL NO CENÁRIO URBANO: UM CASO PARA AVALIAÇÃO AMBIENTAL EM PELOTAS – RS
Autor: LAURA NOVO AZEVEDO
Linha de Pesquisa: Percepção e Análise do Espaço Urbano
Orientador: Profª. Drª. Maria Cristina Dias Lay
Data da Defesa:11/09/2000
Banca:
– Profª. Drª. Anaisí Cruz Espiríto Santo (Examinador Externo da Faculdade de Engenharia/UFPeL);
– Prof. Dr. Antônio Tarcísio da Luz Reis (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Günter Weimer (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Esta pesquisa investiga a qualidade visual de um cenário urbano caracterizado pela heterogeneidade de estilos e formas edificadas, porém com forte presença de prédios de valor histórico e arquitetônico. Adota como caso de estudo, a área central da cidade de Pelotas, RS e objetiva a identificação do papel do patrimônio arquitetônico na qualificação visual do cenário urbano, buscando verificar recorrências e diferenças nos códigos utilizados por leigos e especialistas no processo de avaliação, a fim de aproximar o planejamento da cidade às expectativas de seus usuários. O modelo conceitual que subsidia as análises considera que o estudo das preferências individuais torna possível identificar, medir e fazer predições sobre padrões ambientais preferidos pela coletividade. O levantamento de dados foi realizado através da utilização de múltiplos métodos qualitativos e quantitativos. O levantamento de arquivo investigou a legislação urbanística e informações cadastrais, as quais, em conjunto com o levantamento físico subsidiaram a análise arquitetônica das cenas urbanas da amostra. Mapas mentais, entrevistas e questionários foram aplicados com o fim de coletar informações junto aos indivíduos. Os resultados deste estudo permitiram identificar que o patrimônio arquitetônico exerce um papel importante, na percepção da maior parte dos indivíduos, na qualificação visual do cenário urbano e que a falta de uma legislação de preservação patrimonial e de um controle de qualidade estética das novas inserções poderia levar a área central a tornar-se um ambiente não agradável visualmente. Princípios de contextualização foram discutidos, a partir das respostas avaliativas elaboradas pelos respondentes, como aspectos importantes a serem considerados em legislações de controle estético. As conclusões indicam que, na medida em que o patrimônio arquitetônico passa a ser encarado como importante para a qualificação visual do cenário urbano, encontra-se mais um argumento para que se elaborem políticas de preservação.

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Título: COGNIÇÃO ESPACIAL URBANA: MODELO CONCEITO E BASE EXPERIMENTAL
Autor: JOSÉ CARLOS DE FREITAS LEMOS
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:29/08/2000
Banca:
– Prof. Dr. Vicente Eduardo Del Rio (Examinador Externo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/ UFRJ);
– Prof. Dr. William Barbosa Gomes; (Examinador Externo do Instituto de Psicologia/UFRGS);
– Prof. Dr. Edson Mahfuz (Examinador Externo do Departamento de Arquitetura/UFRGS).

Resumo:
A questão ou problema que originou a investigação da dissertação foi: a formulação de uma perspectiva alternativa de compreensão do componente morfológico presente na tradicional teoria da arquitetura, que contemple a cognição do usuário. O tema, portanto, envolveu teorias da cognição, teorias arquitetônicas morfológicas e as respectivas teorias e metodologias vinculadas a modelagem computacional. A Hipótese geral foi que as inteligibilidades decorrentes do usuário comum das cidades perante as formas desveladas neste contexto são significativamente mais complexas do que o aparato teórico e conceitual elaborado usualmente por especialistas da arquitetura. Foi entendimento da presente pesquisa que a inserção desta complexidade e do ajuste de novas constatações decorrentes da ciência cognitiva, seriam importantes para o desenvolvimento futuro da teoria arquitetônica. Uma hipótese específica foi que o chamado ordenamento morfológico urbano, na verdade, faria parte do mais amplo e complexo processo cognitivo humano, ou seja, as teorias arquitetônicas estariam se detendo em apenas um dos vários elementos de relação cognitiva entre o homem e o ambiente. Em particular, foram identificados três desdobramentos destas ciências cognitivas que apontam para um importante via de entendimento da articulação morfológica ambiental, de enriquecimento do fenômeno de oposição/interação entre referencial (ou monumento) e contexto urbano: a teoria das redes de inter-representação (IRN), as investigações sobre os limites da racionalidade humana (heurística) e as descobertas da neurociência envolvendo a característica de produção de mapas cognitivos no hipocampo cerebral. O objetivo geral da dissertação foi então explorar a bibliografia científica e arquitetônica em busca de teorias de fundamentação para a resolução do problema e para a elaboração de um experimento de campo que indique a corroboração das hipóteses e forneça dados a serem utilizados num modelo computacional teórico. Foi demonstrado que os mais recentes desenvolvimentos da ciência da cognição propõem relações inteiramente novas entre ambiente e mente, objetivadas nos chamados mapas-memórias, que seriam resultado de um processo de auto-organização que permite o reconhecimento de padrões. Estes mapas-memória podem ser armazenados dentro e fora da mente, traduzidos em caracteres ou categorias arquitetônicas e recuperados, tanto no processo de cognição quanto no de navegação urbana. Esta recuperação obedeceria a procedimentos de decisão heurísticos, sujeitos a flutuações, bifurcações e imprevisibilidades. O experimento empírico relatado permitiu inferir a propriedade das relações estruturais propostas e permitiu a proposição de um procedimento computacional de simulação do conhecimento espacial, baseado no método do autômato celular. O modelo conceitual de representação da cognição espacial urbana foi dotado de três componentes então: a) estrutura do processo cognitivo e evidências empíricas; b0 modela computacional do aprendizado espacial e c) modelo de navegação. A dissertação abrange os dois primeiros.

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Título: FORMAS DA AÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO CAPITALISTA: O SANEAMENTO URBANO NO RIO GRANDE DO SUL
Autor: WALTER MORALES ARAGÃO
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª. Drª. Eva Machado Barbosa Samios
Data da Defesa:21/07/2000
Banca:
– Prof. Dr. Renato Machado (Examinador Externo/PUC-RS);
– Prof. Dr. Décio Rigatti (Examinador Interno doPROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Günter Weimer (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Esta dissertação estuda as formas político-administrativas assumidas pela ação estatal no saneamento urbano gaúcho, principalmente durante a história republicana do Brasil. O objetivo do estudo é a produção de inferências válidas a propósito das características específicas dessa ação setorial do Estado brasileiro. Considerando como premissa a afirmativa do caráter capitalista do Estado brasileiro, o estudo busca identificar as diferentes formas da ação setorial do mesmo no saneamento urbano gaúcho e as relações dessas formas com as categorias fundamentais da ação estatal no contexto da sociedade de classes brasileira. A análise conclui positivamente que as mudanças observáveis historicamente nas formas político-administrativas do saneamento gaúcho são análogas formal e empiricamente aos critérios de racionalidade legitimadores da ação do Estado capitalista.

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Título: EVOLUÇÃO MORFOLÓGICA DA VILA DOS SARGENTOS – PORTO ALEGRE: UM ESTUDO DE CASO
Autor: NARA NILCEIA DA SILVA SANTOS
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Douglas Vieira Aguiar
Data da Defesa:14/07/2000
Banca:
– Prof. Dr. Aloísio Ruscheinsky (Examinador Externo do Departamento de Educação e Ciências do Comportamento/FURG);
– Prof. Dr. Éverton Gonçalves de Ávila (Examinador Externo da Faculdade de Pedagogia – ULBRA/RS);
– Prof. Dr. Enaldo Nunes Marques (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
O presente estudo está inserido na ênfase da Morfologia Urbana, enfocando a gênese e o desenvolvimento morfológico de um assentamento espontâneo, localizado na região da Serraria – zona sul da cidade de Porto Alegre. O estudo propõe descrever e analisar a evolução morfológica do assentamento espontâneo a partir da análise de seus aspectos históricos, físicos, espaciais e sociais, com o objetivo de identificar as qualidades espaciais e os principais elementos que influenciaram na morfologia do assentamento Vila dos Sargentos. Na descrição e análise da forma e qualidade espacial do assentamento utilizamos o método de Análise Sintática (Hillier & Hanson, 1984). A metodologia investiga a relação entre o espaço urbano e a sociedade através de um conjunto de técnicas descritivas da estrutura configuracional de sistemas espaciais. Os resultados do estudo de caso demonstram que apesar de apresentar um crescimento morfológico irregular, o assentamento perde inteligibilidade, mas preserva sua condição de integração. Nos espaços mais integrados do sistema encontramos correlações fortíssimas entre o uso dos espaços e o comércio. A morfologia do assentamento Vila dos Sargentos sofreu fortes influências das condições físicas (geologia, topografia e vegetação) do ambiente. Condições físicas essas que direcionou e configurou espacialmente o assentamento: – inicialmente com a ocupação em áreas com pouca declividade na entrada do assentamento, formando assim o primeiro núcleo do assentamento; – com o tempo a população ocupou as áreas de difícil acesso, com altas declividade, configurando assim quarteirões e ruas de forma espacial irregulares.

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Título: MODELOS DE REGIONALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ATRAVÉS DE UM SISTEMA ESPACIAL DE SUPORTE A DECISÃO: ESTUDO DE CASO PARA O ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Autor: ALEXANDER GURGEL MARQUES
Linha de Pesquisa: Infra-Estrutura e Planejamento Urbano e Ambiental
Orientador: Prof. Dr. Carlos André Bulhões Mendes
Data da Defesa:11/07/2000
Banca:
– Profª. Drª. Maria Alice Lahorgue (Examinador Externo da Faculdade de Ciências Econômicas/UFRGS);
– Prof. Dr. Francisco Carlos Bragança de Souza (Examinador Externo do IPH/UFRGS);
– Prof. Dr. Romulo Krafta (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Décio Rigatti (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)

Resumo:
A distribuição de recursos públicos de modo equilibrado e bem aplicado é questão de suma importância para administradores públicos e planejadores, especialmente em países como o Brasil que, a cada ano, vê sua capacidade de investimento mais reduzida e onde mais se acentuam os desníveis sociais. A metodologia, aqui empregada, busca incorporar ao modelo a característica de dinamismo própria da realidade regional e por isso permite grande abertura na fase de seleção de variáveis, tratamento dos dados e cálculos de correlações. Descarta de saída a – possibilidade de ser resposta única para a questão da regionalização, e, sobretudo, visa ser um modelo heurístíco que se realimenta via interações, permitindo inúmeras soluções, tanto melhores, quanto mais forem as tentativas de otimização do método. Este trabalho trata da questão da regionalização sob a ótica do estabelecimento de similaridades através de uma análise centrada nos dados sócio-econômicos que guardam melhor correlação com a estrutura espacial, utilizando a técnica de análise de agrupamentos e estatística multivariada, com o fim de facilitar o planejamento regional e munir os administradores públicos com instrumentos de decisão para uma distribuição melhor dimensionada de recursos. O tratamento dos dados se desenvolve a partir de matrizes que relacionam cada objeto unitário com todos os demais, neste caso, cada unidade municipal do estado do Rio Grande do Sul com todos os demais municípios. Utiliza-se o cálculo de variadas formas de distâncias euclidianas e não euclidianas para estabelecer a similaridade entre os objetos, o que é medido através do Teste de Mantei que relaciona as matrizes de dados com a matriz de distância. Posteriormente, via uso de técnicas de análise de agrupamento obtêm-se os padrões regionais atrelados à estrutura espacial. As regionalizações geradas pelo método têm a vantagem de apresentarem-se em vários níveis hierárquicos, direcionando-se para uma maior diferenciação à medida que os níveis se aprofundam. Permitem uma visualização dos resultados em qualquer um dos níveis de diferenciação, o que proporciona ampla gama de possibilidades comparativas. Possuem um bom grau de isenção técnica, porque são o resultado de uma análise cujos principais referenciais são de domínio coletivo e definidores do espaço, em que pese o índice de correlação entre as matrizes de distâncias ter sido baixo, para esta partida de dados selecionada e aplicada ao estado do Rio Grande do Sul.”

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Título: PROJETO E REALIDADE NA CONSOLIDAÇÃO DE UMA ÁREA URBANA. BAIRRO RESTINGA – PORTO ALEGRE/RS
Autor: ROSANNE LIPP JOÃO HEIDRICH
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:05/07/2000
Banca:
– Prof. Dr. Alina Santiago (Examinador Externo do Departamento de Arquitetura/UFSC);
– Prof. Dr. Emílio Merino Dominguez(Examinador Externo da Escola de Engenharia/UFRGS);
– Prof. Dr. Décio Rigatti (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
O trabalho busca avaliar, através do estudo configuracional, o desempenho de um bairro construído originalmente a partir da implantação do projeto de um núcleo habitacional, cujo objetivo era erradicar as favelas do centro da cidade. Sua consolidação se dá pela ação de diferentes agentes, entre eles o Estado. Embora os objetivos do projeto original estivessem imbuídos de altos ideais sociais, o tratamento desigual dispensado pelo Estado à áreas justapostas provocou a não-integração sócio-espacial no assentamento É realizado um confronto entre a realidade consolidada e os objetivos implícitos ao planejamento inicial através da utilização do Modelo de Centralidade e à luz de conceitos teóricos inerentes à evolução urbana e à análise configuracional. O bairro é conhecido através dos resultados da aplicação do modelo em cinco diferentes períodos, ao longo de seu desenvolvimento. O confronto dos resultados indica que os espaços reservados, no projeto, ao desenvolvimento da centralidade não atingiram, na situação real, o objetivo esperado. Assim, decisões de planejamento resultaram em espaços de alto custo que não cumpriram a função almejada em termos sociais no espaço urbano real. Tais decisões contribuíram para a falta de integração entre o espaço urbano projetado e os demais, verificados na realidade, ao negarem a importância da estrada enquanto elemento preexistente e elo de ligação entre as diferentes áreas no assentamento e destas com o restante da cidade. Confirmou-se, portanto, a hipótese de que efeitos contraditórios podem ocorrer pela ausência de uma avaliação preliminar da interferência dos atributos espaciais sobre a dimensão social, pois a estrada demonstrou, desde o início, seu potencial de centralidade e desenvolveu-se neste sentido pela ação da população, enquanto as áreas definidas pelo projeto para desenvolver a centralidade, e a decorrente promoção e integração social, não se efetivaram.

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Título: CENTRALIDADES ESPECÍFICAS: ESTUDO DA CONFIGURAÇÃO ESPACIAL VINCULADA AOS PROCESSOS DE INTER-RELAÇÕES SÓCIO-ECONÔMICAS ENTRE DIFERENTES ESPAÇOS
Autor: NIARA CLARA PALMA
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:29/06/2000
Banca:
– Prof. Dr. Emílio Merino Dominguez (Examinador Externo da Escola de Engenharia/UFRGS);
– Prof. Dr. Carlos André Bulhões Mendes (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Douglas Vieira de Aguiar (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
O objetivo do trabalho é investigar a estrutura do sistema urbano ligando processos de formação da configuração espacial às relações de complementaridade sócio-econômica entre as diferentes áreas da cidade. O estudo da configuração espacial urbana é baseado em conceitos de economia urbana, geografia urbana e acessibilidade. A cidade será considerada como um macro-sistema composto por um grupo de elementos construídos e uma rede de caminhos. Estes elementos são interrelacionados através de propriedades espaciais e sócio-econômicas, que serão definidoras dos processos de interação espacial (Wilson, 1961) e do “tipo de tensão” atuante em cada espaço urbano. Uma forma de descrição de estados do sistema urbano será proposta a partir da propriedade Centralidades Específicas. A propriedade é derivada da aplicação do conceito de centralidade urbana (Krafta, 1994), desagregando o macro-sistema urbano em subsistemas formados a partir das relações de complementaridade sócio-econômica existente entre atividades urbanas. Este instrumento de descrição de estado do sistema urbano tem o propósito de investigar áreas de estabilidade (de provável continuidade da configuração espacial existente) ou de possível instabilidade (áreas com potencial de transformação espacial) em razão das “linhas de tensão” ali atuantes.

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Título: CENTRALIDADES URBANAS DISPERSAS: OS PROVÁVEIS CENTROS DE BAIRRO NA CIDADE
Autor: LUCIENNE ROSSI LOPES LIMBERGER
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:06/06/2000
Banca:
– Prof. Dr. Luiz Amorim (Examinador Externo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/UFPE);
– Prof. Dr. Décio Rigatti (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Enaldo Nunes Marques(Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Este estudo objetiva a identificação dos centros de bairro que podem ser definidos como as áreas que desenvolvem as atividades de comércio e serviços nos bairros. O Plano Diretor, vigente em Porto Alegre, classifica os bairros como áreas homogêneas em que predominam as atividades residenciais. As atividades de comércio e serviço são estimuladas a se localizarem em áreas designadas como pólos e corredores de comércio e serviços, O mesmo Plano estabelece que, para a consolidação dessas áreas, devem ser feitos investimentos em infra-estruturas, serviços e equipamentos. Muitas vezes, apesar desses investimentos, essas áreas não se consolidam porque desconsideram a dinâmica existente na estrutura espacial urbana. O instrumento utilizado para identificar essa dinâmica é o Modelo Configuracional de Centralidade com Raio Limitado, desenvolvido por Krafta (1996). Esse modelo possibilita identificar as centralidades dispersas na estrutura espacial urbana de Porto Alegre. E com base na identificação dessas centralidades, pode-se verificar, por meio dos raios de limitação testados e da correlação com o fluxo de pedestres, quais dessas centralidades virão a constituir os centros de bairro na área de estudo que compreende parte de 12 dos 77 bairros que configuram a estrutura espacial urbana de Porto Alegre.

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Título: AMBIENTE ESCOLAR, USUÁRIO E CONTEXTO URBANO
Autor: VERA LÚCIA BUENO FISCHER
Linha de Pesquisa: Percepção e Análise do Espaço Urbano
Orientador: Prof. Dr. Antônio Tarcísio da Luz Reis
Data da Defesa:31/05/2000
Banca:
– Prof. Dr. Jaime Gonçalves de Almeida (Examinador Externo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/UnB);
– Profª. Drª. Beatriz Maria Fedrizzi (Examinador Externo da Escola de Engenharia/UFRGS)
– Profª. Drª. Maria Cristina Dias Lay (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)

Resumo:
Esta dissertação trata do impacto das edificações e dos espaços abertos nas atitudes e comportamentos dos usuários e residentes locais, a partir de uma análise comparativa de desempenho ambientar em três escolas públicas no município de Porto Alegre, no ano de 1999. O objetivo central da investigação é avaliar como os usuários e residentes percebem o espaço escolar e dele se apropriam, verificando em que medida o projeto preenche as necessidades das pessoas e grupos em questão, comparativamente aos projetos originais dos planejadores. No intuito da melhor compreensão da relação entre o ambiente escolar e o comportamento dos usuários, foi utilizada uma base teórico-conceitual da área de estudos em Ambiente e Comportamento, segundo a qual considera-se o comportamento ambientar como o maior indicador de desempenho, e na qual a resposta do usuário é a medida-chave como instrumento de avaliação. Quanto à coleta de dados, esta foi realizada através da aplicação de múltiplos métodos, incluindo pesquisa de campo (observação de comportamento, questionários, mapas cognitivos, comportamentais e de traços físicos) e levantamento de arquivo (informações técnicas sobre as escolas e exame de plantas originais). A análise das relações entre a apropriação dos espaços e as variáveis físicas mostrou os efeitos destas no comportamento dos usuários. Verificou-se que estes avaliam o ambiente de acordo com suas motivações e preferências, as quais são afetadas pelas condições espaciais e ambientais, bem como pelos aspectos institucionais e sociais, entre os quais o sentimento de posse dos espaços. Os resultados mostram que de fato existem lacunas entre o projeto e as necessidades dos usuários, uma vez que em apenas uma das escolas o desempenho mostrou-se parcialmente satisfatório. A falta de mecanismos de controle de qualidade do ambiente escolar que inclua o usuário, a complexidade técnico-burocrática que envolve a produção da escola pública, somadas à ausência de ações multidisciplinares: evidenciam a ineficiência do ambiente escolar e o descaso com os problemas dai advindos. O tema abordado mostra-se relevante na medida em que elucida a extensão dos problemas físico-ambientais na escola e sugere novas investigações que aprofundem o papel do ambiente físico no processo de aprendizagem, função primordial da escola.

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Título: DA INVISIBILIDADE À REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA: A TRAJETÓRIA LEGAL DA MORADIA DE BAIXA RENDA EM PORTO ALEGRE – SÉCULO XX
Autor: BETÂNIA DE MORAES ALFONSIN
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª. Drª. Sandra Jatahy Pesavento
Data da Defesa:26/05/2000
Banca:
– Profª. Drª. Nirce Saffer Medvedovski (Examinador Externo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/UFPel);
– Profª. Drª. Raquel Rolnik(Examinador Externo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/FUCAMP);
– Prof. Dr. Décio Rigatti (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
O objetivo desta dissertação foi analisar a evolução da legislação urbanística do município de Porto Alegre, ao longo de todo o século XX, no que diz respeito ao tratamento que a mesma dispensou aos territórios de moradia da população de baixa renda nesta cidade do Sul do Brasil. Através de uma ampla pesquisa na legislação urbanística foi possível identificar 5 grandes “Ciclos” históricos na trajetória da política habitacional conduzida pelo Governo municipal: (1) Inviabilização (2) A expulsão (3) Provisão privada de lotes e moradias (4) Provisão Estatal de moradias (5) Regularização Fundiária. Utilizando como matéria prima e fonte historiográfica privilegiada a legislação urbanística Municipal, esta investigação tem o mérito de demonstrar a forte relação existente entre a “ordem urbanística”, as estratégias governamentais e a História das cidades. Embora se trate de um estudo de caso, o trabalho permite generalizações, e, em boa medida tem capacidade explicativa para a Política habitacional conduzida pelos Governos brasileiros ao longo do século.

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Título: ATRIBUTOS ESPACIAIS E VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA EM PORTO ALEGRE/RS
Autor: CARLA GIANE SOARES DA CUNHA
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:03/05/2000
Banca:
– Profª. Drª. Maria Alice Lahorgue (Examinador Externo da Faculdade de Ciências Econômicas/UFRGS);
– Prof. Dr. Nali de Jesus Souza (Examinador Externo da Faculdade de Ciências Econômicas/UFRGS);
– Profª. Drª. Dinara Westphalen Xavier Fernandez (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
A dissertação busca combinar Modelos Configuracionais Urbanos e Modelos Econométricos com o objetivo de ampliar o conhecimento existente sobre o mercado imobiliário residencial em Porto Alegre. Mais especificamente, são estudados os Modelos Configuracionais de Centralidade e de Oportunidade Espacial propostos para simular o crescimento da cidade, e o Modelo de Preços Hedônicos, geralmente usado para inferir sobre a valorização de atributos dos imóveis e de sua localização. Os coeficientes gerados pelo Modelo de Preços Hedônicos são sugeridos como possível especificação requerida pelo Modelo de Oportunidade Espacial para determinar a probabilidade de um espaço urbano ser ocupado por diferentes padrões construtivos, já que essa oportunidade leva em conta a proximidade ou presença de certos elementos de valorização. As características estudadas são relativas ao imóvel em si, tais como padrão de acabamento e área, relativas à qualidade de seu entorno, como a renda média dos vizinhos e a presença de habitações precárias e relativas a sua acessibilidade a itens como o rio, pólos de comércio e serviços e a centros locais. Esse último atributo corresponde ao grau de centralidade agregada dos centros locais determinado em estudo realizado pelo PROPUR para a cidade de Porto Alegre utilizando o Modelo Configuracional de Centralidade, e que indica as áreas com concentração de atividades e animação urbanas.

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Título: AUTO-ORGANIZAÇÃO NO ÂMBITO ECONÔMICO E GEOGRÁFICO: CONTRIBUIÇÃO PARA OS ESTUDOS URBANOS E REGIONAIS
Autor: DIRCEU YOSHIKAZU TERUYA
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:27/03/2000
Banca:
– Prof. Dr. Álvaro Luiz Heidrich (Examinador Externo do Departamento de Geografia/UFRGS) ;
– Prof. Dr. Nali de Jesus Souza (Examinador Externo da Faculdade de Ciências Econômicas/UFRGS);
– Prof. Dr. José Roberto Iglesias (Examinador Externo do Instituto de Física/UFRGS).

Resumo:
Esta dissertação tem como objetivo delinear como a teoria da auto- organização, formulada por Prigogine e Nicolis (1 977) – estruturas dissipativas – e Haken (1981a, b e 1983a, b, c) – sinergética -, está sendo incorporada na geografia e na economia, e como esses dois ramos da ciência permitem analisar o fenômeno urbano e regional através da abordagem da auto- organização. A teoria da auto-organização pressupõe um sistema aberto e complexo que se auto-organiza sem a necessidade de intervenção externa para conduzi-lo à ordem. Esta surge a partir de uma situação anterior, caótica, na qual não se conhece o comportamento das variáveis que compõem o sistema (Prigogine e Nicolis 1977 e Haken, 198la, b e 1983a, b, c). Como conseqüência, o sistema passa por constante evolução de modo não determinístico, ou seja, o sistema tem a capacidade de realizar mudanças estruturais, o que implica na adoção de novas trajetórias ao longo do tempo. A estrutura do trabalho está baseada numa discussão do paradigma mecanicista e suas limitações para a análise de um sistema complexo e evolutivo e apresenta a teoria da auto-organização como forma de estudar os fenômenos naturais e sociais. Na seqüência, tratar-se-á da forma como os fenômenos geográficos e econômicos estão sendo trabalhados sob a abordagem da teoria da auto-organização. Por fim, buscar-se-á a articulação da economia e da geografia para explicar os fenômenos urbanos e regionais com o objetivo de analisar como ocorre a localização industrial de empresas de alta tecnologia, promovendo, assim, os efeitos aglomerativos, os encadeamentos para frente e para trás, a consolidação da cadeia produtiva e o crescimento econômico urbano e regional.

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Título: O PROCESSO DE FORMULAÇÃO DO 2º PLANO DIRETOR DE DESENVOLVIMENTO URBANO AMBIENTAL DE PORTO ALEGRE: RUPTURA, REUNIÃO DE FRAGMENTO, INOVAÇÃO OU MANUTENÇÃO DE UMA TRADIÇÃO SECULAR?
Autor: MARIA TEREZA FORTINI ALBANO
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª. Drª. Sandra Jatahy Pesavento
Data da Defesa:25/01/2000
Banca:
– Profª. Drª. Zilá Mesquita Mold (Examinador Externo do Departamento de Ciências Administravas/ UFRGS);
– Prof. Dr. Décio Rigatti (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. Enaldo Nunes Marques (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
O presente estudo descreve o processo de formulação do 2º Desenvolvimento Urbano Ambiental de Porto Alegre, mostrando de que maneira, através conteúdo e método, foram se consolidando as idéias que definem “a cidade do desejo mediada pela cidade do possível”, considerando os discursos e as atividades desenvolvidas, desde o lançamento, em 1993, do Projeto Porto Alegre Mais-Cidade Constituinte, até a entrega à Câmara Municipal, da proposta de plano diretor formalizada pelo Executivo Municipal, em 1997, como resultado de um amplo trabalho participativo, que teve como desafio a construção, de forma compartilhada, de um projeto para o futuro da cidade. As conclusões apresentam através de aspectos selecionados, uma comparação entre o 1º Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, aprovado em 1979 e o novo plano, mostrando as principais diferenças – enfoque e linguagem – entre os discursos de uma e de outra proposta, considerando-se a “Noção de Projeto de Cidade” e a de “Aspectos de Gestão”. Da mesma maneira, respondem, de acordo com o referencial conceitual adotado, se o novo plano faz rupturas, reúne fragmentos, traz inovações ou repete a tradição do último século.

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Título: O TEMPO E A FORMA DA CIDADE
Autor: DANIELA MARZOLA FIALHO
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª. Drª. Sandra Jatahy Pesavento
Data da Defesa:17/01/2000
Banca:
– Profª. Drª. Mirian de Souza Rossini (Examinador Externo da Faculdade de História UNISINOS);
– Profª. Drª. Maria Eunice Maciel (Examinador Externo do Departamento de Antropologia/UFRGS)
– Profª. Drª. Wrana Maria Panizzi (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
As ferramentas teóricas desse trabalho, ligadas à computação gráfica, às questões sobre a representação e a memória, foram operacionalizadas no exame das diferentes formas de representação gráfica do espaço urbano de Porto Alegre. O desenho em computação gráfica, que encerra essa dissertação, deteve-se na representação do espaço que envolve a Praça XV e o Mercado Público da cidade, em dois diferentes momentos históricos: o atual e o do início do século. E mostra as cidades do presente e do passado produzidas pela, pela computação gráfica.

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Título: AS INTERDEPENDÊNCIAS DOS SERVIÇOS NO PLANEJAMENTO TURÍSTICO
Autor: IASMINE CARON ALVES
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:12/01/2000
Banca:
– Prof. Dr. Flávio Malta (Examinador Externo/UNITAU);
– Prof. Dr. Nelson Rego (Examinador Externo do Instituto de Geociências/UFRGS);
– Prof. Dr. Oberon da Silva Mello(Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Atualmente a repercussão econômica da atividade turística gira em torno de seis trilhões de dólares norte-americanos (1997) no contexto da economia mundial. No Brasil, foram 2.602 bilhões de dólares norte-americanos no biênio 1996/97. Atrelada a faceta econômica há as repercussões sócio-espaciais do fenômeno turismo, tais como as transformações, construções e reconstruções dos distintos espaços, sejam esses físicos ou sociais. Para analisar e explorar o máximo potencial dessa atividade produtiva, contudo, devemos planejá-la. Esse planejamento consiste na identificação da oferta, da demanda e dos serviços interdependentes a estas a fim de que sejam confeccionadas políticas turísticas. Do plano de políticas de serviços turísticos advém as possibilidades de se orientar e transformar o espaço em beneficio da natureza e da própria sociedade.

Texto Completo: Não Disponível

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