TESES

ANO BASE 2012

Título: A CONVICÇÃO POLÍTICA E A RESPONSABILIDADE TÉCNICA NO GOVERNO DA ADMINISTRAÇÃO POPULAR: UM ESTUDO SOBRE AS DIVERGÊNCIAS, INOVAÇÕES E DESAFIOS NO PLANEJAMENTO URBANO DE PORTO ALEGRE
Autor: DÉBORA BERNARDO DA SILVA
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª. Drª. Eva Machado Barbosa Samios
Data da Defesa:21/12/2012
Banca:
– Prof. Dr. Emil Albert Sobottka (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais/PUCRS)
– Prof. Dr. José Luiz Bica de Mélo (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais /UNISINOS)
– Prof. Dr. Eber Pires Marzulo (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS)

Resumo:
Esta tese analisa a existência ou não de consenso que os técnicos, ligados à Secretaria de Planejamento Municipal, e os políticos, com cargo de confiança pelo Governo da Administração Popular, demonstraram ter nas ações de planejamento urbano, durante os dezesseis anos (1989 -2004), nos quais a cidade de Porto Alegre foi governada por esta administração. Adotando a teoria da Ação Comunicativa de Habermas, a tese pretende, através do entendimento dos próprios atores envolvidos, analisar a mudança nos rumos do planejamento urbano que, até então, havia se caracterizado como uma ação físico-territorial e de controle urbano. A pesquisa analisa as principais políticas urbanas que este Governo realizou: o Orçamento Participativo, a regularização fundiária nos setores informais da cidade, o processo de formulação do 2º PDDUA e as respectivas ações de planejamento urbano. O estudo investiga também as motivações políticas e ideológicas e a possibilidade de entendimento intersubjetivo entre os atores. A pesquisa identificou que, somente através do diálogo-consenso entre a tradição técnica em urbanismo e planejamento urbano, de um lado, e a opção pela participação popular e a prioridade de investimentos urbanos nos setores carentes de infraestrutura urbana, de outro, foi possível avançar em práticas realmente participativas e justas de planejamento urbano em Porto Alegre.

Palavras-chave: planejamento urbano; Administração popular; Ação Comunicativa; Políticas Públicas Urbanas; consenso e entendimento intersubjetivo.

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Título: O FENÔMENO SOCIAL DO MOVIMENTO DE PEDESTRES EM CENTROS URBANOS
Autor: FÁBIO LÚCIO LOPES ZAMPIERI
Linha de Pesquisa: Sistemas Configuracionais Urbanos
Orientador:Prof. Dr. Décio Rigatti
Data da Defesa:14/09/2012
Banca:
– Prof. Dr. Paulo Edison Belo Reyes (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Design – UNISSINOS);
– Profª. Drª. Rochele Amorim Ribeiro (Examinador Externo do Departamento de Engenharia Civil – UFSCar);
– Profª. Drª. Livia Teresinha Piccinini (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Entender as causas geradoras do movimento de pedestres é muito importante para o planejamento urbano das cidades, a fim de inferir se as atitudes tomadas na concepção e manutenção dos espaços estão de fato contribuindo para o fortalecimento da dinâmica social. No entanto, determinar como funciona o movimento dos pedestres é uma tarefa difícil devido à complexidade das estruturas sociais que criam esse fenômeno. Uma maneira de contornar esse problema é através da criação de modelos que associam diretamente os atributos das calçadas e suas relações. Dentre as metodologias observadas para a construção do modelo, aquelas que mais se adequaram para entender os fatores contidos no espaço urbano foram a sintaxe espacial e o nível de serviço dos passeios. A Sintaxe Espacial ajuda na compreensão desse fenômeno, pois permite a análise das relações espaciais da cidade. No entanto, possui a limitação de prever apenas parte desse movimento e, ainda, só encontrar correlações significativas quando a medida de inteligibilidade (correlação entre a integração e conectividade) apresenta valores elevados. Do mesmo modo, a qualidade do passeio interfere diretamente no modo que o pedestre utiliza esse espaço. O fluxo de pedestre é um fenômeno complexo e, como tal, não pode ser entendido através de relações lineares ou de causa e efeito entre quaisquer variáveis, sejam elas espaciais ou não. Para entender a complexidade desse fenômeno será utilizada a abordagem conexionista das redes neurais artificiais, uma forma de processamento em paralelo com capacidade de trabalhar através de exemplos, generalizando e abstraindo as informações das variáveis e suas ligações. Deste modo, este trabalho pretende apresentar uma abordagem diferenciada para entender parte da dinâmica social através do fenômeno da movimentação de pedestres.

Palavras-chave: Planejamento Urbano; Movimento de Pedestres; Sintaxe especial; Redes Neurais Artificiais;

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Título: A GENTE SEMPRE PENSOU EM TERMOS DE PLANEJAMENTO: A CULTURA DA PRESERVAÇÃO NAS POLÍTICAS URBANAS EM PORTO ALEGRE, RS, BRASIL
Autor: JENIFFER ALVES CUTY
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador:Prof. Dr. Eber Pires Marzulo
Data da Defesa:31/08/2012
Banca:
– Profª. Drª. Cornelia Eckert (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – UFRGS);
– Prof. Dr. Rogerio Proença De Sousa Leite (Examinador Externo do Programa de Pós-Graduação em Sociologia – UFS);
– Profª. Drª. Celia Ferraz De Souza (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
Esta tese trata da transformação do conceito da preservação do patrimônio, da sua noção ligada às práticas sociais e às políticas urbanas, vistas a partir do cotidiano dos sujeitos nelas envolvidos. Reflete sobre os processos de transformação dos sentidos desse conceito central através da observação da legislação urbana, do panorama político da cidade analisada e das trajetórias sociais de sujeitos inseridos em projetos de reabilitação urbana, arquitetônica e gestão de programas e órgãos de preservação, nas instâncias municipal, estadual e federal. Constrói-se uma rede de informantes a partir da verificação das inter-relações institucionais de sujeitos da preservação e do planejamento urbano. O objeto de estudo está compreendido no universo desses sujeitos e na identificação de recorrências que caracterizam o imaginário da preservação no planejamento e das lógicas do planejamento na preservação. Toma-se como foco de análise as narrativas biográficas e os discursos desses sujeitos acerca do fazer técnico e político que pressupõe a preservação de bens culturais. Situando-se no âmbito das ciências sociais aplicadas, a pesquisa vale-se do aporte teórico-metodológico do Planejamento Urbano e Regional em diálogo com a Sociologia Urbana e com a Antropologia Social Urbana. Essa aproximação teórico-metodológica é fundamental para a compreensão dos caminhos assumidos para a análise do imaginário identificado na delegação de valor a determinados bens, espaços e práticas políticas, bem como na investigação próxima de sujeitos e grupos sociais em seus processos de conflito, negociação e crise. Por crise, entendemos que ela é construída como estratégia de legitimação das intervenções. O conflito, por sua vez, é motivador para as transformações físicas e sociais. A observação dos modos de atuar técnica e politicamente em níveis distintos nas administrações públicas, manifestada no esforço cotidiano de construir papéis e espaços de ação e de integração nos leva a refletir, na transformação das formas, os princípios que regem arranjos sociais e coletivos no ambiente urbano, especialmente no que diz respeito à cultura de preservar cidades.

Palavras-chave: Preservação; Planejamento Urbano; Políticas urbanas; Porto Alegre; Trajetórias sociais; Memória e imaginário coletivo;

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Título: O PORTAL MERIDIONAL DO BRASIL: RIO GRANDE, SÃO JOSÉ DO NORTE E PELOTAS – DE 1737 A 1832
Autor: ANA LÚCIA COSTA DE OLIVEIRA
Linha de Pesquisa: Cidade, Cultura e Política
Orientador: Profª. Drª. Célia Ferraz de Souza
Data da Defesa:22/05/2012
Banca:
– Prof. Dr. Luiz Fernando Rhoden (Examinador Externo do Curso de Arquitetura – FEEVALE);
– Profª. Drª. Ester Judite Bendjouya Gutierrez (Examinador Externo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/ UFPel);
– Profª. Drª. Daniela Marzola Fialho (Examinador Interno do PROPUR/UFRGS).

Resumo:
O processo de ocupação e anexação do território do Rio Grande do Sul, dentro do processo de urbanização do Brasil, iniciou, aproximadamente, duzentos anos após a chegada dos primeiros navegantes no Brasil. As questões oriundas da expansão e ocupação do território brasileiro já haviam avançado, com as decisões do tratado de Madri (1750), que determinaram um processo de urbanização tardio, com novas políticas urbanizadoras. Apesar das diferenças temporais e de contexto, muitas semelhanças permaneceram no que diz respeito à paisagem cultural. O estudo dessa urbanização é um dos objetivos desse trabalho. Por outro lado, se escolheu analisar as cidades de Rio Grande, São José do Norte e Pelotas, que se encontram às margens das lagoas, no acesso ao complexo lagunar Patos e Mirim, no sul do Brasil, chamada nessa tese, “Portal Meridional do Brasil”. O objetivo foi avaliar no período entre 1737 e 1832, o crescimento dessas cidades, as regras urbanísticas que as regeram e suas categorias de análise como rua, quarteirão e lote, remanescentes até hoje. Esse estudo verificou a importância que o lote teve na formação da imagem que se tem da cidade colonial e de sua paisagem. Foi ele o responsável por aproximar tempos diversos e lugares diferentes, promovendo uma morfologia típica independente da edificação.

Palavras-chave: Práticas urbanísticas coloniais brasileiras; Traçado regular e engenheiros militares.; Cidades brasileiras século XVIII e início do XIX.

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