Na tarde desta terça feira, 03/09, o Salão de Extensão deu início às oficinas, que atraíram diversos participantes. Diferente das outras modalidades, as oficinas proporcionam aos participantes experiências práticas e vivenciais que refletem os conteúdos trabalhados nas Atividades de Extensão.
As Oficinas se caracterizam por oportunizar que a comunidade acadêmica e o público em geral conheçam as Atividades de Extensão desenvolvidas pela UFRGS. Além do público, a modalidade também permite que os próprios estudantes tenham a oportunidade de apresentar e envolver os participantes ao trabalho que vem sendo construído dentro dos projetos.
Oficina de Dança
Um dos destaques do dia, foi a oficina de dança que ocorreu na sala Pessegueiro no Centro Cultural. A atividade reuniu mais de 40 pessoas para uma aula envolvente que trabalhou com caminhadas, com ritmos, poses, e com elementos do dia a dia, da vida cotidiana que foram transformados em dança e expressão através do movimento.
O objetivo da oficina era trazer visibilidade para os alunos e alunas da universidade e também possibilitar um primeiro contato para os estudantes e comunidade geral, além de promover o bem-estar, a saúde, e o encontro com a arte de pessoas que talvez não tivessem essa oportunidade em um espaço gratuito.
A atividade recebeu um público diverso composto por pessoas de diversas idades, entre estudantes, jovens e idosos da comunidade. A coordenadora do projeto, Lisete Vargas, mencionou essa participação dizendo “a dança, ela é de quem quer dançar, é da alma dançante”.
O aluno ministrante da oficina, Andi Goldenberg, é bolsista do Ballet da UFRGS e comentou sobre como esse tipo de experiência é essencial para aprimorar seu “eu-artista” e explorar outras áreas como a dança contemporânea que foi trabalhada na oficina.

Oficina de teatro – inventando novas histórias de si
Outro momento que reuniu diversos participantes foi a oficina de teatro. Inspirada nas atividades desenvolvidas com estudantes em situação de rua e vulnerabilidade social da Escola Municipal de Ensino Fundamental Porto Alegre (EPA), a proposta era fomentar discussões sobre a prática teatral como ferramenta de desenvolvimento pessoal e inclusão.
A atividade trouxe como objetivo integrar as histórias dos participantes ao processo criativo e ampliar a compreensão sobre o papel do teatro na sociedade. A oficina também contou com momentos de experimentação com o “livre brincar”, incentivando a criação espontânea e coletiva. O bolsista do Projeto EPA e ministrante da atividade, Endrius Prates, comenta que o momento foi muito divertido ver os participantes de diferentes lugares e diferentes cursos se unindo e vivenciando o mesmo momento, deixando o mundo frenético do lado de fora e olhando um no olho do outro, é o que ela chamou de “puro suco do teatro”.

Texto: Camila Rocha.
