Como Programação Educativa da exposição “Tição: Existência e Resistência”, que aborda a imprensa negra gaúcha nos anos 1970 e 1980, na próxima terça-feira, 04 de julho, às 18h30, no Mezanino do Museu, haverá um bate-papo com os jornalistas Wagner Machado e Wagner Meirelles a respeito da “(In)visibilidade do negro na comunicação”.
Wagner Meirelles, jornalista, mestrando em comunicação na UFRGS e servidor público estadual, lotado na Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul explica que o Brasil foi o último país do Ocidente a abolir a escravização, mas os resquícios desse período cruel e desumano ainda são perceptíveis também através do racismo, preconceito, discriminação e da injúria racial.
Nesse contexto, conforme Wagner Machado, também jornalista, doutor em comunicação e servidor do Núcleo de Comunicação da Faculdade de Educação da UFRGS, a comunicação exerce importante papel na produção, legitimação e perpetuação de estereótipos. Segundo ele, não é tarefa difícil acessar a internet, escutar o rádio ou spotify, ler o jornal e assistir novelas e filmes e constatar que, apesar de estarmos no país com a segunda maior população negra fora do continente africano, o destaque nessas mídias é desproporcional e há um pacto, nem sempre silencioso, com os valores estéticos da branquitude.
A atividade é gratuita e não requer inscrição-prévia.
