TESES

ANO BASE 2015

Título:CRESCIMENTO URBANO: RELAÇÕES CRÍTICAS ENTRE SISTEMAS DE SERVIÇOS URBANOS E CONSUMIDORES E SEUS REFLEXOS NO CRESCIMENTO DA CIDADE
Autor:DÉCIO BEVILACQUA
Linha de Pesquisa:Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador:Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:30/11/2015
Banca:   – Prof. Dr. Pedro Roberto de Azambuja Madruga (Examinador Externo da UNIPAMPA);
– Profª. Drª. Ana Paula Neto de Faria (Examinadora Externa da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/UFPel);
– Prof. Dr. Márcio Rosa D’Avila (Examinador Externo Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/PUCRS)

Resumo:
Em distintos momentos da história, pesquisadores investigaram e propuseram, com relativo sucesso, modelos locacionais que explicassem a origem e os processos dos crescimentos das cidades, mas, de modo frequente, esbarrando na complexidade desses sistemas. Recentemente, apoiados nas teorias sobre Sistemas Complexos, Nova Geografia Econômica e Modelos Configuracionais Urbanos, alguns conceitos proporcionam uma fundamentação mais consistente para a verificação das variáveis e suas interações espaciais, as quais identifiquem esses processos. Dentre os sistemas complexos, são representativos os conceitos sobre a resiliência e a criticalidade auto-organizada enquanto os conceitos do modelo centro-periferia, propostos pela nova geografia econômica, contribuem para compreensão das formações de aglomerações econômicas e populacionais. Tais abordagens conduzem ao desenvolvimento da hipótese de que a localização relativa dos serviços urbanos e dos moradores, no espaço intraurbano, estaria condicionada a duas forças que se contrapõem, “centrípeta e centrífuga”, que são geradoras de “tensões” as quais conduzem o sistema a atingir níveis críticos por determinados períodos até que novas condições movam o sistema, de maneira surpreendente, a um novo limiar. O processo de crescimento do sistema urbano seria, assim, sujeito às variações de densidades populacionais e das localizações dos diferentes serviços urbanos e suas externalidades econômicas existentes na cidade. A averiguação e os comportamentos destas forças foram testados em uma situação real, na cidade de Santa Maria – RS. Os dados populacionais e dos serviços urbanos foram espacializados recorrendo a um Sistema de Informação Geográfica – SIG e suas interações avaliadas com o uso de medidas configuracionais urbanas. Espera-se, com isso, contribuir para a consolidação do conhecimento da dinâmica urbana e das condições dos diversos estados do sistema urbano.

Palavras-chave: Estrutura espacial urbana. Dinâmica urbana. Criticalidade auto-organizada. Estudos configuracionais urbanos. Morfologia urbana. Sistemas complexos.

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Título:AS POLÍTICAS DE HABITAÇÃO E O TERRITÓRIO: ANÁLISE DO PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA NOS MUNICÍPIOS DE CARAZINHO, MARAU E PASSO FUNDO/RS
Autor:CARLA PORTAL VASCONCELLOS
Linha de Pesquisa:Planejamento e Espaço Urbano e Regional
Orientador:Prof. Dr. Aldomar Arnaldo Rückert
Data da Defesa:23/09/2015
Banca:   – Prof. Dr. Jorge Renato dos Reis (Examinador Externo do PPG em Direito/UNISC);
– Prof. Dr. Paulo Roberto Rodrigues Soares (Examinador Externo do PPG em Geografia/UFRGS);
– Prof.ª Dr.ª Heleniza Ávila Campos (Examinadora Interna do PROPUR/UFRGS);
– Prof. Dr. João Farias Rovati (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)

Resumo:
A presente tese de doutorado propôs discutir e aprofundar o conhecimento sobre os processos envolvidos na consecução da política de habitação, a partir do Programa Minha Casa Minha Vida – PMCMV, enquanto política de repercussão territorial, através de estudos desenvolvidos nos municípios de Passo Fundo, Carazinho e Marau, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Compreendendo a política de habitação, como uma política de transformação territorial em que estão envolvidos diferentes interesses e atores, a pesquisa procurou definir as estruturas em que se movem estes grupos de interesse, quais são seus programas e estratégias, quais os agentes responsáveis pelas decisões e, especialmente, como estas repercutem na configuração do território. A partir da concepção de território enquanto poder e construção política, o presente trabalho propôs à análise de novos arranjos territoriais resultantes das políticas de habitação executadas através do Programa Minha Casa Minha Vida. A hipótese do trabalho é de que a política habitacional caracteriza-se como uma política de impacto territorial, que, apesar de diretrizes gerais a nível nacional, adquire nuances locais e regionais, pela interferência dos atores produtores do território urbano. O objetivo geral deste trabalho é o de discutir e aprofundar o conhecimento sobre a realidade dos processos envolvidos na implementação da política habitacional brasileira, através do Programa Minha Casa, Minha Vida,. Através de pesquisa documental e entrevistas, buscou caracterizar a política habitacional como uma política setorial de impacto territorial, que assume características específicas a nível local e regional; identificar os atores sociais envolvidos e/ou afetados pelo PMCMV, sua atuação com relação às políticas habitacionais e a forma como suas estratégias se espacializam; avaliar como o PMCMV impactou na conformação urbana e regional da área em estudo; caracterizar o processo de distribuição espacial do PMCMV, especialmente, os empreendimentos de habitação de interesse social e verificar a aplicação de recursos por faixa de renda, confrontando com o diagnóstico e as diretrizes do Plano Nacional de Habitação, nos municípios que compõe a área em estudo. Procedeu-se a elaboração de cartografia de apoio e a análise dos dados e informações levantados que permitiram a elaboração de gráficos e cartografias de caracterização da área em estudo e outros de espacialização dos principais empreendimentos executados nas diferentes faixas e investimentos realizados. Por fim, procurou-se a verificação da hipótese e objetivos formulados e as contribuições deste trabalho para o avanço do conhecimento acerca do território, dos atores e das políticas de habitação.

Palavras-chave: Política de Habitação. Território. Programa Minha Casa, Minha Vida.

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Título:FORÇAS REGIONAIS, FORMAS URBANAS E ESTRUTURA INTERNA DA CIDADE: UM ESTUDO DE RELAÇÕES
Autor: IZABELE COLUSSO
Linha de Pesquisa:Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador:Prof. Dr. Romulo Krafta
Data da Defesa:01/06/2015
Banca:
– Prof. Dr. Aníbal Gusso (Examinador Externo da UNISINOS);
– Prof. Dr. Gilberto Flores Cabral (Examinador Externo do Departamento de Urbanismo/UFRGS);
-Profª. Drª. Heleniza Ávila Campos (Examinadora Interna do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
A busca pelo entendimento das transformações espaciais que são geradas diante do aumento do número de pessoas que vivem em cidades, do consequente aumento do espaço urbanizado, dos impactos na questão de consumo de espaço, e assim, das novas formas urbanas é assunto perseguido por diversas pesquisas. Nesta investigação, discute-se a possibilidade de influência que o sistema regional pode ter sobre as formas urbanas que as cidades tendem a assumir. A diferença de escala envolvida nesta visão, que vai desde a escala regional, passa pela escala municipal, e chega à escala intraurbana, traz uma nova ótica no entendimento do paradoxo da estocástica dos modelos: que contradigam evidências empíricas porque sugerem que as cidades podem se desenvolver de forma independente. Colocada esta conjuntura que apresenta a maneira como hoje se aborda forma urbana, cidade e região, verifica-se que os estudos carecem de uma maior conexão e avaliação das influências entre as diferentes escalas e impactos. O encaminhamento desta pesquisa se dá através da proposta de um roteiro metodológico que envolve a medida de tensão regional, e verificações estatísticas e espaciais. Para esta verificação, foi utilizado o caso da região central do estado do Rio Grande do Sul, um sistema regional composto por 27 cidades, em 3 períodos de tempo, tornando possível a comparação das formas urbanas e seu respectivo crescimento e influência na estrutura interna das cidades. Os instrumentos desenvolvidos para obtenção de resultados nesta investigação fornecem uma ferramenta útil para estudar a influência dos efeitos espaciais sobre a agregação de modelos de interação espacial e o quanto podem contribuir de diversas maneiras para realizações substanciais em estudos econométricos espaciais, além de que sugerem ferramentas estatísticas que inferem o valor, intensidade e hierarquia provável de fluxos médios a certos níveis de agregação de variáveis disponíveis reais e estimadas. As possibilidades de visualização e comparação da repercussão entre diferentes escalas espaciais permite assim relacionar escalas regionais, municipais e intraurbanas, e constata-se que existe grande influência da escala regional sobre as alterações da estrutura interna da cidade.

Palavras-chave: forma urbana, estrutura interna da cidade, forças regionais, interação espacial, tensão regional.

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Título:REPENSAR O PLANEJAMENTO URBANO NO SÉCULO XXI
Autor: PATRICIA ZWETSCH GHENO
Linha de Pesquisa:Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador:Prof. Dr. Romulo Celso Krafta
Data da Defesa:16/01/2015
Banca:
– Profª. Drª. Niara Clara Palma (Examinadora Externa do PPG em Desenvolvimento Regional/UNISC);
– Prof. Dr. André de Souza Silva (Examinador Externo do PPG em Arquitetura e Urbanismo/UNISINOS);
– Profª. Drª. Eliane Constantinou (Examinadora Externa do Departemento de Arquitetura/UFRGS).

Resumo:
A questão a ser abordada na tese se encontra sob o tema do planejamento urbano, enfatizando a dissonância entre os avanços dos estudos acerca da Ciência das Cidades e a prática de planejamento usual, cujo caráter é extremamente normativo e prescritivo. Destarte, por um lado, se revisa o planejamento urbano – seu desenvolvimento, bases teóricas, processos e ferramentas; aproximando-se da realidade brasileira; e, por outro lado, se revisa o estado da arte da Ciência das Cidades, evidenciando-se como o entendimento acerca deste fenômeno se desenvolveu. Portanto, com o objetivo de discutir as possibilidades e delinear as prováveis e desejáveis características de uma estrutura de planejamento que possa responder de modo mais acurado à dinâmica intraurbana, foi sugerida uma macroestrutura baseada em uma Panarquia. A microestrutura envolve um processo que inicia a partir da demanda pontual de um agente, cujos impactos são percebidos nos outros níveis da estrutura urbana, determinando âmbitos de agentes envolvidos. Na sequência, se estabelecem processos classificatórios, informativos, avaliativos, decisórios e de retroalimentação. Por fim, sugere-se que seja estabelecida uma substituição gradual das regras normativas apriorísticas por critérios mais amplos e regras locais de interação.

Palavras-chave: Planejamento urbano. Ciência das cidades. Teoria da Complexidade. Teoria da Panarquia.

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