No domingo, dia 11 de outubro, terceiro dia de Congresso, estavam na pauta a apresentação dos trabalhos da maioria dos extensionistas da UFRGS, debate sobre a integração entre a universidade e a população e um balanço geral do 2º Congresso de Extensão AUGM.
Texto e fotos: Iarema Soares
Conferencista debate o conceito e o papel da extensão
A busca pela integração entre a universidade e a população. Esse foi o grande mote da conferência ministrada por Juan Medina, secretário de Extensão Universitária na Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, durante o terceiro dia do 2° Congresso da AUGM. O conferencista questionou o caráter assistencialista de alguns projetos apresentam e afirmou que a extensão tem como uma de suas funções o desenvolvimento de formas associativas e grupais de conhecimento que ajudem a superar os problemas da sociedade. Além disso, ressaltou que a extensão precisa saber dialogar com a comunidade e vincular, durante a produção de conhecimento, o saber acadêmico com o popular.
Alunos extensionistas da UFRGS expõem e apresentam seus projetos
O terceiro dia do 2º Congresso da AUGM, na Unicamp, foi de apresentação de pôsteres para grande parte dos estudantes que fazem parte da delegação da UFRGS. Ao total, 10 projetos de extensão foram exibidos, as temáticas eram variadas. Passavam por áreas como Farmácia, Pedagogia, Fisioterapia, Física, Comunicação Social, Museologia e Educação. Um dos projetos apresentados foi o do estudante do 3º semestre de Zootecnia, Ítalo da Silva, 22 anos. A iniciativa desenvolvida juntamente com o professor Harold Patino é voltada para a agricultura familiar. O objetivo do projeto é que pequenos produtores consigam produzir energia sustentável através do processamento da mandioca e da batata-doce. Além disso, outra meta da ação é que os resíduos provenientes da fabricação desse biodiesel sejam utilizados para a nutrição animal. Desde março deste ano envolvido na ação, Ítalo afirma que a prática extensionista é importante, porque ela estreita os laços entre alunos e a comunidade externa. “Nesse tipo de trabalho, a gente aprende a conversar com o produtor, a colocar em uma linguagem acessível o conhecimento aprendido em sala de aula. Compartilhamos o que sabemos, mas também aprendemos muito com eles”, diz o estudante. Sobre o congresso, ele afirma que a experiência de troca proporcionada pelo evento é engradecedora. “O intercâmbio de informações e mesmo as diferenças com colegas de outros cursos nos fazem crescer como pessoa e profissionalmente.”
Representantes das universidades-membro da AUGM fazem balanço do congresso
Ainda no turno da manhã do terceiro dia de evento, representantes das universidades participantes do 2º Congresso da AUGM se reuniram e fizeram um balanço do evento. De maneira geral, todos elogiaram a organização e os temas das conferências que trouxeram assuntos relevantes para o centro do debate. João Frederico Meyer, reitor da Unicamp, falou das dificuldades encontradas para alojar as participantes do evento e que esse tópico precisa ser melhorado para as próximas edições. A falha de comunicação entre as universidades foi outro assunto abordado pela pró-reitora de Extensão da UFRGS, Sandra de Deus. “Precisamos dialogar mais entre nós mesmos. As instituições brasileiras, por exemplo, poderiam ter ajudado na organização para que a Unicamp não ficasse sobrecarregada”, afirmou. Outro tópico amplamente discutido foi a participação de movimentos sociais no evento. Os representantes das universidades falaram das dificuldades econômicas e, portanto, da impossibilidade de levar pessoas desse segmento. Por isso, algumas instituições priorizaram em levar alunos extensionistas que também era ligados à causa social, mas que a meta para a próxima edição do congresso da AUGM é estreitar os laços com esse segmento da sociedade. Nessa reunião, ficou decidido também que o próximo congresso extensionista da AUGM será realizado na cidade de Rosário, na Argentina.
