TESES
ANO BASE 2013
Título: IMPLANTAÇÃO DE ASSENTAMENTOS E CRIAÇÃO DE MUNICÍPIOS: A OCORRÊNCIA E AS CAUSAS DE UM EFEITO TERRITORIAL IMPREVISTO NO RIO GRANDE DO SUL DAS DÉCADAS DE 80 E 90 DO SÉCULO XX
Autor: WALTER MORALES ARAGÃO
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª. Drª. Eva Machado Barbosa Samios
Data da Defesa:19/12/2013
Banca:
– Prof. Dr. Cesar Alberto Ruver (Examinador Externo da Escola de Engenharia /FURG);
– Profª. Drª. Margarita Rosa Gaviria Mejia (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Desenvolvimento/UNIVATES);
– Prof. Dr. Eber Pires Marzulo (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
Esta tese estuda a criação de municípios no Brasil contemporâneo, observando o fenômeno de uma parte de tais emancipações terem ocorrido em seguida à implantação de políticas públicas no território pertinente. Investigará esta relação causal hipotética, atribuível a um efeito territorial imprevisto da ação estatal: a criação de municípios. O recorte temático será limitado à política pública de reforma agrária, analisando a contribuição da implantação de assentamentos para as emancipações municipais no Rio Grande do Sul das décadas de 80 e 90 do século XX. Considerará os dados obtidos sob as referências teóricas e explicativas empregadas, a partir de Claus Offe e Jürgen Habermas, sob duas dimensões do contexto da sociedade brasileira, à época: a resposta à crise econômica nas chamadas “Décadas Perdidas” e o exercício da cidadania na redemocratização formal do país. A análise é conclusiva na verificação das hipóteses de trabalho, definidas a partir de um modelo adotado e para cujas características encontrou-se equivalência analógica nos municípios classificados a partir de indícios empíricos.
Palavras-chave: Municípios. Assentamentos. Emancipação municipal. Estado. Crise econômica. Cidadania.
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Título: ALÉM DAS REDUÇÕES: A PAISAGEM CULTURAL DA REGIÃO MISSIONEIRA
Autor: VLADIMIR FERNANDO STELLO
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª. Drª. Celia Ferraz de Souza
Data da Defesa:11/12/2013
Banca:
– Drª. Briane Elisabeth Panitz Bica (Examinador Externo do Projeto Monumenta do Município de Porto Alegre/RS);
– Profª. Drª. Luisa Gertrudis Durán Rocca (Examinador Externo do Departamento de Arquitetura/UFRGS);
– Prof. Dr. Luiz Antônio Bolcato Custódio (Examinador Externo da Secretaria da Cultura de Porto Alegre/RS);
– Profª. Drª. Daniela Marzola Fialho (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
No Rio Grande do Sul, desde a década de 1920, se vem trabalhando na preservação dos remanescentes das reduções jesuítico-guarani como o único patrimônio a ser considerado representativo na região. O interesse pela preservação do patrimônio missioneiro, entendendo-o como o antes, o durante e o depois das reduções, iniciou apenas nos últimos anos, quando o modo de pensar o patrimônio se ampliou passando a se considerar que o conjunto das diversas contribuições culturais forma e enriquece enormemente a visão da região e poderá contribuir para seu crescimento. Diante disso ampliou-se os estudos realizados até o momento, a partir de uma visão territorial de paisagem cultural. Mais do que a preservação do patrimônio edificado, a proteção do seu legado cultural, deve contemplar as paisagens, transformadas e criadas pelos primeiros habitantes na pré-história, pelas reduções jesuítico-guaranis, pelos migrantes de origem européia de finais do século XIX e do início do século XX e pelos atuais moradores da região. Deverá contemplar, também, as tradições, os saberes e os fazeres que visam auxiliar a compreensão do território. Reconhecer esses valores dará a verdadeira dimensão da importância cultural da região e promoverá o resgate das tradições destas comunidades, que vem sendo perdidas ao longo dos anos. Conservar os costumes e a memória torna mais provável a salvaguarda desta paisagem cultural de importância histórica no contexto nacional e internacional, fortalecendo os valores de identidade das comunidades onde estes se inserem. O uso adequado de suas potencialidades, levando em consideração a diversidade cultural que a forma, poderá promover o desenvolvimento sócio-cultural e econômico sustentável da Região. Este trabalho pretende dar início ao reconhecimento dos elementos que marcam a região e a tornam única, pela sua diversidade étnica e cultural, que é o testemunho da ocupação deste território marcado pelos conflitos para a definição dos limites territoriais.
Palavras-chave: Paisagem cultural; Reduções; Região Missioneira; Patrimônio cultural; Diversidade cultural;
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Título: CONFIGURAÇÕES E PRÁTICAS NO ESPAÇO URBANO: UMA ANÁLISE DA ESTRUTURA ESPACIAL URBANA
Autor: ANA PAULA POLIDORI ZECHLINSKI
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Rômulo Celso Krafta
Data da Defesa:04/11/2013
Banca:
– Profª. Drª. Margareth Afeche Pimenta (Examinador Externo do Departamento de Arquitetura/UFSC);
– Profª. Drª. Eliane Constantinou (Examinador Externo do Departamento de Arquitetura/UFRGS);
– Profª. Drª. Livia Teresinha Salomão Piccinini (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
A estrutura espacial urbana pode ser entendida e analisada a partir de diferentes enfoques e características da cidade. Este trabalho investiga a estrutura espacial urbana, considerando dois aspectos específicos da morfologia urbana: configuração e função. Pretende-se explicar como a interação entre a configuração urbana e as práticas no espaço urbano contribui na estruturação espacial. Estas características morfológicas podem convergir, atuando em uma lógica de cooperação ou, em outras situações, a prática pode acontecer em espaços configuracionalmente desfavorecidos, evidenciando uma lógica de competição. A investigação pauta-se por estudos de morfologia urbana com um enfoque sistêmico, inserindo-se na linha dos estudos configuracionais urbanos. O método proposto consiste em descrever as diferentes características da forma urbana como elementos de uma mesma rede de relações. Desenvolve-se um modelo para representar sistemicamente a rede configuracional e as redes das práticas, incluindo as relações entre as práticas. O modelo possibilita analisar a estrutura espacial que se forma a partir da interação entre aspectos na escala global da cidade, referentes à configuração urbana e aspectos do contexto local, relativos às práticas no espaço urbano. As análises realizadas, a partir do estudo de caso na cidade de Jaguarão-RS, revelam em que medida as características da configuração urbana e das práticas cooperam ou competem entre si, gerando diferentes resultados no sistema. A proposta do modelo consiste em integrar os dois aspectos da estrutura espacial urbana, relativos às escalas global e local do sistema urbano, através de uma medida combinada. Os resultados sugerem que a estrutura espacial urbana depende tanto das características locais, associadas às práticas, quanto das características globais, associadas à configuração do sistema urbano.
Palavras-chave: estrutura espacial urbana; configuração urbana; práticas; análise espacial urbana;
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Título: TRANSFORMAÇÕES ESPACIAIS NA ZONA COSTEIRA. UM ESTUDO DAS RELAÇÕES ENTRE ECONOMIA, TURISMO E TERRITÓRIO NO BRASIL, ESPANHA E MARROCOS.
Autor: ANDRÉA MAXIMO ESPÍNOLA
Linha de Pesquisa: Planejamento e Espaço Urbano e Regional
Orientador: Profª. Drª. Maria Alice Lahorgue
Data da Defesa:21/10/2013
Banca:
– Prof. Dr. Manoel Soares Gândara (Examinador Externo do Programa de Pós-graduação em Geografia/UFPR);
– Profª. Drª. Marinez Eymael Garcia Scherer (Examinador Externo do Departamento de Geociências/UFSC);
– Prof. Dr. Aldomar Arnaldo Rückert (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
– Prof. Dr. Eber Pires Marzulo (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
A tese investiga a correlação entre os ciclos econômicos, os ciclos urbanos e os ciclos turísticos. O litoral foi escolhido como lócus de investigação por apresentar especificidades em sua trajetória econômica e urbana e três estudos de caso foram analisados: Brasil, Espanha e Marrocos. Para abordar o tema proposto optou-se por uma análise baseada em teorias que tratam o ambiente construído como elemento central da dinâmica do capitalismo (KRUGMAN,2010;LEITNER,1994;DAHER,2011) associados a constante criação de novas localidades urbano turísticas como elemento de inovação (ALEDO,2008;BUTLER,980;CLAVÉ,1993). Como resultado foi possível observar a complexidade que emerge como uma característica internacional do caráter concentrado do povoamento costeiro, de claro perfil urbano, que reforça sua designação tipológica, sobretudo em localidades nas quais as atividades de turismo e veraneio assim como as atividades da construção civil e do mercado imobiliário definem áreas potencialmente geradoras de renda diferencial. Como primeiro aspecto conclusivo percebe-se a existência de uma crescente produção de segundas residências em consequência do turismo imobiliário do litoral, aumento dos estoques imobiliários e dos níveis de artificialização do solo nos três países analisados. A metodologia utilizada, da análise através de ciclos, mostrou-se capaz de prover comparações de um mesmo tipo de ciclo em diferentes países, assim como prover correlações entre diferentes ciclos de um mesmo país. O resultado do trabalho empírico evidenciou o impacto territorial que os fenômenos econômicos globais produzem nas regiões turísticas em especial nos espaços urbanos litorâneos. A análise dos ciclos econômicos no Brasil, na Espanha e no Marrocos demonstrou que a partir investimento na abertura para capitais estrangeiros, principalmente nas áreas do turismo e da construção civil, ocorreram transformações urbanas relacionadas ao mercado imobiliário, sobretudo no preço do solo urbano e no preço dos imóveis. A análise dos ciclos turísticos demonstrou que a atividade turística está condicionada a elementos econômicos- desde a formulação de politicas públicas ligadas à melhorias de infraestruturas urbanas como o transporte multimodal até aproximações as taxas de desemprego e inflação, momento de decréscimo na compra de produtos turísticos. Sua correlação com os elementos urbanos são também visíveis como a construção de infraestrutura de acesso, mobilidade, serviços e comércio especializado.
Palavras chave: ciclos econômicos, ciclos urbanos, ciclos turísticos, litoral.
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Título: A ESPACIALIZAÇÃO DE TROCAS MULTICULTURAIS EM CONURBAÇÕES INTERNACIONAIS DA FRONTEIRA BRASIL – URUGUAI
Autor: ANDREA DA COSTA BRAGA
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Décio Rigatti
Data da Defesa:30/09/2013
Banca:
– Prof. Dr. Frederico Rosa Borges de Holanda ( Examinador Externo do Departamento de Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/UNB);
– Profª. Drª. Tânia Marques Strohaecker (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Geografia/UFRGS);
– Profª. Drª. Lívia Teresinha Salomão Piccinini (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
A complexidade espacial das cidades contemporâneas se deve a novas formas de segmentação social que reorganizam as expectativas de interação entre categorias sociais e informam a produção e apropriação do espaço urbano. Estes processos são mediados pela mobilidade através de fronteiras nacionais que tem suas funções atualizadas a partir da integração econômica regional. Cidades-gêmeas em zonas de fronteiras internacionais adquirem novas funções como polos de integração transnacionais, chamando atenção os processos de conurbação transnacionais a que estão sujeitas. A pesquisa geográfica analisa estes processos e tipifica o fenômeno através de classificações baseadas em contiguidade, continuidade e densidade de funções compartilhadas para mensurar integração, subsidiar estratégias de cooperação internacional e estabelecer hierarquias regionais para redes de cidades. Nesta pesquisa buscou-se dialogar com estas noções a partir do campo da Arquitetura, numa abordagem socioespacial dos problemas de Planejamento Urbano de configuração de territórios híbridos que emergem do processo de conurbação entre cidades-gêmeas da fronteira Brasil – Uruguai. A partir de dois estudos de caso Santana do Livramento (BR) – Rivera (UY) e Chuí (BR) – Chuy (UY) descritos e analisados usando-se ferramentas e métodos da Sintaxe Espacial. Verificam-se categorias de semelhança entre conurbações internacionais ponderando o próprio processo de fusão dos sistemas urbanos como variável implicada na transformação da apropriação social do espaço. A hipótese é que estas conurbações não podem ser descritas como configurações sociais e espaciais a partir de suas partes, sem que se arrisque minorar a importância que a estrutura do espaço construído e o próprio processo de conurbação têm na organização das interações entre categorias sociais na vida cotidiana de cidades-gêmeas em zonas de fronteira internacional, transformando integração espacial, social e econômica. O processo de conurbação e a nodificação de redes de comércio popular são analisados a partir de hierarquias de integração-segregação, acessibilidade-conectividade, continuidade – interpenetração e relacionados à produção de categorias sociais moradorestranho e a emergência de centralidades funcionais transfronteiriças enfocando-se a agencia de imigrantes árabe-palestinos sobre a dinâmica urbana.
Palavras-chave: conurbações internacionais; Planejamento urbano; Sintaxe Espacial; middlemen minorities; centralidades funcionais transfronteiriças; fronteira Brasil – Uruguai;
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Título: MOVIMENTO E HIERARQUIA ESPACIAL NA CONURBAÇÃO: O CASO DA REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE
Autor: CLAUDIO MAINIERI DE UGALDE
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador: Prof. Dr. Décio Rigatti
Data da Defesa:28/06/2013
Banca:
– Prof. Dr. Fábio Lúcio Lopes Zampieri ( Examinador Externo do Curso de Arquitetura e Urbanismo/UFFS);
– Profª. Drª. Tânia Marques Strohaecker (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Geografia/UFRGS);
– Profª. Drª. Clarice Maraschin (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
O estudo trata do fenômeno do movimento em sistemas urbanos. Investiga seu condicionamento pelo espaço edificado e a maneira como é abordado pelo planejamento institucional. Particulariza a análise para o processo de conurbação e dirige a atenção para o caso da Região Metropolitana de Porto Alegre – RMPA. A motivação surge em função dos conflitos relacionados ao sistema viário principal estipulado em cada município da Região, evidenciados a partir da justaposição de seus planos diretores vigentes em 2006, elaborados ou revisados por força do Estatuto da Cidade. Tal fato denota dificuldades das partes na compreensão de sua inserção na totalidade metropolitana. Como decorrência, objetiva-se examinar de que maneira o processo de estruturação espacial da conurbação influenciou a formação de rotas priorizadas pelo movimento em diferentes escalas na RMPA, e em que medida essas rotas estão presentes no entendimento que planejadores urbanos locais e regionais possuem sobre as possibilidades de deslocamentos mais amplos: entre bairros, setores e cidades. A pesquisa, conduzida sob o enfoque da complexidade e apoiada na teoria e na metodologia da Sintaxe Espacial, permitiu identificar, a partir de relações topológicas e geométricas existentes na configuração representativa da malha viária, redes de espaços públicos de circulação com maior potencialidade de abrigar o movimento de passagem na escala global da conurbação e o movimento restrito aos limites municipais: a Rede Metropolitana de Escolha – RMeE e a Rede Municipal de Escolha – RMuE. O processamento das informações georreferenciadas possibilitou a sobreposição dessas redes com o sistema viário principal dos municípios e, portanto, a avaliação do grau de coincidência entre seus espaços, a hierarquia espacial emergente com base na potencial quantidade de movimento, sua distribuição geográfica e sua conectividade. Em termos quantitativos, as conclusões apontam para existência de uma grande concentração dos espaços com maior potencialidade de movimento em seus níveis hierárquicos mais elevados, em que pese o conjunto de rotas ressaltadas na Rede Metropolitana de Escolha – RMeE, apresente uma melhor distribuição geográfica do que o conjunto das vias que integram os sistemas viários principais dos municípios pesquisados, indicados pelos respectivos planos diretores. De outro lado, os espaços correspondentes aos sistemas viários principais dos municípios tendem a coincidir em maior número com aqueles pertencentes às redes municipais de escolha (RMuE). Embora sem diferenças significativas, tal fato denota uma compreensão parcial, na maioria dos municípios analisados, em relação ao movimento de passagem regional por parte dos planejadores municipais. A análise qualitativa permite discutir, no âmbito de cada município, a incidência dos níveis hierárquicos emergentes, a relações existentes entre espaços de maior movimento de passagem e uso do solo, bem como o papel econômico desempenhado no contexto regional, entre outros. O estudo permitiu concluir que os princípios básicos detectados no processo de construção da integração espacial sintática, em especial o da centralidade e da linearidade, ficam bastante evidenciados no processo de estruturação da Região Metropolitana de Porto Alegre. Ao final, são apontadas as possibilidade de aplicação da pesquisa realizada em estudos futuros.
Palavras-chave: planejamento metropolitano; estruturação urbana; estudos configuracionais; sintaxe espacial; planos diretores;
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Título: PLANOS E PROJETOS DE EXPANSÃO URBANA INDUSTRIAIS E OPERÁRIOS EM PORTO ALEGRE (1935-1961)
Autor: ADRIANA ECKERT MIRANDA
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador:Prof. Dr. Günter Weimer
Data da Defesa:27/03/2013
Banca:
– Prof. Dr. Gervásio Rodrigo Neves ( Examinador Externo Aposentado do Departamento de Geografia/UFRGS);
– Prof. Dr. Fábio José Martins De Lima (Examinador Externo do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Engenharia/UFJF);
– Profª. Drª. Tânia Marques Strohaecker (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Geografia/UFRGS);
– Profª. Drª. Maria Soares De Almeida (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)
Resumo:
O presente trabalho enfoca os planos e projetos urbanos de caráter industrial e de habitação operária desenvolvidos entre 1935 e 1961 na Várzea do Gravataí e os projetos de loteamentos implantados junto a indústrias no mesmo período no Passo d’Areia e Passo da Mangueira na zona norte de Porto Alegre. O primeiro grupo se destacou pela projeção dos seus urbanistas autores e pelo referencial urbanístico de seus projetos apesar não obter o sucesso na sua realização. O segundo grupo – plenamente exitoso na sua implantação – apresenta-se como projetos que visavam o máximo aproveitamento do terreno, proximidade às fábricas, com pouco ou nenhum equipamento urbano. O objetivo principal concentra-se em esclarecer os motivos da não-realização do grupo de projetos da Várzea do Gravataí, ainda que se apresentasse como essencial para o desenvolvimento do setor no estado em um momento que núcleos industriais eram implementados no bojo das políticas industrializantes do governo federal. Contextualizam-se os projetos da Várzea não só junto ao quadro desses planos de núcleos industriais brasileiros, mas também junto ao processo de ocupação local dos loteamentos no Passo d’Areia e Passo da Mangueira que, em determinados casos, envolvia os mesmos incorporadores da Várzea. Assim, busca-se esclarecer as relações entre os grupos e o panorama político industrial do período, a fim verificar as razões de sucessos e insucessos.
Palavras-chave: planejamento urbano; projetos urbanos de expansão; Porto Alegre
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Título: DETERMINANTES DO MOVIMENTO DE TRABALHADORES PENDULARES NA AGLOMERAÇÃO URBANA DO NORDESTE DO RIO GRANDE DO SUL: UMA ANÁLISE A PARTIR DOS TRANSPORTES COLETIVOS
Autor: CRISTIANO STAMM
Linha de Pesquisa: Planejamento e Espaço Urbano e Regional
Orientador:Profª. Drª. Maria Alice Lahorgue
Data da Defesa:15/03/2013
Banca:
– Prof. Dr. Jefferson Andronio Ramundo Staduto (Examinador Externo do Centro de Ciências Sociais Aplicadas/UNIOESTE);
– Profª. Drª. Tânia Marques Strohaecker (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Geografia/UFRGS);
– Prof. Dr. Oberon da Silva Mello (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).
Resumo:
Este trabalho teve como objetivo central verificar e analisar, através dos trabalhadores pendulares da Aglomeração Urbana do Nordeste (AUNe) do Rio Grande do Sul que se deslocavam por meio de transporte coletivo, os determinantes do movimento pendular na região no ano de 2012. Acredita-se que esses determinantes são um indicativo relevante de dimensionamento do mercado de trabalho, assim como de desenvolvimento regional, e a importância de estudá-los, especificamente por meio dos trabalhadores, se faz devido à difusão das tendências urbanas ocorridas nos grandes centros, pelo potencial que esse movimento tem em se alastrar pelo território nacional e, fundamentalmente, em razão do crescimento das cidades de porte médio e das aglomerações urbanas no interior do país. O suporte teórico que dá sustentação ao surgimento dessas aglomerações é encontrado nas teorias dos lugares centrais e dos polos de crescimento, pois é através das relações dinâmicas e das disparidades da distribuição das atividades econômicas no espaço geográfico ou no espaço econômico que a teoria da polarização auxilia na compreensão da hierarquização das regiões e dos efeitos da mobilidade da população. Metodologicamente, foi utilizada uma survey que consistiu em uma pesquisa através da aplicação de questionários a uma amostra de 430 trabalhadores pendulares da AUNe. Buscando as atividades fora do município de residência, além de oferecer melhores condições econômicas/financeiras, o trabalhador pendular reforça as transformações no espaço geoeconômico com suas movimentações cotidianas, refletindo numa dinâmica socioeconômica diferenciada, evidenciando a atração que os polos acabam exercendo sobre as outras regiões e, também, como se constitui o mercado de trabalho que se estabelece por lógicas distintas. Além do retrato do perfil dos trabalhadores pendulares que se deslocam na AUNe, a pesquisa apontou que é forte a tendência dos efeitos da polarização sobre o mercado de trabalho nesta região, e que esses efeitos são proporcionados pela cidade de porte médio de Caxias do Sul, que apresentou maior movimento centrípeto, sendo responsável por cerca de 45% dos destinos dos trabalhadores pendulares na região. Com as exceções das cidades de Santa Tereza e Monte Belo do Sul, todas as demais cidades apresentaram uma pendularidade cruzada. Ao fim foi observado que existem dois tipos de determinantes que atuam sobre o trabalhador pendular, sendo eles: o determinante de estímulo – o qual pode ser relacionado ao fator ou motivador primário que fez com que o indivíduo procurasse atividades de trabalho em outro município; e o determinante de continuidade – o qual é pertinente ao motivo pelo qual o indivíduo não migra para a cidade em que trabalha, dando vida e realizando continuamente o movimento pendular. Analisando os dois determinantes, os resultados apontam que o primeiro reforça a teoria de que, mesmo numa aglomeração urbana interiorana, o motivo dominante inicial nas decisões do trabalhador ainda é de natureza econômica, enquanto o determinante de continuidade agrega na discussão teórica do movimento pendular os fatores sociais, os quais passam a ser o motivo dominante na continuidade deste fenômeno. Assim, pode-se inferir que a hipótese certamente se confirma, pois ficou evidenciado que o movimento pendular de trabalhadores é influenciado por fatores que compõem dois tipos de determinantes, sendo que no determinante de continuidade estão incluídos fatores distintos daqueles apresentados pelo determinante inicial de estímulo.
Palavras-chave: Determinantes; Movimento pendular; Trabalhador pendular; Aglomeração Urbana do Nordeste; Cidades interioranas de porte médio; Rede Urbana;
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